Creepy Night
14 Show no Brasil
Notas iniciais

POV OFF
Aquela intervenção demorou mais que o esperado, mas enfim os guitarristas conseguiram entrar num acordo, mesmo que Uruha não tenha ao certo perdoado a traição de Aoi, dizia que ele tinha sido manipulado por aquilo que ele chamava de feitiço da fogueira.
Eles foram para seus quartos pegar seus pertences e figurinos para o show, seguindo rápido para a van que os esperavam há tempos estavam quase com 2 horas de atraso.
Quando chegaram ao Audio Club já passava das dez da manhã, assim como Kai havia falado a fila de fãs já era bem extensa. A van adentrou pela parte de trás da casa noturna, estavam bem animados pela quantidade de pessoas que viram, ainda mais que foram informados que alguns daquela fila estavam a ali há quase dois dias dormindo na fila, guardando lugar para ver o show de perto.
O tempo estava instável, tinha hora que fazia sol e do nada a chuva caía, pegando de surpresa quem estava na fila. Isso não importava muito, todos estavam felizes e se divertindo esperando pelo show, que fora marcado para 20:00 horas. Mas o ViP e Meet entrariam primeiro às 18 horas, então só poderiam passar o som até as 17 horas, ainda tinha a maquiagem e toda a análise do lugar, luzes, e já era quase hora do almoço, estavam mesmo perdidos.
Então eles ficaram na dúvida se checavam os instrumentos, talvez sentar para arrumar o cabelo e maquiagem que demorava muito ou se sentavam para comer. Os staffs já haviam avisado que tinham pedido comida local e lamen no restaurante japonês. Ruki não gostava muito de experimentar comidas muito diferentes do tipo exótica. Já Uruha gostava de se aventurar, uma vez ele falou que comeu escorpiões com os staffs.
Decidiram por almoçar, pois as outras opções seriam bem demoradas e bem alimentados daria para pensar melhor no que fazer. Não parecia, mas Ruki já estava ficando estressado com o atraso, aquela discussão atrapalhou um pouco os esquemas, mas o importante é que o clima entre eles não estava mais estranho.
Depois de comerem, Kai achou melhor eles se revezarem entre arrumar o cabelo e testar os equipamentos, em seguida passariam o som já que estavam correndo contra o tempo, e por último fariam a maquiagem, pois no Brasil era mês de novembro e o clima estava bem quente, assim não correriam o risco dela borrar ou escorrer com o suor.
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O Plano do Kai deu certo, eles conseguiram um por vez fazer os testes necessários, sendo que Ruki ficou por último por ser o vocal. Enquanto Ruki e Reita se arrumavam, pois seus cabelos e maquiagem que demoravam mais, Uruha e Aoi afinavam as guitarras repassando as músicas escolhidas para esse setlist.
Essa turnê era uma coletânea de todos os álbuns já lançados, apesar deles já estarem com um álbum novo quase pronto, seu lançamento seria para o ano seguinte ainda, depois da aniversário da banda em março de 2018.
Kai terminou de acertar com os staffs as luzes e o material que trouxeram como goods e também os brindes do meet, indo em seguida passar o som da bateria com os guitarristas .
Então Ruki e Reita apareceram já com os cabelos prontos e a maquiagem impecável, Ruki testou a acústica enquanto Reita ajustava o baixo.
Com os cinco integrantes ali puderam passar o som das músicas mais importantes, mas evitaram Dogma ainda tinha receio dela, só fizeram a passagem instrumental dela e seguiram em frente até o encore e finalizaram com :
INSIDE BEAST
SHIVER
TOMORROW NEVER DIES
Foi a vez dos guitarristas se arrumarem, primeiro os cabelos depois a maquiagem, os dois estavam muito felizes porque aquela tensão e desentendimento havia se acertado, outra porque apesar do atraso conseguiram terminar tudo a tempo. O último a se juntar a eles foi Kai, já era quase 5 da tarde, o líder estava satisfeito tudo estava dando certo sem nenhuma ocorrência estranha, ele pôde relaxar um pouco na cadeira para arrumar seu cabelo e fazer sua make em paz.
