Criminal.

5 Capítulo 5: Outlaw.


Notas iniciais
capítulo fraquiiiinho demais, mas o próximo é melhor, e tem MUUUUUUUUITA ação, promessa de escoteira... apesar de eu nunca ter sido uma...

Point of view: Selena.

- Selena Gomez! – o professor caminhou pela sala com a minha avaliação – Mais sorte da próxima vez, Gomez.

- O que? – observei a nota em vermelho no canto da avaliação – 4, 43? Filho da puta! – deixei a prova cair juntamente com a minha caneta –

- Ei, respeito, Selena. Deveria ter estudado mais. – ele já estava entregando a prova da garota sentada atrás de mim –

- Selly... O que houve? – Taylor sentou-se na cadeira vaga a minha frente e puxou minha prova, abrindo mais os olhos ao ver a nota – Meu. Deus. Será que ele confundiu você com outra Selena?

- Quantas garotas você conhece se chamam Selena Marie Gomez? – perguntei irônica com a cabeça baixa e as duas mãos presas no meu cabelo – Eu não mereço estar em Harvard. É o fim.

- Mas o que aconteceu para você tirar uma nota tão baixa? Anda tendo problemas com sua mãe? – Taylor olhou-me curiosa –

- Não, antes fosse.

Guardei minha prova dentro do fichário e o mesmo dentro da bolsa juntamente com o livro que estava aberto na mesa. Caminhei pelos corredores sem falar com ninguém enquanto pensava sobre a situação na qual eu me encontrava. Tirar um 4,43 era simplesmente absurdo! Nunca em toda a minha vida havia tirado uma nota tão baixa quanto aquela, nem mesmo no ensino fundamental. Joguei minha bolsa no banco ao lado do motorista e coloquei o cinto, segurando o volante com ambas as mãos ainda sem sair do lugar. Assustei-me ao ver a porta ser aberta e retirei o pé da embreagem e do acelerador, fazendo o carro dar um pequeno tranco para a frente e morrer segundos depois. Minha bolsa estava jogada novamente no meu colo enquanto Demetria batia a porta do carro em silêncio, colocando o cinto.

- Dirija. – eu continuei estática – Você ficou surda? Dirija!

- P-para onde? – liguei o veículo novamente com os dedos trêmulos –

- Qualquer lugar onde sua mãe não esteja. – deu de ombros parecendo não se importar e retirou uma pistola de dentro da bota preta que usava – E nem a polícia. Você sabe. Por mais que ninguém me reconheça assim... – ela apontou para si mesma – É sempre bom prevenir.

Durante o percurso que fiz até um hotel próximo da faculdade Demetria falou no celular diversas vezes e na maioria delas estava falando com algum dos primos, os quais ela chamava de Killa boys. Killa boy K, Killa boy J, Killa boy N. Ao parar em um sinal vermelho, minha garganta queimou com o cheiro do cigarro no carro fechado, e ameacei abrir o vidro, entretanto a voz autoritária me travou.

- Você não vai abrir isso. – ela riu –

- Eu não consigo respirar.

- Nada comparado a morrer sufocada.

Avancei com o carro novamente em silêncio. Dei entrada no quarto e percebi que claramente o homem da recepção usou todo o poder de sedução para dar encima de Demetria, que apenas riu, agradeceu e disse que era minha namorada. Maldita. Ao entrar no quarto, ela arrancou a chave da minha mão e trancou o quarto, seguindo na minha direção com um olhar ameaçador até que eu caísse sentada na cama. Observei apenas com o olhar o movimento lento que ela fez para retirar a pistola prata de dentro da bota e apontou a mesma na minha direção.

- Eu quero um bom motivo para não matar você. – ela se aproximou mais –

- Você não quer fazer isso. – minha mente não me fornecia alternativas suficientes –

- Quero muito mais do que você possa imaginar. – um sorriso começou a ser desenhado no rosto bonito –

- Eu não vou valer nada morta, você pode pedir uma... recompensa. – engoli a seco quando senti o metal gelado tocar minha testa –

- Acredite em mim, Selena. Eu quero um BOM motivo para não matar você! Você me matou! – a mão que não segurava a arma empurrou meus ombros – Mesmo que tenha sido por um minuto!

- Demi, eu sinto muito. – minha visão estava distorcida pelas lágrimas –

- Você vai sentir muito quando ver o sangue da sua mãe escorrendo pelos buracos que eu vou fazer nela! – ela gritou e engatinhou pela cama até estar com o corpo por cima do meu – Abra a boca!

