Criando Laços
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Mel: Capitulo contém lemon, e um daqueles um tanto obscenos! Então se não gosta... só lamento.
Ran: Eu amei escrever esse lemon!! Mas na proxima eu faço o Kanon sangrar mais!!! >3
Mel: Quanto sadismo, a Ran é bem chegada num dark lemon... eu não vou dizer que amei escrever esse aí, pois eu fui quase obrigada!! Eu quero mesmo fazer um lemon Camus e Milo, com o Milo seme, meu sonho de consumo!
Ran: Veremos isso, Mel-chan... Mas genteee, 'cs viram o novo epi do Omega?Como o Kurumada pode fazer aquilo com as 12 casas?!!!! ~ Aquela que saiu xingando e chorando quando viu ~No mais, boa leitura, meua amores!!! E me desejem boa sorte no vestibulinho!!! ~Não, o vestibulinho não será agora, mas acreditem, vou precisar de muito apoio para conseguir passar ç_ç
- Bem, loirinho, aqui estamos. Athenas's harém, o melhor puteiro da cidade! — Mask olha para Hyoga de forma analítica — Se bem que eu acho que você é meio novo para essas coisas ainda, não?
- Hunf, eu posso ser mais novo que você, mas eu garanto que sou experiente em muitas coisas – Hyoga não tinha muita certeza do que falava, mas não ficaria por baixo.
Masck ri com gosto, entrando no local.
- Até parece. Vem, vou te apresentar ao local. — empurra Hyoga até um local onde ficavam os reservados, onde já havia cinco garotas o esperando — Meninas trouxe um amigo hoje...
Uma das moças se aproxima de Hyoga e o abraça, sendo seguida por outra idêntica a si.
- Masck, ele é muito fofo! – a menina dá um beijinho na bochecha de Hyoga — Eu sou Dani, e está é minha irmã Rafa.
- Você é um fofo! — fala Rafa beijando a outra bochecha de Hyoga.
O loirinho fica vermelho com a investida das meninas, mas não bancaria o idiota em um momento como esse, afinal era um homem, e homens não são fofos.
- Prazer meninas — beija as duas no rosto, próximo aos lábios.
- Ahhh, que fofo! Podemos ficar com ele, Masck? – Rafa pergunta apertando a bochecha de Hyoga, que nesse momento se sentiu um animalzinho em uma vitrine de pet shop.
- Divirtam-se, crianças. — Masck responde já saindo da sala com as outras três garotas.
- Ebaa! – Dani empurra Hyoga no sofá, o fazendo sentar-se e senta em uma de suas pernas — Então, vamos nos divertir?
Enquanto isso Rafa se senta na outra perna do garoto e olha maliciosamente.
- Queremos saber se você é tão bom quanto Masck.
Hyoga leva uma mão a uma das coxas de Dani e acaricia, enquanto a outra acaricia as costas de Rafa. — Sou todinho de vocês meninas, podem aproveitar.
E assim passou-se boa parte da manhã, os jovens aproveitaram de todas as formas possíveis, entre sexo e bebida. O objetivo de Hyoga era espairecer um pouco por tabela, irritar os pais adotivos.
oOoOoOo
Camus e Milo estavam na sala de sua casa, estava quase na hora do almoço, e o ruivo tinha ido pra casa um pouco mais cedo, queria ficar um pouquinho na companhia de seu esposo.
- Huh... – Milo parecia irritadiço — Não tenho nenhuma boa ideia para um quadro...
- E o que poderia te dar inspiração?
- Não sei. – suspirou cansado — Acho que estou muito estressado para ter uma boa ideia – o loiro dita fazendo um biquinho que o ruivo achou lindo.
- Vem cá Mi, deixa eu te fazer relaxar um pouco. – Camus responde sorrindo de canto.
Milo vai até ele e senta-se em seu colo, com uma perna de cada lado — Hun... E como vai me fazer eu relaxar...?
Camus leva uma das mãos às costas de Milo, acariciando a pele morna por baixo da camisa enquanto com a outra acariciava a coxa torneada.
- Eu tinha pensado em te fazer uma massagem relaxante, mas... DCom você assim, eu não consigo resistir. — sela os lábios carnudos em um beijo lento e demorado.
- Mas isso é melhor que uma massagem, não? – Milo fala maliciosamente rebolando sobre o membro do ruivo, que geme baixinho com o contato e aperta mais forte a coxa do loiro.
- Muito melhor, mas daqui a pouco Hyoga chega da escola e não quero que ele nos encontre em uma situação constrangedora
- Ah, Kyu... Uma rapidinha, vai... – O grego diz, fazendo biquinho, rebolando mais uma vez sobre o membro semi desperto do marido.
