Criminal
6 O5 ~ Trying
Notas iniciais
Fechei os olhos e esperei alguma luz branca invadir a minha mente, porém nada aconteceu. Nenhum som, nenhuma luz, nada. Então morrer era assim, simples e sem dor nenhuma. Devia ter me matado antes. Mas eu ainda podia sentir Justin grudado no meu corpo e uma arma apontada para a minha cabeça, coisa que alguém morto de verdade não devia sentir. Ou devia? Abri os olhos e encarei um Justin frustrado. Ele me soltou e começou a gritar:
Você descarregou essa porra aqui, não foi?!
Permaneci calada. Eu não sabia se ficava feliz por estar viva, ou triste afinal minha tortura ia continuar. Engoli em seco.
Responde Lindsay!
N-não.
Escapou dessa vez vadia, mas da próxima não tem escapatória.
Justin me levantou e me colocou de ponta cabeça nas suas costas e saiu me carregando em direção a uma ponte como se eu não soubesse andar e não disse mais nada. Não ofereci nenhuma resistência, ainda estava meio zonza e incrédula, que tipo de bandido andava com uma arma descarregada, sem bala, sem nada??? Só tinha duas explicações razoáveis: Deus, que me amava o bastante para me manter viva e ainda assim raptada por um trio de loucos; ou Justin que não quis me matar e tirou todas as balas da estúpida arma e estava fingindo que não sabia de nada. Fico com a primeira, Justin não seria tão bom comigo assim.
Justin
Justin saiu carregando Lindsay por uma trilha na mata escura iluminada somente pelo luar. Ele estava feliz por dentro e implorando para que ela não desconfiasse de nada. Jamais a mataria, seria um grande desperdício pensou. No fundo, tinha pena da garota, afinal ela estava pagando um preço que não merecia, pelo que sabia ela rejeitava o pai com todas as forças. Sentia até certa simpatia por ela, não dava de negar que ela tinha uma personalidade muito forte e coragem, coisa que Justin sempre admirou. Sem contar que é ótima na cama.
Ele avistou a casinha com dificuldade e continuou carregando Lindsay até lá. Estava muito cansado e faminto, sem contar que ela era realmente pesada como Chaz e Ryan tinham dito. Já deviam ser umas oito da noite, Justin abriu a porta com um chute e encontrou Chaz andando de um lado para o outro enquanto Ryan comia um sanduíche.
Justin largou Lindsay no colchão e voltou a amarrá-la, de lá ela não ia sair tão cedo. Também pegou um pedaço de pano e amarrou na boca da garota, não queria que ela contasse nada para os dois. Lindsay tentou chutá-lo. Justin balançou a cabeça negativamente, ela também não facilitava a situação. Pegou algumas cordas extras e amarrou as pernas dela. Pensou em deixar abertas e tortura-la um pouco mais, porém deixou fechadas mesmo. Chaz decidiu falar alguma coisa.
O que foi Biebs, pra que tudo isso?
A vadia tentou fugir.
Mas ela tava amarrada, a menos que ela tenha roído as cordas ou contratado um rato pra isso, eu não vejo como. Ryan retrucou. Justin revirou os olhos. Se ele não tivesse transado com ela, não teria a desamarrado, ela não teria tentado fugir e quase tirado o dinheiro que fazia eles continuarem vivos, então tecnicamente a culpa era dele.
Eu me descuidei por uns instantes quando fui fazer curativos nela, ela saiu correndo e eu fui atrás.
Ryan e Chaz se entreolharam, não tinham acreditado em nada do que ele disse.
O que tem aí pra gente comer? Justin perguntou, tentando mudar de assunto.
Ela não vai comer nada Justin? Chaz perguntou com uma pontada de preocupação com Lindsay, ela parecia legal pra ele. Justin olhou para Lindsay, que encarava tudo com indiferença. Ela já estava sem comer desde a manhã, mas tinha que ser punida de algum jeito.
Não, ela já deve estar satisfeita. disse ironicamente e Lindsay e lançou um olhar de fúria para ele.
