Crime quase perfeito
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Os CSI's chegam na cena de crime... O local era o Condomínio Park Lake, casa de número 221, na Rua 14... Entrando na casa, via-se uma grande sala que se dividia entre a sala de estar e a de jantar. Mais a direita, via-se a cozinha, impecavelmente limpa, faltando apenas uma faca de cortar carne no faqueiro que ficava encima do balcão. Subindo as escadas, via-se uma porta aberta com alguns lençóis brancos no chão. Entrando no quarto, a cama estava bagunçada, mas os lençóis estavam limpos, bem diferente do banheiro, que estava em um estado lamentável. As paredes, o vidro do box, a pia e o chão, além das toalhas estavam cobertos de sangue. Na banheira, um corpo... Um homem de aproximadamente 30 anos, completamente nu em sua banheira com a garganta cortada. A água da banheira, fundida com o sangue dele, eliminava qualquer evidência que poderia haver no corpo. DB divide a equipe para cobrir todo o perímetro e também para agilizar o processo de recolhimento das evidências. Wendy e Sara ficariam com a cozinha, Greg e Catherine com o quarto e DB com o banheiro.
–Vocês vêem algum padrão? -DB pergunta da porta do banheiro.
–Casa limpa, com apenas o cômodo onde o crime foi cometido bagunçado... -Greg relatava.
–Tem uma faca na pia do banheiro. -DB dizia enquanto fotografava a evidência. Logo após, ele começa a olhar o local tentando encontrar o começo de tudo. Seus pensamentos são interrompidos por Catherine, que estava ao lado dele.
–Isso é um quebra-cabeça até para mim... -Catherine se mostrava perplexa com a situação.
–Já tem um palpite? -DB a encara.
–Vou precisar de algumas horas aqui para começar. -Catherine responde. David, que acabara de chegar, entra no banheiro que começava a ficar apertado e rapidamente ele começa a pré análise do corpo.
–Homem caucasiano, possui uma tatuagem de águia na nuca, marcas no pulso, sugerindo que ele lutou com o agressor. Corte profundo no pescoço, atingindo a garganta. -David e um dos paramédicos retiram o corpo da vítima de dentro da banheira e o que DB e Catherine viram deixou a análise do corpo mais interessante. Se tratava da sigla R.V gravada no tórax da vítima.
–É ele! -Catherine afirma. Um misto de susto e raiva a invade, deixando-a ainda mais perplexa do que já estava. Greg, que estava no quarto, caminha até DB e Catherine com um porta-retrato que continha uma foto.
–Russel, você precisa ver isso. -DB se vira e olha para Greg, que mostra o retrato. Ele parecia surpreso com o que acabou de ver.
–O que a nossa vítima faz em uma foto com Anthony Milani, Charles Watson e Carolyn Spencer? -Ao falar, DB acaba despertando a atenção de Catherine e de Nick, que acabara de cruzar a porta.
–Nossa vítima atual em uma foto com as nossas vítimas anteriores? -Nick questiona.
–E eu achei também a carteira da vítima, o nome dele é Christopher Walker, mas a carteira de motorista é da Califórnia. -Greg conclui.
–Tudo bem, Greg eu quero que você chame a Sara e acompanhem a autópsia, enquanto Nick, Catherine, Wendy e eu cuidamos da cena. -Greg acena positivamente e caminha até o seu kit, guarda seus materiais e sai do quarto em direção a cozinha, aonde estava Sara. -Sara, Russel quer que voltemos para o laboratório para acompanhar a autópsia. -Greg diz e observa Sara fazer uma careta.
–Ok! -Ela começa a arrumar o seu kit e assim que termina, segue com Greg rumo ao laboratório e logo atrás deles, o carro com o corpo, que já havia sido liberado. Com DB, Catherine, Nick e Wendy ainda na cena, continuavam a procurar por mais evidências que pudessem levar a um suspeito.
...
Sara e Greg chegavam ao laboratório para entregar algumas das evidências que haviam recolhido e diferente do que parecia quando estavam no carro, Sara não estava contente. Estava se privando de algumas coisas desde que descobrira sua gravidez, e isso incluía os remédios para dormir e alguns esforços físicos que fazia diariamente não somente no trabalho, mas em casa também... Se bem que ela já não considerava mais aquela casa sendo como sua. Estava sempre desconfortável naquele ambiente que um dia pode chamar de casa. E Greg havia percebido seu comportamento.