- E quem resiste a um pedido desses? — sussurra rouco no ouvido do loiro, mordiscando o lóbulo da orelha, fazendo Milo gemer arrastado e passar os braços em torno do seu pescoço, dando inicio a um beijo molhado e excitante.
- Que porra é essa aqui? — Camus ouve a voz de Hyoga e olha em direção do som, o vendo parado na porta, com o semblante alterado. Estava tão entretido que não viu que o loirinho tinha entrado na sala.
Milo se levanta em um pulo, quase caindo, tamanho o susto. Enquanto Camus apanha uma almofada e a coloca no colo, tentando disfarçar o volume que despontava ali.
- Hyoga...? Tá tudo bem? – Milo estava sem graça por ter sido pego no flagra.
- Que porra vocês pensam que estão fazendo? Eu sento nesse sofá sabia?
- Hã... N-Não sabíamos que você ia chegar tão cedo... Desculpa... – o grego estava tão envergonhado que nem olhava no rosto do loirinho, enquanto Camus o observava se aproximar cambaleante.
- Eu tenho nojo de vocês!!
- Onde esteve Hyoga!? – o ruivo pergunta estreitando os olhos, a essa altura já havia sentido o cheiro de álcool, e estava se controlando para não e exigir uma explicação, a força.
- E quem você pensa que é pra me cobrar alguma coisa, quando nem ao menos consegue segurar seu pau dentro da calça em plena luz do dia?
- Hyoga, já chega. – Milo fala segurando o loirinho pelo braço — Você andou bebendo, não é? Vem, vou leva-lo para o quarto.
Hyoga tentou resistir à aproximação do loiro, mas viu tudo girar a sua volta, ao mesmo tempo em que seu estomago embrulhava, ficando com a aparência visivelmente pálida.
- Hyoga? Tudo bem? – A irritação inicial de Milo pelo filho ter bebido deu lugar à preocupação, o loirinho não parecia nada bem.
Hyoga levou a mão a boca, sentia seu estomago embrulhar. Só não sabia se era efeito da bebida, ou se por Milo estar o segurando após ter dado uns amassos no ruivo.
- Ele precisa de um banho gelado e um café forte. – Camus diz, se aproximando do jovem — Você está encrencado garoto!
- Vamos deixar isso para depois, Kyu. Eu o levo para tomar banho, você faz o café.
O grego pega o loirinho no colo e o leva para o banheiro de seu quarto, Hyoga até que tentou resistir, mas estava sem forças e sua mente não estava funcionando muito bem naquele momento.
- Ah, Hyoga, por que você faz essas coisas, hein? – Milo suspira, começando a despi-lo, enquanto Hyoga tenta retirar a mão do loiro de si, mas sem sucesso.
- Hei, me larga... O que... Pensa... Q-que... — não consegue completar a frase. Levou a mão a boca mais uma vez, o enjoo estava forte.
- Você está bem?
- Me deixa... Sozinho... Porra.
- Não. Você está mal, não irei deixa-lo sozinho assim. – o loiro falava enquanto o despia — Vamos, Hyoga, me ajuda. Eu tenho que te dar um banho!
- Até parece que se importa comigo, você não me engana. Ninguém se importa — queria ter força para expulsar aquele imbecil de seu banheiro, mas estava completamente sem forças.
- Errado. Eu me importo com você. Me importo mais do que você imagina. – Milo o fez se sentar na tampa do vaso e começou a tirar-lhe os sapatos e as meias — Você é meu filho, Hyoga. Você querendo ou não.
Hyoga olha para Milo, mas logo desvia o olhar. Estava com um misto de raiva e vergonha — Eu posso tomar banho sozinho, pode sair.
- Você está bêbado, Hyoga! Nem consegue ficar de pé! Pare de ser teimoso, pelo menos agora! — o ajuda a levantar — Vou tirar sua calça e te dar um banho. Te enxugar e te trocar, e depois te levar para o quarto. Você vai tomar o café que o Kamus te der e depois vai dormir. Vai estar muito encrencado quando acordar. — Começa a tirar o cinto do loiro mais novo.
- ME LARGA! – Hyoga empurrou Milo no momento em que sentiu as mãos do loiro desafivelando seu sinto. Imagens de seu passado lhe vieram à mente — não me toca... Não se aproxime... Eu não quero... -se encolheu, abraçado as próprias pernas e abaixou a cabeça. Seus olhos ardiam, lagrimas queriam escapar, mas não permitiria.
