Crazy in Love
10 Capítulo 10
Notas iniciais
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Cap 10
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POV Ana
Estávamos eu e Christian deitados na cama abraçadinhos.
Ele realmente tinha se declarado para mim ontem, aquelas três palavrinhas que eu tanto queria ouvir vieram à tona. Eu ainda não conseguia acreditar em tudo o que aconteceu em menos de um dia. Enquanto eu pensava que tudo estava perdido, as coisas mudaram a meu favor.
– Como as coisas irão ficar agora? – pergunto a ele.
–Eu não... – Ele ia falando, mas é interrompido pelo o seu celular. Ele olha o visor e depois atende – Oi, mamãe... Sim é verdade – ele para de falar – Sim... Olha mãe, eu posso te explicar tudo depois, mas não agora – A voz do outro lado a linha fala mais alguma coisa – Tudo bem, nos vemos mais tarde... Também, tchau – Então ele desliga.
– Ela já sabe? – pergunto, e sei que ele entende a minha pergunta.
– Sim, Leila recebeu os papéis do divorcio, e a primeira coisa que fez foi ir chorar para minha mãe se fingindo de santa – diz ele revirando os olhos.
– Sabe, eu... – começo.
– Você o que?
Eu paro de encara-lo e me aconchego em seu peito de modo em que não olho em seus olhos.
– Eu estou me sentindo culpada – Digo por fim.
– Ana...
– Christian eu acabei de destruir uma família – desabafo – Era para ser você e sua mulher gravida, e agora você está a deixando para ficar comigo...
– Ana presta atenção, você não destruiu família alguma! – Fala ele — Olha para mim – Ordena ele, eu o obedeço – Você não destruiu família alguma, pois isso não existia. Meu casamento com a Leila já estava uma merda, e eu tenho certeza de que este filho não é meu. Pare de pensar nisso, por favor, eu amo você e é isso que importa.
Eu assinto.
– Eu também amo você – digo, e ele me dá um beijo.
– Olha eu preciso ir. Tenho que passar em casa para pegar algumas roupas e tenho que ir falar com a minha mãe. – explica ele.
– Tudo bem, e onde você irá ficar? – pergunto.
– Ainda não sei, baby – diz ele – Mas esse é o meu menor problema, o maior ainda estar por vim – faz uma careta.
– Eu estarei sempre aqui para te apoiar – digo, essa é a única coisa que posso fazer por ele neste momento.
– Sei que está – ele deposita mais um beijo em meus lábios e se levanta. – Vou tomar banho, quer vir comigo? – pergunta ele com um sorriso sapeca desenhado em seus lábios.
– Tem como recusar?
Fomos para o banheiro, sabíamos que aquele banho não seria apenas um banho. Não precisamos tirar as nossas roupas, pois nós já estávamos sem elas. Christian ligou o chuveiro e entrou de baixo da água me puxando para junto dele, ele esfregou cada centímetro do meu corpo, e eu fiz o mesmo com ele, senti-o meio rígido quando fui toca-lo, mas ele não fez objeção ao meu toque então continuei a esfrega-lo. E assim foi nosso banho, no meio de caricias.
Terminamos nosso banho, enquanto Christian estava no quarto colocando sua roupa, eu estava no closet colocando minhas roupas intimas, depois coloquei um vestido qualquer para ficar em casa.
– Você vai conversar com a sua mãe? – pergunto a ele quando entro no quarto. Ele estava sentado na cama colocando os sapatos.
– Sim, mas acho que vou passar em casa antes para pegar algumas roupas e só, ai sim irei à casa dela falar com ela.
– Você irá voltar para cá depois?
– Ainda não sei baby – Ele se aproxima de mim e passa seus braços por minha cintura e me beija.
– Tudo bem então- falo — Acho melhor você ir – digo quando nos separamos.
– Está me expulsando? – pergunta ele, fazendo cara de magoado.
– Estou! – digo, e começo a rir.
– Tudo bem então. – diz ele – Eu te ligo mais tarde.
– Ok – digo e deu um beijo singelo em seus lábios logo em seguida.
– Amo você – fala ele ante de sair.
– Eu também.
E então ele se foi, saiu porta a fora. Não sei o porquê, mas eu estava nervosa, nervosa pela a conversa que ele teria com a mãe, nervosa por tudo que virá a partir de agora com esse divorcio. Meu telefone começa a tocar e eu saio correndo para pega-lo.
– Alô – atendo sem ao menos olhar o visor.
– Ana! Sou eu José – diz José do outro lado da linha. Droga tinha me esquecido dele, eu o deixei ontem no bar sem ao menos me despedir dele.
