Criação dos Doze

10 Capitulo VIII


CAPITULO VIII

Marcelus estava sentado no sofá da casa de Philip com o notebook no colo, seus dedos corriam furiosamente pelas teclas do mesmo e seus olhos acompanhavam as informações que lhe eram passadas.

Desde que Henry os convidara a ficar Marcelus tem trabalhado duas vezes mais, decifrando seus sonhos, que na maioria das vezes eram dolorosos, e lhes passavam as informações que ele não conseguia por meios incomuns.

– Alguém precisa dormir – Kaylla entrou na sala sentando-se ao lado dele – e esse alguém com certeza não sou eu – ela falou tirando o notebook do colo do garoto e o pegando pela mão, sem oferecer a mínima resistência ele se levantou.

– Não consegui nada Kay – resmungou em quanto ambos subiam as escadas para o quarto que agora estava vazio – sabe que as coisas só vão piorar se... — a morena colou delicadamente seus labios aos dele

– Não carregue tudo em suas costas – Kaylla falou, Marcelus arquejou e apertou as mãos na cintura da mesma, juntando um pouco mais seus corpos – pelo seu bem – ela acariciou os cabelos dele e fechou os olhos.

A observando ele pode ver os pequenos detalhes do rosto de Kaylla, as pequenas mudanças que chegaram junto com toda a confusão, junto a toda a preocupação. Ele subiu uma das mãos para o rosto de garota, o acariciando de leve, fazendo a pele dela se arrepiar.

– Vamos dormir um pouco – a voz dele soara um tanto rouca, oque a fez duvidar se iam realmente conseguir dormir – só dormir Kay

O som da risada da garota alegrou o coração dele, os olhos castanhos cheios de vida, porém um tanto abatidos pelo cansaço ainda o deixavam louco e o faziam obedecê-la ate nas mais simples e insignificante das coisas.

" Com certeza eu faria tudo por ela "

Foi esse pensamento que o guiou para o quarto e assim ele se deitou, adormecendo junto a Kaylla, deixando as preocupações se esvaírem um pouco e procurando tomar-se pelo sono.

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– Liam ! — Will chamou pelo amigo, havia quase um mês que ambos haviam se mudado para o novo predio, o laboratório já estava totalmente montado e o trabalho continuava a todo vapor – Recebi novas informações agora

O moreno desceu as escadas com uma xícara de café em uma mão e um prato com torradas na outra, vestindo somente uma bermuda preta e uma camiseta de lã cinza, os cabelos bagunçados e o rosto um tanto amassado pela pequena soneca que tirara sobre a mesa por acidente.

– A parte seis já foi completa – Will falou sem olhá-lo em quanto lia a mensagem — ele quer que monitoremos as cobaias, vai nos enviar os relatórios médicos de todas, ao menos os que conseguir, para que vejamos se tudo corre bem.

– esta bem – Liam respondeu, a voz um tanto baixa e embolada por conta da boca cheia de torradas — quer torradas ?

– valeu – o loiro deu de ombros pegando uma – acho que ele não quer a mesma experiencia que aconteceu com os oito – no rosto do loiro uma careta de irritação se formou – como era o nome deles mesmo ?

– Lavinia e Lucas – Liam disse dando de ombros e indo para sua mesa – mas estamos duas vezes mais cuidadosos agora, escolhendo as cobaias com bastante atenção.

– me responde uma coisa ? – Will perguntou, examinando uma amostra de sangue num microscópio

– claro

– Por que ele não faz na ordem ?

– Fazer oque na ordem ?

– cada vez que resolve fazer o experimento com uma cobaia nova ele nos pede um soro totalmente diferente, fora da ordem – o loiro deu de ombros – por que não fazer normal, tipo 1, 2, 3, 4... e la se vai ?

– Bem, vai saber. Vai ver ele só quer testar o potencial da formula ou algo assim – deu de ombros – nos mal o conhecemos então nada podemos especular

– Tem razão – o loiro voltou aos exames – bem o nome da segunda cobaia da parte seis e Letta Wordellayne caso você ainda não saiba, ela é filha daquele medico que e meu chara – comentou Will rindo.

