Crazy in Love
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Capítulo 27
POV Ana
Eu fiquei estática assim que que abri a porta de entrada, na sala se encontrava uma Grace com os olhos inchados, um Carrick com uma expressão preocupada, Mia estava do mesmo estado que a mãe, Kate e Ethan pareciam receosos e Elliot tinha um semblante preocupado também.
Depois de ver aquelas faces, múltiplas expressões e nenhuma delas boas, foi como se meu mundo se desmoronasse.
-Cadê o Christian? — pergunto olhando para cada um daquela sala.
-Ana, querida... — Grace começa a falar, mas eu levanto a mão a interrompendo.
-Eu só quero saber aonde está o Christian! — nesse momento eu já estava irritada pela a falta de informação.
Kate vem para perto de mim.
-Ana... — ela começa, mas é interrompida.
-Não sabemos aonde Christian está — começa Elliot, e todos olham para ele com cara de reprovação — O quê? Não podemos esconder dela — fala Elliot — Eu recebi uma mensagem hoje do celular de Christian, e bom percebi logo que algo estava errado... — fala ele se aproximando e me entregando o celular.
Olho para aquela tela e tento decifrar as letras que continham ali, meu nervosismo estava dificultando as coisas.
" Avise a doce Ana que talvez ela tenha se que acostumar a dormir sozinha por um bom tempo"
Era como se todas aquelas letras estivessem embaralhadas e eu tivesse que juntar uma por uma até formar palavra por palavra. Eu reli a mesma coisa varias e varias vezes não conseguindo acreditar que mais alguém está nos infernando novamente. Antes fora a ex mulher de Christian e o Jack, que por coincidência era meu chefe e amante da ex mulher de Christian, agora sabe lá quem é esse indivíduo que está atormentando nossa paz.
Ai meu Deus! Cadê o Christian?! Meu Chris?! O que fizeram com ele?! Não suportaria se algo acontecesse com ele.
Tudo o que eu consegui fazer fora chorar e deixar as lágrimas caírem sem parar. Eu já não fazia ideia das pessoas a minha volta, eu não conseguia mas distinguir o local em que estava, minhas pernas estavam babas.
Consegui sentir a maciez de algo, e por um momento pensei que fosse o chão, achei que tivesse desmaiado e que antes aquele chão duro teria virado algo mais macio. Mas quando dei por mim e voltei a minha consciência normal percebi que estava em meu quarto, deitada na cama. Elliot deve ter me carregado até a que no momento que eu fiquei fraca.
Percebo que estou sozinha no quarto, me levanto e vou até o banheiro. Não estou com uma boa aparência, mas não ligo, a única coisa que eu preciso agora é de Christian. Volto para o quarto e sigo em direção a porta. Escuto barulhos que vinham do andar de baixa.
— Ana! — exclama Grace se levantando assim que me vê descendo as escadas.
Termino de descer os degraus e ela vem ficar do meu lado.
— Está melhor, querida? — pergunta-me.
— Um pouco — falo. Todos que estavam na sala me olhavam.
— É melhor você se sentar, está cansada — fala Elliot.
Eu apenas balanço a cabeça e me sento no sofá ao lado dele e de Kate, que segura minha mão.
Carrick estava conversando com um dos policias. Não sei por quanto tempo ficamos ali sentados, todos se encarando sem dizer nada, e ninguém me falava nada sobre a situação. Kate se levantou e foi até a cozinha, assim como Grace. Mia continuou sentada abraçada a Ethan.
— Elliot será que podemos conversar? — pergunto a ele que ainda estava sentado ao meu lado.
Ele apenas assente e se levanta e me ajudando a levantar e vamos para o lado de fora da casa.
— Você sabe o que está acontecendo... — começo a falar quando estamos sozinhos — Eu...Eu preciso saber o que está acontecendo...
-Ana, fica calma. Isso não é bom para o bebê — fala ele — Eu não sei como tudo aconteceu, só sei que recebi aquela mensagem e logo comuniquei ao meu pai, que comunicou a policia.
