Crianças

1 Capítulo único


Notas iniciais
Um acontecimento raro! [?] Minha beta ( Tatew ) não estava on no momento em que terminei a pequena one-shot, por isso, pedi para minha ajudante [?], LoreWindsor ( SSSLYYYYYQ ), betar para mim. O: Por isso, betado por: LoreWindsor. Obrigada.
Dizem que as crianças de hoje em dia crescem rápido de mais; que elas não param em sua juventude e já passam para a fase adulta.

Sem opções: talvez seja por isso que elas o façam.

Imagine você, sentindo seu coração bater mais forte por ver o seu amigo, sentir aquele doce e doloroso aperto no peito quando ele se aproxima; senti-lo tocando seu corpo como uma pequena e inocente criança, mas, mesmo sendo igual à este, você deseja que o mesmo faça mais...

Se o seu amigo, um dia, parasse e te ajudasse em um momento de perigo ou apenas aprovação, chegasse para você depois de seu ato heróico e praticamente lhe pedisse em casamento?

Mesmo que você fosse do mesmo sexo que este, e achasse que tudo o quê estava acontecendo era errado, você iria aceitar se realmente sentisse que deveria?

Quando as crianças crescem de mais, e ficam incontroláveis aos olhos e cuidados dos adultos à sua volta, a única coisa que temos que fazer é tentar aconselhá-las e deixá-las livres.

Mas, seria imprudente permitir que duas crianças de sete anos namorassem?

- X -

Duas pequenas crianças dividiam o lanche que a de porte menor possuía em seu colo. Ambas aparentavam menos de sete anos.

Estavam contentes, se divertindo, conversando e alegres enquanto degustavam seu almoço; até ouvirem passos e as sombras aparecerem em frente aos seus corpos.

Uma pequena gangue, de alunos um pouco mais velhos, se aproximou dos menores e olharam feio.

O de porte maior, e portador de olhos e cabelos do tom negro, se levantou, tomando a dianteira do amigo e ficando à sua frente, como se o quisesse proteger.

Os meninos mais velhos sorriram, achando uma graça a coragem do mais novo.

“Vocês não deveriam estar aqui, sabem disso. Este lugar é de nosso líder, e apenas ele pode sentar-se e comer aqui.”, um dos da pequena gangue se pronunciou, cruzando os braços ao peito e sorrindo maliciosamente para os pequenos.

“Não me lembro de ter lido, em qualquer lugar daqui, o nome de teu líder.”, o mesmo moreno que levantou rebateu com o mesmo sorriso no rosto que o mais velho havia lhe oferecido, pôde presenciar a expressão do mesmo ficar mais robusta, irritada.

“Se não saírem daí, teremos que tirá-los a força; e não queremos machucar as criancinhas.”, o que estava do lado direito do outro, na gangue, falou, também cruzando os braços e olhando sério para os meninos.

O menor, que ainda estava sentado com a pequena caixinha de lanche na mão, estremeceu ao som da voz irritada dos mais velhos; ele puxou a barra da calça do que ainda permanecia levantado e sussurrou palavras timidamente.

“Acho melhor nós sairmos daqui, se os irritarmos, nos daremos mal.”, falou em seu rápido e inaudível cochicho. O moreno olhou para ele; os olhos cor de mel do garoto ainda sentado se encontraram com os negros do menino em pé. Com apenas este gesto, puderam se comunicar mentalmente e o pequenino desistiu na hora de tentar mudar seu pensamento.

“Não, não iremos sair. Chegamos primeiro, e continuaremos aqui.”, os desafiou, com seu peito estufado e seu medo praticamente mínimo. As crianças mais velhas riram, alto, e forte; surpresos com tais palavras.

“Então nós teremos que dar um jeito em vocês!”, falando tal, os três que ali estavam correram em direção aos outros dois; porém, apenas o moreno foi de encontro, e os enfrentou.

A luta foi injusta, três contra um, mas o moreno ganhou, e os três meninos saíram correndo, irritados, com medo e choramingando o caminho todo, além de ficar gritando inúmeros “Vocês vão ver!”, como criancinhas fujonas.

O moreno cambaleou e sentou-se na frente do pequeno, que possuía os cabelos loiros, praticamente dourados; este pousou as duas mãos um pouco raladas sobre as bochechas machucadas do amigo e as puxou para si, trazendo junto o rosto do mesmo.

“Você está bem?! Dói?! Devemos chamar o professor! Quer que eu te leve à enfermaria?”, preocupado, começou a perguntar sem dar espaço para a própria respiração, muito menos para as palavras que o moreno queria dizer. Pequenas lágrimas já se formavam em seus olhos, estava assustado e com medo do amigo ter se machucado para lhe proteger, mais uma vez.

“Estou bem sim, não se preocupe...”, o maior respondeu rindo baixinho, satisfeito por notar que o amigo estava bem – não que ele tivesse feito algo para não estar...

Puxou as mãos que estavam em suas bochechas e as colocou no meio das suas. Respirou fundo e olhou exatamente nos olhos profundos do menor. Suspirou, de leve, e se aproximou um pouco mais; abriu a boca e palavras saíram de sua garganta.

“Eu já te disse. Hoje, e sempre, lhe protegerei; por isso, eu quero lhe pedir uma coisa.”, ele falava rápido, mas ainda sim calmo. O loirinho prestou atenção nas palavras e assentiu com a cabeça, dando liberdade para o outro terminar sua frase. “Quando crescermos, você se casa comigo?”

A pergunta ingênua não abalou o loiro, mas sim, o contrário. Ele abriu um delicado e satisfeito sorriso e respondeu com animação às palavras do maior.

“É claro.”, e se aproximou um pouco mais, junto do moreno. Os lábios selaram-se e a maciez da carne foi sentida em ambos os tatos. Estremeceram de leve, com tal contato, e terminaram o leve selinho que acabaram de trocar. “É uma promessa.”

- X –

Anos depois, um rapaz de aparentes dezessete anos estava sentado na cadeira que ficava para a janela. Sua estatura média e rosto delicado mostravam que o resto do seu corpo era feminino, mas ainda sim nos limites de um homem. Ele suspirava pesadamente, com a mão direita no queixo, olhando para fora, para as nuvens, como alguém que não enxerga com os olhos. Ele não movia os orbes e nem as piscava; apenas contemplava o céu azul da manhã e pensava em sua vida.

“Eu sinto falta dos tempos que tínhamos juntos... quando brincávamos e não nos preocupávamos com o futuro. Sinto até falta das burradas e mancadas que dava; das promessas que nunca cumprimos, pelo fato de nos separarmos muito cedo... Se ele pudesse me ouvir agora, eu gostaria de pedir para que ele voltasse.”, pensava o rapaz de cabelos dourados sentado. A porta da sala de aula foi aberta, demonstrando uma figura parecida com a que estava sentada, porém, a única diferença eram seus olhos e cabelos; também a face um pouco mais masculina.

“Se eu pudesse ler seus pensamentos, diria que está pensando em mim.”, ele riu, quando o outro se virou e olhou para ele com os olhos arregalados, de surpresa.

/ Fim.

- Notas finais.

É ISSO AÍ, MINIA GENT!1 Algo bem fluffy e diabético para vocês. q

Até a beta dessa história, que não é lá chegada à yaoi, está começando a se converter por minha causa! Q /apanha

MAS É VERDADE. |:

Btw, eu gostei. Ficou como eu queria, bonitinha, e tals.

- Notas da beta.

OI BONITINHA, OKOKOK ;-;

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!