– Ate agora nenhuma passagem medica desde o incidente – Liam examinou a ficha que o Benefector havia lhes mandado – nenhuma queixa ou acontecimento que possa ser considerado estranho, bem nada de mais ate agora – ele continuou a ler

– Só espero que não tenhamos errado em nada – Will fez uma careta de desgosto – ele não vai ficar nada feliz com outro erro

– Tem razão – Liam deu de ombros e ambos voltaram ao trabalho, ainda haviam mais quatro frascos para preparar, e o dinheiro não chegaria na conta se eles não fizessem oque estavam sendo pagos para fazer não é ?

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– Tem certeza que quer ir queria ? — Lucia perguntou parada na porta do quarto da filha.

– Claro que tenho – a loira respondeu com frieza, focada no espelho em quanto retocava seu batom rosa chok

– Esta bem, esta bem – a mulher ergueu as mãos – seu pai te leva então

– não obrigado – ela se levantou pegando sua bolsa e dando uma ultima olhada no espelho.

Ela estava um tanto mais magra, apesar de não dar pra notar muito, quem a conhecia iria perceber. Sua pele estava mais pálida que o normal e, apesar de toda a maquiagem que usara para esconder, ainda eram visto leves resquícios das olheiras que haviam se formado abaixo de seus olhos. Suas mãos, agora cobertas por pequenas luvas, estavam cobertas por pequenos cortes que se originaram de um apequeno "acidente " envolvendo um espelho e mais uma noite de desespero e pesadelos.

– Eu posso dirigir – passou pela porta sem olhar a mãe.

Não que ela estivesse querendo ser cruel, ou achasse que a culpa das coisas eram da mulher, na verdade a loira só queria estar a sós consigo mesma, mas quanto mais fazia isso mais sua reputação ia por água a baixo junto com suas noites de sono perdida e sua sanidade mental.

O caminho ate o grande prédio fora rápido, porém um pouco tortuoso. Pela primeira vez em anos a loira sentia-se insegura e tinha plena consciência de que não havia em que se apoiar. Percebia aos poucos que não tinha quase nada, e que oque ainda lhe restava aos poucos ela mesma ia se privando.

Estacionou seu porche na sua vaga habitual, olhou-se no pequenino espelho retrovisor e passou as mãos pelos fios longos, seus olhos azuis não estavam mais tão elétricos agora, mas ela simplesmente sorriu para si mesma.

– Vamos la garota – disse ao sair do carro com sua pose perfeita e olhar snobe que usava em todas as manhãs.

Mas essa manhã as pessoas não desviaram seus olhos, não se intimidaram nem se envergonharam em lançar olhares duvidoso, avaliativos e especuladores. A medida que ela passava os murmúrios e cochichos ia surgindo e se tornando mais altos, para as pessoas normais eram só cochichos, mal podiam ser ouvidos, mas aos ouvidos da loira eles chegavam ensurdecedores, espalhando os já conhecidos espasmos de dor pelo seu corpo.

– Merda – resmungou ao lembrar o remédio que não tomara essa manha – mil vezes merda – adiantou os passos.

– Letta ! — A voz de Maya chegou aos ouvidos da garota como agulhas furando seus tímpanos – esta tudo bem ? Eu soube do que aconteceu

– Quem não soube não é – respondeu Letta, soando um tanto amarga – mas eu estou otina – deu de ombros o mais convincente que podia

– Bem temos bastante coisa pra conversar, você perdeu bastante coisa nessas duas semanas e meia — Tenho certeza que você vai me contar tudo – forçou um sorriso e tentou ignorar a dor que se espalhava de sua cabeça para seu pescoço, coluna e ombros

– Letta ! — mais dois gritos quase a fizeram pular, Tawny e Rose a abraçaram por tras com sorrisos genuinamente montados e olhos curiosos, sim elas estavam loucas para as informações concretas e a verdade sobre toda a historia.

Saber a história para depois disseminá-la com o toque especial das Cheer, isso era a prova mais concreta da "amizade" das garotas, nada de anormal para elas.

