Notas iniciais
Ran: Povinho, povinho... Quanto tempo que não vemos vocês, e ae, como tem passado povo bom? Bem, se alguém quiser saber o motivo da demora, é que um fdp de virus decidiu entrar no meu bebê aqui e ele teve de ser formatado, então fiquei 1 semana longe dele. E demoramos um tempo para escrever esse cap porque... Bem... Na verdade, não sei ao certo o porque e_e
Mel: Eu sei!!! Demoramos por que você ficou um tempo sem pc, por que a gente ficou fazendo RPG o mês inteiro e esquecemos da vida, por que eu passei um bom tempo sem entrar na net... enfim, foram tantos os motivos, mas nenhum deles bom o suficiente para explicar uma demora de hamm... um mês e meio!! Sei que isso é imperdoável, mas enfim... aconteceu. Mas acho que não mais acontecerá
Ran: Notem o ~acho~ dela q Bem, gostaria de dedicar esse cap a 2 pessoas que fizeram minha vida um pouco mais feliz com as belas recomendações: maxiezeus e hinatailove. Brigada seus lindos :3 Só não dou beijinho porque eu acho que to ficando doente e não quero contaminar ninguém aqui q
Mel: Pois é, eu fiquei muito feliz com as recondações também, tanto que até faria um ch especial para maxiezeus e hinatailove com os casais que eles escolhessem, mas se não estamos nem postando os capitulos normais imagina só especiais... Mas enfim, muito obrigada pessoas!
Ran: Hm... Essa é uma ótima ideia, Mel-chan! Maxi-chan, Hina-chan ~Saca a intimidade q~ escolham um casal, faremos um especial para vocês o3o
Mel: Agradecimentos especiais também para a todos que comentaram, ou apenas leram... Cada review é muito especial pra gente.
Ran: Amamos nossos 52 leitores, e os anonimos também >u< Agora eu vou ver Psicose que tá passando do Telecine, boa leitura, minna o3o ~Eu acho que perdi o jeito de ser o Milo, mas enfim~
Mel: No comments
Ran: Ela não é um amor? q

Saga suspirou, desligando o telefone. Era no mínimo a décima vez que ligava para o noivo, e consequentemente a décima vez que ele não atendia. Precisava avisar que não poderia ir ao jantar marcado na casa do irmão, pois não se sentia muito bem, mas o capricorniano esquentadinho parecia ter sumido do mapa. Com um suspiro cansado desligou o telefone, e foi atender a porta, pois a campainha já estava tocando há alguns bons minutos. Em primeira estância ia ignorar o toque irritante e insistente, mas parecia que o ser humano à porta não desistiria mesmo.


–Camus? O que faz aqui? – Estranhou a presença e o semblante do ruivo para à sua porta, cansado e um tanto abatido.


Camus saíra à procura de Milo já fazia um tempo, mas não fora direto para a casa de Saga, antes precisava se acalmar ou só pioraria a situação. Andou durante horas por toda a cidade


– Oi Saga, eu... Quero falar com meu marido. Poderia chamá-lo, por favor?


– Camus, o Milo mora com você, esqueceu? — O geminiano falou lentamente, como se explicasse para uma criancinha – Ele não mora aqui comigo. Eu moro com o Shura.


O ruivo revirou os olhos, já estava impaciente, nervoso e Saga não ajudava em nada.


– Ele saiu de casa há horas dizendo que vinha pra cá! Cadê o meu marido Saga? O que você fez com ele?


– Ele não veio aqui, Camus. Hoje não estava me sentindo bem e tive de ir ao médico, até desmarquei com meu noivo. Cheguei há uma hora e ele não passou aqui. — Saga arqueou uma sobrancelha — O que você fez com ele?


Camus ficou visivelmente entristecido, se Milo não estava na casa de Saga, então onde estaria?


–Eu... Eu sou um idiota. Nós brigamos e eu disse pra ele que se ele saísse não precisava mais voltar... Eu... Eu quero meu Milo. — O aquariano levou as mãos ao rosto em desespero, onde seu loiro estaria a uma hora dessas?


Saga suspirou, dando espaço para o ruivo entrar na casa, já que estavam do lado de fora e a chuva não dava trégua.


– Vem, entra. Precisa se acalmar. Me conte essa historia direito.


O ruivo andou de um lado pro outro na sala do amigo, estava um tanto molhado da chuva, cansado, irritado e principalmente, extremamente preocupado com o sumiço de seu amado.


– Eu não posso, tenho que procurar o Milo. Ele não pode ficar na rua, ta chovendo, como será que ele esta? Preciso ir... – falava se dirigindo a porta, não podia ficar conversando enquanto seu marido estava na rua, com aquela tempestade. Sabia que o loiro, apesar de ter muitos amigos, só procuraria Saga, não tinha família a quem pudesse procurar também.