— Eu...Eu não entendo por que?! Por que estão nos atormentando de novo — agora eu estava chorando. Elliot vem e me abraça.
— Ana, não fica assim...
— Eu não posso viver sem ele, Elliot! — choro.
— Shii... Olha, você tem que ficar bem, pela a saúde do seu filho. Christian não iria querer te ver assim — fala ele — vamos encontra-lo, e você vai passar o resto doa seus dias ao lado do seu marido chato — brinca ele.
Ficamos ali abraçados. Elliot era uma pessoa maravilhosa e eu o considero como um irmão, um irmão que nunca tive por ser filha única.
Escuto o barulho da porta de vidro se abrindo e me solto de Elliot olhando para trás. Vejo Kate, ela apenas nos observa e depois se vira voltando para dentro da casa. Sua cara não estava nada boa. Olho para Elliot e vejo que ele está como eu, sem entender o que houve ali.
-Vai ficar tudo bem — ele me reconforta.
Voltamos para a sala e todos já estavam de volta. Grace tinha feio café e colocado em cima da mesinha de centro da sala. Percebo que deixei meu celular em cima da mesa, o pego para verificar que recebi alguma mensagem que possa me levar até Christian, mas nada. Estamos todos totalmente no escuro. O coloco de volta na mesa e tento me concentrar no meu chá, que Grace tinha feito especialmente para mim.
Passamos longos minutos ali, todo sentados um conversando com ou outro em cochichos. Mas os cochichos foram interrompidos pelo o toque do meu celular, o que me fez voltar a me concentrar mais naquele ambiente.
Os policiais chegaram mais perto.
-É um numero desconhecido... — digo nervosa olhando o visor.
-Sra. Grey, presta atenção — fala um dos policiais — você atenderá e tentará fazer o sequestrador ficar na linha até eu consegui rastrear o sinal. — ele diz e eu apena assento — Por favor, silencio. Pode atender.
Eu desbloqueio a tela.
-Alô? — pergunto.
-Olá, Anastasia! — fala a voz do outro lado. Era uma voz feminina, isso eu tinha certeza.
— Quem está falando? — pergunto, tentando não parecer nervosa.
— Isso não vem ao caso...
— Cadê o Christian?!
— Ah, o Christian está aqui, se divertindo muito comigo — provoca.
O policial que estava na minha frente faz um sinal para que eu continue a enrolando por mais algum tempo para que ele consiga localizar a ligação.
— Olha aqui, eu não te conheço mas saiba que se eu te encontra eu vou acabar com a sua vida, sua desgraçada! — Eu grito e vejo que todos na sala me olham espantados.
A pessoa do outro lado da linha ria como se eu tivesse acabado de contar uma piada muito engraçada, o que me irritou ainda mais.
-Você não deveria se estressar muito, Ana. Olha a saúde do seu bebê — fala a desgraçada — O filho bastardo que só você quer, porque eu sei que meu menino não está feliz com essa criança bastarda — fala.
" Meu menino"
Christian tinha me contado tudo do seu passado, completamente tudo, desde quanto toda aquela maluquice de BDSM começou até quando tudo acabou. Tínhamos prometido não esconder mais nada um do outro então ele me contou tudo do seu passado, o que não foi algo fácil para ele. E eu sabia .
-Ficou muda? — Elena fala. Sim, aquela era Elena Lincoln, como eu sabia? Christian tinha me contado que ela o tinha apresentado ao mundo de BDSM e eu sei que apenas ela o chamava de 'Meu menino"
-Você pensa que eu não sei que você é, mas eu sei! Agora me diz por que? Por que você está fazendo isso com ele? — pergunto.
-Por que? Bom, porque ele me deixou de lado para ficar com uma bastarda que nem você, e eu não suporto ser trocada — ela fala.
-Me diz o que você quer?
-O que eu quero? Nada além de fazer você sofre por ter tirado de mim aquilo que era meu — fala e então ela desliga.
