Notas iniciais
Voltei!!! Bom, antes de mais nada, gostaria de avisar que a história já está chegando ao seu fim... Pelas minhas contas, teremos mais uns seis capítulos e depois, dedicarei um tempo para minhas originais e voltarei com a SEGUNDA TEMPORADA da fanfic... Não me perguntem como ou quando, só sei que quero fazer essa segunda temporada. É isso! Tenham uma boa leitura!!!

Morgan e Finlay estavam com Dr Robbins na sala da autópsia a pedido de Russel, que ainda não havia chegado da rua. Dr Robbins olhava cada uma das mulheres presentes com naturalidade, mas sabia que as notícias sobre a vítima não eram nada boas.

—Bom, a causa da morte foi hemorragia causada pelo ferimento na garganta, porém um objeto foi introduzido na sua jugular durante o processo. Consegui fazer um molde dele para vocês analisarem. -Ele entrega o molde para Morgan, então aspira o ar e prossegue com seu relato. — Encontrei alguns ferimentos de defesa em seus punhos e pulsos e encontrei um pedaço pequeno de unha fincado no antebraço, junto com esses arranhões. -Ele ergue o braço da vítima e mostra o ferimento, em seguida, entrega

—Também encontrei esse pedaço de pano entre os dentes da vítima. -Mostra a embalagem com o conteúdo. -Eu achei um tumor no esôfago, então pedi para fazerem um exame toxicológico e o resultado deu positivo para canabidiol.

—O câncer estava em estágio avançado, doutor? -Questiona Finlay.

—Não, mas a dieta dela mostrava que ela estava se tratando dele há pelo menos 3 meses.

—E quanto a perfuração na jugular? O que exatamente temos que procurar? -Pergunta Morgan, analisando o molde entregue pelo legista.

—Procure algo circular com uma ponta afiada. -Ele responde.

—Mais alguma coisa que devemos saber? -Finlay volta a questionar.

—Por enquanto é só! -As duas mulheres se olham, agradecem as explicações de Robbins e saem da sala, seguindo de volta para o laboratório.

...

Sara e Grissom estavam na sala de evidencias. O clima não podia ser mais constrangedor, considerando os fatos: Grissom e Sara teriam um bebê sem ao menos estarem casados. Ela estava com sangue nos olhos, a raiva tomava conta de seu interior e só não era maior por causa do bebê.

Já Grissom, sentia-se apavorado. Ele nunca havia tido um medo tão grande dentro de seu ser. Tristeza também o traduzia nesse momento. Sara era o seu grande amor e, vendo sua frieza, seu coração ficava apertado e temeroso.

Ele queria aquela mulher de volta, mas não sabia o que fazer e nem tinha a quem pedir ajuda: Veronika havia convencido as mulheres do laboratório a ficarem ao lado de Sara e xingava Grissom toda vez que o via. Também não podia pedir ajuda a Greg ou a Nick, já que Veronika havia os comprado também e ligar para Brass para pedir ajuda estava fora de cogitação.

A verdade é que ele não queria ligar, pois já sabia o que iria ouvir:" Você não deu valor ao amor dela", "Sabe o quanto eu vi ela sofrer?", "Terminar por telefone? Qual criança faz isso hoje em dia?", entre outras coisas. Todavia, não tirava a razão dele. Grissom sempre assumiu que foi um covarde.

Agora, estando ao lado dela, não fazia a mínima ideia do que dizer ou fazer para ter o mínimo da atenção dela. Estava com medo de falar algo e ela rebater rudemente. Não podia chegar perto ou perderia de vez a possibilidade de ter mais filhos, de preferência com ela.

—Encontrei o que procurava. -Anuncia Sara. Ele se aproxima mais e observa o objeto nas mãos de Sara: um porta-retratos com uma foto de oito amigos sorrindo para o ponto focal da câmera.

—Essa é a vítima! -Afirma Grissom.

—E esses ao lado dela são Rachel Gribs, Anthony Milany, Charles Watson, Carolyn Spencer, Christopher Walker e mais dois amigos. -Sara aponta para cada um dos integrantes da foto quando fala.

—O que faremos agora? -Ele pergunta olhando para ela.

—Entregamos isso para o DB. Ele quem precisa tomar providencias. -Sara responde desviando sua atenção para a caixa de evidencias aberta. Eles ficam em silencio por alguns instantes até Grissom se pronunciar.

—Sabe... Eu senti saudades de... De trabalhar com você! -Ela volta a olhar para ele, que tinha um meio sorriso estampado no rosto.

—Então vamos voltar ao trabalho! -Ela ordena e o sorriso de Grissom aumenta.

...

Evidência nº 1: Ferimento circular na jugular

Parecia simples encontrar algo que combinasse com o molde do ferimento, porém Morgan chegara a conclusão de que não existia nenhuma ferramenta que combinasse com o molde. A largura era grande para ser uma chave de fenda e o comprimento era pequeno comparado a um punhal.

Ela sabia que resolver aquele quebra-cabeça seria a coisa mais complicada que já enfrentara, entretanto, precisava de ajuda. E só havia uma pessoa que a poderia ajudar, mas para isso, teria que deixar seu orgulho de lado.

Caminhando pelos corredores, Morgan ensaiava o que precisava falar. Era uma tarefa muito importante, pois com as palavras certas, ela saberia se teria que fazer uma cirurgia de reconstrução facial ou não.

Falar com Veronika depois de tanto tempo não seria fácil, mas ela precisava tentar.

Chegando ao vestiário, Morgan dá de cara com o leão, digo, com Veronika. Fica parada no mesmo lugar por alguns segundos e se assusta quando a morena bate o pé no chão, na tentativa de arrumar a bota que calçava.

—Posso ajudá-la? -Veronika perguntou. -Para estar parada aí, só pode estar tentando pensar em algo para falar que não envolva fazer uma cirurgia de reconstrução facial. -A morena vira em sua direção e apoia suas mão na cintura.

—É... Que... Eu... -Morgan limpa a garganta. -Preciso da sua ajuda com uma coisa!

—E por que eu iria te ajudar? -Indaga Veronika, mostrando sinais de impaciência.

—Bom... É que... Você é especialista em facas e o Dr Robbins fez um molde de um instrumento afiado que perfurou a jugular da vítima, porém eu não sei o que pode ser. -Ela arrisca a se aproximar e mostrar uma foto com o molde do objeto.

—Volte ao que estava trabalhando. Eu já encontro você lá! -Conclui Veronika e Morgan, a passos velozes, volta para garagem.

Em poucos minutos, Veronika a encontrou na garagem. A morena segurava um estojo e caminhava convicta para aonde a loira se encontrava.

—E então? -Morgan pergunta. -Você já sabe o que causou esse ferimento?

—Sim! -Veronika abre o estojo e mostra sua coleção de facas para Morgan.

—Uau! Que coleção incrível! -Morgan fica fascinada com o "pequeno armamento" de Veronika.

—Obrigada! -Agradece friamente. -Bom, pelo molde que me mostrou, acredito que seja esse punhal. Veja que ele tem a estrutura circular e é pontiagudo, não possui lâmina, é pequeno e discreto. Qualquer um poderia usar uma dessa, pois é facilmente camuflada em qualquer parte do corpo. -Esclarece, deixando Morgan admirada com a explicação.

—Bom... É... Obrigada! Você ajudou bastante!

—Pode ficar com ela para preparar seu relatório, mas tenha cuidado! -Veronika tira seu avental e ai da garagem, rumo a sala de convivência.

Notas finais
Espero que gostem e comentem... Façam essa autora feliz!!!