Faltando uma hora para o show começar, eles já haviam trocado de roupa estavam prontos com o figurino da turnê estavam bem nervosos, o show no Brasil era bem explosivo, o público não parava um minuto e todas as músicas eram entoadas em alto e bom som.
Kai estava sentado com suas baquetas treinando a bateria na perna bem rápido. Aoi usava seu vaporizador para aliviar o estresse antes de entrar no palco. Ruki estava se distraindo tirando selfies em frente ao espelho do camarim e aproveitando assim para tirar fotos dos outros membros também. Reita estava de pé andando de um lado para outro com uma garrafa de pinga típica do país que já estava na metade, mas ele dizia que não foi ele quem bebeu tudo aquilo, tinha dividido com Uruha que não negou, testando uns acordes na sua guitarra verde.
Na parede do camarim estava a bandeira feita pelos fãs brasileiros inteira assinada, com inúmeras mensagens para cada um e para a banda em geral. Ruki estava tentando tirar uma selfie dela com os membros, mas por causa dos braços serem curtinhos e sua altura não ajudar, Uruha acabou se oferecendo para tirar essa foto. Como sempre Uruha se mostrou bem desatualizado com uso de celular, quando não soube como trocar a câmera frontal para a principal e acabou tirando apenas uma foto, na qual Ruki riu muito de como ficou.
Assim ficaram se distraindo até que a hora do show chegou e foram chamados ao palco, fizeram então seu abraço, Kai deu seu grito, agora sim estavam prontos para mais um show. O primeiro a entrar foi Kai, seguido dos guitarristas Uruha e Aoi, Reita foi o próximo, por último Ruki que pegou seu microfone na plataforma, esperando somente o som da bateria e o acordes das guitarras darem o tom para ele começar a cantar. Então a casa veio abaixo estava lotado os fãs cantavam junto com ele euforicamente, sem errar num coro lindo de ver.
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O setlist foi muito bem escolhido por eles, mesclava as músicas mais conhecidas que foram lançadas e que foram mais tocadas no exterior até então.
Começando com Vortex, abertura do show foi incrível, sem dar tempo para o público pensar ou recuperar o fôlego Ruki foi emendando uma em seguida da outra, com apenas minutos para beber água e tentar falar algumas palavras em português provocando gritos que eram ensurdecedores de alegria pelos fãs presentes.
Eles tocaram :
Agony
Akai One Piece
Sugar Pain
Na sequência pausando para Ruki falar sobre eles serem The Gazette e que vieram de Tóquio, perguntando se o público estava pronto para continuar gritando bem alto São Paulo.
Seguiram com as músicas:
The Suicide Circus
BIZARRE
Fadeless
Last Heaven
Ao final de Last Heaven, Ruki se virou para o Kai pegando a garrafa de água, bebendo um bom tanto e, olhando para Uruha, respirou fundo e o guitarrista entendeu seu nervoso, a próxima música era Dogma. Eles tinham pego um certo receio com ela depois dos fatos estranhos que andaram acontecendo e ela estava envolvida. Queriam muito estar errados em relação a teoria do Uruha, sobre ela ter virado um feitiço, mesmo com as duas tatuagens estranhas que apareceram, ainda era bem difícil acreditar que depois deles ficarem com aquelas mulheres bruxas que os manipularam em busca de filhos.
Ruki bebeu mais um gole bem longo da sua garrafa, olhou para Reita e Aoi que estavam mais distantes suspirou e deu sinal para Kai começar a música, pedindo aos céus que nada estranho acontecesse novamente. A platéia esperava ansiosa por essa música que é um ícone do álbum Dogma. Ruki pega seu microfone começando a cantar, e outros acompanham seguindo o ritmo.
Fuhai shita bakenokawa
Tsumi wa suitai no yo ka
Obitadashiku korogaru douzoku wa yoku no shigai
I deny everything
I deny all of it
I deny everything
Yami o matoi koko wa gi ni mukau
Soko ni shinjitsu ga aru to
Han kyouran no bouto shisou kurai
"Mazaranu kuro" de nuritsubusu
Rinen no taigen mure o hazure kami ni somuku
I’ll be a brain-dead God
Até o refrão do meio da música estava correndo tudo bem, mais eles não saberiam se alguns deles seriam afetados ou não. Os espíritos dos Deuses tinham aprendido a não se revelar mais em público para não assustar as pessoas a sua volta e a música seguiu seu curso até o fim.