- Por favor, não! – eu tentei chegar mais para cima, porém fui impedida pela mão dela, que segurou meu rosto puxando meu queixo para baixo – Se você não vai me matar, pare de blefar!

- Feche os olhos. – ordenou, o estado de nervosismo em que eu me encontrava apenas me deixou pensar por dois segundos e eu obedeci – Você prefere uma bala descendo pela sua garganta ou atravessando o seu cérebro? – ela riu e eu chorei ainda mais – Quer saber? – todo o peso da cama desapareceu e eu abri os olhos, me deparando com Demetria colocando a arma no móvel de cabeceira – Já vi você chorar demais, chega.

Esperei que ela me obrigasse a pegar a arma e atirar na minha própria cabeça, porém ela pegou o celular e começou a ligar novamente para os primos dizendo que não ia voltar hoje e que tinha coisas mais importantes para resolver. Quando Demi sentou-se na cama ao meu lado com o controle da TV e uma lata de refrigerante na mão, acreditei que não sairia dali viva. Os canais pareciam sempre os mesmos, previ que as notícias de amanhã seriam “jovem encontrada morta em quarto de hotel.” Abaixei a cabeça incomodada com o silêncio até que a gargalhada de Demetria rompeu o mesmo enquanto ela assistia a um episodio de Simpsons. Estiquei os olhos tendo a visão privilegiada do sorriso largo que ela exibia ainda achando graça da cena e aproveitei o momento para pedir algo.

- Posso tomar banho? – por eu estar em silêncio há mais de três horas minha voz soou totalmente rouca –

- Deixe a porta aberta para eu ter certeza que não vai tentar escapar.

O frio do ar condicionado fez meu corpo tremer depois de estar completamente nu. Entrei no Box abrindo a água quente o máximo que pude, aproveitando enquanto ela esquentava para pensar. Pensar era o que eu mais estava fazendo em um mês. Quando o vidro blindex embaçou não esperei nem um minuto a mais para entrar na água, sorrindo aliviada ao sentir ela escorrer por cada região do meu corpo, me proporcionando uma sensação de pureza inimaginável. Ouvi o barulho de passos quarto, o que me fez parar com os dois braços caídos ao lado do corpo aguardando ouvir a voz ou até mesmo sentir o tiro atravessar alguma parte do meu corpo. Inesperadamente vi a silhueta de Demetria retirar completamente a roupa antes de encostar seu corpo na minha costa e tocar minha barriga com a ponta dos dedos da mão direita ao mesmo tempo em que a esquerda envolvia meu seio, apertando o mesmo com tamanha intensidade que me fez gemer.

- Você só vai gemer quando eu mandar, Selena. – os lábios quentes deslizaram no meu trapézio até estarem devidamente encaixados no meu pescoço –

Foi a hora mais agonizante da minha vida. Demetria deslizava as mãos pelo meu corpo como se estivesse tocando um piano. Cada região de pele era uma tecla onde ela tocava e conforme minhas reações corporais, ela repetia. Segurei diversas vezes no registro apertando o ferro prateado para controlar os impulsos e vontades reprimidas que sentia como por exemplo rebolar ou até mesmo chamar pelo nome dela.

- Agora você pode gemer. – sussurrou em meu ouvido enquanto dois de seus dedos deslizaram lentamente para dentro de mim –

Apenas me certifiquei de que não havia uma arma escondida em algum lugar ali ou até mesmo na pia de mármore antes de começar a gemer, mesmo que fossem gemidos baixos e contidos. Demi sabia exatamente que eu estava perto de atingir meu máximo quando seus dedos atravessaram meu cabelo sem a menor dificuldade e puxaram ele para trás me fazendo deitar a cabeça no ombro dela. Surpreendentemente ela ficou alguns minutos com os dois braços envoltos na minha cintura e a testa colada no alto da minha coluna enquanto meu corpo se recuperava de talvez o melhor orgasmo da minha vida. Não que eu colecionasse orgasmos. Eu namorei apenas uma vez, e foi difícil entrar em um esquema com o garoto para que a relação fosse prazerosa para os dois. Com Demi foi fácil como estudar códigos penais.

- Coloque sua roupa e vamos embora.

Após deixar Demetria no Brooklyn, segui direto para casa e entrei sem fazer barulho algum. Deitei na cama sem sono algum e coloquei a mão na barriga, dando-me conta de que alisava minha própria pele lembrando do toque da garota no local. Meu estomago revirou com a sensação e peguei meu celular, observando uma mensagem.

“ Me explica por que toda vez que me determino a acabar com a porra da sua vida você precisa me fazer desejar tocar seu corpo? Eu odeio isso! Demi.”

Notas finais
reviews?