- Hyoga... – suspira — Olha, eu não sei o que aconteceu com você no passado, e se você não quiser me contar, não irei insistir. Mas... – O escorpião faz o inesperado e abraça o loirinho gentilmente — Saiba que não irei fazer o que ele fez. Não irei te machucar, Hyoga. Só quero que você confie em mim o bastante para deixar eu me aproximar um pouco que seja de você...
Hyoga não consegue mais segurar as lagrimas e as deixar rolar por sua face delicada, não corresponde ao abraço, mas também não repele. Queria falar algo, mas não conseguia.
O único som ouvido naquele banheiro era o da água que enchia a banheira e o dos soluços do loirinho.
Milo sorri e fica ali, abraçado a Hyoga, esperando que ele se acalme, deixando-o chorar tudo o que queria. Aos poucos os soluços foram cessando e as lagrimas diminuindo, então o loirinho decidiu levantar-se tentando tirar a calça, sem sucesso.
- Vem, eu te ajudo. – fala Milo, recomeçando a tirar a calça dele em seguida o ajudando a entrar na banheira.
Hyoga fecha os olhos ao sentir seu corpo em contato com a água, que apesar de gelada, estava agradável; Sua mente vagou em tudo o que lhe aconteceu desde que chegara aquela casa, no carinho e cuidado que Milo demonstrava, nos valores que Camus queria passar para si. Por um momento pensou que talvez pudesse ser feliz naquela casa, mas então lhe veio à mente a ultima experiência que teve na casa onde nascera, e mais lagrimas caíram — lhe pela face. De uma coisa tinha certeza, nunca mais beberia desse jeito. Assim, alcoolizado, ficava muito sensível e aberto a aproximação, e isso não era bom.
- Ei Hyoga... Quer um conselho? – Milo indagou enquanto lavava gentilmente as costas do menor.
- Se eu disser que não você se abstém de dá-lo?
- Vou falar você querendo ou não.
- Então por que pergunta se eu quero?
- Porque quero ouvir sua resposta.
- Eu não quero um conselho!- diz revirando os olhos.
- Hyoga... Só pela forma que age, sei que seu passado não foi fácil. Como já disse, não forçarei você a falar, você irá me contar quando quiser. Mas não se apegue ao passado Hyoga. Falo isso por experiência própria. Se apegar as coisas ruins que aconteceram no passado e não viver o presente, só lhe trará dor. Eu falo isso, Hyoga, porque sei como é ter um passado difícil.
-... — não tinha nada para falar, não naquele momento, seu cérebro era incapaz de formular uma resposta malcriada, portanto era melhor ficar calado, ou acabaria se comportando como um bebê chorão.
Camus observava a cena parado na porta, segurando uma xícara com um liquido fumegante, essa era a primeira vez que o loirinho estava receptivo a uma aproximação, apesar do estado em que se encontrava. Via o carinho com o qual Milo cuidava dele e isso aqueceu seu coração, pela primeira vez em dias via realmente diante de si a real possibilidade de ter sua família unida.
oOoOoOo
- Onde você estava que eu te liguei a manhã inteira e você não atendeu? – Kanon perguntou furioso entrando sem pedir licença na sala do irmão.
- Oi para você também, Kanon. – Saga sequer o olha, continuando a escrever, já estava acostumado com os rompantes de fúria de seu gêmeo — E eu estava na cama, com meu namorado, por quê?
Kanon revira os olhos e senta de frente para o outro
- Você é um pervertido de marca maior. Você deveria estar trabalhando em vez de passar o dia fazendo sexo, sem contar que eu aposto que do jeito que seu namorado é convencional, o sexo nem deve ser tudo isso — sorri de canto já bem mais calmo que no momento em que adentrou o recinto.
- Pois está enganado, meu querido gêmeo. Meu Shura é muito mais pervertido do que eu. Graças a ele quase nem dormi a noite – responde sorrindo.
- E isso te da o direito de faltar ao trabalho? Zeus, essa empresa está perdida, só o Camus se salva aqui.
- Shaka sabe que segunda de manhã eu não consigo fazer muita coisa, então ele geralmente faz os relatórios, dá uma bronca em mim de tarde quando eu chego e triplica meu trabalho pelo resto da semana. – parecia estar acostumado a essa rotina.
- Por isso eu admiro aquele loiro, ele tem fibra. Mas não foi pra falar de suas irresponsabilidades e perversões que vim aqui.
- Então fale logo por que veio, homem!
- É sobre o Milo!- Kanon falava sério, nem parecia o mesmo ser escandaloso que chegara ali há alguns minutos.
