Antes eu todos os dias tinha a rotina de sempre escovar os dentes cedo e me olhar no espelho, todos os dias. Sempre me arrumando cedo, organizando minha pequena biblioteca de casa com minhas coleções de brinquedos sejam eles de Pokémon's ou de anime. As figuras colecionáveis eram para mim parte da minha herança. Eu com certeza passaria aquilo para os meus filhos. Aquilo para mim não era um bando de coisa velha mais sim algo para se lembrar. A minha infância era e sempre foi triste então é melhor não falar disso agora.


As três da manhã, levantar tomar café e ir para a empresa de contabilidade. Eu ficará santa noite naquele computador. Com funcionários que me olhavam feio e me tratavam igual animal.


Cromter tinha a fisionomia destruída parecia um drogado ele era magro muito anêmico apesar de criar cabelo e sempre mantê-lo preso, ele tinha medo de se aproximar de alguém.


—Cromter, gerar criar planilhas... Essa empresa anda desviando bastante dinheiro... Nossa pra onde vai tantos fundos!?


Até que alguém gritou para ele falar baixo e trabalhar.


Estava a 1 ano trabalhando nisso. Não porque é algo que eu não gostaria mas por necessidade mesmo: a lei da sobrevivência. Cada um por si na vida do trabalho. A exploração do trabalhador.


Após sair de tantos arquivos que tive que calcular e obter a média aritmética. Eu odiava matemática é algo traumatizante, eu ficará horas batendo a testa contra a mesa perto do teclado enquanto errava por número quebrados.


—Cromter, maldição é por isso que eu odeio matemática...


O cabelo de Cromter estava bagunçado de tanto quebrar a cabeça com cálculos e mais planilhas para organizar. Ele queria sobreviver em meio a um mundo onde a sociedade poderia te esmagar. Todos os dias fazendo sempre a mesma coisa, tudo passou a ser inspirador para a criação de suas novelas de RPG, sempre após o trabalho os outros o chamavam para beber mas ele ia sempre direto para casa as 20:00 da noite. Ele andava até o ponto de ônibus e pegava a mesma carona quase sempre, e ao chegar em casa ele ia direto para o computador e escrevia suas novelas e notas para os inscritos de suas histórias.


—Cromter, hehehe, o mão de ferro vai e dá um soco no mendigo assim eles vivem felizes para sempre!?


Até que Cromter parou e como hábito vicioso batia o lápis na testa e mordia as pontas.


—Cromter, isso tá muito normal... O mão de ferro não deve bater no mendigo? Ou deve... Mas o mão de ferro já passou por muita coisa!


O mão de ferro nas suas histórias era um homem monopolizado claustrofóbico não podia ver uma mulher e já se afastava, ele defendia a tese que ele não era Sigma. Mas uma pessoa valente em meio a tanta dor e sofrimento ele não se envolveria com ninguém.


O mão de ferro, como já diz o nome era um cavaleiro do Reino de Hidargar, que possuia um elmo e brasão de dragão, mas apesar de fazer dele um guerreiro conhecido o seu reino havia sido queimado o que trouxe calamidade para os países do norte.


—Cromter, então... O mão de ferro vai atrás dos envolvidos pelo golpe de estado do seu reino e se vinga!?


Cromter deitou na cama de braços abertos.—Cromter, então o benefício existencial é o que compartilhamos!?


Cromter chorou pois era engraçado o quanto os dois sofriam frequentemente.