P.O.V. Hope.

Estou cansada disso. Todo o interrogatório, todas essas respostas evasivas, a polícia na Escola, então decidi caminhar no tempo. Vim para a Era Vitoriana. 1797.

Marrytown, Inglaterra. Com um pouco do meu controle mental especial que é muito similar á Compulsão da série The Vampire Diaries consegui entrar de penetra num baile qualquer.

Vejo-os, ouço-os. Ouço as conversas, os pensamentos, os corações batendo. As mulheres falam de casamento, os homens de negócios e de mulheres. Os vestidos delas eram creme ou azul. O meu era vermelho. As mais... velhas tinham penas no cabelo.

Eu pessoalmente estava admirando a arquitetura.

P.O.V. Senhor Bingley.

Haviam muitos senhores, senhoras e senhoritas de famílias distintas presentes no baile, mas uma realmente chamou a minha atenção. Estava usando um vestido de seda vermelho, porém havia uma casaca por cima cor creme. Ela não parecia interessada em conversar com as demais damas ou flertar com os cavalheiros. Estava olhando para um espelho. Não para o reflexo, para o espelho, a moldura. Tinha longos cabelos negros que estavam soltos e isso chocou a todos é claro.

Seus lábios estavam pintados de vermelho, sua tez era pálida.

—Ela é a criatura mais bela que eu já contemplei.

—Ela sorri demais.

—Ela é um anjo.

De fato, estava sorrindo, mas não para agradar ou impressionar alguém, estava sorrindo para si mesma.

—Com licença, senhorita.

Ela se virou.

—Charles Bingley, encantado em conhecê-la.

—É mesmo? Charles Bingley? Agora eu já vi tudo.

—E quem a seria a senhorita?

—Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Vou te dizer o que eu não sou. Uma garotinha assustada que responde a um homem qualquer ou a qualquer homem. Na verdade, sou a criatura mais poderoso deste planeta. O que eu tenho dentro de mim? Por muito tempo, eu temi porque achei que me tornava má. Perversa. Mas, ai eu descobri que eram apenas palavras que inventaram para me manter na linha. Palavras inventadas á muito tempo por homens pequenos, de mentes pequenas. Vocês nem conseguiriam começar a compreender o que eu sou.

Uma mulher com histeria feminina?

—Histeria feminina não existe. É só mais uma palavra que homens pequenos inventaram. O tempo passa, mas algumas coisas permanecem iguais.

Ela se virou e me deixou falando sozinho.

—Ah, estava com tanta pressa que esqueci de prender o cabelo.

O que ela fez a seguir chocou a todos.

P.O.V. Hope.

Eu prendi meu cabelo num coque brigitte clássico, mas não tinha nenhum enfeite digno de mim, então eu criei um. Uma tiara de rubis e diamantes para combinar com o vestido. Fiz brincos e um colar para complementar.

—Como fez isso?

—Me diga você.

A resposta é, Telecinése Molecular. A habilidade de controlar as moléculas. Nada é sólido de verdade. Ninguém morre de verdade, nem os humanos.

Estava ficando com calor, então tirei o meu sobretudo e o empregado pendurou num mancebo.

—Obrigado.

O cara ficou absolutamente chocado quando eu falei com ele. Peguei um cálice e estava cheio de vinho, mas... era feito de estanho.

—Vinho em cálice de estanho. Ideia de gerico.

Foi só eu fechar a boca uma garota caiu no chão.

—Por Deus!

P.O.V. Lorde Charles Bingley.

Os guardas estavam carregando o corpo da dama que havia sido examinada pelo médico. Quando a dama misteriosa praticamente jogou o cálice encima de mim.

—Segura pra mim? Obrigado.

Ela foi até lá, mas havia uma multidão bloqueando o caminho. Porém logo todos estavam flutuando, sendo assim abriram caminho para que ela passasse.

—Sai.

Ela acenou com a mão e o médico atravessou o salão.

—Beber vinho em cálices de estanho. Ideia idiota.

A jovem se ajoelhou ao lado da dama morta e colocou as mãos sob o cadáver, a luz azulada fez a mulher morta levantar.

—Por Deus!

Todos os presentes começaram a se benzer.

—Da próxima vez que for beber vinho em cálice de estanho, lembre-se que por conta disso pode acabar enterrada viva.

Só então, notei que a dama morta era minha irmã Louisa.

—Louisa! Você trouxe minha irmã de volta da morte.

—Não. Ela não tava morta. Só parecia morta. O pulso ficou tão fraco que o médico não conseguiu sentir, mas ela ainda estava viva. Além do mais, ninguém morre de verdade.

Estava cada vez mais intrigado.

—Por favor, diga-me o seu nome.

—Não posso.

—Porque motivo?

—É contra as regras. O que é isso? É um exército? Não, não estão marchando estão correndo. Não há organização.

É como se ela estivesse ouvindo algo que eu não ouvia.

—É porque estou.

Então, ela saiu. E o que aconteceu a seguir foi inacreditável!