No último verso que fala da escuridão:
Yami to nari kazarou
Yuushuu no shi o
I will blacken out this world
Darkness in the world
Starts tonight
As luzes focalizaram todas em cima da bateria do Kai dando para ver o baterista perfeitamente, e as câmeras foram voltadas para ele. O staff que tinha a tatuagem da cruz Ank assistia a gravação pelo monitor nos bastidores, estava com sorriso satisfeito, pois ele viu o que ninguém perceberia. Kai tocava com prazer o final da música cantando os versos e ao olhar para a câmera deu para reparar, mesmo que rapidamente, suas órbitas estavam inteiras negras.
Dogma tinha realizado seu objetivo, mais um Deus havia sido ativado sem que os membros da banda suspeitassem da possessão. Tudo correu na mais pura ordem com as outras músicas até o intervalo do encore.
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Ao final de Filth in the Beauty, os membros da banda deixaram seus instrumentos e saíram do palco para o intervalo e voltariam depois de alguns minutos para encore. Envoltos pelas luzes e a fumaça foram saindo na direção ao camarim. Kai foi o último a sair indo a frente do palco com duas de suas baquetas nas mãos a qual jogou para a platéia uma em cada lado do palco, saiu acenando e batendo para o descanso rápido do intervalo.
Esse intervalo servia para trocar de roupa para alguns, colocar uma camiseta, beber uma água, tomar um fôlego, conversar rápido sobre o show, enquanto gritavam sem parar pelo encore. Kai estava encostado numa parede perto do cabide de roupas escolhendo o que deveria usar para o encore, um staff se aproxima dele recita o verso de Dogma.
— Kai-san, “A escuridão desse mundo…””_ O Staff fala a frase de gatilho para conversar com o Deus que é ativado nele.
— “Começa hoje á noite...”. Servo mortal o que desejas?— Kai responde intuitivamente, sendo dominado pelo espírito do Deus em seu corpo.
— O caminho já foi aberto para o Senhor Anúbis. Vais reconhecer a escolhida com a tatuagem no encontro com os fãs que chamam de Meet._ O Staff relata como será feita a escolha ao Deus.
— És um bom servo, lembrarei de ser gentil contigo na pesagem. Os outros estão ativos? _ Anúbis se refere quando o servo fizer a passagem, na hora de pesar o coração ele vai deixar sua alma passar para o mundo do mortos.
— Não, somente o meu senhor. Seth quis que só o Senhor Anúbis ficasse ativo para não levantar suspeitas. Os filhos de Hórus podem estar nos vigiando, já atentaram contra a vida do filho de Seth. — O staff informa ao Deus sobre o acontecido.
— Prepare então um local seguro, vou levar a escolhida comigo depois desse evento e fazer um bom uso desse corpo. _ Anúbis fala analisando o corpo bem definido e bem firme e forte que ele está possuindo.
— Kai-san está hospedado num hotel. Senhor Anúbis terás um quarto inteiro só seu para realizar seus desejos. _ O staff já tinha tudo arquitetado para esse encontro da jovem Izabel, a escolhida pela seita, que já estava de posse da pulseira do Meet esperando no meio do público o seu encontro com a banda.
— Servo mortal, pode ir agora, nosso encontro se fará depois do show. A banda já está voltando para o palco. _ Anúbis dispensa o staff e pegando uma camiseta para ir se trocar no banheiro.
— Sim, meu Senhor Anúbis. Vou estar no corredor de saída com a jovem para levá-los até o hotel._ O Staff fala fazendo uma reverência se afastando olhando para ver se os outros membros perceberam algo.
Kai segue na direção do banheiro e no caminho encontra um Ruki um pouco nervoso, pois esse intervalo está sendo um pouco longo já passando de 15 minutos, e ele ainda não estava pronto para voltar.
