Notas iniciais
Acho que não tenho nada pra tagarelar aqui... Enfim. ?Eu passei a andar com um compasso no bolso porque eu to com medo de criaturinhas que se multiplicam na aguá.

Boa leitura, perdão se ficou retardado. :s

Cart ficou se encarando por muito tempo no espelho. Finalmente havia conseguido entrar em seu quarto. Aquilo era bom, pois... Ele não tinha que dormir no hall, correndo perigo de colarem algo em sua cabeça.

Ele cogitava muitas possibilidades, mexia a cabeça de um lado para o outro, encarando o próprio rosto e a marca de cone embaixo de seu olho. Passava a mão pelo pescoço algumas vezes, e fazia careta, se achando um pouco besta. Seus olhos subiram ao cabelo. Deus!

Ele levou as mãos até os cabelos, tirando alguns resíduos de comida desconhecida. Ele esperava, rezava e implorava para não ter nada de estranho ali. A roupa estava suja de suco de laranja e outra bebida aleatória com álcool. Mais considerando que ele já havia estado com coisas piores em suas roupas, ele não deu muita atenção. Os cabelos, ainda eram mais importantes!

Ele passou as mãos com cuidado, até tocar em algo gosmento, fazendo careta ele tirou dali, era uma bolinha, ele ficou encarando aquilo por alguns segundos até chegar à conclusão e largar aquilo o mais rápido possível.

– Certo Cart, são só ovos de peixe... Nada mais... Não é como se fosse uma lesma ou coisa assim... — Ele indagou para si mesmo, parando para pensar em alguma lembrança aleatória sobre sua mãe que lhe veio à cabeça. Depois a chacoalhou de um lado para o outro. Maldita rainha, malditos aldeões, todos malditos!

Ele respirou fundo algumas vezes, mas os caninos aviados já batiam em seus lábios.

Banho é disso que eu preciso.


Masky, BEN, Jeff, Violet e Anne tiveram — obrigatoriamente — que limpar o salão, alem das ameaças de todos da casa, os próprios empregados os deram esfregões, panos e vassouras. Tinha como ficar pior?!

Bom, as vezes não. Mais o fato de serem bastante preguiçosos para limparem a próprio bagunça já fazia tudo parecer uma grande merda.

BEN não sabia ao certo porque estava ali, ele podia estar vendo garotas brasileiras em um site aleatório em seu notebook, mais nãooooo ele estava ali, limpando espaguete do chão. Masky e Violet se encaravam com raiva, ela ainda estava com os cabelos sujos — assim como Anne e Jeff — que em nenhum momento parou de cheirar ovo podre. O cheiro começava a irritar todo mundo.

– E aquele cara altão?! — Perguntou BEN tentando quebrar o silencio.

– Eu sei lá! — Disse Masky e Jeff ao mesmo tempo, visivelmente irritados e não querendo ouvir a voz do menino.

– Meu tio apareceu aqui. — Disse Anne, fazendo careta ao retirar alguns pedaços de carne aleatórias de dentro dos copos. — Acho que ele foi dar oi. Não faço a mínima idéia.

– Quem é seu tio? — Perguntou Violet interessada. Anne largou o pedaço de carne e fez menção de vomitar, aquilo tudo cheirava tão mal...

– Trenderman. — Ela disse, encarando todo com pedindo socorro. — Pela mor de deus! Algum tira essa coisa daqui!

Ela apontou para o pedaço de carne. Ela já tinha visto muitos órgãos, mais não aquilo... aquilo era uma parte muito nojenta de algum animal pouco sortudo. Provavelmente algo que Rake estava comendo.

– E a outra menina? A que filmou? — BEN voltou a perguntar, sendo encarado pelos olhos frios dos outros dois meninos na sala. Anne e Violet se encararam. Na verdade Zoey tinha feitopuffdesde a hora que Slenderman adenunciou.– Aaah... isso é um problema... pra todo mundo.

– Serio que agente tem que limpar isso?! — Violet comentou apontando para as almôndegas no lustre. — Ninguém é tão alto assim!

– Aah... deixa ai... uma hora elas vão ter que cair, não é? — BEN disse com um sorriso meio forçado. — Eu gostaria de uma copia do video...

– Teve estar hilário. — Concordou Violet. — Tirando a parte em que um idiota quebrou ovos pobres na minha cabeça.

