Creepypasta - Fic Interativa
6 Vampiros sabem voar... ou não.
Notas iniciais
Motivos para a demora incluem: demorou pra atingir os 3 review. Como eu disse, só posto com 3 u.u'
Enfim, boa leitura :3
Haviam exatas três pessoas naquele ambiente escuro, e apertado.
Vamos dizer que aquilo lembrava uma gruta, mas, eram túneis. Tuneis que Zoey só identificou após acordar de seu bizarro sonho.
Os três, um menino e duas meninas carregavam lanternas e tinham olhos atentos a tudo. Carregavam mochilas e mais a fundo podia se ver restos de acampamento. Eles conversavam entre si.
– A quanto tempo estamos aqui? — Perguntou uma menina, aparentemente nervosa. O garoto virou um pouco a cabeça.
– Duas semanas... agente ainda não achou o que viemos buscas, Elise, tenha paciência. — O menino disse, calmo, mais sem humor ou expressão. Continuava com o rosto frio e o sorriso estranho no rosto.
– Ora Grinning! — Elise disse, ela possuía cabelos loiros com mechas verdes e um par de olhos verdes também. Era de altura mediana — aproximadamente 1,62 -. O mesmo se virou novamente, estendendo o sorriso. — Ok vou calar a boca.
Ela bufou, e assim que ele se virou ela lhe mostrou o dedo. A outra menina riu.
–O que é tão divertido Bib's?! — A menina a fuzilou com os olhos e a mandou ir a um lugar não muito conveniente. — Vai você!
– Calem a boca.– Grinning disse, se virando por completo, dando um sorriso mais arrepiante que antes. As duas pararam, em parte porque não queriam se chocar com ele e a outra por medo. — Só sabem brigar?!
A cena do sonho mudou. Em uma nebulosa Zoey pode ver um posto de gasolina. Ela e Anne estavam ali, elas abasteciam um carro, enquanto de longe se ouvia os gritos de Masky e Jeff bringado por um pacote de salgadinhos. Violet veio bufando enquanto rodava as chaves no dedo.
– Eu gostaria de dirigir. — Ela comentou e Anne a encarou seria.
– É meu carro. Tem idéia do quanto eu implorei por ele?! — Anne roubou a chave de Violet. — Alguém vai lá mandar eles calarem a boca?
Ela apontou para os dois meninos, que a esse ponto tinham feito o saquinho estourar, e havia salgadinho por todo chão, e o moço da loja reclamava com eles. As três suspiraram.
– Onde o Cart e o Valshe se meteram? — Violet perguntou. E Anne pegou o celular.
– Eles pararam para comprar um lanche. Depois encontram agente naquele hotel.
– Um hotel uma estrela no meio do nada. Deve ser um luxo. — Masky disse, chegando próximo ao carro junto a Jeff. Os dois evitavam se encarar, o asfalto era mais interessante.
– Não vamos dormir afinal... vamos colocar alguém para dormir. — Jeff concluiu, colocando a mão dentro do bolso do moletom, onde ficava sua faca. — Essa coisa já não tem combustível suficiente?!
– Eu tenho 100 dólares pra gastar em combustível, vou colocar 70.
– Seus 100 dólares?! — Zoey e Violet perguntaram, irônicas.
– oka, nossos 100 dólares. — Anne corrigiu. — Felizes?!
Zoey abriu os olhos lentamente, se acostumando com a luz aos poucos. Tal luz que quase não existia. Ela não se lembrava de muita coisa, só queria entender o que tinha acabado de sonhar. Esfregou os olhos e se levantou, a câmera estava ao seu lado, ela estava em uma sala vazia de paredes brancas, só havia uma porta. Ela se levantou e foi lentamente até ali, enquanto segurava a câmera. Ainda um pouco sonolenta. Não se lembrava de como tinha parado ali. Tocou na masaneta e virou, a porta fez um click e se abriu, dando a um gigante e vazio corredor.
As duas semanas seguintes se passaram tão rápido quanto um chocolate era devorado naquela casa. Se acostumar era uma coisa razoavelmente simples, pelo menos, mais simples do que treinar ou conviver com viciados em videogame que odiavam perder. Especialmente para meninas. Ou sinuca. Sinuca também vale.
Cart, ele realmente estava exausto. Principalmente porque depois que começou o treinamento com um cara muito alto que lhe dava arrepios, ele não tinha conseguido nem parar para dormir. Ou para pensar.
Valshe, depois de ter sido vestido por Trenderman, conseguiu se livrar do pai em dois dias ou menos. Claro, foram dois dias vestindo roupas que ele não gostava. Mais tudo bem. Ele foi compensado por ter saído bem no video da guerra de comida. Que foi parar no youtube. Ainda todos se perguntam se foi BEN ou Zoey que colocou, as apostas estavam totalmente em BEN. Felizmente, acham que tudo é uma montagem. Caso contrario alguém já tinha perdido a cabeça.