— Onde Kai-san estava? Já vamos voltar e você ainda não se trocou. — Ruki tá uma pilha de nervos quase arrancando os cabelos.
— Descansando um pouco, escolhendo qual blusa vou usar, por que? Vai implicar comigo agora, Ruki-san? Quem é o líder aqui? _ Ruki olha um tanto assustado com a resposta do líder.
— Gomen Kai-san, não precisa se exaltar. Só estou nervoso quero só fazer um bom trabalho, esses gritos do público são tudo para mim. _ Ruki se desculpa por estar ansioso para voltar ao palco.
Kai entra na cabine do banheiro e troca sua blusa suada pela camiseta da turnê para finalizar o show com grande estilo.
— Pronto Ruki-san, já estou indo para o palco. Vocês entram na sequência. Vamos arrasar! — Kai sai indo na direção do palco seguido dos demais ao entrar, leva a multidão a loucura de tantos gritos.
— Olá, São Paulo!!! _ respira fundo _ Preparados!! Preparados!! Amo vocês!!! _ Kai começa a tocar a abertura de Inside Beast e os membros entram na seguindo o ritmo com Ruki entrando já cantando e levantando o público com a música.
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O encore foi finalizado com a música Shiver e Tomorrow Never Dies que foi muito aplaudido e a platéia se despediu dele cada um que jogavam as palhetas, acenavam e mandavam beijos, Ruki tirou algumas fotos para seu Instagram seguindo os outros para os bastidores. Kai foi o último a deixar o palco jogou mais umas baquetas e com seu celular também filmou o público e tirou algumas fotos.
O próximo evento daquela noite seria o Meet, tão aguardado por alguns que adquiriram o ingresso VIP para enfim conhecê-los pessoalmente. O público foi saindo deixando somente aqueles que tinham as pulseiras azuis para esse encontro.
Nos bastidores a banda descansava um pouco, enquanto tudo era arrumado haviam trocado de roupa por algo mais simples como o moletom e a camisetas da Turnê. Ruki tirava mais fotos postando algumas para ver as reações dos seus seguidores. Os guitarristas estavam sentados num sofá, Uruha bebia água de uma garrafa verde e Aoi tomava uma cerveja nacional que acabou dividindo com o Ruki. Reita havia bebido aquela pinga antes do show, agora estava abrindo uma latinha de refrigerante para se refrescar.
Kai estava inquieto andando de um lado para outro, esperando que o Meet começasse logo, já havia se trocado também, estava com uma lata de cerveja na mão a qual bebia rapidamente. Os amigos estranharam um pouco o jeito que o líder estava se portando sempre fora o mais concentrado e calmo, o explosivo ali era sempre o Ruki. Mas acabaram deixando por não importunar ele, organizar o shows e ainda ser o baterista exigia muito dele.
Depois de certo tempo, a produção veio a avisar que estava tudo certo para começar o Meet, assim eles foram conduzidos para a pista em frente ao palco agora vazia, e as pessoas foram entrando e cumprimentando eles entregando presentes e tentando eternizar esse encontro com seus ídolos.
Uma fã em particular chamou a atenção do baterista que era só sorrisos para cada um que passou por eles, naqueles rápidos segundos que eram encaminhados pelos Staff a seguir em frente quase não dando tempo de falar. Essa fã quando parou na frente do Kai, e virando o pulso para apertar sua mão deixou bem à mostra sua tatuagem da cruz Ankh no pulso, e recitou o verso “ A escuridão desse mundo começa esta noite “, fazendo Kai olhar fixo para ela e acenar com a cabeça para frente, esse era o código que confirmava a jovem como a escolhida para o Deus Anúbis naquele corpo. Kai olhou para o Staff que conversara antes e indicou para a jovem, que ao terminar o Meet ele pedir para segui-lo para os bastidores discretamente.
Ao terminar o Meet, agora a banda estava livre, tinham feito um show incrível e podiam comemorar mais esse feito, estavam juntando suas coisas nos bastidores para saírem para jantar com a banda e o pessoal da produção, só então deram falta do baterista, ele não estava ali e seus pertences também não. Isso era muito estranho o líder nunca deixaria eles depois do show. Fazendo eles pensar que o mesmo estava agindo diferente desde que voltaram para o encore.