Saga bufou, começando a se irritar. Aquele francês era muito teimoso.


– Camus, o Milo não é uma criancinha, ele está bem. Agora se sente que irei pegar algo para você beber enquanto me conta essa historia — Sem esperar resposta, segurou o braço do ruivo, fazendo-o se sentar no sofá enquanto ia para a cozinha pegar um pouco de água para ele.


O francês sentou-se, apoiando as costas no encosto do sofá, fechando os olhos. Tudo o que queria agora era seu marido perto de si. Alguns minutos depois Saga retornou e entregou um copo com água para ele, sentando-se a seu lado logo em seguida.


–Agora me conta tudo.


– O Milo descobriu umas coisas, eu escondi muitas coisas dele Saga, não queria decepciona-lo, ele descobriu e a gente brigou. Ele disse que precisava de um tempo, que vinha aqui pra sua casa, pra pensar um pouco. Eu... perdi o controle e disse que se ele saisse não precisava voltar. E ele... ele saiu...


– Entendo... – Saga se encostou no sofá, cruzando os braços, pensativo — Sabe Camus, o Milo as vezes não pensa no que faz, ele apenas faz. Ele vai voltar para você, ele te ama muito.


– Ele esta muito magoado comigo, Saga. Eu fui um idiota. Não devia ter escondido nada dele


– O Milo também te escondeu coisas, Camus. Ele sabe que se você o perdoou por ter escondido aquilo, ele irá conseguir te perdoar.


– Assim espero, eu não vivo sem ele... Não sei viver sem ele.


–E ele não sabe viver sem você – O geminiano sorriu docemente para o ruivo, se levantando e indo até o criado-mudo, escrevendo algo em um pedaço de papel que havia ali. Depois o entregou ao ruivo — Aqui.


– O que, o que é isso?


– É o endereço de onde provavelmente Milo está. Se ele não está aqui acredito que ele esteja ai. Esse lugar é como se fosse um refugio do mundo para ele.


Camus segurou o papel e leu o endereço, sorrindo triste, mas aliviado. Mas uma coisa sobre seu marido que só Saga sabia, nessas horas ele sentia como se não conhecesse Milo de verdade.


– Obrigado.


– Mais uma coisa, Camus. — Saga colocou a mão no ombro do amigo — O Milo não esconde as coisas de você de propósito. Ele apenas... Não sabe como contar certas coisas.


– Obrigado Saga, por tudo.- O francês agradeceu, sorrindo cansado.


– Não precisa me agradecer, ruivo. – Saga se afastou do amigo, dando uns tapinhas em suas costas — Agora vai. Vai atrás do seu marido.


Camus deu um forte abraço no amigo e foi a procura de seu marido, precisava conversar com o loiro, leva-lo de volta pra casa. Não ficaria um dia sequer sem ele.



oOoOoOo



– V-você não é... Quem diabos é você?!! — Aquilo não podia estar acontecendo consigo! Não podia ser! Shun não podia ser... Um homem!


Hyoga estava em choque, como por Zeus, não percebera aquilo antes?


Shun o olhava espantado. O que aquele loiro esperava?


– Como quem sou eu? Eu sou o Shun, Hyoga...


Hyoga o segurou pelos ombros, chacoalhando o corpo frágil de maneira brusca.


–Não brinque comigo! Você é homem! Como pode... você me enganou! — Estava tão irado que não media a força empregada.


O menor gemeu baixinho de dor, assustado e sem entender nada.


– Te enganei? Como assim? Eu nunca disse que eu era uma mulher, Hyoga! Achei que estava na cara que eu sou um homem!


O russo o segurou pelos braços, o fazendo descer bruscamente da mesa em que estava sentado.


– Você me enganou, eu nunca, nunca beijaria um homem! Você vai pagar por isso seu puto desgraçado! — O empurrou, fazendo o menor bater as costas na parede, deixando Shun ainda mais assustado e imobilizado pelo medo.



– H-Hyoga, para com isso, por favor... Sou eu, Shun! Sou o seu amigo... — O menor suplicava, assustado


– Eu não sou amigo de uma bicha, de um travesti! Você... Você estava mancomunado com eles não era? — O aquariano foi ate o menor e o pegou pelo braço, fincando suas unhas curtas na pele alva — Se você contar pra alguém o que aconteceu aqui eu te mato, esta ouvindo?! Eu te mato!


O loiro arrastou Shun até a porta, sentindo o ar frio da noite chuvosa adentrar o ambiente aquecido, seu corpo estremeceu levemente, não sabia se pelo frio ou pela raiva que sentia.


