Criminal.

3 Capítulo 3: That girl is so dangerous.


Notas iniciais
escrever essa fic é difícil hein... eu não consigo descrever muita raiva em fics, but, eu tentei :/

Point of view: Demetria.

Aproximadamente uma semana depois de estar solta eu consegui uma roupa decente para Kevin, tingi o cabelo de um tom totalmente preto e segue com meu primo até a faculdade onde a tal Selena estudava. Joe e Nick estavam escondidos de longe observando prontos para nos defender caso algo saísse errado, porém todos concordaram que estávamos irreconhecíveis e que meu plano tinha tudo para dar certo. Andei por aqueles corredores desconfortavelmente comportada, minha vontade era arrancar aquele sapato e furar os olhos de Selena com os saltos. Imaginar a cena me fez rir satisfeita. Na diretoria, eu aguardei sentada em um sofá enquanto uma mulher loira e velha tagarelava sem parar com uma provável estudante extremamente gostosa. Ao notar o cigarro queimando em meus lábios, o tom da mulher foi rude.

- Apague isso se quiser permanecer aqui dentro.

Olhei-a desafiadoramente e raciocinei por alguns segundos se queria continuar na minha busca por vingança ou se valeria mais a pena esperar a diretora sair da proteção do colégio para acabar com aquela cara suja dela. Dei de ombros ao pedir a Kevin para apagar o cigarro e jogá-lo fora. A cena do sangue de Selena escorrendo através de um furo de bala me fez ter certeza de que era aquilo que queria.

- Quero falar com Selena.

- Existem dezenas de Selenas nessa faculdade. – ela sorriu falsamente – Sobrenome.

- Porra, eu não sei. – coloquei as mãos encima da mesa de madeira num tom de marrom escuro – Se eu soubesse provavelmente não estaria aqui pedindo informação a você. Ela é alta, magrela, tem o cabelo preto na altura da cintura, cara de inocente e a sobrancelha larga.

- Quem você é, senhorita? – ela observou-me por uns segundos tentando me reconhecer – Acho que já vi seu rosto em algum lugar antes.

- Acredite em mim, não quer saber quem eu sou, agora você vai me dizer qual é porra da turma da garotinha ou terei que ir em sala por sala procurar por ela? – cruzei os braços –

- Está procurando Selena Gomez, estudante de direito. – um tipo de caderno preto foi arremessado encima da mesa e ela começou a folhear até encontrar a letra S – Selena Gomez, turma 5 A, quinto andar. Pode me dizer seu nome?

- Coloca qualquer merda aí, não tenho um nome.

Como Kevin seria reconhecido mais facilmente do que eu, ele se manteve calado e de cabeça baixa o tempo inteiro. O elevador pareceu demorar um ano para chegar ao quinto andar do prédio novamente e quando a porta abriu-se Kevin saiu primeiro, com o celular no ouvido.

- Nick. – ele sussurrava – Estamos no andar da garota. Fique de olho, a diretora ficou desconfiada. Mantenha Joe avisado e QUALQUER sinal de perigo nos avise. Tchau.

- Tudo certo? – passei o braço por trás da costa larga –

- Tudo certo, parceira.

Rimos um para o outro e começamos a caminhar a procura da sala certa. Eu estava com um certo frio na barriga e um nó na garganta. Provavelmente a vontade de colocar as mãos no pescoço grosso e pálido era tanta que estava me deixando apreensiva. Já com um novo cigarro nos lábios forcei o nó dos dedos contra a porta três vezes esperando que alguém viesse atender. Quando um homem de idade mediana e com um óculos horrível no rosto abriu a porta, não tive força para proferir uma só palavra. Meu olhar encontrou-se com o dela e fui tomada pelo ódio. Muita sorte eu não ter uma arma nas mãos.

- Senhor, queremos falar com Selena um momento.

- Não posso permitir que venha até aqui, a aula é revisória, porém podem esperá-la lá fora. Avisarei a ela que... Os nomes? – ele preparou-se para anotar no canto do caderno que segurava –

- Somos Lauren e Taylor. – Kevin informou enquanto eu caminhava inconscientemente para dentro da sala –

- Ei, senhorita. Vou pedir que espere lá fora. – ele passou o braço pela frente do meu corpo impedindo minha passagem –

- Tira a porra da sua mão de mim. – dei um passo para trás controlando o impulso de empurrá-lo –

- Perdão senhor, a minha amiga é muito nervosinha. – Kevin sorriu e arrastou-me pela mão – Você quer foder tudo idiota? Não podemos chamar a atenção e você continua agindo como uma marginal o tempo inteiro! – ele empurrou minha cabeça com força para o lado –

- Cala a boca.

Ao sairmos da faculdade, eu só tinha em mente a forma como Selena olhava para mim. Ela não estava me reconhecendo, meu cabelo antes era castanho claro sempre preso e agora estava preto totalmente solto e com franja, as roupas largas com tênis gigantes que eu estava habituada a usar haviam cedido lugar a um vestido justo e um salto alto. Meu rosto sempre puro estava carregado de maquiagem. Kevin estava de óculos escuros, um boné, uma camisa pólo branca de marca, uma calça jeans escura e um par de tênis com um símbolo dourado da Nike. Ele sempre andou de bermuda, chinelo e camisetas esquisitas sem manga. Encostamos no muro aguardando a garota sair, e o tempo inteiro eu tentava manter a calma lembrando-me de que não estava ali para matá-la. Eu estava ali para ameaçá-la e deixar avisada de que tinha a vida inteira dela sob controle a partir daquele momento. Ao ver a figura alta atravessar o portão com um sorriso largo acompanhada das outras duas amigas, meu coração disparou contra o peito e novamente o sangue circulou com mais pressão em meu rosto. Minhas mãos fecharam-se em punho e Kevin apertou meu pulso.