— Alguém viu Kai-san depois do Meet? _ Ruki perguntou para os amigos.
— Verdade ele estava do lado, assim que acabou o Meet ele saiu apressado. _ Uruha conta o que viu.
— Até chamei ele, quando o vi indo na direção de um dos staffs, mas ele nem respondeu . _ Aoi fala um tanto preocupado.
— Mais um que sumiu, sem explicação. Igual Aoi na festa da rádio. _ Reita comenta e deixa todos eles com os olhos arregalados.
— Reita-san, isso é sério! Já temos problemas demais, para você ficar de brincadeira com isso._ Ruki repreende o namorado.
— Kou-chan, o que você acha? — Aoi pergunta com medo que o Reita possa estar certo.
— Vocês sabem o que eu acho sobre isso, só resistem em aceitar que estamos sendo manipulados pelo feitiço da floresta. _ Uruha ressalta sua teoria que eles custam a aceitar mesmo depois de tudo estranho que aconteceu com eles.
— Se saiu com alguém, os staffs devem saber é só irmos perguntar para eles._ Reita oferece uma solução para eles assim descobrirem o paradeiro do Líder.
Antes mesmo deles saírem dos seus lugares para ir falar com o pessoal da produção, um dos staffs vem ao encontro deles.
— Kai-san me pediu para avisar que não vai comemorar com a banda dessa vez. _ O staff respira fundo olhando para a reações deles. _ Acabei de deixá-lo muito bem acompanhado no hotel, ele falou para não se preocuparem com ele.
— Eu não disse? Mais uma para o fã clube do Líder, aquelas covinhas são muito convidativas._ Reita fala comprovando que não tinha problema nenhum.
— Mesmo assim Reita-san, é muito estranho. Kai-san nunca foi de fazer isso depois de um Show._ Aoi fala pensativo.
— Deixa ele se divertir Aoi-san. Ele trabalha muito organizando essa turnê, ainda teve que intervir na briga sua com Uruha. _ Ruki fala olhando para os dois._ Ele merece um descanso.
— Ruki-san, amanhã veremos o resultado dessa noitada do nosso Líder. _ Uruha suspira pensativo também. _ Espero estar errado e que nada de estranho aconteça com ele.
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POV Anúbis
Assim que o Meet acabou, nem falei nada para os outros membros da banda, sai indo falar com o staff, que ficou de cuidar da jovem escolhida pela seita, para ser a portadora da semente que eu carregava nesse corpo bem definido do moreno com covinhas.
Ao contrário de Nefis, que entrou numa sala da rádio e fogosamente atacou a sua escolhida apenas com intuito de cumprir a missão e realizar nosso desejo de andar pela Terra novamente. Vou aproveitar essa oportunidade e me divertir, por isso pedi um lugar para o servo mortal nos levar.
Então despistamos todos saindo pela lateral da casa de shows entrando na van, eles estavam arrumando as coisas para irem comemorar esse último show neste país, quando dessem falta do moreno já estaríamos longe.
Apenas para não levantar muita suspeita sobre meu sumiço, o staff ficou de avisar os rapazes da banda, que parecem já estar desconfiando dos acontecimentos incomuns, que o baterista estaria no hotel.
Ao chegar no hotel, descemos eu e a jovem Izabel, uma morena muito bonita de cabelos longos negros e um corpo esbelto com curvas bem delineadas. Que sabendo quem eu era, me ajudou a não ficar perdido, nesse tempo moderno. Então subimos ao apartamento por um elevador, em vez das escadas, claro que adorei a invenção de locomoção mais rápida.
Chegamos ao quarto, que era até bom, mas achei pequeno, mesmo a jovem Izabel dizendo ser grande, pois era uma suíte com varanda e uma hidromassagem. Notei uma geladeira pequena e uns aperitivos em cima dela, um aparelho de TV, esse eu conhecia do dia da rádio.