– Agora fora daqui!! Suma da minha casa, da minha vida!! Esqueça que um dia me conheceu!! — O jogou do lado de fora, batendo a porta forte e se encostando nela, deslizando ate o chão, o corpo ainda trêmulo. Não acreditava que aquilo era real, que a garota por quem havia se apaixonado era na verdade um homem. UM HOMEM! Um maldito veado que ele tanto desprezava!!


Do lado de fora da residência, sentindo o ar frio arrepiar sua pele, Shun abraçava o próprio corpo, fungando baixinho tentando segurar o choro. Olhou para fora vendo a chuva forte que caia abundante, encosta-se à porta.


– Desculpa, Hyoga... — Murmurou, antes de sair correndo. Iria ter de correr até sua casa, já que não tinha outra opção. Só esperava conseguir segurar o choro. Não daria a ele o gostinho de suas lagrimas, isso não.


– Eu te odeio Shun, eu te odeio... — Hyoga sussurrava aquilo como um mantra, tentando convencer a si mesmo que aquelas palavras eram verdadeiras. Mas se realmente odiava Shun, por que seu peito doía tanto? Por que sentia uma vontade de abrir aquela porta e pedir perdão pelo que tinha feito? Por que queria provar aquele beijo mais uma vez? Não, aquilo era um pesadelo e em breve acordaria, tinha que acordar!



oOoOoOo



Depois da briga com Camus, Milo cogitou a hipótese de ir até Saga, mas não queria preocupar o amigo. Foi então, até o seu pequeno refugio do mundo, uma pequena casa que ficava em uma floresta um pouco afastado da cidade. Era bem escondida e ninguém sabia dela pois ficava no meio do nada e demorava no mínimo uma hora de carro.


Ali, longe do mundo, sentou-se na varanda da pequena cabana, suspirando e olhando para o nada, não pensando em nada e não fazendo nada, como gostava de ficar quando precisava pensar, clarear as idéias ou simplesmente fugir um pouco da realidade.


Fechou os olhos e passou a aproveitar a chuva que, apesar de estar muito forte, era exatamente o que precisava agora. Algo para esfriar a cabeça.


Camus, após sair da casa de Saga ,seguiu direto para o endereço que lhe foi dado pelo amigo. Era um pouco distante, por conta da intensa chuva demorou cerca de suas horas para chegar, a visibilidade na estrada estava péssima, e não podia correr. Só esperava encontrar seu loiro lá, e que ele estivesse bem.



Ao chegar ao endereço que lhe foi passado, o aquariano saiu do carro, sem se preocupar com a chuva forte que caia sobre si.


Era uma cabana muito bem cuidada, de tamanho razoável, parecia ate confortável. De longe avistou seu amado, sentiu um alivio imenso ao constatar que ele estava ali, seguro.


O loiro respirou fundo e se levantou de onde estava sentado. Já estava encharcado e tremendo de frio, resolve então entrar na cabana, sem perceber o ruivo que o olhava.


– Milo...


O grego estremeceu levemente ao ouvir ser chamado, virando para onde vinha a voz.


– Camus...? O que faz aqui?


O ruivo se aproximou dele, o puxando para seus braços, em um abraço apertado, sentia um misto de alivio, tristeza e remorso.


– Perdão meu amor... — as lagrimas caiam pelo rosto do frances, se misturando as gotas geladas da chuva que parecia cair ainda mais intensamente.


Meio vacilante, Milo correspondeu ao abraço, segurando a camisa de Camus com força, com medo de que ele se afastasse.


– Por que esta se desculpando...?


– Eu fui um idiota Mi... me perdoa por não ser um bom marido pra você, por ter escondido sobre o Hyoga, por ter falado aquelas coisas, ter dito que não era pra você voltar. Eu temo muito, não quero e não posso viver sem você – falava tudo de uma vez, ainda abraçado ao loiro, não queria solta-lo, nunca mais.


– Camus eu... Eu sou um idiota... Eu também te escondi muitas coisas, não posso ficar te cobrando nada. Você está certo, sempre que há algum problema eu corro para o Saga e não para você... Perdoe-me, meu amor... Me perdoe... Eu irei melhorar, prometo


– Eu fui duro com você, me desculpe. — Camus se afastou um pouco, mas sem apartar o abraço — Eu não devia ter dito pra você não voltar mais, mas é que...


Milo sorriu docemente, encostando a cabeça no peito dele.


– Tudo bem, meu amor... Eu entendo.


Camus selou os lábios do esposo carinhosamente, apenas um selinho mais demorado.


–Você esta tremendo, precisa se secar, vai ficar doente.


– Uhum – Concordou Milo, sorrindo — Vamos entrar na cabana, tem algumas mudas de roupa. Podemos nos esquentar na lareira.