Eu continuo parada com a o telefone no ouvido.
-Conseguiram? — pergunto secando as lagrimas.
O policial fica um tempo encarando o monitor.
-Sim — fala ele, se levantando para ir bolar algum plano de resgate ...
-Eu...Eu sei quem era no telefone — falo fazendo todos ali pararem e me encarar.
-O que? Quem era? — pergunta Grace desesperada
-Era Elena — fala — Elena Lincoln.
-Impossível! — fala Grace — por que ela estaria fazendo isso? — pergunta. Elena era amiga de Grace e isso pode mesmo parecer uma coisa impossível para a família, mas eu tinha certeza de que era ela.
-Eu não posso falar nada agora, Christian que deve contar isso para você. Mas eu sei que era ela, isso eu tenho certeza — falo.
O policiais bolaram o plano de resgate.
-Eu quero ir — digo.
-Não, Ana. Você tem que ficar — fala Carrick.
-Eu vou nem que seja para ficar dentro do carro — falo.
Ele sabiam que não adiantaria ficar discutindo pois eu não mudaria de ideia.
-Ok — fala o policial — Sra. Grey, você ficará no carro
Eu fui pra o meu quarto junto com Mia e Kate, que ainda estava com uma cara emburrada desde que me viu conversando com o Elliot, entro o no closet enquanto elas ficaram no quarto me esperando. Troquei de roupa, os policiais ainda estavam lá embaixo conversando sobre o que fazer assim que chegaram lá.
Quando voltei para o quarto Mia e Kate pararam sua conversa.
— Ana eu acho que você deveria ficar em casa...
— Nem começa Mia, eu não vou mudar de ideia.
-Mas Ana e o be....
— Ele está bem, nós vamos ficar bem.
Kate continua calada, e isso está me irritando.
— Então vamos? — pergunta Mia, Kate logo levanta para sair.
— Espera, antes eu quero falar com você Kate — digo a fazendo parar e se virar para mim.
— Bom... Eu vou esperar lá fora — diz Mia, ela percebeu que o que eu tinha para conversar com Kate era algo particular.
Mia saiu do quarto e então ficamos ali, nós duas, eu a encarando e eu podia ver que ela não olhava nem na minha cara .
— Então... Você vai falar algo ou podemos ir? — ela quebra o silêncio, mas ainda assim se olhar em meus olhos.
— Sim, é coisa rápida — digo — Olha eu não sei o que deu em você, não sei porquê você está assim, agindo dessa forma comigo. Percebi que isso foi devido a você me ver conversando com Elliot...
Ela continua olhando para qualquer outro lugar, mas escutando o que eu falava.
— Agora eu não tenho tempo para lidar com o seu ciúme bobo — continuo — Aquele cara te ama, e além do mais Elliot é como um irmão para mim, e eu tenho muito mais com que me preocupar do que ficar dando bola para o que você pensa que aconteceu durante nossa conversa. Para mim é idiotice que você esteja pensando que eu quebraria a sua confiança, e principalmente a do meu marido!
Agora ela me olhava, depois de eu ter falado as verdades na cara dela. Em um momento como este, ela tendo ciúme de mim com o seu marido, no momento que eu precisava dela, e ela se afasta por um ciúme bobo, isso tudo é tão ridículo.
Eu seco as lágrimas que rolaram pelo o meu rosto e sigo em direção a porta, sem olhar mais para Kate, que continuava parada. Saio do quarto a deixando lá sozinha. Encontro Mia na escada quando eu ia descendo.
-Eu ia ter chamar — ela fala parado no degrau assim que me viu — Eles já estão saindo — avisa.
-Ok, vou indo então — falo começando descer a escada.
-Ana, por favor tome cuidado, Christian não suportaria se algo acontecesse com você, assim como toda a família — fala ela.
Dou um sorriso para ela.
-Vamos voltar todos bem, Mia. Eu, Teddy e o Chris — falo e a abraço — bom agora tenho que ir — nos afastamos e em vou para a sala encontrar com os outros .