- O que aconteceu com o Mi? – Saga para todo o serviço e passa a dar a máxima atenção para seu gêmeo.
— Semana passada o pai dele apareceu lá na empresa, e eu acabei ouvindo acidentalmente uma conversa dele com a Eleonor, então fiquei de olho nela, e hoje ele apareceu lá de novo. Saga, eles estão planejando algo contra o Milo.
- Aquele idiota e aquela vadia vão se ver comigo se encostarem um dedo no Milo! – Saga estava nervoso só com a possibilidade de um deles machucarem o loiro.
- Eu não sei exatamente o que eles planejam, mas coisa boa não é. Pelo que eu entendi, eles sabem tudo da vida do Milo e do Camus, e sabem sobre o filho deles. Eleonor não se conforma com isso.
- Não vamos falar sobre isso para o Kamus. Irá deixar ele mais alarmado do que já está. Vamos tentar ter mais informações sobre isso antes de mencionar qualquer coisa sobre esse assunto a ele.
- O ruivo anda sensível assim? – perguntou Kanon levantando uma das sobrancelhas.
- Anda acontecendo muitas coisas com ele esses dias. Acho que o Mi tá começando a amolecer o ruivo. – Saga ri de leve com a constatação.
-Hunf, to vendo que vocês são todos casos perdidos, é nisso que dá se apaixonar.
- Um dia Cupido também irá te acertar com uma se suas flechas, Kanon. É só esperar.
- Vai sonhando irmãozinho. Agora eu preciso ir, tenho muito trabalho ainda. – fala já se levantando.
- Ok... E Kanon, tome cuidado. Aquele homem é louco. Tente não correr grandes riscos. – fala referindo-se a Eliot.
- Não se preocupe, eu sei me cuidar. — pisca para o gêmeo e fecha a porta atrás de si.
Ao se ver sozinho,Saga suspira — Você acha que sabe se cuidar, Kanon. É diferente. – fala para si mesmo e volta ao trabalho, afinal, tinha muito serviço acumulado.
oOoOoOo
Kanon, após sair do escritório de seu irmão, resolveu ir almoçar. Ate pensou em convidar seu gêmeo folgado para ir junto, mas aquele irresponsável já não trabalhara de manhã, e agora estava com trabalho atrasado, não quis atrapalhar. Alem do mais, não estava interessado em ficar horas ouvindo sobre como ele amava o namorado e eram felizes,e blábláblá...coisinhas de apaixonados, simplesmente irritante.
Ao entrar no restaurante viu Ikki, e resolveu se aproximar, amava implicar com aquele garoto cheio de marra.
Ikki estava sentado, sozinho, próximo a janela. Tinha saído da faculdade e ainda tinha que ir para o estagio, então resolveu comer perto da empresa na qual estagiava. Se fosse almoçar em casa acabaria se atrasando e seu chefe era um chato de carteirinha e precisava exigir mais de si que dos outros funcionários e estagiários.
O moreno estava lendo o livro para se preparar para sua prova que seria no dia seguinte, alheio a tudo que acontecia a sua volta. “Estudar para ser advogado é foda” pensa enquanto se revezava entre comer e estudar.
- Ora ora quem encontro por aqui. Não deveria estar no trabalho não? Estagiário não tem que ter tempo pra almoçar.
Ikki continuou concentrado em sua leitura e nem ao menos parou para olhar para o recém chegado.
- Você é surdo garoto? – Kanon já estava ficando irritado com o fato do mais novo o ignorar.
- No momento, sou sim. – Ikki responde virando a página do livro, ainda sem olhar para o loiro.
- Qual o seu problema moleque, eu sou seu chefe, esqueceu? Tem que me tratar com respeito – Kanon puxa uma cadeira e se senta de frente para Ikki.
- Tanto faz. – continua ignorando o chefe.
Ikki sempre irritava o geminiano profundamente. Dentro da empresa o garoto obedecia a suas ordens, mas fora dela, o ignorava. Isso o perturbava, mas ainda veria esse pirralho baixar a crista.
Kanon faz seu pedido para a garçonete e a espera trazer, para então continuar a 'conversa'.
- Ikki, qual o seu problema comigo?
- Não tenho nenhum problema com você, Kanon. — escreve algo no caderno que estava aberto em cima da mesa.
- E por que você sempre me ignora quando tento falar contigo?
Ikki suspira, fecha o livro e o caderno e passa encarar o chefe.
- Pronto, não estou o ignorando. O que quer falar?