– Vamos voltar para cada depois? Você... vai... voltar comigo? — Camus tinha medo que Milo realmente não quisesse mais voltar para casa, ou que não o quisesse mais.


– O que esta dizendo? É lógico que voltarei com você. É a nossa casa, não?


O ruivo sorriu e beijou o loiro em seguida, de forma lenta e demorada, explorando cada pedacinho daquela boca quentinha e deliciosa que era só sua.


Milo correspondeu o beijo mas. Percebendo que se dependesse de Camus eles não sairiam dali, o apartou logo e o puxou para dentro da cabana.


– Anda, tire a roupa que eu irei pegar as toalhas, não quero que fique doente.


O ruivo passou a se despir em frente a lareira que já estava acesa, tira o blazer, os sapatos, meias, calça e camisa, ficando só de cueca, sentindo o calor vindo da lareira lhe aquecer. Olhou ao redor, vendo como era bem decorada e aconchegante a cabana.


Milo pegou algumas toalhas para si e para o amado, logo voltando para perto dele. Começou a secá-lo, percebendo que ele olhava para a o ambiente com atenção.


– Gostou? Eu mesmo que decorei.


– Sim, é linda. Tudo muito claro e organizado, aconchegante... — respirou fundo — Você costumava trazer Saga aqui?


– Não... – Milo respondeu pensativo, começando passando a secar os cabelos ruivos com delicadeza — Você é uma das únicas pessoas que eu deixo entrar aqui em muito tempo...


Após estar devidamente seco, Camus passa a fazer o mesmo com o loiro, que ainda estava vestido com a roupa molhada. Era sempre assim, o loiro se preocupada mais com o esposo que consigo mesmo.


Camus retirou toda a roupa de Milo, e passou secá-lo.


– O Saga quem me passou o endereço, então eu deduzi que ele costumava vir aqui... Você nunca me falou desse lugar.


– Ele só sabe desse lugar porque eu costumava fugir para cá quando ainda namorava ele... — Milo suspirou, fechando os olhos e deixando-se ser seco pelo amado — Aqui é um dos poucos lugares que eu tenho uma memória feliz com meus pais... Papai costumava me trazer para cá para pescar em um rio que tem mais lá para baixo. E sempre que a gente voltava, mamãe cozinhava os peixes que pescávamos.


Camus torceu os lábios em desagrado com a referência ao namoro de seu amado com Saga. Aquela era uma das coisas que nunca superaria. Sabia que seus ciúmes eram exagerados e ate mesmo infundado, tendo em vista que o loiro sempre o amara e não a Saga, mas mesmo assim, não gostava da idéia que seu amado esteve nos braços de outro, e que essa tal pessoa teve e tem tanta importância na vida do loiro.


– Mas... – Milo continuou a falar, já que o ruivo se manteve em silencio — Nunca deixei Saga entrar aqui. Esse lugar é como um refúgio para mim, sabe? Nada de ruim jamais entrou aqui. Só existem lembranças felizes nesse lugar e se eu deixasse Saga entrar, eu teria uma lembrança triste: A lembrança que era ele ali, e não você.


Aquelas palavras emocionaram o ruivo, saber que era digno de estar ali, em um lugar tão especial para seu amado, o deixava imensamente feliz.


–Obrigado, por me deixar fazer parte da sua vida — terminou de secar o loiro e o abraçou por trás, inalando o suave perfume das madeixas loiras.



– Eu que agradeço por você ter entrado em minha, vida, Camus. — Milo sorriu levemente, pegando a mão do amado e o puxando até a cama, sentando-se nela com ele em seu colo.


Camus encosta seu rosto no do loiro, se esfregando ali como um gatinho.


– Você é minha vida Mi, sem você eu não seria ninguém... — Lambeu os lábios do loiro, sentindo a maciez que tanto amava, e o sabor levemente adocicado.

Milo sorriu docemente, colando a testa na do amado, abraçando-o pela cintura.


– E você é a minha vida, Camus... — Olhava-o nos olhos, sem tirar o sorriso dos lábios — Às vezes não sei como você me agüenta.


– Eu é que não entendo como você pode agüentar um chato ciumento e possessivo como eu, mas fico feliz que seja assim. — se ajeitou no colo do loiro, com uma perna de cada lado.


– Esqueceu de frio, calculista e com um gemidinho lindo e excitante – Milo mordeu levemente o pescoço dele — Que fica lindo corado e que é o melhor marido do mundo, que atura meus trabalhos até tarde e as semanas de viajem e sem sexo.


– Hn quanto ao sexo pode até demorar, mas sempre vale a pena. — rebolou de leve no colo do loiro.


– Você tem razão. Sempre que eu volto de viajem você come esse corpinho aqui e compensa os dias, não? – Milo respondeu, rindo divertido.