– José! Eu ia te ligar – menti – Queria te pedir desculpa por ontem, sabe acabei indo embora sem me despedir...
– Tudo bem Ana, contando que você vá almoçar comigo hoje – diz ele – Não aceito não como resposta.
– Ai José, eu não sei não... – eu ia falando, mas ele me corta.
– Vamos Ana, por favor? – pede ele.
– Ok, eu vou almoçar com você sim, onde nos encontramos? – pergunto.
– Pode ser naquele restaurante que costumávamos ir.
– Tudo bem, te encontro lá daqui a pouco.
– Ok, até daqui a pouco. – diz ele. Então encerro a ligação.
Vou até meu closet trocar de roupa. Pego uma bolsa que combine com a roupa que escolhi e saio de casa.
Cheguei ao restaurante um pouco atrasada, falei ao recepcionista que eu iria me encontrar com uma pessoa que provavelmente já tinha chegado, dei o nome de José à ele, e ele me direcionou a mesa onde se encontrava José.
– Ana! – fala José se levantando e me dando um abraço.
– Oi José!
Nos sentamos e começamos a conversar.
– José queria me desculpar por ontem...
– Tudo bem Ana, vi que você ficou abalada com a noticia que Kate deu...- diz ele – Só não entendi por que?
– É uma história muito longa – digo.
– Temos bastante tempo – diz ele me pressionando.
– José eu realmente não quero falar sobre isso.
– Tudo bem, vamos mudar de assunto... – fala ele — Quando você começa no emprego novo?
– Em quatro dias – digo – Começo segunda.
– Que legal, e onde você irá trabalhar?
– Na SIP – digo – E você, já decidiu se ficará aqui em Seattle?
– Ainda estou pensando, ainda não terminei de fazer o que vim fazer aqui...
– E o que seria?
– Bom, quero muito reconquistar uma pessoa – diz ele.
PUTA MERDA! Eu não tinha escutado isso! Espero muito que não seja quem eu estou pensando...
– Hum... que legal José – eu não sabia mais o que falar, o que eu poderia falar em uma situação desta?
Desvio meu olhar de José, mas não sei se fiz a coisa certa. Na porta do restaurante vejo Christian entrar com sua mãe! Isso não pode estar acontecendo, eu achei que ele fosse conversar com ela na casa dela... Ele encontra meu olhar e me encara, depois encara José e sei muito bem qual é sua pergunta, “ Sério isso ? “.
Grace segue o olhar de Christian e acaba me avistando, ela acena e vem andando em minha direção. Christian a segue, seu olhar para mim não é nada bom.
– Ana querida, que bom te ver – fala Grace.
– Grace, muito bom vê-la também — Eu levanto para abraça-la
– Você deveria aparecer lá em casa.
– Claro, é só marcar – digo – Ah, desculpa, Grace esse aqui é José um amigo meu, José essa é Grace Trevelyan-Grey.
– Sra. Grey – fala José apertando a mão de Grace
– Me chame de Grace, esse é Christian meu filho, Ana já o conhece – ela diz apontando para Christian e estava calado até agora.
– Srta. Steele – fala Christian acenando para mim de uma forma educada.
Droga, ele está puto da vida comigo.
– Sr. Grey – digo.
– Mãe, vamos, não queremos atrapalhar a Anastasia e o seu amigo – ele dá ênfase em “amigo”.
Agora eu sou Anastasia, e cadê a Ana de mais cedo, em Grey? Penso.
– Ah, Claro – diz ela – Ana querida, foi bom em revê-la, não se esqueça de aparecer lá em casa.
– Tudo bem Grace.
– Foi um prazer em conhecê-lo José – Diz Grace.
– O prazer foi meu Sra. ... Quer dizer, Grace – fala José.
– Bom almoço para vocês, Srta. Steele – Diz Christian – José – e então eles se vão logo em seguida.
Big merda, eu vi como ele está puto. Porque ele tinha que vim justo neste restaurante logo hoje? Destino sempre estragando as coisas.
– Ana? – Chama José.
– Ah, oi.
– Onde você foi parar, no mundo da lua?
–É Acho que sim, hum... José eu tenho que ir ao banheiro rapidinho, já volto.
– Tudo bem – Ele diz.
Eu me levanto e dou uma olhada rápida para a mesa onde está Grace e Christian, Grace estava de costas então quando olhei encontrei Christian me encarando, viro o rosto e ou em direção ao banheiro. Mas antes que eu consiga entrar alguém segura meu braço com força, eu levo um susto e quando olho para a trás para ver quem é, era Christian, mas como? Como ele chegou aqui tão rápido?