Kanon estava tão acostumado a ser ignorado pelo estagiário que ficou sem saber o que dizer por uns instantes. Observou bem o rapaz a sua frente, não podia negar, era muito lindo, e tinha uns olhos. E que olhos...
- O que foi? Te encantei com minha beleza?- Ikki sorri debochado — Não vá se apaixonar por mim, hein.
- Eu me apaixonar? Enlouqueceu moleque? Comigo é só sexo, nada de sentimentos, isso nunca! Mas nem para sexo você me interessa. — desvia o olhar do moreno, aquele garoto realmente tinha o dom de irritá-lo.
- Você fala isso porque nunca dormiu comigo, Kanon. – Ri com desdém — Então, o que faz aqui? Não devia estar trabalhando?
- Hei, essa fala é minha. O chefe aqui sou eu! — Kanon fica desconcertado com a impetuosidade do outro, mas logo se recupera.
- Se é o chefe, por que está aqui batendo papo em vez de estar trabalhando? Você deveria dar o exemplo.
- Às vezes eu tenho vontade de cortar sua língua fora, sabia? Por que você não me trata aqui fora com o mesmo respeito que me trata dentro do escritório? – Kanon estava cada vez mais irritado com o moreno, não sabia por que não o tinha despedido ainda.
- Por que você não é tão legal como seu gêmeo? – Ikki responde sorrindo. Sabia que Kanon odiava ser comparado a Saga, mesmo amando muito o irmão — Saga, apesar de ser igual a você, parece ser tão mais gostoso e sexy.
- Mas é muito desaforado mesmo. Pois fique sabendo que no dia que você provar esse corpinho gostoso aqui não vai querer outra coisa. Mas eu não sou pro seu bico moleque. — olha para o moreno desafiadoramente — prefiro homens de verdade
- Pois fique sabendo "chefinho" que sou muito mais homem do que um dia você será. Posso leva-lo a loucura com apenas um dedo. – sorri malicioso — Mas acho que você não aguenta o desafio de ser possuído por mim.
- Esquece garoto. Pode sonhar o quanto quiser, mas nunca me terá submisso a você... Contudo se quiser... Eu posso te comer gostoso, aí você vai saber como é ser fodido por um homem de verdade.- Kanon passou a língua sensualmente pelos lábios, enquanto olhava cheio de malicia para o moreno. Até que Ikki não era de se jogar fora.
- Esquece você chefinho. Você não é tanta coisa assim para eu me entregar a você. Mas se quiser, eu posso te comer bem gostoso, prometo que não ira doer muito. – o moreno fala a ultima parte bem devagar, com a voz rouca e provocativa.
- Hunf, jamais seria o passivo, muito menos com um garotinho que mal saiu das fraldas. Você não sabe o que está perdendo Ikki, eu te daria muito prazer... Queria te ouvir gemer gostoso enquanto estivesse de quatro me recebendo dentro de você... – Kanon fala baixo, quase em um sussurro rouco, mas o suficiente para que o moreno ouvisse.
- Pois fique sabendo que eu conseguiria te levar a loucura muito mais rápido do que você imagina. Ia ficar metendo até você não conseguir mais se manter em pé. Ia te deixar um mês sem conseguir se sentar. Você ia gemer igual a um putinho para todo mundo ouvir. Ia ficar rouco de tanto gritar "Mais...Quero mais, Ikki!" – Ikki sorria malicioso, aquele joguinho estava o excitando, por sorte as mesas perto deles estavam vazias.
Kanon sente um formigamento em seu baixo ventre, será possível que estava ficando excitado com a ideia de ser possuído por aquele moleque? Zeus... Estava em restaurante relativamente cheio, e encontrava-se numa conversa um tanto obscena com um moleque que mal tinha saído das fraldas e pior estava ficando excitado. Quando mesmo que perdeu o controle sobre si mesmo?
- Chega, estamos atrasados precisamos ir.
- O que foi? Te deixei excitado, Kanon? – o moreno passa sensualmente a língua pelos lábios carnudos de forma provocante- Quer que eu dê um jeitinho nisso?
- Não provoque Ikki... Você não daria conta. — Kanon fala de forma séria, tentando ser o mais convincente possível.
Naquele momento o desejo do loiro era jogar Ikki sobre a mesa e possuí-lo ali mesmo, na frente de todos, e mostrar para aquele moleque desbocado quem era o macho ali. No entanto precisava se controlar, não poderia perder o controle.
O gêmeo levanta-se deixando umas notas sobre a mesa, o suficiente para pagar o almoço dos dois, em seguida se dirige para a saída.
