Criminal.

14 Capítulo 14: Smooth Criminal.


Notas iniciais
BOOOOOOOOOOA tarde suas lindas... Demorei pra postar, sorry, mas amanhã eu posto outro capítulo que já tá até escrito aqui... Antes que vocês leiam o capítulo, quem não vê Glee procure aí no google Dianna Agron só pra vocês saberem quem é, e vamos ao cap.

Point of view: Demetria.

- Você é a Demi?

Observei o garoto a minha frente. A roupa de marca parecia nova, assim como o boné roxo que cobria uma parte do cabelo loiro liso. Joguei o cigarro no chão sem desencostar do muro e voltei a fitar o rosto amedrontado.

- Depende. O que você quer?

- Nesse momento eu não sei bem o que quero. – respirei fundo ao ouvir a frase de “segurança” –

- Eu não te conheço. – dei um passo para a frente, fazendo o garoto recuar – Quem é? De onde veio?

- Eu sou Ju-Justin. Meu amigo compra drogas com o Joseph, e-eu só... Só vim experimentar. – os olhos castanhos cintilaram com o medo –

- Quem é o seu amigo? – cruzei os braços abaixo do peito –

- B-Brian.

- Você tem algum problema na fala? – ri fraco antes de virar de costa para o garoto e seguir na direção de Nick – O que você quer, pirralho?

- O que tem aí? – ouvi os passos hesitantes me seguirem lentamente –

- Qualquer coisa que você imaginar. – fiz sinal com a cabeça para que Nick ficasse alerta –

- Cocaína? – virei-me imediatamente para ele e dei uma risada –

- Você já se drogou alguma vez na vida? – ele negou – Então acho melhor começar por baixo caso não esteja tentando se matar. Eu vou te dar um ou dois cigarros de maconha, você curte bastante a onda e volta aqui quando achar que está pronto. Nick, pode pegar lá por favor? – ele assentiu e caminhou lentamente com a arma presa em seu peito –

O garoto a minha frente não deveria ter mais de 15 ou 16 anos, tinha a estatura mediana e era bem magro, se o tivesse que descrever com uma palavra eu diria esquisito.

- Demi?

Virei-me lentamente para encontrar o rosto de Selena com um meio sorriso enquanto caminhava em minha direção. Sorri de volta quando percebi que a mulher estava com o cabelo solto e haviam mexas roxas e azuis pelos mesmos e que ela usava um short branco curto com uma camiseta da mesma cor contrastando com a pele artificialmente dourada. Envolvi-a pela cintura depositando um beijo demorado na lateral do rosto que rapidamente ganhou um tom avermelhado.

- Oi princesa. – afastei nossos corpos aos poucos e beijei-a na ponta do nariz – Pensei que tinha aula hoje.

- E tinha, mas minha turma foi liberada mais cedo e resolvi passar por aqui pra te ver. – ergui a sobrancelha e assenti – Achei que não tinha problema.

- Problema nenhum. – sorri novamente –

- Aqui está. – só então percebi que Nick havia voltado e olhei o garoto com a expressão ainda mais assustada no rosto – São 50 pratas.

Passei o braço esquerdo por trás da cintura de Selena e comecei a caminhar com a mesma em silêncio através das ruas movimentadas do Brooklyn. O sol parecia mais quente naquele dia em especial, talvez pelo fato de que eu estava cada vez mais perto de concluir o meu plano quase infalível de me vingar de Mandy usando Selena para aquilo. É bem mais fácil quando você encontra alguma garota estúpida o suficiente para acreditar em tudo o que você diz.

- Eu estive pensando em viajar quando entrar de férias na faculdade. – a voz de Selena foi me tirando do pensamento aos poucos –

- E quando é isso? – puxei-a pela mão para que atravessássemos a rua –

- Daqui a um mês. – encostou a cabeça em meu ombro enquanto andávamos – Estive pensando em Atlanta ou quem sabe Alaska.

- Só tem neve e iceberg nesses lugares, o que faríamos lá? – peguei as duas comandas que me foram oferecidas pela garçonete e entrei no restaurante ainda segurando a mão de Selena –

- Podemos esquiar e tomar chocolate quente. Pode ser romântico, sabia? – ela riu baixo –

- Podemos tomar chocolate quente aqui. – dei de ombros sem conseguir controlar a risada ao sentir os dedos de Selena apertando uma parte do meu braço – Ai, isso dói.