Masky mostrou aquele dedo e voltou a varrer.

– Alguém viu o Theo ultimamente? – Perguntou ele, Theo era alguém que viva indo e vindo, indo e vindo. Ele geralmente sempre estava na Rússia ou algo assim. – Ou a Bia, ou a Lis?

– A extressada lá?! – Jeff entrou no assunto – É ótimo não ouvir os berros dela todas as manhãs. Então, talvez eles tenham ido dormir.

– Acho mesmo difícil o Theo ter ido dormir, Jeff. – Masky murmurou.

– Agente não vai acabar isso hoje. E eu ainda tenho que jogar um pouco de videgames! – Jeff disse largando a vassoura e cruzando os braços.

– É isso ou vamos ser “mortos” por uma legião de fanáticos por sinuca. – Anne e Violet responderam serias. – Alias a culpa é toda sua Jeff.

– Minha?! – Ele perguntou erguendo uma sobrancelha. – Eu fiquei quieto o almoço inteiro!

– Se você não estivesse tacando bolinhas com um canudo, o Red não teria inventado de se juntar a guerra, eu não teria pedido para lançar primeiro e não teria acertado aquele mal-humorado ali! – Violet disse apontando para Masky. – Alias porque você uma uma mascara? É tão feio assim?!

– Ah cala boca. – Masky rosnou, rolando os olhos. – Aposto que você cairia de joelhos se visse meu rosto.

– De tão feio que é sua cara, só pode. – Violet retrucou. Foi o que bastou para os dois se atacarem. E é claro como fãs fanáticos de violência que eram, ninguém – de primeiro momento pelo menos. – decidiu ir ali parar os dois. Por muito pouco a mascara de Masky não foi quebrada por o cabo da vassoura ou por algo assim. E nem puxada. Alem que Violet levou cinco ou seis socos bem dolorosos nos ombros, braços e um chute bem dado na barriga. Se ela tivesse um estomago, teria vomitado.

– Hey, hey, hey! – Comentou Anne puxando Violet para o lado, fazendo Masky acertar o soco na mesa, derrubando copos. – Desgraçado, você vai pegar!

Ele encarou ela com um pouco de raiva, percebendo os olhos azuis cintilantes de raiva, ele se abaixou e começou a recolher os cacos.

– BEN? – O menino levantou os olhos – Sem puxar assunto ok?

– Ok...


Era noite, 15 minutos para o jantar quando eles acabaram. Nunca ninguém tinha pensado que os empregados simplesmente dariam as vassouras para eles. Aaah! Isso fez a sinuca ser adiada para a noite. Mais do jeito que eles estavam cansados, acharam melhor ficar em seus quartos, lendo, jogando videogame, escrevendo ouvindo musica, ou atirando facas pensando no rosto de alguem.

Anne passeou pelos corredores do terceiro andar, a voz animada do tio era reconhecível de longe, junto com a calma de seu pai e passos. Passos muito próximos.

– ME AJUDA, ME AJUDA, ME AJUDA! – Alguém pulou em Anne e lhe enlaçou o pescoço, saindo a arrastando, ela arregalou os olhos e olhou para quem estava a arrastando.

– Valshe! – Ela chamou tentando se soltar. Sem sucesso, na velocidade que ele estava a expressão de desespero entre outros argumentos, não deixava. – O que diabos você esta fazendo?!

– Trenderman, ele quer me vestir! – Ele disse quase em desespero. A voz do tio parecia estar no outro corredor. – Oh meu senhor da moda! Onde há um lugar para se esconder aqui?!

– Me larga que eu te levo lá. – Valshe assim fez, Anne apontou para uma porta e a abriu, os dois entraram e Valshe fez questão de segurar a porta. – O que tem de ruim nisso?

–Shiiiiiiiiiiii! – Ele fez, fazendo careta. – Alguem pode ouvir, fala baixo.

– Eles estão longe. – Anne rolou os olhos. – Diz logo! Eu quero tomar banho! Eu tava limpando lá embaixo até agora!

– Serio? Aquilo ficou uma bagunça né?! – Ele disse parando para pensar, colocando a mão no queixo. – Eu e o Cart se livramos. Alias você viu a Zoey? Eu quero uma copia do vídeo.

– 20 dólares. – Anne disse rindo. E Valshe fez careta. – Para de mudar de assunto. Não é tão ruim.