— Pronta, Ana? — pergunta Carrick.
— Sim.
— Sra. Grey, preciso que colabore conosco e obedeça quando falarmos para que possamos cuidar da sua segurança — fala um dos policiais
-OK.
Dou um abraço em Grace e sigo os policiais, Carrick e Elliot.
Segundo ele, Elena e seja lá quem for, estavam mantendo Christian preso em uma casa perto da saída da cidade. Isso tudo me fez lembrar de quando Jack e Leila me sequestraram, foi à tantos meses atrás mas lembro daquele dia como se fosse hoje.
Passamos unas trinta minutos no carro até que o sinto parar, Elliot estava ao meu lado.
O policial que estava no banco do motorista fala alguma coisa no rádio com um outro policial e depois se vira para falar com a gente.
— Sr. Grey preciso que fique no carro junto com a Sra. Grey , Ok? Ficará um de meus agentes do lado de fora escoltando você para que não corram perigo. — fala rapidamente.
— Ok — fala Elliot.
Então ele e o outro policial saem do carro deixando eu e Elliot ali. Da janela do carro podíamos ver o que estava acontecendo do lado de fora, os policiais estava cercando a casa. Pude ver Carrick junto com o policial que estava comandando a operação de resgate, ele vestia um colete para se proteger caso tenha um tiroteio. minutos depois um dos policiais derruba a porta de entrada e entra na casa com mais um bando de policiais atrás, vejo o comandante entrando e Carrick o seguindo. Ficaram meia dúzia de agentes do lado de fora vigiando.
O nervosismo me dominava por completo, minha mão que estava junto com a de Elliot, estava apertando com força sua mão.
Ficamos ali por longos minutos, olhei para o painel do carro e já tinha se passado 15 minutos desde que os policia entraram na casa. Tudo continuava em um absoluto silêncio, o que por um lado é bom, se não tem tiros não tem feridos, mas isso podia indicar que estamos no lugar errado e que isso tudo fora uma armadilha...
Ficamos mais alguns minutos dentro do carro até que escuto o som de uma arma sendo disparada.
Uma.
Duas.
Três.
Quatro.
Cinco.
Foi isso, escutei cinco disparos, e a cada um o meu medo aumentava. Olhei para a porta da casa e nada, os policiais que estava ali estavam prontos para atacar a qualquer momento. O carro não estava muito perto da casa e de longe pude ver Carrick saindo com Christian. Foi instantâneo, assim que o vi sai do carro correndo.
— Ana, não! — pude escutar Elliot gritando.
Não liguei, os braços de Christian passa pelo o pescoço de Carrick servindo como apoio.
Eu estava perto.
Assim que os alcancei abracei a cintura de Christian.
— Ana, o que está fazendo aqui? — pergunta ele — Pai por que a deixaram a vim?!- pergunta ao pai. Christian envolve minha cintura.
— Vo...Você está bem? — pergunto desesperada. O medo de que algum tiro tenha o acertado era grande.
-Sim, eu estou. Vem tenho que te tirar daqui... — fala Christian e eu me viro para seguirmos em direção do carro, onde Elliot estava nos esperando — Ãah, Ana? — Christian me chama fazendo-me para — Você fez xixi...
Não entendendo, então olho para as minha pernas e o pouco que eu consigo vê dela percebo que estão molhadas, depois de ele ter falado isso consigo sentir a umidade em minha roupa. Paro por um segundo e penso porque não sentir isso acontecer.
AI MEU DEUS!
-Isso...Eu acho que não é xixi — falo
Christian abre a boca para falar algo, mas é impedido pelo um grito que nos faz olha para a porta de entrada da casa. Uma dor aguda que vem da minhas costa para a minha barriga me faz arquear de dor, e nesse mesmo momento escuto alguém gritando.
-Nãooo! — Carrick grita.
Christian se põe na minha frente e eu escuto o som de um disparo, mas uma dor me atinge e agora tudo gira e depois não enxergo mais nada .
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