Creating Love

15 Um sábado especial P.1


Taemin saiu bem cedo de casa, o dia mal clareou e ele já estava de pé, se arrumou bonitinho, deu um beijo na mãe, pegou o primeiro ônibus para o centro e foi ... todo sábado ele ia para o hospital, ajudava lá como podia, varria o chão, passava pano, dava banho nos bebês , brincava com as crianças, contava histórias e ajudava a alimentá-las, todos lá gostavam muito dele, era um trabalho voluntario e o menino não ganhava nada em troca, mas nunca faltava, porém mal sabia ele que aquele sábado seria completamente diferente dos outros, e mudaria a vida dele para sempre.

_Bom dia – ele falou sorridente na recepção.

_A bom dia Taemin-shii, veio cedo hoje. – disse a moça da recepção.

_Sim, to com muito pique.

_E como está na escola nova?

_A ... bem, hm ... Onde está a enfermeira Young?

_Eu, já chamei, estará aqui em breve, pelo visto você vai ter ajuda hoje.

_Ajuda? – o menino perguntou, sorrindo curioso, apoiando-se no balcão.

_Afilhado do doutro Kim, ele se meteu em encrenca, e o pai quer dar um corretivo.

_Nossa a noona sabe de tudo não é? – Taemin riu.

_Que isso, eu só estou te contando o que ouvi.

_Certo Noona, vou colocar meu uniforme e procurar a enfermeira Young.

Ele se curvou e saiu da recepção, se tivesse ficado mais dois segundos teria visto o seu ajudante chegar, com a cara nada satisfeita, este que era acompanhado pelo pai, seu nome?

Kim Kibum

_Bom dia senhor – a moça da recepção falou.

_Diga ao DR. Kim que estamos aqui, eu sou Kim Yoo Su, o irmão dele.

_A sim senhor.

Enquanto isso Taemin estava na dispensa, se arrumando todo contente, já tinha se encontrado com a enfermeira Young e ela havia lhe passado todas as tarefas que o menino iria ter naquele dia, anotou todas as tarefas no diário, e foi andando pelo corredor segurando balde, esfregão e pano de chão.

_Vou começar aqui.

Então começou passando o pano, a enfermeira Young lhe garantiu que já haviam varrido na noite anterior, o menino então colocou o fone no ouvido e começou a trabalhar, enquanto cantarolava sua música preferida, do outro lado do corredor a enfermeira Young caminhava com Key, muito simpática dizendo o que ele teria que fazer, Key parecia não estar gostando nada daquilo, e gostou menos ainda quando a mulher gritou:

_Taemin vem aqui.

O outro nem respondeu, pois continuava a ouvir e cantarolar sua música pelo corredor, enquanto o limpava.

_Ai esse menino – ela disse sorrindo, foi até ele, e tirou o fone de seu ouvido – Taemin, te chamei três vezes.

_Ain ajumah, me perdoe – ele disse abaixando a cabeça duas vezes.

_Tudo bem, este é Kibum, seu ajudante de hoje.

Taemin tremeu ao ouvir aquele nome, e quando viu o menino parado na sua frente, com a cara mais chateada do mundo, tremeu mais ainda.

_Se dêem bem – a enfermeira disse e logo saiu.

Os dois continuaram se encarando, Key estava firme, porém Tae parecia estar com muito medo.

_Vamos fazer o seguinte, você faz o que você sempre faz, e eu fico na minha.

Key então se virou após dizer isso, mas parou quando ouviu:

_Quer dizer que não vai trabalhar?

Key olhou pro menor e respondeu:

_Isso, quer dizer que eu não vou.

_Certo, mas não irei cobrir você, se me perguntarem eu conto a verdade.

_O que? – Key disse se virando pro menor.

_Eu não minto Key, não sei fazer isso.

A voz manhosa de Tae fazia com que Kibum sentisse vontade de abraçar o menino com força e protegê-lo mas essa era uma das vontades das quais tentara se livrar a semana toda, e logo no dia que pensava estar longe de tal tentação, este se apresenta, de novo a sua frente, com cara de anjo.

Key então avançou sobre o Tae e lhe tirou o esfregão das mãos, encarou o menino bem de perto e começou a passar o esfregão no chão com força, Tae não agüentou e riu, ação que por um estante fez o Key rir também, então o mais novo se assustou com aquele sorriso de repente e arregalou os olhos, fazendo o Key ficar sério.

Nenhum dos dois disse nada, Taemin só foi até a dispensa pegar outro esfregão e voltou pro corredor, não colocou o fone no ouvido, e ficou atentamente prestando atenção em como o Key limpava o chão.

Depois de uns 10 minutos de silencio, o mais velho se pronunciou.

_Porque você ficou estranho esses dias? – disse ainda esfregando o chão, sem olhar pro Taemin.

_Estranho? – Tae parou de esfregar o chão e olhou pro Key – estranho como?

_Ouvi os meninos falando que você tava quieto demais, e eu também percebi, porque a sua voz enche a minha paciência.

Tae fez um bico meio triste, que o Key logo percebeu, então parou de esfregar o chão e disse:

_Ai o que foi agora? Fala sério Taemin nem na apresentação do trabalho você tava animado.

_Porque você ta querendo saber? As vezes eu tenho os meus motivos pra ficar desse jeito.

Isso foi um banho de água congelada no Key, o menino então encarou o outro de cara feia, mas o Tae nem se importou, voltou a esfregar o chão.

_Ha ... eu sabia, você não é esse anjinho que todo mundo ta achando que é. – Key disse, rindo.