— Jovem Izabel, onde está a comida? Só vi uns aperitivos ali. Estou sentindo o estômago fazer barulho, é possível ser fome.
— Sr. Anúbis, a comida pedimos por telefone eles entregam aqui no quarto. Acredito ser fome, acho que Kai só bebeu durante o show.
— Outra ótima invenção útil: O telefone. Vamos logo com isso, estou com fome, me sirva. Não gosto que demorem.
— Já estou fazendo o pedido, meu Sr. o que gostaria de comer? Tem porções de frios, assados e fritos, além de lanches e massas como espaguete e lasanha.
— Não conheço nenhuma dessas comidas. Escolha você o que quiser, o que for mais rápido.
— Enquanto espera a comida, tem bebidas na geladeira. Pode se servir à vontade Sr. Anúbis.
Alguns minutos se passaram até a comida chegar, a Jovem me serviu abrindo umas garrafas pequenas de uma bebida destilada muito boa, cada cor tinha um sabor diferente estava apreciando muito e a companhia era ótima também.
Nos pegamos nos beijos sentados naquela cama imensa, eu iria aproveitar cada pedaço daquela morena, seus beijos eram quentes molhados e bem demorados, ela tinha mesmo uma atração pelo baterista, suas mãos subiam e desciam as minhas costas me arranhando sem parar, o beijo que estava cada vez mais intenso e profundo com nossa línguas se tocando e se enroscando até perder quase o fôlego.
Nosso beijo foi interrompido pelo serviço de quarto, que batia na porta com nossa comida, a jovem Izabel, se levantou, foi até porta, recebeu os pedidos e agradeceu. Havia porções de queijos e salame. Também uma porção de batatas fritas e tiras de peixe frito, ela havia pedido uma garrafa de vinho, pois acabamos com as 4 garrafinhas da geladeira.
Era tudo que eu queria, uma ótima companhia, comida de primeira e um vinho para acompanhar. Essa noite promete que vai render muito, vou usar e abusar da morena, quero levá-la ao êxtase e ao delírio de prazer, espero que esse corpo aguente meus ímpetos e desejos. Essa noite vai pegar fogo, só aquela banheira para apagar meu fogo no final desta noite.
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POV Kai.
Acordei sentindo os raios do sol direto no meu rosto, a porta da varanda deve ter ficado aberta. Na minha boca um gosto amargo de bebida, penso que essa dor de cabeça seja devido a isso, mais uma cerveja não faria esse estrago. Sinto meus olhos pesados com dificuldade de abrir, mas o sol estava incomodando forçando a sua abertura ainda meio sonolento, me levantei um pouco da cama olhando para os lados estranhando um volume na coberta ao meu lado, encostei a mão havia uma pessoa ali.
Esfreguei bem os olhos para ver se não estava sonhando, certamente eu havia dormido com alguém, movimentando a coberta vi uma jovem de cabelos negros deitada ao meu lado e nossos corpos estavam bem perto, só então me dei conta que estavamos pelados debaixo daquela coberta. Me forçando tentar sentar na cama senti todo meu corpo dolorido e muita dor de cabeça, o pouco que levantei vi as roupas jogadas pelo quarto, garrafinhas de bebida pelo chão e perto da cama bandejas com restos do que deve ter sido o jantar e uma garrafa de vinho vazia.
O que aconteceu na noite passada? O motivo da minha ressaca já havia encontrado era aquele vinho, mas o que eu queria saber é como fui parar no quarto do hotel com aquela jovem? Ela se mexeu na cama colocando o braço para fora e vi uma pulseira azul no seu pulso do meet do show.
Eu não estava acreditando que havia passado a noite com uma fã. Como assim!? Quão bêbado eu estava para fazer isso? Minha última lembrança era… Estar conversando no fim do Meet… Com quem mesmo? Nossa! Tinha combinado de jantar com os meninos e o pessoal da produção no fim do show. Será que fui para o restaurante e aprontei lá? Onde essa jovem entra nessa história? Ela parece dormir muito gostoso e por sinal é muito bonita, mas vou ter acordá-la e saber como viemos para aqui no meu quarto do hotel e quem nos trouxe.