- Vou trazê-la até aqui. Tente não matá-la na frente de todos. Se vai fazer isso, pelo menos vamos convencê-la a ir até um lugar mais vazio.

Acompanhei e gravei cada gesto que Kevin e Selena faziam. Ele apresentou-se e apertou a mão dela, beijando as bochechas rosadas em seguida. Disse algo no ouvido dela que fez com que uma risada fosse dada tanto por ela quanto por ele, e logo ela despediu-se das amigas, atravessando a rua na minha direção. Franzi a testa quando ela sorriu para mim e mexeu no cabelo sensualmente.

- Olá Lauren. – estendeu a mão para mim –

- Lauren? – dei uma risada e segurei a mão dela, apertando com mais força do que o necessário – Vejo que meu amigo já me apresentou.

- Sim... Ele disse que quer me conhecer. Estou aqui. – deu de ombros e voltou a sorrir apertando os dedos no fichário – Isso é constrangedor...

- Não vejo por que. – queria ir direto ao ponto, porém Kevin acenava o tempo inteiro atrás de mim para que desse continuidade a conversa –

- Bem, seu amigo disse que você quer muito me conhecer... – a face ruborizou, eu desejei ter aquele sangue nas mãos –

- Na verdade, Selena. – Kevin já estava atrás dela, minha expressão de raiva fez a face da garota mudar – Eu conheço você. Você é filha de Mandy Gomez, não é?

- S-sou.

- Você sabe quem EU sou, Selena? – sorri segurando-a pelo queixo com força –

- Não.

- Olhe bem, garotinha. Você me conhece.

A análise que ela fez no meu rosto foi detalhada, desde minhas sobrancelhas até as orelhas, nariz, queixo. O olhar foi desviado do queixo para a boca diversas vezes, mas o que entregou foi o queixo.

- Esse queixo! E essa boca! Deus! Você é Demetria. – o rosto antes vermelho agora estava pálido – SOCOR. – a boca dela foi tapada por Kevin –

- Se você gritar eu não hesitarei em quebrar seu pescoço e fazer parecer um acidente. – anunciei ao acender um cigarro – Não estamos aqui para machucar você ainda, sua vadia. – tirei o cigarro da boca soltando toda a fumaça no rosto dela, que tossiu – Eu quero te avisar uma coisa. Da mesma forma como encontrei você, encontro a maldita da sua mãe, e se você está pensando em avisar a polícia sobre isso esqueça, eu irei presa porém metade dos criminosos dessa cidade tem ordem para matar vocês duas assim que eu pisar na cadeia. Comece a tomar mais cuidado por onde anda, Selena. Fique na linha, ou vai acabar com um furo no seu peito.

- Você entendeu, gostosinha? – Kevin sussurrou no ouvido dela a mão livre passou pela barriga inexistente de Selena, aquilo me irritou –

- Tire a mão dela seu filho da puta. Não estamos aqui para isso. – ela franziu a testa ao me olhar – Destampe a boca dela.

- Não vou falar com a polícia. – ela pegou o fichário no chão enquanto eu tragava meu cigarro –

- Melhor assim. Sei que não quer ver a sua mãe morta. – sorri passando os dedos sem nenhuma delicadeza pela lateral do rosto bonito – Me dê o número do seu celular. – ordenei ao pegar meu aparelho eletrônico no bolso quase imperceptível do vestido e entregar na mão dela –

- Por que daria? – ela hesitou um segundo –

- Você se esqueceu de com quem está falando? – ergui as sobrancelhas usando a mão que não segurava o cigarro para dar alguns tapas “amigáveis” no ombro direito dela –

- Tá, ta. – ela anotou o número e o nome, devolvendo o aparelho em seguida –

- Vamos ver. – disquei o número e em poucos segundos uma melodia agitada começou vindo aparentemente do bolso de trás da calça – Deixe-me ver.

- Certo. – ao mostrar-me o aparelho, percebi que ela tremia –

- Já que você está avisada, espero que tome cuidado. Não se mude, não troque de faculdade, não fuja. Eu vou encontrar você mesmo que tenha que ir ao inferno, Selena. Eu vou ligar para você qualquer dia, e acho melhor atender. Você não me quer na porta da sua casa, quer? – sorri ironicamente –

Antes de ir embora, segurei-a novamente pelo queixo roubando um selinho rápido. Eu continuava tendo aversão a idéia de me relacionar com aquela garota, porém eu não podia negar o quão sexy era o fato de ela aparentar ser totalmente “inocente.” Ela tinha lábios muito bonitos também, é verdade. Caminhei em passos firmes que demonstravam o tamanho do meu ódio por não poder encostar as mãos naquela maldita juíza, entretanto saber que minha vingança tinha nome e telefone me fez sorrir. Acompanhei de longe com meus outros primos os passos de Selena, conseguindo o endereço da casa dela e algumas outras informações importantes como o modelo, cor e placa do carro dela e da mãe. Estava sendo mais fácil do que eu pensava, e eu perdi totalmente a empolgação. De repente uma nova idéia clareou minha mente e eu comemorei. Eu faria a garota se apaixonar por mim, deixaria ela sozinha e faria ela sofrer para atingir a mãe. Aquilo sim ia funcionar.

Notas finais
reviews?