Crepúsculo-Nova Geração
5 A Mais Poderosa parte II
P.O.V. Lorde Darcy.
Era incrível. Aquela mulher sozinha massacrou as bestas. Como se não fosse nada.
Transformou-as em pó. Seus pés não tocavam o chão. Eu a havia salvo de uma das bestas com um tiro. Ou assim eu pensei.
A criatura movia-se tão depressa que era impossível de se ver, tinha tamanha força bruta. A força de um batalhão. Esmagou a cabeça dum deles com as próprias mãos.
Quando acabou, ela parou diante de mim e me lançou um sorriso superior. Estava coberta com o sangue das bestas.
—Ainda acha que eu preciso de você para me salvar, Senhor Darcy? Porque do meu ponto de vista, você é aquele que precisou ser salvo. Bem, agora é hora de ir. Que pena, você não se lembrará de nada disso.
P.O.V. Hope.
Apaguei as memórias de todos eles, mas eu ainda me lembro. Sempre que venho fico diante deste espelho eu me lembro.
P.O.V. Detetive Clark.
Há algo que não se encaixa. Algo faltando! A autópsia do cadáver da menina diz que o cadáver está carbonizado duma forma que apenas dez mil joules seriam capazes de fazer. É eletricidade o suficiente para matar três elefantes.
Ela morreu na piscina. A água serviu de condutor.
Estava na minha mesa quando as luzes começaram a piscar.
—O que é isso? Estamos com problemas elétricos?
Então uma mulher entrou na delegacia. Ela estava usando um vestido da era vitoriana.
—Senhora? A senhora está bem?
—Pode dizer-me onde estou?
—Está em Magic Falls. Virgínea. Nos Estados Unidos.
—Em que ano estamos?
—Dois mil e vinte.
—Bem, isso é um bom tempo. E explica as carruagens que se movem sozinhas.
—A senhora está bem?
—Estou melhor do que bem.
E uma das alunas da Escola Volturi entrou pela porta.
—Sophia?
—Não. Eu sou a Hope. Hope Volturi. Quem é você?
—Eu sou Lady Felícia Rosewood.
Ela continuava encarando a menina.
—Perdeu alguma coisa aqui?
—Perdoe-me, você me lembra uma pessoa.
—Quem?
—Minha filha. O nome dela era Sophia. Quantos anos você tem?
—Dezesseis.
—Ela tinha sua idade quando morreu. Quando Deus levou a minha filha eu não pude suportar a tristeza, então tentei tirar minha própria vida, porém até isso... o Senhor me negou. Eu não morri, eu vivi. Fui amaldiçoada.
—Amaldiçoada?
A mulher se apoiou na parede, parecia estar passando mal.
—Senhora, precisa de ajuda médica?
As luzes piscaram com mais intensidade e então, houve um apagão. A única coisa acesa era aquela mulher de vestido branco, roupão verde e um laço amarrando tudo aquilo no lugar.
—Foi você. Você matou a patricinha. O que você é?
Ela sorriu malignamente.
—Fui feita prisioneira á mais de trezentos anos. Quando implorei ao meu marido por ajuda, ele trancou-me num manicômio, tomei banho de água fria, camisa de força, mas o meu favorito... foi o tratamento de choque. Toda aquela eletricidade fluindo pelo meu corpo me deu o Poder que eu precisava para escapar daquele lugar, matar os médicos. Eles me cimentaram viva, mas eu não morri. Eu experimentei uma agonia excruciante, dor inimaginável, mas uma criatura amarela de dentes amarelos libertou-me.
Rosewood? A antiga Mansão Rosewood foi demolida á uma semana. Mas, quando começaram a escavar, tiveram que parar. Encontraram um caixão, trancado com correntes. Quando chegamos as correntes já haviam sido cortadas e o caixão estava vazio. Porém todos os operários estavam mortos drenados.
—Você tem características vampíricas, mas não é vampira.
Vampira?
—O que é vampira?
—A palavra original é vampiro. Um ser imortal, morto vivo que precisa se alimentar do sangue de outras criaturas para viver.
P.O.V. Hope.
Ela não era vampira. Nem híbrida. O que ela era?
—O que você é?
—Sou uma amaldiçoada.
—E quem te amaldiçoou?
—Deus.
—Não. Deus não amaldiçoa. Se alguém te amaldiçoou foi uma bruxa. Se você foi amaldiçoada, tem uma brecha. Se foi amaldiçoada, a magia deixa rastro.
Tentei tocar nela, cara doeu. Mas, eu vi uma coisa. Ela não foi amaldiçoada. Mas, ela também não é humana. Senti quando tudo apagou.

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