Ainda deitado somente apoiando minha cabeça no meu braço, começo passar a mão seus cabelos que parecem úmidos e perfumados de shampoo, sinto o mesmo perfume no meu cabelo também, imagino que usamos a hidromassagem. Ela parece sentir meu carinho e se vira para olhar para mim, a morena de pele bronzeada estica sua mão passando no meu rosto sua pele é macia e sedosa arrepio com o contato, ela se inclina para frente e me dá um selinho de bom dia.
Meu Deus! Que intimidade foi essa? Seu rosto transborda de felicidade nossa noite deve ter sido boa para ela ainda estar aqui.
— Bom dia, Sr. Anúbis.
— Gomennasai! Acho que você errou meu nome.
— Ohayoo Kai-san! Ainda estava sonhando com a noite passada.
— Ohayoo… Linda! Você pode me contar o que aconteceu aqui?
— Kai-san, não lembra da nossa noite juntos?
— Na verdade não, acordei com dor de cabeça e uma ressaca infernal, não sei como vim parar aqui no quarto, Gomen.
— Então, Kai-san me escolheu no meet e me convidou para jantar. Achei que íamos com a banda no restaurante, mas o motorista nos trouxe para o hotel e pedimos o serviço de quarto.
— Ufa…! Por momento achei que tinha dado vexame no restaurante e me trouxeram para o quarto._ suspiro aliviado._ Mas me diga, nós... Você sabe... Ficamos íntimos? Pois meu corpo dói muito.
— Sim, nós ficamos “íntimos”. _ ela sorriu._ E não foi apenas uma vez, Kai-san é insaciável.
Me levantei sentando na cama olhando para ela, foi estranho trazer uma fã para meu quarto, apesar que sou solteiro sem compromisso não vejo nada de errado em sair e ficar com alguém algumas vezes, mas ela dizer que sou insaciável e que fizemos mais de uma vez, devo ter bebido muito mesmo e para não lembrar o que fiz.
— Como assim!? Devo ter bebido muito, para não lembrar os detalhes. Você pode reavivar minha memória, Linda?
— Com muito prazer. Depois que comemos, Kai-san me jogou na cama e fizemos amor. _ ela levantou com lençol enrolado no corpo sentou e continuou._ Quando eu estava descansando, Kai-san resolveu tomar um ar e ver a lua, me levando junto e não se conteve me prensou na parede e transamos em pé na varanda ao ar livre.
— Não to acreditando que fiz isso assim. Nossa! As pessoas do quarto do lado. Que escândalo! Depois da varanda voltamos para cama?
— Não sei!? Não vi, estava ocupada me segurando para não cair. Não! Fomos para hidromassagem e é incrível a capacidade que Kai-san tem de ficar excitado fizemos na banheira também, quase apaguei na água. _ ela está contando sorrindo com muito amor._ Kai-san me secou e me trouxe para cama e eu já tava exausta caindo de sono. Quando você começou a me beijar querendo de novo e fizemos rapidinho, apenas senti nosso corpo quente colado e o sono foi tão forte que apagamos e dormimos juntos até agora.
— Isso não pode ser verdade! Você está inventando, eu me lembraria disso tudo. _ Olho espantado para ela, penso se não estaria exagerando._ O que tinha naquele vinho para me deixar alterado parecendo um demônio por sexo?
— Lindo Kai-san, por que eu mentiria sobre a noite mais incrível e perfeita da minha vida? _ Ela se aproximou e passou a mão nos meus cabelos e desceu nos braços parando no meu peito._ Era apenas vinho só o deixou mais solto e liberou seu lado selvagem e fogoso.
— Sério!? Que não achou nada disso exagerado, se estou todo dolorido você não deve tá numa situação melhor._ Sorrio mostrando a minhas covinhas ela passa sua mão no meu rosto fazendo carinho. _ Ainda não creio que fui um louco selvagem durante a noite.
—Querido Kai-san! Eu faria tudo de novo e até mais se não tivesse tão exausta, não estava preparada para tanto fogo._ Ela fala e me dá um beijo ardente e demorado o qual não recusei e dei passagem para as nossas línguas e tocarem aprofundando mais esse contato.
