Crepúsculo-Nova Geração
6 A Mansão Rosewood
P.O.V. Hope.
Eu acordei no hospital. E eu dei de cara com a Ashley. Ou alguém que parecia com a Ashley.
—Ashley? Porque está vestida assim?
—Porque é Halloween! E eu sou Briar Rose. E nós vamos para uma festa! Vamos, você precisa duma fantasia.
Eu fiz uma fantasia usando algumas roupas antigas da minha tia e um pouco de magia. Vocês devem estar pensando... oh, ela se fantasiou de Princesa. Só se for de Xena, a Princesa Guerreira.
Me inspirei na personagem Artemísia de 300 a Ascensão de um Império. Não me entendam mal, eu gosto de Princesas. E sei que a Artemísia é a vilã, mas ela é uma puta duma arqueira e eu também.
Trouxe um arco e flecha, espadas, punhais.
—O que aconteceu no seu cabelo?
—Eu pintei. Fiquei seis meses em Asgard com o meu pai e lá não tinha cabeleireiro. Então meu cabelo cresceu e quando eu cheguei aqui decidi pintar. Deu cinco minutos em mim e pronto. Mandei a cabeleireira fazer... isso.
Quando chegamos ao local da festa... ficamos passados. Bem, eu sei que eu fiquei. Era a Mansão Rosewood e apesar de ter sido demolida á uma semana, a enorme mansão estilo vitoriano estava inteirinha.
—O que?! O lugar não foi demolido?
—Tirou as palavras da minha boca.
—Muita coisa aconteceu enquanto você estava sumida e enquanto você dormia. Ninguém sabe como a Mansão voltou para o lugar. A polícia revistou e não havia nada de errado. Exceto o fato de que uma Mansão de mais de vinte cômodos que havia sido demolida, simplesmente voltou ao lugar.
A enorme propriedade estava inteira, mas parecia mal cuidada, abandonada. É, ai tem coisa.
P.O.V. Thomas.
Meu nome é Thomas Rosewood. Eu herdei esta enorme mansão, mandei demolir para construir uma casa menor no lugar, mas a coisa voltou. Então, decidi usar. Alugar para uma festa de Halloween.
Estou tentando entender o que está acontecendo. Uma das convidadas estava perambulando pela mansão.
—Nahemah.
—Ei, o que está fazendo aqui?
—Desculpe, eu nem sei como cheguei aqui. Meu nome é Ashley Foster. E sinto muito.
Olhei para o cômodo onde estávamos e era um escritório. A escrivaninha de mogno, o chão de mármore coberto por uma grossa camada de poeira. E sob a escrivaninha havia uma pilha de papéis. Cartas, documentos, livros.
—Você devia partir.
—O que?
—Vá embora desta mansão. Precisa partir, aqui não é seguro.
Ela sabia algo que eu não sabia.
—O que? Me diga o que sabe que eu não sei.
—Nahemah.
—O que isso quer dizer?
—Ela é um demônio. Ela estava aqui muito antes de você e muito antes de mim. A primogênita de Lilith. Esta terra era dela, mas vocês tomaram ou assim pensaram.
—Um demônio?
—A primogênita de Lilith e Asmodeus, a primeira das raça dos Liliam. Considerada a Princesa das Súcubo. Ela e sua espécie assombra os sonhos dos homens, faz sexo com eles e então ela os mata.
Eu tinha pesadelos. Desde que o inicio da minha vida adulta, mas isso não implica que seja um demônio.
—Meu nome é Thomas. Thomas Rosewood.
—Muito prazer.
—Esse é realmente seu cabelo?
—É. As loucuras que fazemos não é?
P.O.V. Ashley.
Então, Hope entrou e ela, ela estava passando muito mal.
—Hope?
—Tem muitos deles. Demais para contar. Mais e mais chegando.
—Deve ser a música, as luzes piscando. Você não pode com isso.
—Não. Não. Eu posso senti-los. Eles estão aqui. Jay, Deamons, demônios. Femininos, masculinos. Isso não é aleatório, ela está criando um exército. Tem uma razão pela qual ela escolheu este local.
—O que? Hope, do que está falando?
—A casa. Esta mansão inteira é um portal. É um... é construída num ponto de convergência energético. As fronteiras entre os mundos ficam turvas aqui. A mansão foi construída duma maneira que... canaliza a energia mística.
O Thomas não ouviu nada tinha ido no banheiro. Hope teve que ir embora porque o que quer que fosse que estivesse acontecendo na casa fez a ela muito mal. O nariz dela começou a sangrar, ela teve um colapso.
—Nas Infantia Malom.
Foi a última coisa que ela disse.
—Vou com você.
—Não. Fica. Fica e aproveita, Thomas parece estar muito afim de você. Mas, lembre-se que eles estão na casa.
Decidi ficar, o que demônios iriam querer comigo? Não sou bruxa, time-walker, dream-walker. Sou só uma híbrida.
P.O.V. Thomas.
Gosto dela. Não é como as outras garotas. Eu tenho vinte e dois anos, eu sei devem estar pensando que sou um pedófilo ou coisa do tipo. Mas, eu jamais forçaria uma garota a qualquer coisa. E não sou do tipo de cara que destrata uma mulher. Minha mãe era mãe solteira, o cara que a engravidou, no caso... meu pai era um idiota total. Ele foi preso por traficar drogas, violência doméstica, era um alcoólatra. Ela tentou ajudá-lo, ofereceu a ele tratamento, terapia, mas ele não quis saber.
É impossível ajudar alguém que não quer se ajudar. Não sou muito religioso, mas acredito em Deus e em milagres, mas temos que fazer a nossa parte também. Trabalhar pelo nosso milagre. Pensar nos outros, ser altruísta, pensar primeiro e agir depois. Assumir a responsabilidade pelos nossos erros.
Levei a bela garota para o jardim.
—Você está bem?
—Só feliz por estar fora daquela casa. Devia deixar este lugar. Nada de bom sai ou sairá daqui. Precisamos encontrar uma maneira de destruir esta mansão.
—Como acha que ela foi reconstruída assim, tão rápido?
—Magia.
Eu ri. Mas, então percebi que ela estava falando sério.
—Está falando sério?
—Este lugar está condenado, mais do que isso. Está amaldiçoado. Se ficar, a escuridão vai te engolir.

Fale com o autor