– Safado, você sabe que eu adoro seu corpo não sabe? E os dias que eu passo sem você ao meu lado eu fico relembrando nossos momentos, alem das nossas conversas extremamente picantes pelo Skype — sorriu e beijou o pescoço do loiro, lembendo a pele, chupando, deixando uma marca avermelhada como sempre fazia toda vez que o loiro voltava de alguma viagem, o deixava todo marcado.


Milo geme baixinho, apertando a bunda dele de leve.


– Ora, onde esta aquele Camus frio que nunca demonstra sentimentos ou desejos que eu conheci ha alguns anos e com qual me casei?


– E quem consegue ser frio e não demonstrar sentimentos perto de você? Mas... Se você prefere assim — saiu do colo do loiro, se deitando na cama ao seu lado.


– Ei, ei, eu nunca disse isso. — deita-se por cima dele, beijando-lhe e chupando o pescoço – Não distorça minhas palavras


– Sei... e como voce gosta? Como prefere que eu seja? — O frances sorriu malicioso


– Eu quero que você seja você. — sorriu docemente, olhando-o — E você, como quer que eu seja?

–Quero que seja o homem mais carinhoso do mundo, sensivel, inteligente, amigo, lindo, gostoso – Sorriu como apenas sorria quando estava com Milo — exatamente do jeitinho que você é.


– Ei Camye... Estou com frio... — Miilo falou, cheio de malicia — Você tem alguma ideia para nos esquentarmos?


Camus sentou-se na cama, se encostando na cabeceira


– Vem cá que eu te esquento vem...


Milo engatinhou lentamente até ele, sentando-se em seu colo, com uma perna de cada lado


– É? E como vai me esquentar?~



Camus aproximou os labios do ouvido dele, mordiscando o lobulo enquanto suas maos acariciavam as costas de leve, chegando ate as nadegas


– ah acabei de lembrar, eu sou frio. Não posso esquentar voce


O loiro stremeceu, sentindo o alito quente de encontro a sua pele


–Me prove que não és frio...


–Não preciso provar nada meu amor, seu passado te condena, ou melhor, o calor do seu corpo sempre que é tocado por minhas maos... — Raspou as unhas pelas coxas do loiro, beija-lhe a boca de forma lenta e demorada, enquanto suas maos passaram a massagear as nadegas durinhas empregando certa força.


–hm... — Milo gemeu baixinho por entre o beijo, rebolando de leve no colo dele, apartando o beijo — Cada toque seu me enlouquecede uma forma surpreendente, Camus... Você me faz sentir desejo como ninguém nunca antes foi capaz


– hnn e voce faz o mesmo comigo, nenhuma das pessoas que ja passaram por minha cama, sejam homens ou mulheres, nunca me fizeram sentir o que sinto com voce – Camus beijou -lhe o pescoço, alternando entre beijos, lambidas e chupoes. Adorava marcar aquela pele, mas claro, sempre tomava cuidado para marcar onde não ficasse muito visivel.


– Hm... P-Pois acho bom mesmo... — Camus realmente tinha que falar de seus ex-amantes em um momento tão critico? Começou então a arranhar e morder aquele peito e aquele pescoço deliciosos... Ao contrario de Camus, amava deixar marcas bem visiveis, deixando bem claro para o mundo todo que o frances gostoso já tinha dono


– M-Milo... assim voce vai me deixar marcado... — Mesmo que rclamasse adorava aquilo, gemia diante dos toques do loiro, com a ponta dos dedos acariciava a fenda entre as nadegas macias de seu marido

–Ahn... E-Essa é a... intensão, ruivinho — Gemia proximo a orelha de Camus, rebolando sobre o dedo dele, querendo que ele o penetrasse logo — Mostrar para todos que... você já tem... hm... dono...


Em um movimento rapido, o francês, com muita agilidade gira o corpo, deitando o loiro de bruços na cama, sentando em suas coxas. Debruça-se sobre ele, distribuindo beijos pela nuca, descendo pelas costas, até chegar nas nadegas, beijando e chupando a pele de uma, depois da outra. A pele de Milo tinha um sabor unico


– ahn... — A unica coisa que o grego conseguia fazer ela gemer. Era delicioso sentir os labios de seu frances em seu corpo... Em qualquer parte de seu corpo.


Aqueles labios o fazia estremecer e gemer baixinho, sem controle. Uma parte de seu consciente falava para parar e voltar para casa, que estava esquecendo algo, mas a outra parte de sua mente falava para continuar, que nada era mais importante do

que aquele momento com seu amado


E honestamente, Milo estava deixando a parte de sua mente que o falava para ficar, ganhar. Estava tão bom ali... Como dizem, o resto é resto. Se fosse algo de importante depois se lembraria, agora queria se concentrar nas caricias


Camus separou as nadegas do loiro com a maos, visualizando a entradinha que ja pulsava, sentia seu membro dolorido, ansiava por possuir Milo de uma vez, mas antes precisava prepara-lo. Em todos aqueles anos juntos nunca fizera nada que pudesse machucar seu amado e não seria agora que faria, por mais excitado que estivesse.


