Crianças de Suna

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá pessoas, essa Fic é para o grupo #QueroBiscoitoFNS #GincanaFNS E o tema pra mim foi Infância no Universo Naruto ♥ Espero que gostem

O dia em Konoha era quente, mas o vento trazia uma refrescância no ar, típico dia de primavera naquela vila.

Temari tamborilou seus pequenos dedinhos dos pés em sua sandalha ao sentir o vento a tocando, respirou fundo enchendo seus pulmões com a deliciosa brisa primaveril de Konoha e soltou o ar vagarosamente. Saltitou feliz que finalmente conseguira chegar ali, depois de alguns dias andando e dormindo em hotéis, Kankuro e ela estavam realmente entusiasmados, Gaara se escondia atrás da túnica que seu tio, Yashamaru, usava. Estava empolgado também, mas com vergonha.

Com eles estavam alguns shinobis de Suna e Rasa, o Kazekage. Estavam todos em Konoha porque haveria uma grande reunião dos Kages e Kankuro ouvira seu pai conversando com alguns shinobis sobre sair da vila, o que deixou o menino entusiasmado, ele nunca havia saído de sua vila.

Pentelhou tanto seu pai e todos os shinobis de Suna, que Rasa decidiu levá-los.

— Veja Gaara! — Kankuro chamou seu irmão que ainda se escondia atrás do tio. — Chegamos! Chegamos!

Gaara olhou para o irmão entusiasmando-se aos poucos, mas percebeu que seu pai o olhara com desaprovação, então continuou onde estava.

— Vamos poder conhecer a vila, pai? — perguntou Temari.

— Seu tio levará vocês para um passeio amanhã. — Rasa respondeu e encarou Yashamaru que afirmou com a cabeça.

Um shinobi de Konoha com cabelos brancos aproximou-se dos shinobis de Suna e se apresentou:

— Ohayo! Sou Hatake Kakashi e levarei-os até o hotel. — ele era alto e magro, com o rosto coberto por uma máscara, mas parecia simpático e fez com que os olhos de Kankuro e Temari brilhassem.

— Você está atrasado. — falou Rasa autoritário. — Estamos te esperando há muito tempo aqui.

— Perdoe-me, Kazekage. Eu tive que ajudar uma senhora no resgate de seu bichano que estava em cima de uma árvore e não conseguia sair. — Kakashi falou coçando a cabeça. — Podemos ir?

Rasa não respondeu e se colocou na frente de todos ali, Kakashi veio logo atrás e os Shinobis de Suna ficavam ao redor das crianças e de Yashamaru fazendo uma verdadeira escolta.

Todos se instalaram em seus devidos quartos, Rasa em um só para ele, os três shinobis de Suna ficaram em quartos separados também, mas Rasa exigiu que Konoha providenciasse um quarto grande com quatro camas para que Yashamaru cuidasse de Gaara, Kankuro e Temari.

Todos tomaram banho e comeram bastante, as crianças pediam muito para conhecer a vila, mas Rasa ordenou que fossem dormir cedo, deviam descansar da longa viagem, e apesar de não terem gostado muito da idéia, respeitaram o pai.

O sol mal havia nascido e Kankuro já estava pulando na cama, queria logo conhecer a vila, mesmo cedo, só pensava em correr e poder conhecer coisas novas.

— Temari, acorde!

— Kankuro, ainda tá muito cedo. — falou a mais velha voltando a se cobrir e virou para o outro lado, tentando dormir novamente.

— Vamos, Kankuro, volte a dormir. Você não quer ver seu pai bravo, quer? — Yashamaru falou fazendo com que o irmão do meio sentasse na cama e pensasse se devia ou não ficar tão animado.

Yashamaru levantou de sua cama e foi até a cama do sobrinho.

— Volte a dormir, hoje vamos passear o dia todo, mas o dia mal começou e você demorou a dormir a noite. — Yashamaru cobriu Kankuro que fechou o cenho se mostrando bravo. — Não adianta fazer essa cara.

— Gaara está acordado e você não briga com ele. — Kankuro cruzou as mãos por debaixo da coberta e encarou o tio.

— Gaara está quieto, não estava pulando na cama. — Yashamaru encarou o sobrinho e riu sem querer.

— Pare de rir de mim.

— Então volte a dormir, vamos!

Algumas horas se passaram e às nove da manhã todos já estavam despertos, devidamente trocados e prontos para comer um reforçado café-da-manhã no hotel.