– O que você pensa que está fazendo Anastasia? – Pergunta ele.
– O que? – pergunto sem entender.
– Não me faça perder a paciência – Ele fala. Christian olha para os lados e entra comigo no banheiro feminino, que por sorte não tinha ninguém, ele tranca a porta e se vira para mim – O que você está fazendo almoçando com aquele cara?
– Ah, isso? Simples, estou almoçando com um amigo – digo.
– Entenda uma coisa Srta. Steele – Diz ele se aproximando de mim – Você é só minha, apenas minha – Agora ele estava com o rosto a centímetros do meu. – Minha – Ele fala silaba por silaba e depois cola os lábios nos meus. Nos separamos apenas quando o ar foi preciso.
– Sua, apenas sua – Eu digo, e dou um selinho nele.
– Espero que tenha aprendido.
– Aprendi sim Sr. Grey, não precisa ter ciúmes – digo rindo.
– Eu não estou com ciúmes – afirma ele.
Eu rio.
– Não precisa mentir Christian, isso – balanço as mãos no pouco espaço que tinha entre nós – foi uma típica cena de ciúmes.
– Não fale besteira Anastasia – ele estava zangado.
– Não estou, só quero que saiba de uma coisa.
– O que?
– Não precisa ficar com ciúmes, eu sou sua e apenas sua e além do mais, eu amo você – digo e dou mais um beijo nele.
– Bom saber – agora ele estava rindo, para a minha alegria.
– Eu tenho que ir... E também não é nada educado deixar sua mãe esperando – digo.
– Ok, me liga assim que chegar em casa – fala ele.
– Pode deixar coronel – digo, e ele ri.
– Você está muito engraçadinha hoje Srta. Steele.
– É que eu dormi muito bem esta noite – dou um sorriso sapeca para ele.
– Senhor, o que fizeram com a minha Ana? – ele pergunta e eu rio.
– Tchau, Sr. Grey – digo me soltando dos seus braços – Amo você.
– Eu também, até depois baby – diz ele, e logo em seguida eu saio de dentro do banheiro.
Volto para a mesa onde José me esperava. Nós terminamos o nosso almoço, mas continuamos conversando sobre algumas banalidades, e todas as vezes que ele voltava no assunto da tal “pessoa” que ele quer reconquistar, eu dava um jeito de sair deste assunto. Não sei o que José tem na cabeça, sempre deixei muito claro para ele, até mesmo quando estávamos “namorando”, se é que aquilo poderia ser chamado de namoro, que eu apenas gostava dele como amigo.
Eu nunca quis magoa-lo, mas parece que se ele continuar insistindo com este assunto eu terei que dizer algumas verdades para ele.
– Olha José, eu tenho que ir agora – digo a ele quando ele para de falar sobre algo que eu nem estava prestando atenção.
– Tudo bem – ele diz.
Eu pego minha carteira dentro da bolsa, e vou tirando o dinheiro para pagar a conta, ou pelo menos a metade dela.
– O que você pensa que está fazendo? – pergunta José.
– Tirando o dinheiro – digo, como se fosse meio óbvio.
– Para?
– Pagar a conta.
– Nada disso eu pago a conta — diz ele irritado.
– José, sem essa...
– Não Ana, eu pago.
– Vamos discutir isso mesmo?
– Se for preciso, sim, nós vamos – fala ele.
– Deixa eu pagar pelo ao menos a metade da conta?
– Não Ana, esquece isso, eu pago e ponto final – diz ele.
– Você é muito irritante! – exclamo, odeio quando não me deixam parar a conta, ou pelo ao menos uma parte dela. Custava ele deixar eu pagar um terço pelo menos? Homens....
Depois que José pagou a conta, nos levantamos para sair. Na porta do restaurante fomo nos despedir um do outro, mas José veio para me dar um beijo, mas eu acho que a sua intenção não era um simples beijo na bochecha, e sim um em meus lábios. Por sorte eu percebi sua intenção e virei o rosto na hora. Olho para a mesa onde Christian e Grace estavam sentados e me deparo com um olhar bem raivoso, Christian parecia que iria levantar da mesa para bater em José.
– Tchau José – Digo a ele já me virando para sair o mais de pressa possível daquele lugar.
– Tchau Ana .
Peguei a chave do meu carro com o manobrista e fui embora. O transito estava bom, então não demorei muito para chegar em casa.
Ao entrar em casa, fui direto tomar um banho. Depois do banho acabei deitando na cama e apaguei.