–Você está bem? -Ele tentavam puxar assunto. Ela para no meio do corredor e o encara firmemente.
–Sim. Porque eu não estaria? -Ela não estava bem, mas não queria deixar Greg mais atarefado do que estava. A verdade era que Greg não sabia de sua gravidez e ela não estava totalmente segura sobre se deveria contar ou não sobre ela. Eles voltam a caminhar em direção a sala de evidências. Começam a separar as poucas evidências que tinham em mãos para distribuir entre os cientistas do laboratório. Logo após, Greg recebe uma mensagem de Dr Robbins, dizendo que o corpo da vítima já havia chegado. -Você sabia sobre a Veronika? -Ela pergunta. Na verdade, ela queria saber se era a única que não sabia sobre ela.
–Não. Na verdade eu nem sabia que o Warrick tinha uma filha... E da idade dela! -Greg responde espantado. Que Veronika era bonita, isso ninguém podia divisar e era exatamente isso que deixava Sara preocupada. Ainda mais porque ela conhecia Grissom.
–Ela é estranha... E viu como ela chegou? Parecia que havia estado em um ringue de luta. -Sara não conseguia esconder a insegurança e Greg já havia notado isso.
–Está com medo dela? -Greg sorria descaradamente enquanto Sara negava rispidamente. Eles chegam no IML e seguem direto para a ante sala e vestem seu a jalecos e suas luvas. Sara prende o cabelo e limpa às mãos, se certificando de que não havia nenhum fio de cabelo enrolado nela. Eles entram na sala e avistam David já preparando o corpo e o Dr Robbins mais a fundo da sala, com uma prancheta em mãos.
–Vejo que Russel se agilizou ao mandar vocês para a autópsia. -Ele se aproximava da mesa onde seria colocado o corpo e coloca a prancheta sobre ela.
–Russel quer muito encontrar esse serial killer. -Greg se manifesta enquanto se dirigia até a maca aonde estava o corpo. Ele pega uma câmera fotográfica que se encontrava sobre uma mesa ao lado da maca e fotografa a assinatura do tórax, as marcas de defesa, outros hematomas que se espalhavam pelo corpo, mas havia uma marca bem peculiar nos órgãos genitais.
–Sara, será que você pode ajudar a identificar essa marca aqui nos... -Greg gesticulava com as mãos próximo a região da marca, e então Sara caminha até a vítima e observa a marca.
–É uma mordida! -Ela afirma vendo que Greg fazia careta. Eles continuam com a análise do corpo, tendo em vista que a autópsia estava para começar.
...
A noite já invadia a cidade do pecado e Morgan já se preparava para ir, junto com Veronika, até a Pompadour. Ela procurava a morena, que parecia ter sumido do laboratório. Depois de algum tempo, a encontra na sala de convivência, sentada no sofá e com um notebook no colo.
–Te encontrei! -Morgan diz aliviada.
–Me desculpe... Eu me envolvi em uma pesquisa pessoal, mas nós podemos ir agora. -Veronika fecha o notebook, guarda em sua mochila e segue junto com Morgan até a Pompadour. Quando chegam no endereço, estranham o lugar. Cada uma havia desenhado a casa de uma forma diferente, mas quando chegaram, viram um ambiente totalmente diferente. Tinha aparência de uma casa, mas a fachada era composta pelas cores Preto, Vermelho e Roxo. O preto cobria as paredes do pequeno muro que cercava a casa. Já o vermelho se encontrava nas luzes em led que haviam no vão do telhado, entre a telha e a parede, que era roxo. A porta era branca, o que era estranho, porque não combinava com as cores do lugar. Não havia letreiro ou ao menos algo que indicasse que aquele era o lugar certo. Elas decidem então sair do carro e seguir até lá. A música era bem convidativa, embora não estivesse em volume elevado. Veronika toca a campainha e rapidamente obtém uma resposta. Quem abre a porta é uma mulher branca, com cabelos castanhos claros com ondulações definidas e olhos castanhos escuros. Sua boca era fina, mas era delineada e seu nariz era arrebitado. A mulher olhava com a cabeça erguida, esperando que alguém falasse.
–Posso ajudar? -A mulher então se manifesta, já que nenhuma das mulheres haviam falado. Seu tom de voz era calmo, quase que como um sussurro.
