Crimes de Uma Jovem

4 Animatrônicos assombrados ?


Notas iniciais
"Juro para você,só não morri pois Júlie estava lá! "

Havia mil coisas na minha cabeça.

Eu não poderia saber que ela estava lá!

Eu me levantei e analisei a suposta “irmã”.

Olhei pela casa escura,a janela entreaberta e a cortina encostada na parede.Uma gigante Lua avermelhada no céu.

Eu havia me esquecido! Hoje o orfanato iria assistir ao eclipse e a Lua de sangue á noite.

A menina continuava ali,esperando ,confusa!

Uma lágrima escorreu pelos teus olhos e eu dei um abraço apertado na minha irmã.

–Eu achei que você havia morrido.-Eu disse começando a chorar.

–Eu também.-Ela disse limpando as lágrimas com as mãos.-Depois que papai e mamãe morreram,vi você deitada no chão do restaurante.Eu tropecei nas pedras e cai,os enfermeiros devem ter achado que eu estava morta.Depois que acordei no hospital,eu fugi!

–Isso não importa mais! Nós estamos juntas e ninguém irá nos separar!.-Eu abraço ela.

–Não mesmo!

Horas se passaram,nós conversamos,brincamos e comemos e depois fomos dormir

–Essa casa é mesmo segura ?

–Muito! Fique tranquila! Moro aqui há anos e nada me aconteceu.

–Ok.-Deitei-me na poltrona desconfortável e puxei o cobertor.Júlie fez o mesmo

A noite eu acordei com pancadas,barulhos estranhos vindos da cozinha daquela casa.

Levantei,apesar do medo e desespero.Segurei firme a vela nas mãos e continuei a trilha.

No escuro enxerguei dois olhos vermelhos,e uma placa dizendo:

“Restaurante Le-burguê”

Tudo fazia sentido! Foi nesse restaurante que meus pais morreram.

O que eu não entendia era porque Júlie estava lá.

Nem liguei para a placa depois,olhei para os olhos vermelhos e com apenas um pingo de coragem apalpei no lugar e senti,um pelo de urso de pelúcia.

Sim,no restaurante haviam animatrônicos.Pequenos bonecos que de dia animavam as crianças.

Eles não deviam estar ali,estavam guardados.

O animatrônico poderia ser assombrado!

Nem olhei direito só sai correndo e me deitei e pouco a pouco,dormi.

De manhã,um cheiro se ovos e bacon invadiu meu nariz.

Me levantei rapidamente e vi que lá estava ela,Júlie cozinhando.

Espera aí ? Júlie cozinhando ?

Ela não sabia! E também,essa casa tem gás ?

Júlie se virou e me encarou.

–Você não devia ter saído ontem a noite da poltrona.

–Você me viu ?

–Sim.Eu não durmo á meses.

Foi ai que tudo fez sentido.

Pessoas passavam pela frente da casa e viam que eu parecia conversar com alguém,mais naquela casa,não havia ninguém além de mim.

–Júlie,vo-você está morta ?

Ela veio num jato e parou na minha frente.

–Acha que se eu não estivesse faria isso ?

Minha vida fez muito sentido.

Durante todos esses anos,eu procurava por alguém que já estava morto.

Notas finais
acho q penultimo cap :P
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!