_Eu nunca disse que era anjo.

_Eu sei mas ... ei Taemin, quem você pensa que é pra falar assim comigo?

Tae então sorriu e nem respondeu, colocou os fones nos ouvidos e voltou a limpar o chão, de olhos fechados cantarolando.

Key voltou a limpar o chão também, mas começou a bater o seu esfregão no esfregão do Tae, Taemin sentiu e logo começou a revidar, sem perceber os dois entraram em uma batalha com seus esfregões, batalha essa que já gerava risadas de ambas as partes, começaram então uma perseguição para molhar o outro, e assim eles foram, correndo por todos os corredores do hospital, perseguição que só terminou quando o Key caiu no chão e o Tae estava prestes a esfregar o esfregão sujo e molhado no rosto do mais velho.

_Não Taemin, não faz isso – ele pediu, rindo – eu sou seu Hyung, é um desrespeito da sua parte fazer isso comigo.

Taemin então começou a rir ainda mais, já estava sem fôlego e por conta disso caiu ajoelhado na frente do Key, respirando ofegante.

_Pois é ... mas acabei vencendo, certo? – ele disse, respirando com dificuldade.

_É ... – o Key respondeu, deitando no chão.

Tae ficou olhando fixamente pra ele, enquanto Key fechava seus olhos e tentava acalmar sua respiração.

‘Como é lindo’

Taemin pensava.

Até que olhou pros lados e quando se deu conta da onde estavam levantou rapidamente dizendo:

_Não deveríamos estar aqui.

_O que? – Key perguntou

_Aqui, não é uma área boa pra gente ficar – Tae dizia sério, entendendo a mão pro Key – vamos sair.

Key olhara para ele, estavam na mesma posição da primeira vez que se encontraram, daquela vez ele não quis a ajuda de Tae para se levantar, mas agora tudo parecia meio diferente, algo o impulsionou a tocar aquelas mãos, e quando se levantou os dois ficaram muito perto um do outro, tão perto que podiam sentir as respirações se misturando, seus lábios pareciam implorar pelo contato, que iria acontecer com certeza se Tae não tivesse ouvido passos vindo na direção em que eles estavam, o menino que estava com os olhos quase fechados, os abriu rapidamente, empurrou Key pra dentro de um pequeno armário que tinha no corredor.

Tae abriu uma frechinha da porta e pôde ver dois médicos parados conversando, a expressão deles eram bem sérias, o menino então olhou pra baixo e ficou um pouco triste, Key se sentia super desconfortável naquela posição, o armário era mesmo muito pequeno então os corpos de ambos estavam colados, qualquer movimento que fizessem poderia colocá-los em uma situação embaraçosa, mas o que mais intrigava o menino era o Tae de cabeça baixa.

_O que foi? – perguntou.

Tae então olhou pro amigo, seus lábios ficaram muito próximos e ele disse:

_Não é nada. – sorriu.

“Droga, tão perto” – Key pensou, quando viu o sorriso do Taemin, ele então suavemente subiu suas mãos pelas costas do mais novo, fazendo carinho no Tae, Taemin arregalou os olhos enquanto sentiu o corpo arrepiar.

Key para disfarçar disse:

_Ta apertado demais aqui.

_Eu sei, mas temos que esperar eles saírem.

_Meu tio é dono disso tudo, fala sério, e aquele ali ó – apontou pro médico – é o pai do Onew, não vai brigar com agente.

_Não Key, é um hospital, e agente não devia mesmo ter vindo pra cá.

_Porque?

_Esse corredor é onde estão os pacientes com câncer, os que estão em fase terminal.

Key então percebeu que o Tae estava mesmo triste, com muita dificuldade ele então tocou no rosto do menor e perguntou:

_O que aconteceu? Você ta diferente.

_To?

_Sim – Key não conseguia mais segurar e nem esconder o que estava sentindo, aquele menino, ali na sua frente.

_Eu ... estou bem – Tae disse com um sorriso forçado – que estranho você preocupado comigo.

Kibum então corou de imediato, virou o rosto pro lado e disse:

_A não ... não to preocupado, eu só, é que eu nunca vi você assim, e você é meio animadinho.

_Hm ... sabe Key – Tae disse – eu gosto muito de você.

_O que? — Key perguntou olhando pro menor.

_Gosto muito, e eu sei que você não gosta de mim, mas sabe tem sentimentos que não tem como controlar, é muito difícil.

_De que tipo de gostar, você ta falando?

_Tipo ... – Tae então olhou pro Key, os lábios que ele adorava observar estavam tão perto, e o mais velho parecia não querer evitar.

Taemin então segurou forte as duas mãos do Key, fechou os olhos e levou seus lábios até os dele, o toque foi macio, e suave, o Tae não tinha a intenção de intensificar o beijo, mas Key sim, e foi inevitável, as mãos do Key subiram pelo braço do Tae, puxando o menino ainda mais para perto de si, Key laçou os dois braços em volta do corpo do Taemin, e aprofundou o beijo, suas línguas se encontraram e se laçaram uma com a outra, Key mordiscava suavemente cada canto da boca de Taemin, enquanto Tae passava as mãos na cintura do Key, apertando de leve.

Notas finais
Hii pessoal!
Então, eu acho que muita gente vai gostar desse cap.
Eu pelo menos amei escrever ele usahuashaus ... e a continuação é melhor ainda.
Ainda tem muita coisa que tenho que melhorar ^^" ... mas to tentando fazer o meu melhor O/
De verdade espero que estejam gostando.
Kissus
Mari ♥