- Vai doer muito mais quando eu te beliscar de verdade.

Revirei os olhos deixando outra risada escapar enquanto servia a mim e Selena de algumas besteiras que um restaurante próximo ao Brooklyn servia aquela hora. Senti meu celular tremer em meu bolso e puxei-o, mordendo meu próprio lábio inferior ao conter um sorriso quando vi o nome na tela indicando a nova mensagem. Dianna Agron. Abri a mesma ainda disfarçando para que Selena não desconfiasse de nada. “Quando sua cobaia humana resolver cair na real e se mandar, me avise. Tenho planos para nós duas essa noite. Xoxo.”

- Quem é, Demi? – fechei rapidamente a mensagem e guardei o celular em meu bolso –

- Uma amiga. Nada importante. – dei de ombros ao voltar a me concentrar em meu café –

- Mas então... Sabe o Delegado Romney? – balancei a cabeça negativamente – O que estava na delegacia quando fui lá te soltar. – assenti – Ele está prestes a ser demitido. – rolei os olhos do meu café até o rosto da garota e ergui a sobrancelha –

- Por que? – tomei mais um gole do conteúdo na xícara em minhas mãos –

- Descobriram o envolvimento dele com o tráfico de drogas. O Tenente Hardman é o próximo.

- Quem é esse? – retirei uma carteira de cigarros do bolso e de dentro da mesma retirei um cigarro e um isqueiro –

- O que te prendeu no Brooklyn.

- Hm... – comecei a pensar em como seria o encontro com Dianna mais tarde e acabei me distraindo por mais tempo do que esperava –

- Demi! – senti um pequeno pedaço de pão acertar meu rosto – Será que pode me dizer em que tanto pensa? – encarei o rosto superficialmente aborrecido de Selena –

- Tenho alguns assuntos para resolver hoje. Preciso ir com Nick até Manhattan, aproveito e te deixo em casa, pode ser? – peguei as comandas na mesa e levantei-me, esticando a mão para segurar a de Selena –

- Fazer o que né... Você vai pensar sobre nossa viagem? – senti um beijo demorado ser dado na lateral direita do meu rosto e suspirei –

- Vou. Alaska ou Atlanta, certo? – ela assentiu e eu entreguei os papeis juntamente com o dinheiro sem esperar o troco – Apesar de preferir algo como o Brasil ou México, podemos ir para o Alaska sem problema.

- Oba! Obrigada! Eu adoro você.

Algumas vezes, ter que fingir que sentia algo pela Selena era simplesmente insuportável. Já faziam duas semanas que nós estávamos “namorando” e faltavam apenas alguns dias para a mãe dela voltar, o que significava que eu só precisava agüentar todo aquele drama e melação por mais um tempo. Ao mesmo tempo eu tinha Dianna, que já conhecia há alguns anos mas nunca havia reparado nela direito pelo fato de aparentemente ser mais uma dessas garotas fúteis que só estão interessadas em status social e poder. Depois de encontrá-la por aí sem pretensão alguma, acabamos começando um “contato” maior, nos encontramos há uma semana atrás e não pensei duas vezes quando senti que a real intenção da garota comigo não era apenas conversar. Dianna não faz o tipo de garota politicamente correta e se ela não vê problema algum em estar comigo, eu não vou desperdiçar a chance de andar por aí exibindo uma mulher de verdade. Eu poderia até armar com ela para que Selena chegasse no exato momento em que nós estivéssemos em uma situação constrangedora. E era exatamente daquele jeito que iria acontecer. Quando deixei Selena em casa, não precisei dirigir por mais três ou quatro quarteirões até a mansão dos Agron. Toquei a campainha olhando uma última vez a roupa que vestia apenas para me certificar de que estava apresentável e não usava as mesmas roupas largas e masculinas que eu gostava. Eu estava com uma calça jeans escuro, uma sandália de salto e uma camiseta branca do AC/DC. Senti uma mão segurar meu pulso e só então me dei conta de que a porta já havia sido aberta e a mulher a minha frente exibia os dentes brancos em um sorriso largo em companhia dos olhos verdes que também pareciam sorrir.

- Eu amo a sua rapidez. – puxou-me para dentro já com os lábios roçando os meus –

Notas finais
reviews?