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Lindsay
Estava escuro e eu não podia ver porra nenhuma. Só sentia mosquitos se alimentando do sangue que ainda me restava, o frio que estava insuportável, minha barriga roncando e uma sede infernal. Nas minhas contas, eu não sobreviveria até amanhã, mais ou menos ao meio dia eu já estaria morta provavelmente. Podia escutar roncos suaves, do Chaz ou do Ryan quem sabe. Justin não estava lá dentro, devia estar vigiando o lado de fora. Suspirei. Tinha pensado em acordar um dos dois e implorar por ajuda, dizer que ele quase me matou e mentir que ele tinha tentado me afogar, eles ainda tinham algum sentimento e iam se comover; mas como eu faria isso amordaçada, amarrada pelas mãos e pés e ainda por cima fraca e cansada? Até eu tenho um limite. Suspirei novamente. A verdade é que eu não via salvação, meu pai não gostava de mim e não ia pagar nada pra eles, ao contrário ia agradecer por isso.
Ouvi um barulho lá fora que eu não pude saber do que era. Permaneci calada, devia ser o Justin e eu não estava a fim de morrer agora. Justin abriu a porta e entrou, focando uma lanterna diretamente no meu rosto. Ótimo, ele queria me cegar também com tanta luz. Ele se aproximou e sentou do meu lado e em total silêncio pegou uma fatia de pizza com uma coca cola e começou a comer. Virei meu rosto para o outro lado inutilmente, ainda podia sentir o cheiro de comida. Meu estômago roncou.
Quer um pedaço?
Olhei para Justin com desprezo. Se pudesse cuspiria no meio daquele rosto lindo dele.
Ah, você não pode falar né?
Respirei fundo.
Hm, sua boca está ocupada. Ele deu uma risadinha irônica. Se você tivesse sido boazinha, ela poderia estar comendo essa pizza agora, ou fazendo outras coisas...
Virei o rosto. Ele tirou o pedaço de pano que me impedia de falar.
Nem pense em gritar garota, não tô a fim de cometer um assassinato e ninguém aqui pode te ajudar.
Justin levantou, desligou a lanterna e começou a fazer alguma coisa que eu não podia saber o que era; a escuridão tomava conta de tudo. O silêncio era mortal, até os roncos dos outros dois pararam. Depois de uns dois minutos sem reação nenhuma dele, decidi chama-lo, nunca se sabe onde o Justin pode estar ou que está fazendo.
Hm, Jus...?
Aqui amor.
Senti alguma coisa grande roçar nos meus lábios. Tremi, agora eu já sabia exatamente onde Justin estava ou pelo menos parte dele: na minha boca.
Você não achou mesmo que eu ia te deixar com sede né? Aqui tem leite pra você.
Sorri, mesmo sendo contra a minha vontade. Foco, Lindsay! Mantive a minha boca fechada, mesmo que Justin ficasse bravo e me esquartejasse depois.
Qual é Lindsay, eu sei que você quer... Que tal um acordo: chupa e eu te dou comida.
Imediatamente abri a boca e fiz a minha parte no acordo doentio dele. Eu já estava morrendo de fome, não ia custar nada fazer um favor para um menino de pau grande te tinha me prometido comida. Decidi ir sem rodeios e chupar rapidamente, eu não tinha forças nem disposição pra muito. Ele me segurou pelos cabelos firmemente pra me ajudar, sem as mãos o lance era meio difícil. Porém Justin parecia estar gostando, gemidos baixos escaparam da boca dele. Continuei, mas senti que ele estava prestes a gozar e parei.
Parou porque garota?! Continua até o fim e engole tudo, senão a comida já era.
Ah não! Eu sempre achei esse lance de engolir porra tão nojento, mas o pau dele já tava pulsando na minha boca então decidi continuar, em tempo de crise a gente apela pra tudo. Reiniciei e em poucos instantes o esperma dele começou a jorrar na minha boca, engasguei um pouco. Ele me segurou pra que eu não tirasse o membro dele e eu não tive escolha a não ser engolir. O gosto não era tão ruim como eu pensava, meio salgadinho mas nada muito ruim, só muito grudento. Engoli com um pouco de dificuldade e Justin saiu da minha boca.