Passou então a lamber aquela entradinha rosada, captando todo o sabor dele


Milo estremeceu ao sentir aquele toque, arfando e gemendo um pouquinho mais alto. Só o seu frances para dar-lhe aquele prazer


–C-Camye... D-Deixa disso... hm... Vem logo...


Camus se afastou um pouco, segurando Milo pelos quadris, deixando-o com as nadegas bem empinadas, levou um dedo ate a entradinha dele, introduzindo-o devagar, Milo ja estava um tanto lubrificado por sua saliva


– Por que a pressa ange?



– E-Eu... hm... Eu só quero te... sentir logo... ahn...



Camus inseriu mais dedo no interior do amante


– Eu não tenho pressa, Mi — Na verdade tinha pressa sim, seu membro estava latejante, ansiava estar dentro de seu amado


Milo sorriu de canto, contendo alguns gemidos



– C-Como não tem pressa? Sei que esta... ahn... Exitado e quer estar dentro de... hm... Mim... — Abriu mais as pernas — E-Então venha logo... hm...


Quem resistiria a um pedido daqueles? O ruivo tirou os dedos do interior do loiro, posicionando seu membro ali, pressionando um pouco. Fazia tudo com uma calma que não sentia


– Hnnn.... — Gemeu ao sentir seu falo adentrando o interior apertado do amado.



Milo arqueou as costas de leve, gemendo arrastado. Ah, como era delicioso sentir seu ruivo entrando em si... Mas aquela demora dele já estava começando a irritar.


– V-Vai mais... hm... rapido...



Camus não conseguiu se aguentar mais e em uma unica estocada o adentra completamente, gemendo muito alto no processo


– hnnn M-Milo.. hnnn — Apertava a cintura do loiro, que a essa altura ja estava de quatro sobre a cama, deixava ali as marcar avermelhadas de seus dedo. Ofegante, tentava se controlar para não começar a estocadas logo, queria que o marido se acostumasse com todo o seu volume


Milo mordeu o labio inferior com força ao senti-lo entrar todo dentro de si. Pediu por isso, e adorou. Era realmente isso que queria, seu ruivo dentro de si de uma vez, sem essas frescuras


– Hm... C-Camus, se mexa... — Pedia com a voz rouca, rebolando sobre o membro dele


Sem mais demora, o frances passou a se movimentar dentro do outro. De incio movimentos lentos, mas ao perceber toda a aurgencia do loiro e tambem por não conseguir mais conter seu desejo passou a estoca-lo de maneira frenetica.


A cada estocada o corpo do loiro era impulsionado para frente, seus quadris faziam um som abafado ao se chocarem com as nadegas de Milo. Levou uma mao as madeixas loiras,

puxando de leve, fazendo Milo levantar o tronco, de forma que ambos ficaram de joelhos sobre a cama, isso fazia o canal do loiro ficar ainda mais apertado, lhe proporcionando mais prazer. Seus gemidos eram abafados pelos beijos e chupoes que distribuia por toda a nuca e pescoço do esposo.Sabia que o loiro ficaria marcado, mas era sempre assim, pelo menos depois das reconciliaçoes


– M-Mais.. V-Vais mais... ahn.. Forte... C-Camye... — O grego gemia descontrolado, sentindo os labios de seu marido em seu corpo, as estocadas freneticas, as mãos dele... Tudo isso só o fazia gemer cada vez mais.


Virou o pescoço um pouco para o lado para conseguir ver Camus, vendo-o como estava lindo. Uma fina camada de suor cobria seu rosto, seus olhos nublados de prazer, seus labios inxados e vermelhos por causa dos beijos que ele distribuia por seu corpo... Lindo, absolutamente lindo.


Não percebeu exatamente quando, mas quando deu por si, estava com a mão em seu membro, se masturbando


Camus aumentou ainda mais a velociade, suas mao exploravam cada pedacinho do corpo em seus braços, coxas, abdomen, peito, mamilos, ate chegar no falo e colocar sua maos sobre a de Milo, intensificando mais ainda os movimentos. Não estava mais aguentando, sentia que a qualquer momento chegaria ao apice


– Hnn Mi... hnnn


Milo sentiu a mão de Camus sobre a sua e mordeu o labio inferior, sentindo-se perto do auge


C-Camye... ahn... E-Eu não vou... aguentar muito... ahn... mais tempo...