Quando as crianças chegaram no salão para comer, os olhos de Gaara brilharam ao ver a quantidade de frutas e como estavam bonitas, Temari estava entusiasmada com os doces e Kankuro comia tudo de uma vez.

Rasa comeu rapidamente e saiu do salão com apenas um shinobi o acompanhando para a reunião dos Kages, pois sabia que Kakashi estaria o esperando na porta do hotel. Os outros shinobis de Suna ficaram com Yashamaru e as crianças para a segurança deles.

— Ahh! — Kankuro sorriu e bateu na barriguinha. — Que comida deliciosa.

— Verdade, em Suna não tem tanta coisa assim.

— Konoha é uma vila muito rica e farta de alimentos. — falou Yashamaru.

— Agora podemos passear? — Kankurou perguntou fazendo Temari e Gaara rirem. — Hey! Por que vocês estão rindo?

— Porque você não para de perguntar isso, bobão. — riu Temari mas uma vez e Kankuro fechou a cara.

— Não sou bobão.

— Não é não. — Yashamaru levantou de sua cadeira e Gaara o seguiu ficando menor que a mesa, mesmo em pé. — Vamos passear pela vila então.

Temari pulou da cadeira e foi pulando até a entrada principal do hotel, Kankuro cantava uma música que havia aprendido com a anciã Chiyo-Baa e corria para perto da irmã, Gaara deu a sua pequena mão a seu tio e foi em direção a entrada junto com seus irmãos.

Yashamaru perguntou a recepcionista do hotel se sabia de algum parque ali por perto para levar as crianças e ela o informou um que ficava a algumas quadras dali.

As crianças estavam tão felizes que era visível e sentido por qualquer um que passava por perto deles. Nem os shinobis de Rasa, que os acompanhavam, conseguiam continuar sérios perto daqueles pequenos que cantavam e pulavam pelo caminho para o parquinho da vila da folha.

— Falta muito? — Kankuro perguntou andando de costas, olhando para seu tio.

— É logo mais a frente. — Yashamaru respondeu.

— Vamos correndo, Temari? Chegaremos mais rápido. — falou empolgado para sua irmã que afirmou.

— Cuidado crianças.

Assim que Yashamaru disse para os pequenos terem cuidado, Kankuro tropeçou, mas Gaara o salvou controlando a areia e abraçando Kankuro com ela.

— Obrigado, irmãozinho! — Kankuro sorriu assim que Gaara o deixou no chão novamente e o mais novo tinha suas bochechas vermelhas.

— Gaara. — Yashamaru o chamou. — Não faça isso perto de outras pessoas, tudo bem?

O pequeno ruivo olhou ao redor e percebeu que algumas pessoas o olhavam e não acreditavam que uma criança tão pequena poderia controlar aquela técnica. Gaara se encolheu mais ainda atrás de seu tio que preferiu pegar o menino no colo.

— Vamos. — disse Yashamaru com Gaara no colo e bagunçando o cabelo de Kankuro.

Temari foi andando na frente de todos e foi a primeira a achar o parquinho, os olhos dela brilharam em êxtase por ver como era diferente e aparentemente muito mais divertido do que aquele que existia em Suna. Neste havia escorregadores, balanças, gangorras, um pequeno espaço com terra e baldinhos, além de brinquedos para as crianças escalarem. Haviam mais algumas crianças por ali, uma menina loira brincando com outra menina de cabelo rosa no tanque de areia,um menino gordinho comendo batatinhas em cima do brinquedo de escalada, do lado dele havia outro menino, com cabelos presos.

Temari chamou por seus irmãos e todas as crianças daquele parquinho olharam para ela, Kankuro apareceu correndo e com seu cabelo todo despenteado, já Gaara permanecia no colo de seu tio, que chegou um pouco depois acompanhado dos shinobis de Suna.

Temari e Kankuro se apossaram das balanças e falavam alto, estavam muito felizes, Kankuro empurrava Temari na balança para que ela fosse cada vez mais alto.

— Eu vou tocar as nuvens, Kank. Olha! — a pequena gritava e todos ali a escutavam, inclusive Shikamaru.

O menino de cabelos presos olhou para a menina loira que ele nunca havia visto antes, deixando que Chouji, seu amigo gordinho, falasse, mas ele não o escutava. Temari levantava apenas uma mão falando que tocaria as nuvens, mas seu tio sempre falava para ela parar com isso, pois iria cair.

