Creation

10 قصر


Notas iniciais
HOLLA, GENTEEEEEEEEEEEEE! Tudo beles? Então, como sempre demorando, mas vocês me perdoam, né? É prova, vestibular (E EU JÁ PASSEI! o/), trabalho... Ufa! Essas coisas me deixam louca, mas enfim. Estamos aqui de novo.
Vamos continuar com essa saga, galeris. Sei que vocês estão ansiosos.
Pois bem, para hoje uma sugestão de música:
1 - What The Water Gave Me da Florence + The Machine.
Link direto:
http://www.kboing.com.br/florence-and-the-machine/1-1090050/
Certinho então?
GO, GO, GO! Divirtam-se! ;D

Coloque What The Water Gave Me – Florence + The Machine para tocar.


Time it took us

To where the water was

That's what the water gave me

And time goes quicker

Between the two of us

Oh, my love, don't forsake me

Take what the water gave me


Lay me down

Let the only sound

Be the overflow

Pockets full of stones


Lay me down

Let the only sound

Be the overflow


And oh, poor Atlas

The world's beast of a burden

You've been holding on a long time

And all this longing

And the ships are left to rust

That's what the water gave us


So lay me down

Let the only sound

Be the overflow

Pockets full of stones


Lay me down

Let the only sound

Be the overflow


'Cause they took your loved ones

But returned them in exchange for you

But would you have it any other way?

Would you have it any other way?

You could have had it any other way


'Cause she's a cruel mistress

And the bargain must be made

But oh, my love, don't forget me

When I let the water take me


So lay me down

Let the only sound

Be the overflow

Pockets full of stones


Lay me down

Let the only sound

Be the overflow


So lay me down

Let the only sound

Be the overflow

Pockets full of stones


Lay me down

Let the only sound

Be the overflow


Os afiados acordes me acordaram de um sonho ruim. Eu caia e tentava escapar de um possível desastre, mas era inútil. Toquei os meus pés no chão e esperei que aquela sensação de vazio desaparecesse da minha mente.

As palavras dele tão frias e compreensíveis atordoavam meus pensamentos.

“-É ele quem você sempre quis. Não há mais nada o que eu possa fazer a não ser viver a minha vida.”

Antes de tudo eu tinha imaginado um texto, um momento para dizer os meus pêsames por um amor prematuro e agora morto. Poderia dizer a grande razão pelo qual estava deixando tudo para trás, porém parei.

Shannon não sabia que seu irmão está doente e não deveria vir de mim essa informação.

Talvez tenha sido tolo ao não perceber que o Jared pedira que escrevesse o final do livro como o seu próprio “personagem” doente. Condenar? Não. O mais novo dos Leto sempre fora também o mais excêntrico.

O quarto estava escuro e mal dava para enxergar a frente.

Falei com Jared, expliquei minha liberdade, mas pedi que me deixasse a sós. Era um tempo meu em que só me restaria limpar a minha própria vergonha e culpa por um passado inóspito e um futuro incerto.


No dia seguinte, Jared me procurou em casa.

–Tudo bem? –Me beijou suavemente.

Esforcei um sorriso.

–Foi melhor assim. Não gosto de magoar as pessoas. Muito menos o Shann.

–A última pessoa no mundo em que desejo machucar é ele, mas as coisas são assim. Uma hora ele vai entender.

–Será? Tanto tempo se passou e o amor dele só cresceu.

–Vamos esquecer um pouquinho isso? –Segurou meu rosto. –Estou pensando de irmos passar um tempo fora com as crianças. O que acha?

–Ótimo, mas tem a companhia.

–Vão conseguir se virar sem nós. Deixei tudo as ordens. Podemos trazer as crianças depois e tirar um tempo só para nós dois, como nos velhos tempos.

–Não há como negar. –Ri. –Certo. Quando nós vamos?

–Agora.


Olhos em Aniquila

Os ensaios exaustivos ao piano não pareciam incomodar tanto a garota de poucos anos que estava ao meu lado. Ao contrário de mim, tinha suas costas eretas e sempre pronta para um novo recomeço. Percebeu meu cansaço e parou em dúvida.

–Professor, está exausto.

Insistira em me chamar desse modo quando tocávamos em comum.

–Tudo bem. Vamos continuar.

–Não. Estamos trabalhando há horas, uma há menos não fará diferença.

A olhei e ri.

–Certo. Você me convenceu. Vá para casa e descanse.

–Quer jantar comigo?

A pergunta me surpreendeu em delírio.

–Como é?

–Perguntei se queria jantar comigo. Meus pais já devem estar dormindo e não estou com menor paciência para cozinhar. Podemos ir em lugar ótimo que conheço.

–Não é um pouco tarde?

–As ruas fervem nessas horas em pleno fim da semana.

–Olha, você não deveria se incomodar comigo...

–Não estou. –Me interrompeu. –Eu só quero uma companhia para o jantar. Há algo de errado nisso?

Novamente soltei um riso.

–Certo. Pois então vamos!

O lugar era simples. Na entrada havia uma grande fila que quase me fez desistir se ela não fosse mais rápida. Nos colocou para dentro com um simples piscar de olhos para o segurança despertando ira de algumas pessoas.

–Conhece ele? –Questionei.

–Ah, sim. O dono daqui é amigo de infância do meu pai e é mais do que normal eu já ser figura carimbada com os seguranças.

Julienne cumprimentou mais um senhor. Nos sentamos em uma mesa afastada quando vieram anotar nossos pedidos.

–Eu gostaria de uma massa. Lasanha aos quatro queijos com presunto. Algo do tipo, o Chef vai entender o que digo. Ah, traga também uma limonada.

–Presunto com quatro queijos?

–Sim.

–Não é muita informação?

Ela riu.

–Tomo, faça seu pedido.

–Bem, eu vou querer o mesmo que a moça. Parece ser bom.

O garçom saiu nos deixando a sós.

–E então, acha que nós conseguiremos tudo a tempo da audição?

–Não gostaria de falar sobre trabalho agora.

–Desculpe.

–Mas acredito que sim.

Ficamos em silêncio por poucos minutos. Se entreteve com alguma coisa do garfo até que chamei sua atenção.

–Costuma trazer seu namorado aqui?

–Namorado? O que é isso? Algo de comer?

–Sério. –Rimos. –Não é possível que não tenha ninguém.

–Só o meu trabalho e minha escola. Garotos são idiotas.

–Vou te apresentar a mulher de um amigo meu. Ela casou com ele tendo os dois uma diferença de mais de vinte anos.

–É a Mia?

–É.

–Ela é linda demais! Tudo o que eu sempre idealizei ser.

–Quando a encontrar a direi isso.

Sorriu em agradecimento.

A comida chegou rápido. A combinação era uma delícia. Rimos quando minha barba ficou um pouco suja pelo molho. Insistiu para que a deixasse limpar.

Terminamos a noite de forma agradável ao me apresentar ao dono do estabelecimento. A levei até sua casa, porém se deteve no portão.

–Obrigada pela ótima noite.

–Eu que agradeço. Se não fosse por você eu teria esquecido o que era sair um pouco para se divertir.

–Nos vemos amanhã?

–Estarei esperando.

Puxou meu rosto e beijou minha bochecha.

–Até logo.

–... Até.

As meninas dessa idade sempre surpreendentes.


Notas finais
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Esperamos vocês lá!
See ya!
BEIJOLETOS! ;)