Ikki seguiu o moreno, não deixaria aquele loiro abusado ter a ultima palavra. Ele tinha provocado, não o deixaria sair dali como se nada tivesse acontecido.
- Daria conta melhor do que imagina. Iria te chupar bem gostoso. Te faria gozar muito. – O moreno falou provocante, já estavam do lado de fora do estabelecimento.
Kanon virou-se para o mais novo e estreitou os olhos, segurando-o pelo pulso e o encostando na parede com certa brutalidade, aproximando seus lábios do ouvido dele, ao mesmo tempo em que esfregava seu corpo no menor.
- Se você não calar essa boca agora eu não vou conseguiu me segurar, e ai você vai se arrepender de ter me provocado um dia. – Faltava pouco o loiro perder o que restava de seu autocontrole.
- Ah é? Você é só fala, Kanon, não age. – Dois poderiam jogar aquele jogo. Ikki se solta com certa dificuldade e sai andando, rindo. — Venha me procurar quando você falar menos e agir mais.
- Você me paga. — Kanon resmunga para si mesmo e vai atrás de Ikki, o puxando pelo braço em direção ao seu carro — Eu vou te mostrar quem não cumpre a palavra aqui seu moleque.
Ikki sorri vitorioso, enfim atingira seu objetivo.
- Vai me mostrar, é? Duvido.
- Você verá!
Kanon abre a porta traseira de seu carro que estava estacionado perto do restaurante e arremessa Ikki de encontro ao banco, deitando-se parcialmente por cima dele, enquanto fechava a porta. As mãos passeando pelas laterais do corpo moreno, o beija com vontade, quase violentamente, sentindo o sabor dos lábios macios, pedindo passagem pela boca alheia com sua língua sedenta.
Ikki entreabre os lábios, permitindo a passagem. Porém antes de Kanon perceber, inverte as posições e o deixa embaixo de si e começa a brincar com a língua alheia enquanto leva a mão por dentro da calça dele e aperta levemente seu membro.
- Hnnnnnn – Kanon geme arrastado com o contato e coloca uma das mãos por dentro da calça de Ikki, por dentro da cueca, levando um dedo a entrada do moreno.
- Isso Ikki, pode ficar cima, eu quero te ver cavalgando gostoso, engolindo todo o meu pau com esse buraquinho apertado.
- Vai sonhando, chefinho.
Ikki tira a camisa de Kanon e abocanha os mamilos rosados, enquanto com uma mão brincava com o membro do loiro, e com a outra penetra aperta as nádegas fartas penetrando dois dedos em seguida.
- Sou eu quem vai te foder gostoso Kanon. Eu que vou te fazer gritar de prazer igual a uma vadiazinha. – Ikki fala enquanto retira a mão de Kanon de dentro de sua calça.
Kanon até queria resistir, mas estava tão gostoso, seu corpo se rendia ao estagiário, mas sua mente não estava aceitando bem aquela situação.
- Ikki... Pára... Eu não quero – Kanon falava entre ofegos, segurando os dois braços do moreno.
- Tarde de mais para voltar atrás, chefinho. – Ikki sussurra rouco no ouvido dele enquanto abria o cinto do loiro e ia distribuindo mordidas e chupões por todo o abdômen do mais velho, roçando seu membro já ereto na bunda dele, mesmo que por cima das roupas.
Kanon se deixa levar pelo outro, afinal, estava muito gostoso, mas depois se vingaria.
- Ikki... Você me paga, quando eu te pegar você vai ficar dias deitado de bruços, por que não vai conseguir ficar em pé, e muito menos sentar.
- Veremos. – responde o moreno rasgando a calça e a cueca de Kanon, e abre sua própria calça a abaixando junto com a cueca, porém não as tira. Roça levemente seu membro na entradinha do loiro enquanto morde seu pescoço, lambendo o sangue logo em seguida.
Kanon a essa altura só conseguia gemer. Mordeu o lábio inferior com força tentando suprimir seus gemidos e se impedir de implorar para ser penetrado. Por que sim, estava louco pra ter aquele membro dentro de si, nunca se imaginou como passivo em uma relação, e muito menos com um moleque que tinha idade para ser seu filho. O fato é que brincou com fogo, e agora estava sendo chamuscado pelas chamas da luxuria.
- Quer que eu te foda, Kanon? – Ikki perguntou com voz rouca no ouvido do loiro. Passando levemente a mão sobre o membro pulsante do amante, querendo atiça-lo enquanto roça mais ainda seu próprio membro na entrada pedinte do loiro.