–Aaah é ruim sim! VOCÊ NÃO VIU AS ROUPAS! ELAS SÃO HORRIVEIS! – Ele fez um bico enquanto gesticulava com os longos braços, que pareciam ser elásticos. Anne massageou as têmporas. E ai alguém bateu na porta. Os dois se calaram. Nem respirar respirarão.

– Quem é? – Anne perguntou depois de muita insistência da pessoa e Valshe a encarou tipo “Eu vou te matar!”

– Eu! – A Voz respondeu alegre. – O Va-chan ta ai?

– Tio? — Anne perguntou, se fingindo de lerda.

– É Anne, é, agora me responder, ele ta ai?

– Se eu responder você me da vinte dólares? – Anne realmente queria vinte dólares. Ela não sabia bem o porque, mais sabia que podia comprar Pokémon Silver por 20 dólares.

– Que?! Porque você não pede pro seu pai?! – Ele perguntou, erguendo a sobrancelha. Slenderman apareceu ao seu lado no corredor.

– Porque... ai depois eu peço mais vinte dólares pra ele. Você vai me dar vinte dólares? – Anne gritou do outra lado da porta e os dois se encararam.

– Ta, eu te dou vinte dólares. – Ele resmungou. – Depois que me responder.

– Não faço negócios assim Tio. Vinte dólares primeiro, ai depois eu te digo.

– Como eu vou te dar vinte dólares daí?! Você tem que sair!

– Por baixo da porta oras! – Trender suspirou encarando o irmão irritado, que deu de ombros, parecendo sorrir. Ele se abaixou e pegou uma nota de vinte dólares do bolso. Passando por baixo da porta. – Obrigada. E não, ele esta lá em baixo jogando videogame.

Valshe encarou ela. Ele não jogava videogame.

– Videogame? Serio? – Trenderman perguntou um pouco na duvida. – Aah... ok então.

Os dois esperaram para ter certeza que o pai e tio já tinham ido. Eles sentaram no chão suspirando de alivio.

– Videogame?! – Valshe perguntou indignado. – Podia ter dito sinuca! Seria mais convincente!

– Aaah cala boca! – Ela disse encarando a nota de vinte dólares. – Hey, eu te ajudei, agora vamos a loja de videogames?

– Pra que você quer ir lá?

– Oras! Acabou de sair Pokémon Black e White! O Silver deve estar baratinho! — Ela disse como se ele fosse de outro planeta ou algo assim. – Ainda não entendi porque tudo isso por causa de roupas.

– Roupas são importante! – Ele falou, os dois haviam decidido sair no corredor. Abriram a porta se encarando enquanto debatiam sobre roupas.

– Ara! – Disse uma voz fazendo os dois pularem de susto. – Vocês não podem enganar alguém como eu, ok? Alias, o Val-chan não joga videogame.

– O que foi que eu te disse. – Valshe encarou a prima que deu de ombros. – Ér... Oi!

Os dois mais altos encararam os filhos. Slenderman se abaixou pegando a nota de vinte dólares de Anne.

– Oou! Eu ganhei justamente! – Ela protestou tentando pegar a nota de volta.

– Mentir não é justamente. – Ele respondeu. – Alias, mentir é muito feio.

– Você mente o tempo todo. – Ela reclamou. Ele a encarou, dando de ombros logo em seguida.

–Eu sou um caso a parte. Eu posso mentir, você não. – Ele disse finalizando o assunto. – Vamos lá pra baixo, acho que os dois tem que se resolver.

Ele apontou para Trenderman e Valshe que se encaravam. Anne saiu de fininho ao lado do pai, ela olhou para trás e Valshe deu de ombros. Ela ainda vez questão de dizer “boa sorte”. Ele fez um joinha e os dois começaram a discutir sobre algo.

– Você não vai me devolver a nota, vai? – Ela perguntou e ele negou. – Sabe que vou te encher até comprar Pokémon Silver para mim, não é?

Slenderman suspirou e um tentáculo pegou a nota de vinte e deu a Anne.

– Eu te amo, sabia? – Ele apenas segui caminhando. Crianças, porque sempre tão persuasivas.


Notas finais
Alguém conhece algum site que faça capas?! Eu desisto de fazer, sempre que eu to acabando meu photoshop trava! '-'