–Boa noite, eu sou Veronika Brown do FBI da Califórnia, essa é Morgan Brody do laboratório criminal de Las Vegas e nós estamos investigando um homicídio com um possível cliente de vocês. -A mulher as encarava pensativa.
–Eu tinha uma cliente chamada Morgan Brody que havia marcado um horário as 19:00h... -Todas se olham e Morgan demonstra estar desconfortável com a situação.
–Eu liguei marcando o horário, mas era só para descobrir o endereço do lugar... -Veronika explicava enquanto a mulher dirigia a sua atenção a ela. -Eu peço desculpa!
–Eu perdi 1000 dólares, mas tudo bem... -A mulher abre espaço para elas entrarem. Ambas observavam o interior do lugar que era bem convidativo... E a cor vermelha aparecia nas luzes internas, nas almofadas e em uma cama enorme que havia no meio do salão, onde haviam duas mulheres. Uma delas estava com um corpete de látex preto, uma calça de couro e um chicote, enquanto a outra estava com uma camisa social, uma calça e sem sapatos, amordaçada, vendada e amarrada. A mulher faz sinal para que as duas a sigam e assim é feito, as levando direto para uma porta, que dava para um escritório, com uma mesa, estantes e um balcão feitos de madeira nobre, um sofá de dois lugares roxo e uma poltrona da mesma cor. Na mesa haviam várias pastas nas cores do recinto, um computador e dois livros. A estante continha vários livros de diferentes escritores, incluindo Sheakspeare. A mulher então as indica o sofá para que ambas as garotas sentassem.
–Querem algo para beber? -A mulher caminha até o balcão onde havia uísque, vodka e tequila.
–Eu quero uísque! -Veronika exclama e recebe uma pequena repreensão de Morgan, que não havia aceitado. A mulher então, serve Veronika e se senta em sua poltrona.
–Como é conhecida aqui? -Morgan pergunta, vendo que a mulher não havia se apresentado ainda.
–Me desculpem... Meu nome é Felicia Holmes, aqui sou chamada de Madame Rogue. -Ela continuava com o tom de voz suave e sem parecer preocupada. -Como puderam perceber, minha casa fornece todos os tipos de prazeres sexuais, incluindo sadomasoquismo. -A reação de Morgan foi um tanto desconcertante, já que ela não estava habituada com esse tipo de ambiente, diferente de Veronika que, depois de uma dose de uísque, já estava mais animada.
–Bom, como Veronika havia dito, viemos aqui no intuito de saber sobre uma vítima que foi brutalmente espancada e desovada em um beco na Strip. Encontramos o cartão do estabelecimento no bolso da calça dele. -Morgan explicava, tendo a total atenção de Madame Rogue.
–O nome da vítima é Douglas Hummer, mas ele pode ter feito a reserva com o nome Edgar Krominsky. -Veronika fala, observando Madame Rogue indo em direção ao seu computador. Alguns minutos depois, ela volta com uma folha de papel em mãos e entrega para Morgan.
–Ele fez sua reserva como Douglas Hummer e eu lembro bem dele... Alto, robusto, careca... Gosto de homens assim, por isso eu mesma cuidei dele... -Ela relembrava o dia em que esteve com ele. -No final, ele me pediu para morde-lo e então eu fiz. -Ela conclui.
–Nós vimos a mordida. -Veronika dizia enquanto estendia o copo para mais uma dose de uísque. -Lugar interessante para morder um homem e deixar sua marca. — Falava enquanto levava o copo a boca. O celular de Morgan toca, atraindo a atenção das presentes e então ela rapidamente o olha e o guarda no bolso.
–Parece que a vítima do R.V passou por aqui também. Quero que a senhora nos explique sobre Christopher Walker também... -Morgan afirma. As meninas se arrumam no sofá para obter mais comodidade enquanto Madame Rogue explicava tudo sobre ambas as vítimas.
...
No laboratório, o caso R.V já tinha uma nova evidência... O fato da vítima ter frequentado a mesma casa que Douglas Hummer, a vítima do caso de Morgan, era uma pista importante e que merecíamos certa atenção. Além desse detalhe, um fio de cabelo ruivo não identificado poderia levar a um possível suspeito...