Continuamos com o ósculo até que precisamos respirar e ganhar um fôlego, então sorrimos nos beijando de novo, era gostoso e molhado e seus lábios eram macios, mas esse beijo pareceu como uma despedida, pois ela me abraçou forte, sussurrando “eu te amo”. Me soltando e começou procurar sua roupa.
— Preciso ir embora não quero, colocar Kai-san em confusão se algum fotógrafo, imaginar que o líder da banda teve um encontro amoroso com uma fã. Vai tornar isso um escândalo.
Ela está se vestindo rápido demais e essa ressaca e dor de cabeça não me deixa pensar no que fazer. Ela não pode ir embora assim, depois de dizer que foi sua melhor noite de amor. Com muito esforço, apesar de estar com o corpo dolorido, me forcei a levantar procurando minha calça ou cueca, então me enrolei no lençol e saí da cama.
— Não precisa de toda essa pressa! Vamos pedir café da manhã no quarto, linda._ ela já se vestiu está se preparando para ir e não está me ouvindo._ Espere! Vamos conversar, passamos a noite juntos e nem sei seu nome ainda.
— Não posso ficar mais, já devia ter ido antes de Kai-san acordar, não era para me envolver e me apaixonar. _ Agora to confuso, ela iria sair sem eu ver._ Mas não podia deixá-lo sem antes explicar o houve e o quanto foi importante para mim. Vou lembrar para sempre que Kai-san foi só meu por uma noite.
Ainda não achei minha roupa e vou atrás dela com o lençol mesmo, ela andou rapidamente até a porta me acenando mandou um beijo, meio sem jeito fui correndo atrás dela tentando alcançá-la Por que estou tão atrapalhado assim? O quarto é bem grande ainda estou meio sem rumo por causa da ressaca mas consigo chegar na porta, vendo ela ir andando pelo corredor, ainda é madrugada por volta das 7 da manhã.
— Por que está fugindo agora? Me diga pelo menos seu nome? _ O que aconteceu? Para ela sair correndo.
Estou parado na porta do quarto apenas enrolado num lençol, não dá para sair atrás dela assim. Aí sim seria um escândalo, vejo ela parar perto do quarto do começo do corredor antes de virar para o elevador. Esse é o quarto do Reita e o Ruki estou torcendo para eles não estarem acordados.
— Pode me chamar pelo apelido de Bel. _ Fico feliz em saber seu nome._ Nos veremos outra vez Kai-san. Até lá se cuide. Arigatou.
Reita aparece na porta do quarto bem na hora que ela está falando, cumprimentando ele antes de ir embora me deixando sem saber mais nada sobre ela.
— Ohayoo Reita-san! Prazer em conhecê-lo. Cuide do Yutaka-san para mim.
Reita olha para mim no corredor e para moça que foi embora, tentando entender o que houve ali, notando que estou envolto na roupa de cama, como sempre ele não podia perder a chance de debochar e se aproxima para comentar.
— Olha só isso! Kai-san, a noitada foi boa, hein… não deu paz para jovem né, Líder-sama. Ela só conseguiu ir embora agora de manhã, mais uma para o fã clube do Sr. Covinhas.
— Me deixa Reita! Vai ver se o Ruki tá lá na esquina. Tenho mais coisa para fazer: Como curar essa ressaca. Vou voltar para cama. Até mais tarde.
— Ohayoo Kai-san ! Café forte pode ajudar com a ressaca e um banho também. Quer ajuda para encontrar suas roupas?_ Reita dar um gargalhada por me ver assim, ele nunca mais vai esquecer, vou ser alvo do deboche para sempre.
— Vai se ferrar Reita! Olha lá o Ruki tá te chamando. _ Ele olha e corro para dentro do quarto batendo a porta na cara dele.
Numa coisa ele tem razão preciso de um banho, um café forte e remédio para dores do corpo em geral. Depois tenho que me preparar para descer para o café e pedir desculpa por furar o jantar com eles, apesar que minha noite foi melhor do que comer com os caras da banda, segundo a Bel foi bem picante e divertida.
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