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POV Leila
Eu estava em casa, Christian ainda não chegou, aposto que estava com aquela garota. Que raiva, essa garota entrou nas nossas vidas para acabar com o meu plano, depois de tantos anos de casados, e agora eu não sei nem se esse fedelho que espero segurará o Grey.
Meu telefone toca sem parar.
– Alô – atendo um pouco irritada.
– Leila, sou eu Jack.
– Fala o que você quer.
– Será que podemos nos encontrar? – pergunta ele.
– Sim, que horas e onde?
– Mesmo local de sempre, eu só tenho que fazer umas coisas antes em relação a SIP, e quando eu estiver indo para lá eu te ligo para avisar você.
– Tudo bem, até mais tarde.
– Até – Então ele encerra a ligação.
Será que ele já percebeu que nosso plano está indo por água abaixo? Alguém entra na sala me dando um susto. Olho e vejo apenas o segurança .
– Desculpa Sra. Grey, é que o Sr. Martin está aqui – anuncia ele.
Caio Martin? O que será que ele faz aqui?
– Tudo bem, pode deixa-lo entrar.
Logo em seguida Caio adentra na sala.
– Boa tarde Sra. Grey – diz ele apertando minha mão.
– Boa tarde Sr. Martin, ao que lhe devo a honra desta visita tão inesperada? – pergunto, a curiosidade já está me matando.
– Eu vim lhe entregar esses papeis – diz ele, tirando de dentro de seus pasta um envelope – Preciso que a Senhora assine isto para mim.
Pego o envelope de sua mão e o abro logo em seguida. Comecei a lê-lo, eu não consegui acreditar no que estava lendo, como ele pôde? Desgraçado!
– Eu não irei assinar isso! – Falo alto até demais – E pode dar o recadinho para o Christian! Agora SAI DAQUI!
– Bom, a senhora que sabe. – Ele fala , e depois se vira em direção a porta.
Eu não me contento, pego o vaso de plantas que estava em cima da mesa que estava ao meu lado eu o arremesso na parede sem pena. O barulho do vidro se quebrando e se chocando no chão é estrondeante .
– Senhora? – Chama a Sra. Jones – A senhora está bem? – pergunta ela entrando na sala.
– Sai daqui Sra. Jones, SAI ! – Grito, ela sai o mais rápido possível da sala.
Minha paciência tinha chegado ao limite, eu não consigo imaginar, como ele pôde fazer isso?! Mas aquele babaca do Grey irá pagar, ele e aquela garota sem sal.
– É garota, você conseguiu – falo – Mas espero que você não esteja cantando vitória porque a guerra está apenas começando.
Meu celular apita, era Jack me avisando-me que já estava na hora de nos encontrarmos. Pego minha bolsa e saio do apartamento, eu odeio este lugar e agora odeio o Grey ainda mais, e não deixarei que estes cinco anos tenham sido em vão, eu vou me vingar dele e agora mais do que nunca daquela garotinha idiota.
Chego ao local que marquei com Jack, entro no quarto e lá está ele, deitado na cama. Pego o envelope com os papéis do divorcio e os jogo em cima de Jack.
– O que é isto? – pergunta.
– Acabou, ele pediu divorcio – eu digo.
– O QUE?! – grita ele.
– Isso mesmo que você ouviu – digo – O Grey pediu divorcio – repito para vê se desta vez ele entende.
– Não pode ser! E este bastardo que você está esperando, você contou à ele sobre essa criança?
– Claro que contei, mas pelo o visto o Grey não ligou muito para esta noticia – digo.
– Filho da puta!
– Tudo por cauda daquela garota!
– Não ligue para isto não, eu já tenho um destino para ela- diz ele- Daremos um jeitinho nela em breve.
– Assim espero – digo – E agora como será?
– Eu tenho um plano B, sem problemas – fala ele – Agora bem cá, que eu quero você – ele bate com a mão no espaço ao seu lado da cama.
Eu me deito ao seu lado, e ele logo começa a me atacar.
– Calma, antes de começarmos nossas brincadeirinhas, preciso fazer uma cena pelo telefone – digo a Jack, que estava em cima de mim.
– Como assim? – pergunta ele.
– Vou ligar para a minha sogrinha, e dizer toda a merda que o filho dela está fazendo. – digo, rindo.
– Mulher, você está ficando cada vez mais esperta... – diz Jack, e me dá um beijo.
– Aprendi com o melhor...
Pego o meu celular e disco o numero de Grace, e assim que ela atende começo com o meu teatro.
E depois de todo o meu teatro pelo o telefone, que fez Jack rir como se estivesse assistindo à uma cena de um filme de comédia ou um seriado, nós voltamos onde tínhamos parado.
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