Crazy in Love
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Capítulo 11
POV Christian
Eu tinha acabado de sair do apartamento da Ana, peguei meu carro e fui em direção a casa da minha mãe. Só foi Leila receber a papelada do divorcio que já foi encher a cabeça da minha mãe de ladainhas.
– Alô – atendo meu telefone que começou a tocar.
– Christian, eu tive que vim aqui no hospital rapidinho, então tem como você me pegar aqui e a gente ir almoçar em algum restaurante? – pergunta minha mãe do outro lado da linha.
– Claro, mãe, daqui a pouco estou chegando ai – digo.
– Tudo bem então, até, amo você – diz ela.
– Eu também, até – e encerro a ligação.
Eu fiz o retorno e fui em direção ao hospital.
Chegando lá, minha mãe já estava na porta à minha espera.
– Oi, filho – ela fala assim que entra no carro.
– Oi – digo – Você veio sem carro?
– Sim, seu pai me deixou aqui.
– Ah, sim.
– Como você está? – pergunta ela.
– Bem. – digo.
– Sério, mesmo? – insiste ela.
– Sim, mãe, nunca estive tão bem em toda a minha vida – digo e dou-lhe um sorriso.
– Pensei que não estaria assim, sabe... por causa do divorcio...- ela diz.
– Eu estou, bem, mas vamos deixar para as explicações para o almoço, ok?
– Tudo bem!
Minutos depois chegamos ao restaurante. Assim que entrei, me deparei com algo que me surpreendeu, Anastasia estava aqui, com um idiota qualquer. O recepcionista indicou onde era a nossa mesa, mas ao invés de seguir direto para a mesa, minha mãe foi em direção a Ana, que ainda me encarava.
– Ana querida, que bom te ver – fala minha mãe.
– Grace, muito bom vê-la também — Diz Ana, se levantando para abraçar minha mãe
– Você deveria aparecer lá em casa. – diz minha mãe.
– Claro, é só marcar – Ana fala – Ah, desculpa, Grace esse aqui é José um amigo meu, José essa é Grace Trevelyan-Grey – Então era José o nome daquele miserável.
– Sra. Grey – fala o tal José apertando de mamãe.
– Me chame de Grace, esse é Christian meu filho, Ana já o conhece – minha mãe fala.
– Srta. Steele – digo, eu estava puto da vida, queria tira-la dali, de perto daquele idiota que estava cobiçando a minha mulher.
Acho que Ana percebeu como eu não estando gostando nada disso.
– Sr. Grey – ela diz de forma educada.
– Mãe, vamos, não queremos atrapalhar a Anastasia e o seu amigo – digo para minha mãe, dando ênfase no amigo.
– Ah, Claro – minha mãe responde – Ana querida, foi bom em revê-la, não se esqueça de aparecer lá em casa.
– Tudo bem Grace.
– Foi um prazer em conhecê-lo José – Diz mamãe.
– O prazer foi meu Sra. ... Quer dizer, Grace – fala José.
– Bom almoço para vocês, Srta. Steele – eu digo a encarando– José — falo o nome daquele ser desprezível antes de sair dali.
Eu e mamãe sentamos em nossa mesa, e ela me surpreende com o que fala.
– Aposto que aquele deve ser o namorado de Ana, ou quase namorado – diz ela.
– Não acho que isso seja possível – disse um pouco irritado.
– Por que não? – pergunta ela.
O que eu falaria agora?
– Não sei, mãe – digo – Só acho que ele não é, vamos fazer nosso pedidos? – pergunto mudando de assunto.
– Claro – diz ela.
Fizemos nosso pedidos, que chegou minutos depois.
– Então, você irá me explicar o que aconteceu entre você e Leila? – pergunta minha mãe.
Eu estava sentado de frente para a mesa de Ana, e minha mãe de costas. Agora Ana se levanta e dá uma olhada para mim, eu tinha que ir lá falar com ela.
– Mãe, já te explico, mas tenho que ir ali. — digo já me levantando.
Ela estava indo em direção ao banheiro, então eu a sigo. Mas antes de que ela consiga entrar eu seguro seu braço, percebi que ela levou um susto e quando olhou para a trás para ver quem é, relaxou mais o corpo.
– O que você pensa que está fazendo Anastasia? – pergunto a ela.
– O que? – pergunta ela.
– Não me faça perder a paciência – Falo. Olho para os lados e vejo que não há ninguém por perto, então a levo para dentro do banheiro – O que você está fazendo almoçando com aquele cara? – pergunto.
– Ah, isso? Simples, estou almoçando com um amigo – diz ela, como se estivesse falando com uma criança.
– Entenda uma coisa Srta. Steele – digo me aproximando mais dela – Você é só minha, apenas minha – Agora eu estava com o rosto a centímetros do dela. – Minha – falo silaba por silaba e depois colo os lábios nos seus. Nos separamos apenas quando o ar foi preciso.
– Sua, apenas sua –Diz ela, e dá um selinho.
– Espero que tenha aprendido.
– Aprendi sim Sr. Grey, não precisa ter ciúmes – ela diz com um sorrisinho no rosto.
– Eu não estou com ciúmes – Digo. De onde ela tirou esse tipo de conclusão?!
Ela ri.
– Não precisa mentir Christian, isso – diz ela balançando as mãos no pouco espaço que tinha entre nós – foi uma típica cena de ciúmes.
– Não fale besteira Anastasia – digo, eu já estava zangado.