Então Shikamaru ficou pensando, como ela tocaria as nuvens? Ele estava mais alto que ela. Levantou suas duas mãos e tentou tocar as nuvens que passavam pelos céus também, sem sucesso. Chouji parou de falar e ficou analisando o amigo que agora olhava para suas próprias mãos.

— O que está fazendo, Shikamaru? — perguntou Chouji levando mais algumas batatinhas a boca.

— Eu só pensei que também conseguiria tocar as nuvens. Eu estou mais alto que ela. — falou Shikamaru encarando a menina de Suna.

— Tocar as nuvens? — Chouji olhou para cima e levantou uma mão cheia de farelos de batatinhas. — Também não consigo.

— Vocês não podem tocar as nuvens, lá lá lá lá. — disse Temari olhando para os dois, em pé, perto do brinquedo de escalar.

— E por quê não? — perguntou Chouji.

— Só eu consigo. — falou a menina rindo e subindo o brinquedo onde os dois estavam.

— Não consegue não. — disse Shikamaru intrigado.

— Ei, Temari, vou ficar ali no tanque de areia com Gaara. — disse Kankuro correndo para onde o irmão mais novo estava e deixando Temari ali.

— Consigo sim. — ela falou encarando Shikamaru e fingindo não ter escutado Kankuro que já estava longe.

— Prove! — os dois meninos falaram juntos.

Temari alcançou os dois no topo do brinquedo e ficou no meio de Shikamaru e Chouji.

— Levantem as mãos para cima, vamos! — ela disse e os dois a obedeceram.

Temari também levantou as mãos e acumulou um pouco de seu chakra do elemento vento, nas mãos pequenas, colocou sua mão perto da de Chouji que riu com os farelos de batatinhas caindo em seu rosto, Shikamaru ficou boquiaberto ao ver o que aquela menina tão nova poderia fazer. Ela levou suas mãos de chakra perto de Shikamaru que também sorriu com as cócegas que aquele vento fazia em suas palmas.

Temari olhou para o menino que tinha o sorriso bonito e sincero e também começou a rir. Os dois abaixaram as mãos juntos e Chouji já voltava a devorar suas batatinhas.

— Isso é legal, mas não são nuvens de verdade. — falou Shikamaru encarando os olhos verdes da menina.

— São as nuvens que eu consigo fazer. — Temari sorriu e desceu do brinquedo deixando cair algo, Shikamaru não a avisou, mas a seguiu com o olhar quando a viu ir até seu tio que já os chamavam para irem embora.

— Mas já? — Choramingou Kankuro.

— Seu pai já nos espera. — disse um shinobi de Suna.

— Que chato, eu quero brincar mais.

— Vamos, Kankuro, se você se comportar, compraremos doces.

Temari caminhava até seu tio que já estava virando a esquina. A pequena loira virou-se para encarar o parquinho, pela última vez e acenou para Shikamaru que ainda a olhava para ela de cima do brinquedo.

— Tchau! — Ela gritou balançando o braço e com um grande sorriso no rosto.

Shikamaru acenou de volta até que ela sumisse de sua vista. Ele e Chouji desceram do brinquedo. Chouji foi até as meninas que brincavam no tanque de areia e Shikamaru ficou olhando o que aquela criança de Suna havia deixado cair, foi então que viu um pequeno pingente de latão com um símbolo da vila da Areia. A princípio Shikamaru não havia entendido o que aquele símbolo significava e nem o que era, mas o guardou mesmo assim.

— Shikamaru, venha aqui! — chamou Chouji e Shikamaru terminou de guardar o pingente em seu bolso.

Shikamaru foi até seus amigos, onde estavam Chouji, Sakura com seus cabelos rosas que dançavam com o vento e Ino que prendeu uma parte do cabelo com um grampinho vermelho.

— Sua namorada já foi embora? — perguntou Ino colocando areia no baldinho.

— Não tenho namorada, Ino.

— Pois eu tenho um namorado.

— Tem? — Chouji e Shikamaru encaravam a loira enquanto Sakura ria da amiga.

— Ele é o irmão da sua namorada, o ruivo.

— Eu não tenho namorada! — Shikamaru falou ficando com suas bochechas vermelhas.

Chouji e Sakura caíram na gargalhada e Ino apertou as bochechas do amigo.

— Por que está vermelho?

— Para Ino!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!