– Entao vem... Goza pra mim... hnnn — Camus falou, rouco. Ele mesmo ja estava em seu limite. Mais alguma estocadas e gozou em um gemido rouco e longo, jorrando todo seu prazer no inteior apertado e aveludado do amante


Ao sentir o gozo de Camus atingir-lhe tão profundamente, em jatos intensos, Milo não aguentou mais, acabado por gozar também — Ahn...!


Sentindo o corpo extremamente exausto, porem saciado, o frances desabou sobre o amante, ainda sem sair de dentro dele, tentava normalizar a respiração


Milo, por sua vez, sorriu, ao sentir o peso gostoso de Camus sobre si. Sentia o gozo do amado descer por sua perna e sorria mais, saciado. Sentia-se completo


–Te amo, ruivo... Não vamos mais brigar, tá?


– Te amo, te amo, te amo, te amo. — O ruivo repetia no ouvido do loiro, sem ainda sair de dentro dele. — nunca mais quero brigar com voce meu amor, se bem que... as reconciliaçoes fazem valer a pena — Sorriu


O grego riu, deitando a cabeça no travesseiro, gostando de sentir Camus em cima de si.


– Camye, não estamos esquecendo algo...?


Com cuidado, o aquariano saiu de cima dele, deitando-se ao seu lado, o abraçando e entrelaçando as pernas


– Não que eu lembre... Ah sim, voce esta esquecendo de me dá um beijo super gostoso, daqueles de tirar o folego.



– Hm... Não é isso. Eu esqueci algo realmente importante — Suspirou, se sentando na cama, pensativo — O que poderia ser...?


– Então me beijar não é importante né seu loiro ingrato – O aquariano jogou um travesseiro no outro, se fazendo de ofendido.


Milo segurou o travesseiro antes de ele lhe atingir, se levantando em um salto.

– Ai meu Deus, Camus...!


– Que foi Milo? Ta se sentindo mal?


– O Hyoga, Camus! Esquecemos o Hyoga! — Começou a se trocar rapidamente. Não acreditava que havia se esquecido do próprio filho.

Camus levantou da cama em um pulo, pegando a roupa que estava em cima de uma mesinha, separada para si.


– Zeus... eu... Me desculpa Milo, eu fiquei tão transtornado que não lembrei – o ruivo sentia-se culpado, afinal, ficara o dia todo remoendo a briga com o marido, correndo a cidade em busca dele que se esquecera do filho.


– Deixe isso para depois, vamos logo! — Sem esperar Camus acabar de fechar a calça, Milo pegou um guarda-chuva que havia na cabana e o abriu, correndo até o carro. Deixou Camus entrar no carro dele e, dando-lhe um rápido beijo, dirigiu-se ao próprio carro, voltando para casa o mais rápido que podia por causa da chuva que parecia estar mais forte. Zeus... Hyoga já estava bravo consigo antes, imagina como ele esta agora chegava a dar medo...


Camus seguia o loiro com seu carro, Milo estava dirigindo em uma velocidade um tanto elevada, era melhor terem ido em seu carro, não gostava disso, ainda chovia, a estrada era perigosa. Mas igualmente se preocupava com o filho, Hyoga sozinho em casa por tanto tempo era um perigo.


Depois de um tempo, que pareceu uma eternidade, chegaram em casa. Milo estacionou o carro na garagem. Esperou Camus sair do carro também para ambos entrarem em casa, juntos.


–Vai dar tudo certo! – disse Camus pegando a mão do loiro e a beijando.


– Só espero que ele não tenha destruído a casa... – o loiro fala em um murmúrio. No caminho havia ligado para Afrodite e soube que ele e Shun haviam vindo de taxi para casa.


– Ele não faria isso, Milo, ele sabe que está encrencado, de castigo e que se aprontar mais alguma a situação dele só tende a piorar! — O frances tentava se convencer de suas próprias palavras.


– Sim... Tem razão. Amanhã será o primeiro dia dele no psicólogo, Mu disse que está entusiasmado para vê-lo – Milo entrou na casa, vendo todas as luzes apagadas. A preocupação cresceu ainda mais — Hyoga? — Milo chamou o nome do filho


– Milo, não podemos esquecer que logo a assistente social virá nos visitar! Zeus... Que dê tudo certo!


O grego sorriu e deu um beijinho no rosto de Camus, indo até a sala, indo procurar pelo filho


– Hyoga? – Milo o chamou mais uma vez pelo filho, ainda estava no andar de baixo, mas sentiu certo alivio em constatar que estava tudo em ordem, e como Afrodite garantira que Hyoga estava em casa não tinha com o que se preocupar.



– Ele deve estar no quarto. Já esta tarde, deve estar dormindo. — Camus falou. Já passava da meia noite.


– Ele dormiu sem jantar?