– vamos para a quadra, temos o treino agora, e temos bastante a conversar – Maya disse andando para a quadra junto com as outras tres.

Letta continuava com a cabeça prestes a explodir e sua teimosia não a permitia tomar o remédio que seu pai mandou que ingerisse a cada tres horas.

Ao chegar na quadra ela viu que todas as outras garotas já estavam la se alongando, o treino começou sem muitos imprevistos, a loira ainda percebia os olhares e os sorrisos sugestivos, apesar de não saber oque estavam falando sobre seu sequestro relâmpago ela já poderia imaginar que, com certeza, eram boatos sujos e sem fundamento. Mas as pessoas não estavam nem ai para a logica, só queriam falar, falar e falar mais um pouco, era só isso que faziam.

– Piramide – Letta gritou ao som da música, vendo as garotas formarem a pirâmide perfeitamente a colocando no topo – desfazer – gritou novamente, sentindo uma pequena tontura em quanto estava no alto da pirâmide humana, e uma tontura maior quando foi arremessada para os braços de quatro meninas que estavam de pé um pouco mais longe da piramide.

– Vaaaai TownCats ! — gritaram juntas ao fim da coreografia.

– Pausa – disse a loira indo para o vestiário e procurando uma cabine vazia

Seu estômago estava embrulhando e sua vista escurecendo, a garota seguiu o caminho escorando-se nas paredes, suas pernas enfraqueceram mas ela segurou em uma porta aberta e se impulsionou pra dentro da cabine, fechando a porta com o pé e curvando a cabeça com a náusea.

– Que droga e essa ? — disse antes de sentir algo subindo por sua garganta e ajoelhar-se na frente do vaso, apoiando-se com uma mão e tentando prender os cabelos com a outra ela ficou ali por alguns minutos, pondo algo que ela nem se deu ao trabalho de ver oque era pra for a.

Mas em vez de melhorar o seu mal estar so piorava, todo o resto do seu corpo doia e era como se agulhas perfurassem sua pele, logo ela começou a sentir o gosto de ferro na boca a substância um tanto grossa que ela colocava para for a finalmente cessou e ela notou que respingos vermelhos cobriam seu uniforme.

– Oque e isso... — foi oque disse ao notar que tudo oque ela havia vomitado era puro sangue, suas roupas e sua boca estavam sujas do mesmo.

Seus olhos se encheram de lágrimas e ela abafou seu grito, não precisava de ninguém ali, ela já estava desesperada o suficiente, já estava com medo suficiente, não precisava de fofocas correndo por ai.

– Que está acontecendo comigo ? — se perguntou ainda ajoelhada.

Então, a voz que vinha atormentando sua mente e roubando-lhe a sanidade desde as duas últimas semanas lhe respondeu.

"você esta morrendo "

A loira se levantou as pressas, seu cérebro não funcionava direito e a única coisa que ela pensou foi em tentar limpar, suas pernas fraquejaram mas ela não ligou, pegou papéis e procurou se livrar de toda aquela sujeira, deu descarga e jogou os papéis na lata de lixo, mas seu uniforme ainda continha as provas do crime, mas aquilo para ela era mais simples de se resolver, saindo d cabine ela foi ate seu armário, pegando seu uniforme reserva e empurrando o sujo la dentro, procurando escondê-lo jogando algumas outras coisas por cima do mesmo, depois ela simplesmente se vestiu e saiu do lugar como se nada houvesse acontecido.

Sua pose e sua expressão continuava a mesma, o treino foi como todos os dias tinha de ser, porém a capitã estava, ao menos por dentro, em meio ao puro caos e mergulhando num mar de pânico...

Notas finais
Oiee pessoal *w* bem fui pontual dessa vez não fui ? kkkkkkkk Espero que tenham gostado do capitulo, deixem seus comentarios e votos, me digam oque estão achando da historia e deem sugestões *~* Bem durante a semana vai rolar bonus e dia 18 vai ser postado o proximo capitulo okay ? Boa noite 'ra vcs e boa leitura *~* Obrigado desde ja *~* beijokas da tia u.u PS: estou querendo lançar um romance aqui no Nyah *^* Oque vocês acham ? *w*