– Não estou, só quero que saiba de uma coisa.
– O que?
– Não precisa ficar com ciúmes, eu sou sua e apenas sua e além do mais, eu amo você – ela fala e me dá mais um beijo nele.
– Bom saber – falo rindo.
– Eu tenho que ir... E também não é nada educado deixar sua mãe esperando – fala ela
– Ok, me liga assim que chegar em casa – falei.
– Pode deixar coronel – ela fala, e eu não pude deixar de rir.
– Você está muito engraçadinha hoje Srta. Steele.
– É que eu dormi muito bem esta noite – fala ela dando um sorriso sapeca para mim
– Senhor, o que fizeram com a minha Ana? – pergunto
– Tchau, Sr. Grey – diz ela se soltando dos meus braços – Amo você.
– Eu também, até depois baby – eu digo, e logo em seguida ela sai de dentro do banheiro.
Eu espero mais um pouco antes de sair.
De volta a mesa, minha mão falou.
– Vai parar de me enrolar e falar logo o que está acontecendo, o continuará fugindo da conversa? – Sra. Grey, sabia ser dura quando era necessário.
– Calma mãe, primeiro, eu não estou fugindo da conversa, eu fui resolver um assunto. – digo – o que a senhora quer saber?
– Tudo. Sua esposa está gravida...
– Futura Ex- esposa – a corrijo.
– Tanto faz... Ela está gravida e agora você vem pedir divorcio?
– Qual o problema? Mãe entenda, o fato de eu pedir o divorcio não quer dizer que eu serei menos pai desta criança, isto é , se for realmente meu filho – digo.
– Como é que é? O que você quer dizer com isso?
– Mãe, todos sabem que Leila não é uma santa, não tente coloca-la em um pedestal, porque ela não merece essa tal dádiva.
– Como você sabe que ela anda te traindo? – pergunta minha mãe.
– Tenho meus contatos – digo – Além do mais, no meu casamento com Leila, nunca houve sentimento, apenas dinheiro.
– Christian, não seja absurdo, vocês eram tão felizes...
– Teatro, mamãe – dou lhe um sorriso.
– E porque pedir o divorcio só agora? – pergunta.
– Bom... Porque só agora encontrei uma pessoa que eu quero ao meus lado, por toda a vida – digo com sinceridade, dou uma olhada para a mesa onde Ana está, e acabo encontrando com o olhar dela em mim.
– Oh, Christian... – Droga, não acredito que mim mão iria chorar... – Nunca ouvi você falar de alguém assim...
– Mãe, você não vai chorar não, né? – pergunto.
– Você sempre estraga esses momentos emocionantes – me repreende enxugando as lagrimas que caíram.
– Desculpa – digo.
– Preciso saber quem é essa pessoa – ela fala.
– Mãe... assim que passar toda essa turbulência que está acontecendo, esses negocio do divorcio, eu prometo te apresenta-la — digo. Sei que Ana não iria querer que eu a apresentasse aos meus pais comigo ainda em processo de divorcio.
– Tudo bem – diz minha mãe – Eu entendo.
– Obrigada, mãe.
– Não precisa agradecer, fico feliz que você tenha encontrado alguém que realmente ama. – Ela fala – Bom, eu tenho que ir – fala ela olhando para seu relógio de pulso.
– Eu também tenho.
Pago a conta e saímos do restaurante, percebo que Ana já foi para casa. Eu estava lucido na conversa com minha mãe que nem à vi saindo.
Deixei minha mãe em casa, e fui dar uma passada na empresa.
– Boa tarde Sr. Grey – fala Andrea assim que me vê saindo do elevador.
– Boa tarde Andrea – digo – Os papeis que eu tenho que assinar já estão em minha mesa?
– Sim, Sr. Grey – diz ela.
– Tudo bem então, que horas é a primeira reunião amanhã? – pergunto.
– São as 9:30hs – fala ela.
– Ok, pode ir para casa, está dispensada, só vou assinar uns papeia e já estou indo também.
– Ok, Sr. Grey.
Entro na minha sala, e começo a revisar toda a papelada que está em cima da minha mesa.
Já tinha se passado meia hora, e Ana ainda não me ligou. Termino de assinar os últimos papeis e saio da empresa, vou direto para a casa de Ana.
Assim que chego na porta do seu apartamento, toco a campainha que é logo atendida.
– Eu falei para você me ligar assim que chegasse em casa! – digo irritado.
– Desculpa, eu esqueci – disse ela.
– Por Deus, eu fiquei muito preocupado com você, você não atende o telefone – digo.
– Calma, Christian desse jeito você terá um enfarte a qualquer momento – diz ela.
– Sim, e você será a cauda dela – digo.
–Nossa... Eu esqueci, ok? Não atendi ao telefone porque eu estava dormindo e para falar a verdade, nem sei onde ele está.
– Tudo bem.
– Amor, não fica assim, não quero te perder, ok? Se continuar com todo esse estresse vai acabar enfartando. – diz ela agora rindo.
– Então, atenda o telefone da próxima vez ou me ligue – digo.
– O que eu posso fazer para você voltar a ser o Christian menos rabugento?
– Ah Anastasia, eu tenho muitas coisas em mente. – digo.
– Por que não faz? – pergunta ela de um jeito sapeca.
Puta Merda! Aquela mulher ainda irá me matar qualquer dia desses. Puxei ela para mim e a beijei.
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