– Mi... Tem comida na geladeira, tem dinheiro na gaveta do armário da cozinha, a dispensa esta cheia. Ele só dormiria com fome se quisesse! — entendia a preocupação do marido, mas as vezes Milo tratava Hyoga como uma criança de cinco anos.


– Eu sei... — Suspirou, abraçando Camus pela cintura, sorrindo — Eu me preocupo demais, né?


– Sim, você se preocupa demais meu amor. O Hyoga não é mais criança Mi, ele é um adolescente, temos que tratá-lo como tal ou o sufocaremos. — deu um selinho no outro — hei, você ainda esta me devendo um beijo, viu?


– Tem razão... — Abraçou-o mais apertado — Que tal irmos para o quarto e eu beijo tudo o que você quiser?


– Tudo? Tudinho mesmo? Cada pedacinho do meu corpo? — sorriu malicioso, apalpando a bunda do loiro — Eu vou cobrar.... — não conseguiu concluir pois se assustou quando a luz foi acesa e uma figura loira os observava da escada.


– Mas que porra é essa?! Vocês não têm quarto não? Eu vou mesmo ter que passar a vida inteira vendo vocês se pegando em qualquer canto da casa? — Hyoga já estava irritado com seus problemas, o dia tinha sido horrível, levantou para beber água e deparou-se com aquela cena bizarra, só podia ser um pesadelo, não havia pior forma de fechar sua noite.


Milo se afastou rapidamente de Camus, corado. Por que raios Hyoga sempre tinha que aparecer nessas horas?


–Desculpe... Pensamos que estava dormindo...


– Que inferno, eu não aguento mais ver vocês dois se agarrando na minha frente! Você parece uma vadia que não vive sem um macho pra te foder! — disse se dirigindo a Milo, na verdade estava com raiva do loiro, ele o havia deixado na casa da bicha mor, e se não fosse por isso não teria beijado Shun, e agora não estaria vivendo aquela situação tão constrangedora e revoltante.


– Veja como fala com ele seu moleque! — Camus respirou fundo — Hyoga vai dormir antes que eu perca minha paciência com você!


Milo respirou fundo. Não deixaria aquelas palavras lhe atingirem.

– Ah, espera Hyoga — Antes que ele fosse embora, Milo segurou o pulso dele gentilmente — Me desculpa por não ter ido buscar você hoje... Eu... Eu tive alguns imprevistos. Realmente, me desculpe. Eu prometo que não farei algo assim novamente. Posso fazer algo para compensar isso?


– Imagino os imprevistos! Deve ter passado o dia no motel dando pra esse dai! — fez um gesto com a cabeça, indicando Camus — E sim, você pode me compensar... por que você não morre? Assim eu teria pelo menos um motivo para sorrir!


Camus o segurou pelo braço, estava cansado das malcriações e palavras mordazes de Hyoga. Será que um dia obteriam o respeito dele?


– Peça desculpas Hyoga!


Milo sorriu triste. Poxa, só queria se redimir... Mas não abaixaria a cabeça, iria ser forte como o Camus.


– Infelizmente isso eu não posso fazer... Mas posso cozinhar algo que você gosta... o que acha? Ou talvez queira que eu pinte um quadro seu? – tentou apaziguar a situação, sorrindo docemente.


Camus suspirou e soltou o loirinho, ver Milo daquele jeito, só tentando agradá-lo e ele o tratando mal, doía em si.


– Eu vou dormir! – Hyoga saiu correndo e se trancou no quarto, batendo a porta. Odiava aqueles dois, só não os odiava mais do que odiava Shun.


– Será que fiz algo errado? — Milo ficou vendo-o correr até o quarto, estava triste, por mais que tentasse agradar o loirinho não conseguia. Estava sempre ali, todos os dias fazendo tudo o que podia por ele, e uma única vez que falhara não indo buscá-lo no horário e sumindo por algumas horas era tratado daquela forma.


– Não meu amor, você não fez nada de errado, pelo contrario, você só dá carinho e amor pra esse menino, mas ele parece não ver isso. Eu só espero que ele possa nos aceitar um dia como seus pais. — abraçou o loiro o aconchegando em seu peito.


– Também espero... E não se esqueça que depois de amanhã ele irá trabalhar com você. E no fim de semana ele irá até ao abrigo e ao centro recreativo comigo.


– Não esqueci. Ainda há esperanças Mi, ainda há esperanças...


– Uhum... E Mu nos ajudara... Só espero que Hyoga o respeite, afinal o Mu namora o Shaka...


– Mu tem aquele jeitinho doce, mas ele sabe se impor. Ele vai saber se cuidar.


– Hm... Eu espero. Mas e ai, vamos para o quarto? Ainda te devo aquele beijo.


Camus sorri malicioso, aquela noite ainda seria longa.



Continua...