Isso aí Lindsay, muito bom... Agora abre a boca.
Fiz de novo o que ele mandou e ele examinou pra ver se eu tinha engolido aquilo.
Está feliz agora Justin?
Não, eu não estou e nem sou feliz.
Ergui uma sobrancelha. Ok eu nunca imaginei felicidade no tipo de vida dele, mas quem era eu pra falar disso? Eu também não era feliz.
Hm, mas porque você não é feliz?
Olha só Lindsay, eu não tenho ninguém entende? Nem pai, nem mãe, nem cachorro, nem nada, só o Chaz e o Ryan que estão na mesma que eu e isso é muito triste pra mim. Eles são a minha família, mas ás vezes eu queria ter mais alguém, sei lá.
Suspirei. Eu e ele erámos muito parecidos nisso e eu não pensava escutar uma coisa dessas vindo dele.
Eu tinha uma mãe, mas ela morreu. Só fiquei com meu pai que não liga pra mim... A única pessoa que eu gostava mais era meu namorado, mas mesmo assim... Me dá água, por favor?
Justin me deu um copinho de água, estava gelada não sei como. Lavei a minha boca com ela, não aguentava aquele gosto que ficou impregnado em mim. Ele riu e perguntou se eu queria mais, enquanto eu achei que ele ia ficar zangado. Balancei a cabeça negativamente.
Então você tem namorado... Ele não ia gostar de saber o que você anda fazendo por aqui.
Fazendo forçada você quer dizer.
Não, hoje de tarde você fez por vontade própria, nem adianta negar.
Pior que era a verdade. Justin era lindo e gostoso e eu não era o maior exemplo de menina casta e inocente.
Vai me desamarrar?
Claro que não, eu não seria tão idiota duas vezes. ele riu. Pegou uma fatia de pizza e me deu na boca. Não recusei afinal eu não estava fazendo esforço nenhum, quem estava me servindo ali era ele. Justin ficou me dando comida na boca, eu estava achando aquilo maravilhoso. E estranho. Ao final, eu agradeci aquilo era um avanço.
Você falando obrigada e, por favor? Acho que aprendeu a lição.
Eu estava prestes a responder com uma das minhas ironias, mas não tive tempo. Ele me amordaçou novamente. Revirei os olhos.
Sabe como é né? Não quero você falando quando não for necessário.
Ele olhou pra mim e fez um biquinho, claramente zombando da minha situação. Justin se aproximou e cheirou meu pescoço. Fiquei arrepiada involuntariamente.
Você ainda tem um cheiro bom e doce apesar de não tomar banho desde ontem... Mas você ficou toda molhada hoje de tarde então não vale.
Justin deu uma risada, claramente se referindo ao fato de termos transado hoje, não ao fato de ter quase morrido em um rio.
Eu tenho três coisas pra dizer ainda; primeiro: eu ia te dar comida de qualquer jeito, só fiz isso pra me divertir; segundo: amanhã nós vamos começar a negociar com teu pai, então logo você deve ir embora; terceiro: eu vou tentar ser legal contigo de novo, não me decepcione dessa vez.
Justin desligou a lanterna e tudo ficou escuro e silencioso, fora os roncos de alguém, só pude ver quando ele saiu novamente pela porta. Suspirei e fechei os olhos, ia ser mais fácil dormir não estando com fome. E quando estava praticamente inconsciente, pude jurar que alguém tinha jogado um pano sobre mim como se fosse um cobertor e passado a mão pelos meus cabelos.
Notas finais
Fantasmas: Apareçam krl, não tenho paciência nem medo de vcs, sou caça fantasmas e mato logo nau/
Deixem seus reviews, recomandações, sl. Até segunda, bjx ;*
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