–Mas uma coisa ainda me perturba... -DB questionava no intuito de obter uma resposta rápida. -Nossa atual vitima estava em uma foto com Carolyn Spencer, Anthony Milani, Charles Watson e mais três desconhecidos... Por quê? -Todos se olhavam procurando uma resposta decente para dar, mas nada passava pela cabeça de ninguém, até Greg se manifestar.
–E se as vítimas se conhecessem? Digo, e se fossem amigos? Explicaria o motivo de Carolyn levar a mãe de Anthony para uma consulta e de as digitais de Anthony estarem em vários objetos da casa de Charles... -Greg termina seu relato e novamente atrai a atenção de seus colegas. Wendy, que estava analisando o fio de cabelo, entra na sala de reunião trazendo boas novas.
–Russel, o fio de cabelo encontrado na cena é de Barbra Jackson, moradora de Nova Iorque. Ela está no sistema porque agrediu um policial e o deixou em coma. Ela é vice-presidente da Vogue e editora-chefe da revista. -Wendy conclui.
–Sabe em qual hotel ela está hospedada? -DB pergunta.
–No MGM Grand Hotel.
–Ótimo, falamos com o Vartan e amanhã podemos ir até ela... -DB é interrompido por Veronika e Morgan, que haviam acabado de chegar. -Alguma novidade? -Ele encarava ambas as meninas.
–Sim, mas a Veronika está mais animada do que o normal. -Morgan olhava para Catherine, que caminha até as meninas e as leva para o corredor.
–O que aconteceu? -Catherine perguntava se mostrando irritada.
–Ela bebeu um pouco, na verdade foi metade de uma garrafa de uísque. — Morgan observava Catherine, que andava de um lado para o outro com as mãos na cabeça.
–Eu vou pedir para o Nick te levar para o seu hotel, eu não quero ver você bêbada aqui. Amanhã conversamos. -Catherine Carminha para a sala de reunião e volta alguns segundos depois com Nick ao seu lado. Sua expressão não era nada contente e ele já encarava Veronika se mostrando irritado.
–Eu vou te levar para casa. -Nick diz enquanto via Veronika bufar.
–Você vai me dar banho e me fazer dormir também? -Ela sai andando, seguida por Nick. Catherine e Morgan caminham de volta para a sala de reunião, onde a conversa agora era sobre a possibilidade de a morte de Douglas Hummer e de Christopher Walker terem sido cometidas pelo mesmo homem: R.V.
...
Dentro do carro a caminho do hotel, Nick e Veronika permaneciam em silêncio. Nick não ousou questiona-la sobre os drinks que havia tomado e muito menos perguntar sobre o hotel onde ela se hospedava, mesmo sabendo a localização do endereço que ela havia dado. Chegam no hotel e Veronika decide quebrar o silêncio que já estava incomodando.
–Me acompanha até o quarto? -Ela olhava para o hotel esperando a resposta de Nick, que estava pensativo e indeciso. -Quer a garantia de que eu vou ficar quieta no quarto ou prefere ir embora e me deixar no cassino? -Nick dirige seu olhar para ela.
–Quero a certeza de que você vai ficar quieta no quarto. -Ambos tiram o cinto de segurança e seguem para o hotel, onde passam direto pela recepção, rumo ao elevador, onde permanecem em silêncio até chegarem no andar do quarto. Continuam a caminhada enquanto Veronika procuravam a chave dentro da bolsa. Rapidamente a encontra e a passa na fechadura, abre a porta dando espaço para Nick entrar e ela entra logo em seguida. Joga sua bolsa na poltrona que ficava ao lado da porta e caminha até o frigobar para pegar uma garrafa de água.
–Quer água? -Ela estende a garrafa para Nick, que recusa.
–Já que eu tenho a certeza de que você vai ficar quieta em seu quarto, eu já vou. -Nick se preparava para ir quando Veronika o chama.
–Espera... -Ela tira a jaqueta e joga em sua cama. -Fica mais um pouco.
–Tenho que voltar para o laboratório. E eu nem vou perguntar como arrumou dinheiro para se hospedar aqui. -Nick caminha em direção a porta, a abre e quando deu o primeiro passo para ir, Veronika o chama de novo.
–Você não precisa ir... Não agora... -Ela diz tirando sua blusa, mostrando o sutiã preto e seu abdômen trincado. Nick se vira e quando a olha, ele fecha a porta do quarto...
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