Criminal
1 Prólogo
Notas iniciais
Era mais um dia tedioso em meu apartamento, ficar sozinha era realmente chato. Levantei da minha cama e fui buscar meu amado suco de maçã
- Mas que droga, acabou!
Olhei pra cima da mesa e todas as caixinhas vazias se encontravam ali.
- Ótimo, vou ter que comprar mais
Calcei meus chinelos, peguei minha bolsa e minhas chaves, tranquei o apartamento e desci para o pequeno mercado que havia na esquina. Chegando lá, peguei uma cesta e fui direto a prateleira das caixinhas de suco.
Era pra eu comprar cinco caixinhas, mas já no caixa, a atendente me cobrava por vinte. eu tentava me controlar mas aquele suco era tão bom que se tornou meu vício
- Esse suco é tão bom assim? — perguntou um ara lindo de morrer que estava atrás de mim na fila
- Bom, pra mim, é o melhor que tem!
- Dá para perceber! — ele disse dando um sorriso que parecia os outros uma tentativa
- Senhora, são 22,00 jewels
- Ah sim
Abri minha carteira e peguei uma nota de cinquenta e assim que a moça abriu a gaveta do caixa, o loiro lindo tirou uma arma da cintura e anunciou o assalto, mandando a mulher colocar todo o dinheiro numa sacola. Enquanto a atendente fazia o que ele disse, ele pegou uma das minhas caixinhas de suco, abriu e bebeu. Tá, qual é? Além de me assaltar, ele ainda vai beber meu suco? Nem pensar!
Dei uma joelhada em ´em seus países baixos` e quando ele se curvou, chutei a arma dele. Dei um soco no estomago dele e quando voltei meu punho para acertá-lo mais uma vez, ele travou meu soco, segurando meu pulso e girando até minhas costas
- Eu tenho que admitir loira, você é boa, mas eu sou um ladrão profissional
- Se é profissional, por que está roubando um pequeno mercado?
- Digamos que eu estou... de férias!
- Essa é boa!
- Você é tão linda, pena que vai ter que...
- Morrer? Você vai me matar?
- Claro que não, deixa de ser exagerada, mas você tem que ser punida pelo que fez! Vou ter que deixar uma marca nesse seu rostinho lindo
- Parado! Não encosta nela! — a atendente gritou apontando a arma pra ele
O loiro sorriu e sacou uma faca, apontando para o meu pescoço
- Se chamar a polícia, ela morre! Ouviram?
- Espera, você está preocupado com a polícia? Ela está te apontando uma arma!
- Ela não vai atirar!
- Como sabe que não?
- Você atiraria?
- Sem pensar duas vezes!
- Sua família sabe que eles tem uma assassina em casa?
- Eu moro sozinha! Não ia precisar me preocupar com isso!
- Onde aprendeu a lutar daquele jeito?
- Não é da sua conta!
- Tenho mesmo que admitir, você é esperta! Está me mantendo aqui, até a polícia chegar, mas não vai rolar gata!
O loiro me arrastou com a faca no pescoço e antes de sair, ele mandou a atendente devolver a pistola, caso contrário, ele me cortaria. Ela jogou a arma pra ele e quando saímos, ele guardou a arma. A faca, ele enfiou dentro da minha blusa
- Se você gritar, você morre! — ele sorriu na maior cara de pau
- O que está fazendo? — perguntei quando ele uniu nossas mãos
- Até chegarmos na sua casa, seremos um casal!
- O que quer dizer com minha casa?
- Não esta claro meu amor — ele falou doce quando dois rapazes passaram por nós — até a poeira baixar pro meu lado
- Porque minha casa?
- Porque foi você que me colocou nessa, quando resolveu lutar contra mim
[...]
Assim que chegamos em meu apartamento surgiu outro problema para resolver: a síndica.
- Boa tarde — falei num sorriso
- Só se for pra você! Quem é esse?
- Eu sou o namorado dela! Meu nome é... Gray! Mas pode me chamar de paçoca!
- E o que você faz aqui... paçoca?
- Visitar minha namorada
- Desculpe, mas você não pode subir
- Porque não?
- É proibido, esse é um prédio de família e não um motel
- Olha aqui, se você é uma velha solteira que não tem nenhum macho pra meter em você, a culpa não é dos hospedes! Agora me dê licença que eu e minha namorada vamos dar umas trepadas ali em cima! — ele falou passando o braço sobre minha cintura- vamos amor!
***
- Olha só, você é gato e tal, mas eu só transo com um cara depois do décimo encontro — falei enquanto subíamos as escadas
- Em qual andar você mora?
- Quarto andar! Sabe, essa é a primeira vez que me fazem de refém mas eu não estou com nem um pingo de medo
- Devia ter!
- Não, não devia não! Eu já te saquei, você não é do tipo de ladrão que mata pessoas inocentes
- Você é realmente esperta! Mas não pense em me entregar, porque eu não me importaria de tornar você a primeira da lista
- Não tenho medo de você!
- Eu já disse que deveria ter
- E por que eu teria?
- Por isso! — ele falou me imprensando na parede, colando o corpo dele no meu
- Você não faz o tipo estuprador! — falei nervosa, não devia ter mexido com ele
- Você me faz querer ser esse tipo! — ele respondeu beijando meu pescoço e alisando minha coxa
Definitivamente, eu tenho que falar menos, além de ter ficado sem meus sucos, agora ia ser estuprada na escada do meu prédio
- Por favor... Gray — disse e ele riu quando o chamei pelo nome
- Você disse que não tinha medo, vou ter que fazer você ter!
Ele puxou minha perna até o quadril dele e sorriu com o meu olhar apavorado. Com uma mão ele segurava minha coxa e com a outra, segurava meus pulsos
- Vou fazer você ficar molhadinha — ele sussurrou em meus ouvido
Corpo jovem idiota, tinha que arrepiar agora? Ele sorriu contra meu pescoço deixando meus pelos mais arrepiados ainda. Minha mente não o queria, mas meu corpo...
Notas finais
bjs
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