Crime Melódico

3 2ª noite - Melodia sombria


Notas iniciais
Gomene a demora pra att mas realmente, o Nyah está irritante ==' Enfim, tks a todos *-*

“Estarei sonhando?!”

Resolveu abrir os olhos. Não tinha conseguido dormir direito depois do incidente da noite passada. Logo depois que chegou ao jardim, Kaito não viu nada. Só aquele perfume estranho de rosas. A melodia tão estranha e sombria que tocava havia parado. Um pouco assustado, voltou ao seu quarto e tentou dormir.

Mas não conseguiu.

Já era manhã novamente. Estava muito cedo, os raios solares mal ultrapassavam o horizonte. Deveriam ser algo próximo às cinco e meia da manhã. Logo estaria na hora de levantar para mais um dia de trabalho em VOCALOID’S. Mesmo assim, decidiu por levantar-se e ir dar uma volta, para aliviar a mente.

Kaito vestiu-se, saiu de seu quarto e pôs-se a pensar.

— Um sonho... é. Eu estava apenas sonhando. E que sonho estranho... – Kaito caminhava pelos corredores do dormitório, direcionando-se a saída.

Ninguém havia acordado ainda. Sabia que estaria sozinho naquele jardim. Resolveu subir para um dos jardins que ficavam atrás do prédio. Mas para sua surpresa...

-M-Miku?! – Kaito estranhou a presença da garota àquela hora da manhã ali, sozinha – O que faz aqui?!

— Kaito-kun!? Ah, gomene por te assustar, mas é que eu não consegui dormir direito esta noite.

— Não, você não me assustou, mas... como assim, não conseguiu dormir direito?!

— Ah, eu tive um sonho um pouco estranho, então... – Miku olhava fixamente para os raios solares que tentavam vencer as montanhas e ultrapassá-las.

Um sonho estranho?! Seria possível?...

— E você, o que faz aqui à essas horas?! – Miku perguntou.

— Bom, eu também não consegui dormir direito.

— Ann... Kaito-kun, será que nós poderíamos deixar a gravação de Magnet para outro dia?! Eu realmente não me sinto bem hoje, gostaria de ficar no meu quarto...

-Ah, não, tudo bem, sem problemas! – Kaito sorriu, apesar de um pouco desapontado.

— Me perdoe...

— Não, tudo bem! Vá descansar, afinal, temos muito trabalho pela frente, não é mesmo?! – Kaito sorriu, lembrando-se dos sentimentos que nutria pela garota.

— Sim, arigato... – Miku também sorriu.

Foi mais um começo de manhã.

Mas daqui pra frente, os dias não seriam os mesmos, com certeza... não seriam...

— Kaito, onde está Miku?! – Luka estava com alguns papeis na mão.

— Ela não vai vir hoje, Luka. Ela não está passando muito bem.

— Sério!? O que ela tem?!

— Não sei...

— Bom, deixemos que ela descanse então.

— Luka-channnnnn! – Len já puxava a barra da capa de Luka.

— O que foi, Len?!

— A Rin não chegou ainda!!!

— Ora, mas ela—

Antes que Luka terminasse de falar, Rin apareceu na porta da sala onde os outros estavam. A verdade era que Rin não tinha voltado durante a noite. Len estava cansado, havia dormido e não percebeu a falta da irmã. Mas Rin estava diferente...

— Rin!!! Onde você estava?! Eu fiquei preocupado! – Len estava emburrado.

— Em lugar algum... – A irmã respondeu, sem expressão alguma no rosto.

— Ehhhhh?! Mas então, hoje vamos cantar, não é!?

Será que só ele percebia que Rin estava estranha?! Que olhar fosco era aquele!? Onde estava a animação tão característica da pequena garota!? Será que nem o próprio irmão percebia isso?!

— Hey, Gakupo... – Kaito virou-se para o amigo. Mas ao virar-se para o jovem samurai, percebeu que ele estava com um profundo olhar vago, fixo em qualquer ponto da sala. Seus olhos estavam ligeiramente fechados. Parecia estar perturbado.

— Gakupo?! O que você tem!? – Kaito chamou outra vez.

— An?! Ah, Kaito... não, não é nada. Só estou com uma tremenda dor de cabeça, só isso...

— Sei... bom, você notou algo estranho na Rin?!

— Estranho!? Tipo o quê?!

— Não sei... parece que ela está tão distante...

“Mentes vazias...”

— Não vejo nada de estranho com ela – Gakupo respondeu.

Seria possível que só Kaito notara a mudança de personalidade repentina da garota?! Seu irmão continuava a rir e a brincar com ela, e ela não fazia absolutamente nada.

Ele não podia fazer nada, afinal.

— Bom, já que a Miku está passando mal, Gakupo, Kaito e Len, tratem de ir trocar de roupa e começar a gravar o clipe de Imitation Black. Pela descrição de Kiyoteru, esse clipe é um dos mais complicados de ser filmado. Então, vocês ficarão o dia inteiro nessa – dizia Luka

— Luka, posso ir ver como estão indo as edições de Alice Sacrifice?! Não tenho nada para cantar hoje... – Meiko perguntou.

— Tudo bem, Meiko. Rin, venha comigo, você precisa experimentar uns vestidos.

A garota não respondeu nada. Apenas ia acompanhando Luka para fora da sala. Kaito fixou seu olhar nela, tentando encontrar uma resposta. Para sua surpresa, Rin virou o olhar e fitou os olhos azuis de Kaito. Esse ficou profundamente assustado com a feição da garota. Era um olhar profundamente vago e sombrio.

“Consciências roubadas...!?”

Kaito perguntava-se se o comportamento de Rin tinha algo a ver com o incidente da noite passada. Mas...

— Kaito! Kaito!

