Esse RPG sustenta a conta de luz a minha água. As besteiras que eu como. Isso é uma ofensa a mim e a minha pessoa, primeiro de tudo não aceitei, e bate na tela esperando que ele retornasse a vida junto dos meus personagens criados da lama, o choro era iminente junto dos dias de fome que iria passar.


—Cromter, seus dias como aventureiro mão de ferro acabaram junto da sua glória!


O choro percorria meu rosto, enquanto a sensação de gritar era de profunda tristeza, depender dos computadores comunitários poderia ser fatal, eu não conseguia escrever com pessoas a minha volta, perdão a quem adora e curte uma conversa, eu não gosto de distrações. Mas do meu cafofo estando em casa sem mandarem em mim. As vezes jogar um pouco escrever surge como um passatempo, não que eu curta sair com o povo daquela empresa nem morto nem vivo.


Estava naquele momento com um travesseiro na cara pois meu capítulo foi descompactado. O que afetou meus planos, tive que levantar horas depois não dormi nada com a tristeza de ter perdido meus capítulos e personagens, parecia que a alma ia pular para fora do corpo queria soltar o sentimento de raiva.


—Cromter, como eu poderia me desligar da realidade por um instante e escrever? Eu só queria isso...


Até que então fui mexer no meu celular que era bem simples não era de uma marca cara mas travava, bastante. Mais que a minha paciência vi uma notícia o chamado "boomman" foi o que afetou os servidores da minha região.


—Cromter, os servidores do sites morreram eu vou chorar por mais algumas horas ou até anos!


—Cromter, acho que não vou trabalhar hoje não!


Cromter parecia uma criança, esperneando naquele momento esperando a mãe comprar um PC novo dos sonhos. Mas quem me dera sua vida fosse tão feliz assim. Um virgem nerd, que criava romances de RPG, era triste mais era a sua realidade o que ele não queria era aceitar isso.


—Cromter, eu não queria trabalhar!?


Cromter se levantou tomou um café forçado e foi novamente em direção aquela empresa pegou o mesmo busão, pagou caro até chegou atrasado ouviu reclamação e sentou na sua mesa, seu dia tinha se resumido a gritos por seu patrão Alfredo.


Um velho chato, que apenas pensava no seu dinheiro, ele especialmente o inspirou a criar um personagem a sua imagem. O vilão que apanha do mão de ferro logo no primeiro capítulo, até no resumo o cara arregava.


—Cromter, eu perdi a minha vida... Essas planilhas são o dobro das de ontem!?


Até que uma mulher chamada Makeb, estava de pé e o entregou uma xícara de café, ela parecia uma boa pessoa apesar da depressão em que ele se encontrava e profunda falta de significado a vida de narrador.


—Cromter, meus dias estão contados!?


—Makeb, olá, você não ficou sabendo um funcionário se demitiu a pouco tempo... Aí passaram os trabalhos dele para você!?


—Cromter, essa empresa é uma máfia!? Eu não quero sair daqui atolado de trabalho, como vou dormir essa noite com esse tanto de coisa para fazer... Boa hora para sair hein irmão!?


Cromter puxou as grandes mangas do agasalho e estralou os dedos enquanto Makeb o encarou ele começou a digitar rápido, parecia uma máquina a medida que o reflexo dos cálculos que ele fazia rápido como nunca, seu célebro parecia que ia torrar, a medida que bebia o café que o ofereceram.


—Cromter, obrigado pelo café moça!?


Cromter olhou para o lado da mesa e viu que ela não estava mais lá e perguntou a Joe um viciado em anime e mangás gordinho, que estava comendo guloseimas e batata frita na mesa.


—Cromter, cadê aquela mulher?


—Joe, quem? Araumatê!?


—Cromter, para de ficar falando frases sem sentido Joe!?


Cromter bateu no rosto com aquela situação constrangedora.


—Cromter, aquela mulher bonita que apareceu agora!? Você a viu?


—Cromter, Joe!? O gordo!? Inchado!?


—Joe, vocês acham que eu vou dar atenção a vocês eu vou te processar!?


—Joe, você tá me ouvindo!?


Enquanto Joe ouvia no computador uma musiquinha de anime.


—Joe, Wa Wa teruuu Wa shi su...


—Cromter, para com isso... Eu tô te fazendo uma pergunta!?


—Joe, você faz ideia de quantas mulheres trabalham aqui?


Até que o diretor viu Cromter de pé e ele reclamou muito com ele e Joe havia falado o que estava acontecendo quando de repente ele se levantou e ele e o diretor foram até Cromter e Joe tinha recebido um dia de folga, sabe o que o desgraçado era? Filho do proprietário. Dono daquele empresa até que Joe riu enquanto ouvia suas músicas cantando. Cromter havia ficado com o triplo de trabalho.