Kanon vira o rosto para o lado e não responde nada. Nunquinha que ia pedir por isso. Se o outro quisesse penetra-lo não apresentaria resistência, mas daí a pedir? Jamais!
Ikki ri baixinho e leva a mão até a entradinha do loiro, voltando a penetrar um dedo e a estoca-lo com o digito.
- Não ouvi uma resposta. Quer que eu entre aqui?
Kanon geme baixinho contraindo o anus, sugando o dedo que ali se aventurava, ansiava por mais, queria ser preenchido por completo, mas pedir por isso seria muito humilhante.
Ikki retira o dedo de dentro do amante e sorri internamente ao ouvir um muxoxo de frustração por parte do loiro.
- Vamos Kanon, só irei te foder se pedir. — Fala rouco, mordendo a orelha do maior logo em seguida.
- Você é um puto desgraçado Ikki!- Kanon já estava irritado, mais que isso, estava com ódio, que só não era maior que seu desejo.
- Sou um puto desgraçado que você quer te fodendo, não é? – Ikki se ajoelha no pequeno banco do carro e coloca as pernas de Kanon em seus ombros, deixando o loiro completamente exposto — Mas não farei nada até você pedir- Leva os dois dedos indicadores até a entradinha de Kanon e a abre, olhando lá dentro — Me quer nesse buraquinho, Kanon?
Kanon geme alto, já nem se importava se alguém os visse, nem se seria preso por atentado violento ao pudor, só queria que aquela tortura acabasse.
- PORRA IKKI, VOCÊ NAO PASSA DE UM PUTO VADIO!! ME COME LOGO DE UMA VEZ E PARA DE TORTURA, ENFIA ESSE PAU NO MEU CU E ME FODE LOGO E PARA DE PUTARIA!!!
Ikki o ignora, e coloca a língua dentro da entradinha dele, começando a lambe-lo.
- Ahhhhhhhhhh — agora estava se sentindo uma vadiazinha que só sabia gemer, o que esse moreno fez consigo? Cadê seu orgulho? Por que diabos estava ali implorando pra ser fodido por ele como uma cadela no cio?
- Porra, eu já pedi!! O que mais você quer? Mete logo!! Quando eu te pegar você vai se arrepender seu puto.
- Implora para mim Kanon. Quero te ouvir implorar para te foder — Fala afastando a boca daquela entradinha deliciosa, deixando-a bem molhadinha, pronta para recebê-lo. Posiciona seu membro na entrada que piscava pedinte.
Kanon já estava entrando em desespero. E agora o que faria? Já pediu, já implorou, mas o moreno queria vê-lo humilhado. Seu membro estava dolorido, sua entrada pulsava pedindo para ser penetrada, seu orgulho já tinha ido pelo ralo e aquele puto ainda queria mais!! Ah, mas a vingança é um prato que se come frio, Ikki ainda estaria em uma pior situação que a sua.
- Me fode de uma vez!! Me come, Ikki! enfia essa rola gostosa em mim! – Kanon implorou mais uma vez, para alegria do moreno.
- Nunca pensei que o veria implorar por algo, chefinho- Ikki o penetra de ume só vez, sem dó- ahn... V-Você é apertado... ahn...
- Ahhhhhhhhhh – Kanon geme alto, em um misto de dor e prazer. Sim, havia prazer naquele ato, e havia algo mais que não sabia definir.
Ikki começa a se mover, estocando-o forte, sem ao menos dar tempo para o loiro se acostumar com o volume dentro de si.
- V-Vai Kanon... ahnn... Geme pra mim... ahnn... Vai...
Kanon geme cada vez mais descontroladamente, seu corpo era impulsionado pra a frente a cada estocada, quase batendo a cabeça na porta do carro, sua respiração descompassada, seu membro doía abandonado
- Mete... Mais ... Forte
Ikki sorri, estocando-o mais forte e mais rápido, quase que de forma animalesca, estava adorando ter seu sempre tão irritante chefe ali, completamente submisso abaixo de si.
- Gosta... Assim...? — Pergunta começando a masturba-lo, no mesmo ritmo em que o estocava.
Kanon gemeu mais alto ao sentir o membro do outro atingir sua próstata varias vezes consecutivas, nunca em sua vida sentira tanto prazer como naquele momento, por sorte a rua estava deserta, mas se não tivesse também não teria problema, pois diante de todo o tesão que estava sentindo, não pararia aquele ato por nada nesse mundo.
- Ahhhh Ikki assim... Como você... Fode gostoso...