— Hm?!

— Cara, se você ficar viajando assim, não vamos terminar essa gravação nunca! – Gakupo já batia na cabeça do nosso jovem de cabelos azuis.

— Ah, desculpa Gakupo...

— Ehhhhhh, tocar guitarra é muito difícil! – Len queixava-se.

— Não reclama, chibi Len! Pelo menos você não tem que se molhar bem na metade do clipe! – Gakupo rebateu.

— O que foi, Gakupo?! Está com medo de estragar a chapinha?! – Kaito zombou do samurai.

— Ehhhhh?!!? Seu...!

— Hahahaha, boa, Kaito! – Len divertia-se!

— Um samurai que se preza tem que estar com os cabelos muito bem cuidados! – Gakupo emanava uma luz de satisfação. E ria sem parar.

— Sei não hein?! — Kaito continuava a zombar.

Os três divertiam-se. Por um momento, Kaito esqueceu-se do que aconteceu. Em um momento de descanso, ele resolveu sair para beber um pouco de água. Andava pelo corredor, chegando ao bebedouro ali perto. Refrescou-se e então já ia voltando para a sala, para continuar a gravação. Mas...

— Você...

— Rin?! – Kaito espantou-se ao ver a garota parada a sua frente – O que vo—

— BANG! – Ele foi interrompido pela estranha ação da garota. Rin formou uma arma com os dedos, e como se para brincar de polícia e ladrão, deu um “tiro” em Kaito.

— O quê?! – Kaito não entendia.

-BANG! BANG, BANG! – A garota repetia o gesto, sorrindo de forma tenebrosa.

Algo fez com que ela parasse.

— O que está fazendo aí parado!? Ande logo, ou vamos nos atrasar mais ainda! – Gakupo falava detrás da garota.

Rin apenas virou seu olhar ao samurai e como se tivesse visto um fantasma, saiu correndo do local. Kaito ficou totalmente sem saber o que dizer.

— O que deu nela?! – Gakupo estranhou – Bom, ande logo Blue Hair (cabelo azul) e vamos voltar. Len deve estar morrendo de tédio lá!

— ... Tudo bem...

Definitivamente... o que foi aquilo?!

Mais um dia de trabalho havia terminado. Len, Gakupo e Kaito estavam exaustos e já voltavam aos seus quartos. Luka os dispensou, falaria de seus próximos trabalhos no dia seguinte.

Depois de dar boa noite aos outros dois, Kaito dirigia-se ao seu quarto. Mas lembrou-se de Miku e resolveu seguir até o quarto da garota para ver se ela já havia melhorado. Ele estava preocupado, afinal, ela não saiu do quarto em nenhum momento do dia.

— Miku?! – Kaito bateu na porta de seu quarto – Tudo bem com você?!

Nada. Nenhuma resposta.

— Você está melhor!? – Kaito insistiu mais um pouco.

Nada. A garota não respondeu. Kaito resolveu parar, afinal, ela poderia estar dormindo e não queria perturbá-la. Achou melhor voltar para seu quarto e descansar. Mas logo à frente, estava o quarto de Len. Kaito percebeu que a porta estava um pouco aberta e uma luz, que com certeza não era da lâmpada do quarto, estava acessa. Ele estranhou, e resolveu olhar.

— Len?! – Kaito abria a porta aos poucos.

Ninguém. Não havia ninguém ali. Mas como?! Len tinha acabado de desejar boa noite para Kaito. Para onde ele teria ido?!

Kaito adentrou ao quarto do jovem garoto. A luz estranha que penetrava o quarto ela a luz onipotente da lua. Mas estava demasiadamente iluminado. O jovem de cabelos azuis percebeu que a janela estava aberta, e uma brisa gélida entrava por ela, balançando as finas cortinas do local. Aquela melodia sombria ecoou novamente. Kaito espantou-se. Era uma sensação terrivelmente nostálgica.

“Seria possível?!”

Len corria. Jurava que tinha visto a irmã caminhar pelo jardim. Resolveu segui-la. O que ela estaria fazendo sozinha, à uma hora dessas da noite?!

O pequeno garoto correu atrás da irmã até um ponto de um dos jardins. A garota havia parado de andar e virou-se para o irmão.

— Rin, o que está fazendo aqui sozinha!? – Len estava ofegante.

A garota nada respondeu. Mantinha seu olhar sem vida, direcionado ao irmão. Surpreendentemente, ela fez algo parecido com o que vimos nessa manhã.

Rin juntou as mãos, fazendo como uma pistola com os dedos e a apontou para o irmão.

— Rin!?

Antes de falar algo mais, um vulto surgiu atrás da garota. Alguém que Len não conseguia ver o rosto, mas que era alto, e vestia um longo sobretudo. Essa pessoa apontou uma arma de verdade para o garoto.

-BANG! – Foi a única palavra que Rin pronunciou.

Mas dessa vez, quem sorriu foi a estranha pessoa que portava aquela arma. Sorriu, e sem pensar, puxou o gatilho.

Kaito estava apreensivo. Outra vez aquela melodia. Outra vez, aquela brisa gélida. Será que—

Seus pensamentos foram bruscamente parados no momento em que o barulho do disparo chegou aos seus ouvidos. Outra vez, a mesma melodia, a mesma brisa e o barulho de um tiro.

Seu coração acelerou com o perfume de rosas que chegou até si. Kaito olhou desesperadamente para fora da janela, para ver se via algo.

Nada.

Ele queria acreditar que aquilo era um sonho.

— Não... de novo, não... – Foi o que conseguiu pronunciar, inclinando-se na janela e contraindo as mãos contra a parede da mesma.

(...)

Notas finais
Bem sinistro, não?! 8)
E então? Ficou bom? Continuo!? Reviews?!