Mais voltando a Valshe, ele e a prima tinha aprontado um pouco. E é claro, ela forçou ele a jogar Pokemon Silver com ela.
Zoey, estava tendo uma vida bem mansa e calma. Basicamente era ganhar de vários assassinos nos mais diversos jogos. Sinuca, em principal. Também foi ao mundo humano uma vez junto de Violet, as duas queriam fazer compras. E... Zoey viu um grupinho de bad-boys torturando um macaco. É claro que nem Violet conseguiu segurar ela. Hoje em dia se você for ao cemitério logo pode ver os nomes de Patrick Robets, Mason Jackson e Matheus Viera.
E por ultimo Violet, esta estava começando a desconfiar que metade dos assassinos "razoavelmente bonitinhos" a seguiam pela casa. Era por esse único motivo que quando ela via alguém conhecido — infelizmente na maior parte das vezes, Masky — grudava na pessoa e fingia que estavam em uma conversa animada.
Aaah, sim. Estou contando acontecimentos, mais não a historia completa. Simplesmente porque não é tão relevante.
Era 30 de outubro, a casa estava movimentada, decorada com aboboras, vidros de doces por todas as partes, teias de arranha — com direito a super arranhas gigantes -, crânios e outras partes de esqueletos humanos. O motivo era bem simples. Halloween. O típico dia onde crianças saem para pedir doces. Ou tacar ovo e papel higiênico nas casas. Varia bastante.
Mas, para eles, era um dia para — alem de pegar doces, claro — assustar. onde ele podiam sair dali sem ter que usar um disfarce ou algum truque de ilusão.
– BEEEEN! — BEN desceu as escadas o mais rápido possível, pulando degraus e levando um laptop embaixo do braço, enquanto segurava o gorro com uma das mãos. Ele chegou ao hall antes de Jeff, que por acaso tinha um bigode acima do sorriso. — VOCÊ VAI MORRER HOJE! AFOGADO NO BANHEIRO!
A declaração fez BEN correr ainda mais, logo esbarrando em alguém, sendo xingado e voltando a correr. Jeff chegou ao andar de baixo segundos depois, olhando para os lados. Ele tinha perdido BEN. Bufou junto com um rosnado. Odiava aquele cosplay de Link. Passou a manga do moletom no bigode, por sorte não era caneta permante.
Ouviu uma risada e logo olhou para quem era. Smile estava ali com um celular entre os dentes. Jeff olhou para o sorridente cão e estendeu a mão. Smile colocou o celular ali e Jeff examinou. Oh Jeff!
– Isso é... o celular da... — Jeff não concluiu, logo ele e Smile gargalhavam enquanto tratavam de desbloquear o aparelho e se colocar a mexer. Anne iria matar os dois quando percebesse que não tinha mais o celular em seu bolso. Sentaram na escada e ficaram ali uns 15 minutos, até um tentáculo tirar o aparelho das mãos de Jeff. Eles olharam para trás. Valshe. Ele tinha os cabelos vermelhos penteados e usava uma roupa de colegial. Ele encarava os dois.
– Não é legal roubar aparelhos telefônicos. -Ele disse. Logo depois houve um alto barulho e um Cart voando pelo hall caindo próximo a estada, se ajoelhou bufante antes da figura alta surgir na porta, rindo. Os três levantaram uma sobrancelha. "Hã?"
– Ok, chega por hoje. — A figura disse ao perceber que o jogo entre Japão e Brasil ia começar. — Tem um dia de folga, aproveita.
Cart se sentou respirando pesado.
– Ei, você ta bem? — Valshe perguntou, enquanto um tentáculos encostava no ombro de Cart. O mesmo se virou assustado. E suspirou ao perceber que eram só os três. Ele assentiu sem mudar de expressão. — Não sabia que vampiros voavam.
– Nós não voamos... A não ser que sejamos lançados. — Cart fez careta, provavelmente tinha deslocado algum músculo na queda.
– Certo, vampiros voam, agora pode devolver o celular?! Estava em uma conversa muito interessante sobre gatinhos da casa. — Jeff disse, rolando os olhos, e Red pensou um pouco antes de lhe entregar o aparelho.
– Certo, mais eu quero ler. — Valshe disse, se sentando na escada também. Cart esperou alguns minutos até se levantar e sentar no degrau de baixo, se estendendo para consegiur ver.
– Vou ler alto. — Afirmou Jeff, tomando fôlego.
Ele, ou melhor, eles estavam mortos.
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