- Ahnn... V-Você é tão... Apertadinho... Parece que... estou derretendo... ahnn... – Ikki se curva um pouco e o beija lascivamente, sem parar de masturba-lo ou estoca-lo.
- E você... Tão... Gostoso
Kanon gemia despudoradamente, enquanto arranhava o peito de Ikki com as unhas, por dentro da camisa, queria marcá-lo de alguma forma, queria que Ikki não se esquecesse daquele momento.
O moreno sorri, masturbando-o mais rápido, enquanto dá um forte chupão no pescoço do loiro, fazendo questão de marca-lo em um lugar muito visível, assim todos saberiam que alguém possuiu aquele corpo quente e gostoso.
- Porra, não faz isso... ahhhh — não conseguiu controlar e gemeu alto. O carro balançava no mesmo ritmo cadenciado de seus corpos, os gemidos eram escandalosos, o cheiro de sexo impregnado no veiculo que já esta com os vidros embaçados.
Ikki há muito tempo já havia parado de se importar caso alguém os ouvisse. Preferia se concentrar nos gemidos viciantes de Kanon e em seu corpo delicioso. Logo chegaria ao ápice, então passou a masturba-lo ainda mais rápido.
- Ahhh Ikki... Eu vou... – Kanon não estava conseguindo mais prolongar aquele momento, logo gozaria, o prazer que o assolava era descomunal. Se soubesse que era delicioso ser o passivo não teria demorado tanto.
- Está... Gostando de ser... Fodido... chefinho? – Ikki sussurra rouco no ouvido do mais velho. Mas logo se afasta — Vai... Goza pra mim vai... ahnn... Quero ver sua cara... Quando atingir o ápice... Sendo fodido por mim... ahnnn...
Kanon não suporta e goza em jatos fortes e abundantes, tendo seu corpo tomado por espasmos, enquanto Ikki sorri mais uma vez vendo o gozo dele sujar o teto do carro. Não tarda a gozar dentro dele, em uma ultima estocada profunda e forte.
O moreno ofegante, sai de dentro do loiro lentamente, mas ficando deitado por cima do amante, enquanto Kanon fica quieto, esperando sua respiração normalizar.
- Seu puto desgraçado, vadio dos infernos, você vai me pagar Ikki, ah se vai...
- O que? Vai dizer que não gostou? – Ikki fica de joelhos e sobre suas roupas, fechando o zíper da calça e abotoando o cinto. — E eu nem tive de tirar a roupa. – ri debochado, enquanto seus olhos percorre o corpo completamente nu do loiro.
Kanon senta, olha para sua calça rasgada e balança a cabeça negativamente. Sorte que tinha uma muda de roupa no carro, sempre a trazia caso necessitasse. E nunca necessitou tanto.
- Eu não gostei! – mentiu — Você ainda me paga seu putinho!
- Sei... Então não vai ter uma próxima vez? – Ikki pergunta perto do ouvido dele, antes de dar uma leve mordida no lóbulo da orelha do loiro.
- Vai ter sim, claro. E dessa eu vou acabar com você. – Kanon responde já vestido, arrumando os cabelos desgrenhados com as mãos. — Você vai pedir socorro, Ikki.
- Vá esperando. E esconda esse chupão se não quiser que ninguém saiba da nossa linda tarde.
Kanon se arrependeu de não ter deixado marcas mais visíveis no moreno. Mas admirou seu belo trabalho, Ikki estava com peito e tórax todo arranhado.
- Se eu fosse você me apressava, pois está atrasado e seu chefe não tolera atrasos, será descontado do seu ordenado!
- Creio que meu chefe me perdoará por esse pequeno deslize.
- Você pagará para ele. Já reparou como o sofá da minha sala parece confortável? Se bem que para te colocar de quatro pode ser no chão mesmo. – Kanon sorriu cínico. AD verdade é que estava louco para ter o moreno em seus braços mais uma vez, ou estar nos braços dele, a ordem dos fatores não altera a intensidade do prazer.
Ikki ri com gosto, estar com seu chefe tinha sido melhor do que jamais imaginara.
- Vá esperando, Kanon. — Abre a porta do carro e vai embora, em direção ao seu carro, deixando para trás um loiro com um leve sorriso nos lábios.
Kanon suspira e vai para o banco do motorista, precisava voltar para o escritório, mas antes passaria em casa e tomaria um belo banho, depois pensaria em um jeito de baixar a crista daquele estagiário petulante.
Continua...
Notas finais
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P.S.R (Pós-escrito dá Ran): Eu tenho 13 anos e nunca fiquei ou vi um bêbado, enton desculpem pelo Hyoga se ele estiver estranho o3o
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