Creation
12 ملائم.
Notas iniciais
Resolvendo isso, eu volto a escrever normalmente, até lá vai ser tudo bem curtinho mesmo. Certinho?
Vamos que vamos.
É um pouco difícil dizer. Estar assistindo a cenas e cenas e cenas suas...
É um filme deveras grande que não se pode repetir em um dia inteiro, muito menos em um daqueles de verão, mas... Há casos em que posso pausar e te observar me olhar, mesmo que inconscientemente.
Nobody.
Fiquei estupefata na primeira vez e tal experiência continua a se repetir. Talvez seja sua voz ou um olhar perdido, porém reconhecível como se prevesse nós dois.
Jared.
Se pudesse compreender a razão disso tudo talvez me ouviria.
As críticas, os tantos tapas ao seu ego... Ah, meu querido...
Tudo amor,
Tudo por amor.
Se pudesse enxergar a dimensão deste, me diria
Se é loucura ou sanidade.
Eu te protejo de si próprio com meu falso ódio e com o remorso as minhas emoções, mas se entendesse o quanto te amo... Saberia que o que mais quero nesse mundo é que viva ao meu lado...
Juntos.
*Volta ao filme*
Pode me ouvir?
...
Eu te amo, meu bem.
-Ainda assistindo a esse filme?
Ele chega com algumas compras.
-Sim.
Suspira apoiando chaves na mesa.
-Foi uma boa experiência. Difícil e intensa.
-Fez um trabalho magnífico.
Me olhou contidamente doce.
-É ótimo escutar isso de você.
-Senti sua falta. Por quê demorou tanto?
-Quinze minutos.
-A me encontrar novamente. Por que demorou?
-Não era a hora, não estávamos prontos, há muito o que se dizer e pouco a se explicar.
-Jay...
-Mia.
-Eu nunca deixei de te amar. Nem um só momento.
-Eu sei.
-Não deveria ser desse jeito.
-Não será. Será do nosso.
Ele pôs seus braços em volta de mim. Deixei escapar lágrimas silenciosas e adormeci brevemente.
Foi tudo tão perfeito que eu gostaria que durasse para sempre.
-Eu não poderia viver sem você.
A luz do celular dele me acordou. Estava sentado na cama. Gemi baixinho e vi seu sorriso.
-Acordei você?
-Não. Seu blackberry.
-Ele costuma ser mau algumas vezes.
-Pode jogar isso no chão e dar um pouco de atenção pra mim?
-Desde quando você faz mimo para mim, senhorita? –Riu vagamente.
-Desde que fiquei anos sem te tocar.
O riso desapareceu e um olhar triste apareceu.
-Bastante tempo. Temos que recuperá-lo. –Puxou-me para seu colo.
-Ah! –Exclamou com dor.
-O que foi, Jared?
-Você acabou de apertar meu saco com sua coxa.
-Da próxima vez que você me assustar, juro que dou um tapa na sua cara.
-É mesmo? Terei que pensar em mais maneiras disso acontecer.
-Falo sério, Jared.
-Eu sei. Pare de bufar e faça amor comigo. –Prendeu meu corpo para que não pudesse fugir. Tínhamos o rosto perto.
Olhá-lo era algo do qual eu me deliciava em fazer. Abaixei a vista em alguns instantes e chupei seu lábio inferior. Era ótimo estar com ele novamente.
Provehito In Altum.
Uma frase de efeito, mas sobre o que aquele homem que estava compartilhando momentos de prazer queria dizer com esta tatuada no peito?
-O que foi?
-Nada, eu só... –Acariciei onde se encontrava a tatuagem.
-Fala. –Segurou minha mão.
-Por que essa frase?
-Tem de concordar que quando não se há o que fazer numa sexta-feira à noite e possui vontade de cometer algo realmente marcante uma tatuagem seja suficiente.
-Mas a frase, Jared.
-Gostaria que fosse: “Eu te amo, Mia.”?
Ri de sua bobagem.
-Óbvio que não.
-Seria uma boa ideia.
-Não faça isso. Não desejo ver meu nome marcado no seu corpo.
-Ele já está. Mais profundo do que possa imaginar.
-Entendi.
-Para sexo está bem lenta hoje, meu amor. –Acomodou-me “melhor” acima de si.
-Estou acostumada que tome a iniciativa.
-É o que quer? –Deslizou a mão pela minha perna.
-Sim, por favor.
-Será um prazer.
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