Crazy girl and three boys
8 Baixinha VS Pit Bull
Notas iniciais
Tenho dois leitores fantasmas, oi fantasminhas apareçam.
Brevemente eu não vou ter tempo nem pra respirar. Hehe.
O jogo estava muito tenso, a pit bull, digo Sally estava me marcando o tempo todo. Toda vez que pegava a bola ela mirava em mim e sinceramente isso estava me irritando. Ainda bem que eu sou baixinha então as bolas dela pegavam longe, pouco a pouco ela e suas amigas queimaram quase todas as meninas do meu time, mais a gente não ficou pra trás não eu e a Dany queimamos quase todas do time dela também. O jogo ficou empatado e acirrado. Eu e Dany e a Sally e sua amiga com cara de dedo.
Eu sabia que a Sally queria me queimar, ela tava me marcando toda vez que pegava a bola, jogava em minha direção, sorte eu ser baixinha. A amiga com cara de dedo jogou a bola na direção da Dany, a Dany agarrou a bola e jogou de volta e queimou a menina com cara de dedo. A Sally ficou furiosa, pegou a bola e acertou as pernas da Dany com tanta força. A Dany foi queimada.
Então ficou eu e a Pit Bull, baixinha VS Pit Bull. Com toda certeza isso não vai prestar.
Eu peguei a bola e joguei na direção da Sally que a pegou e jogou mirando na minha cabeça, com muita sorte eu consegui pegar a bola. Eu já tava com muita raiva da Sally. Então peguei a bola com força e joguei com toda fúria na Sally, a bola acertou a testa dela com força. Ficou vermelha. Ela me olhou furiosa.
-O jogo acabou. – eu disse.
-O jogo só acaba quando eu falar. – ela disse, e pela primeira vez eu percebi que ela banguela. Ela pegou a bola de volta e jogou com toda força em mim. Eu desviei da bola e me desequilibrei e bati com a cara no chão. Queda estúpida tinha que vir de mim. Ouvi um monte de gente correr até mim, eu levantei e olhei pra Sally que estava rindo com as suas amigas com caras de dedo. Eu ia até ela quando sentir algo quente escorrer na minha testa, pus a mão e quando vi era sangue, sangue. Depois apaguei.
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Eu senti um cheiro forte preencher as minhas narinas, então acordei, eu estava deitada numa maca, eu olhei e vi o Arthur.
-Baixinha! Você acordou. – ele disse rindo.
-Onde eu tó? – eu perguntei tentando me levantar e minha cabeça deu uma pontada forte- Ai- gemi.
-Tá na enfermaria do colégio. – ele me respondeu, me ajudando a sentar direito na maca.
-O que aconteceu? – eu perguntei.
-Não se lembra de nada baixinha? – ele me pergunta.
-Se eu lembrasse não teria te perguntado. – respondi grossa, cara minha cabeça tava estourando de dor.
-Calma ai baixinha, precisa me bater não.
-Por que você tá me chamando de baixinha? – indaguei brava.
- É porque só agora percebi o quanto você é baixinha. – ele me respondeu tosco, realmente tosco.
-Me conta o que aconteceu. – pedi.
Ele me contou do jogo, e que a Sally jogou a bola em mim e eu cai e bati com a cara no chão, quando vi o sangue desmaiei . Depois a confusão rolou. Só que ele não sabia como tinha terminado porque veio me trazer pra enfermaria.
-Ah querida que bom que você acordou. – ouvi uma voz e vi que era a enfermeira.
-Mas, a minha cabeça tá doendo. – reclamei.
-Isso é normal, você bateu a cabeça no chão, vou te dar uma aspirina. –ela me disse, foi e pegou o remédio e a água.
-Obrigada – falei depois que eu tomei.
-Tem gente querendo ver você. – ela me disse.
-Quem é? – eu perguntei.
-Deve ser os meninos. – Arthur disse.
-Ah sim deixa eles entrarem.
Ela saiu e o Matt, Rick e Dany entraram na enfermaria.
-Você tá bem? – os três perguntaram juntos e eu ri.
-Tó sim.
-O que aconteceu depois que eu sai? – Arthur perguntou.
Pelo o que meninos contaram, as meninas do meu time começaram a brigar com o time da Sally, a Dany puxou o cabelo ruim da Sally e ai elas começaram a sair no tapa. Puxa vida não acredito que perdi isso. Quando a briga ia ficar melhor o Sr. Martins chegou e levou a Sally e a Dany pra direção.
-Eu vou ficar na detenção. – Dany disse rindo.- mais compensou porque eu bati na cara daquela vaca banguela. –ela disse com uma cara muito engraçada.
A enfermeira chegou e me liberou, voltamos pra sala e eu vi a Sally ela me olhou como se eu fosse o chihuahua mais insolente que ela já tinha visto. O resto das aulas foi normal.
-Gente, eu não estou mais de castigo. –eu disse animada pros meninos.
-Ótimo! Quer ir lá em casa hoje? Nós vamos jogar Xbox- o Matt me perguntou.
-Quero mais você tem que ir me buscar lá em casa.
-A gente vai, né gente. – ele olhou pros meninos.
-É claro que a gente vai buscar a gatinha. – Rick disse piscando.
-A gente vai numa boa, é só dizer onde você mora. – Arthur falou.
Dei o endereço pra eles.
-Baixinha a gente mora na rua debaixo. – Arthur me disse.
-Ótimo, é bom que é perto. – eu disse
-É quase minha vizinha e eu nunca tinha te visto. – o Rick falou desapontado e eu ri.
As aulas acabaram e eu fui embora com os meninos. Já que segundo eles a gente é quase vizinhos.
Cheguei em casa e a minha mãe já tinha ido trabalhar, droga precisava pedir pra ela. Então liguei. Eu falei que ia pra casa da Gisele, apesar de não sermos mais amigas, eu usei o nome dela e depois de tudo que ela fez pra mim eu tinha esse direito. Aposto que se eu tivesse falado “mãe vou pra casa de um garoto” ela ia pirar. E não ia me deixar ir. Fui pro meu quarto troquei de roupa, almocei. Quando escuto gritos no meu portão.
-Dá pra serem menos escandalosos? — perguntei
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