Notas iniciais
Bem, recentemente tenho atualizado algumas fanfics antigas e até mesmo criando novas, então... esse é mais uma.

Começou com uma idéia simples.

Como estou escrevendo uma fanfic para a Juvia de ação e aventura (com certo romance e drama na história), percebi que também gostaria de escrever uma mais focada em romance.

Então aqui está.

Espero que gostem.

De acordo com o dito popular, o amor machuca.

Mas desde o princípio Juvia nunca acreditara em tal coisa; o amor era um sentimento puro, aquilo que traria luz mesmo na maior das escuridões, aquilo que iluminaria mesmo o mais nublado dos céus.

O amor havia sido sua cura; era seu trunfo.

E por essa razão, não recuaria tão facilmente. Seria rejeitada uma, duas, três ... a quantidade necessária de vezes para seu coração aceitar a derrota resoluta, ou então, vitória com qual tanto sonhava.

Por uma errônea ironia do destino, aquele dia ela recebeu a chance que tanto aspirava.

Caminhando pelas íngremes ruas de Magnólia, em baixo de seu guarda-chuva azul com uma série de corações rosados sob a estampa, Juvia se sentia grata por saber que aquele chuva não era sua.

A cidade era circundada pelos majestosos raios de sol; não era fria nem excessivamente quente, apenas tinha a temperatura certa. E exatamente por sempre parecer verão, algumas vezes a chuva era inevitável.

Estendeu o braço e abriu a mão para sentir as gélidas gotículas irem ao encontro de sua palma. Apesar de todo o tempo que passara embaixo da chuva e da mágoa que a mesma a trazia, era reconfortante sentir-se na presença dela.

Afinal, Juvia pertencia à chuva , assim como a chuva pertencia à ela.

A água que caia sinuosamente das nuvens repousadas sob aquele familiar tom de cinza que o céu adotara, era um lembrete de quem ela era, um símbolo de como muitas vezes se sentia.

A sina de sua constante rejeição.

A mesma que Juvia parecia ter prazer em receber, pois sempre à buscava. Afinal, estar perto de Gray, para ela se assemelhava à buscar recusa.

E ainda assim, por jogos ousados de seu coração, não acreditava estar pronta para desistir.

Sempre estaria ao lado dele, protegendo-o , observando-o e tentando garantir seu bem-estar. Ignoraria o desânimo que sentia cada vez ao vê-lo fazendo caretas de mau-humor por seu simples ato de tentar se aproximar; esconderia toda a profundidade de seus sentimentos por trás de um sorriso e comentários à respeito do quão perfeito ele era para si.

O amaria à sua própria maneira.

Recolheu a mão e levou a pequena poça acumulada entre seus dedos até seu rosto, onde despejou o conteúdo deliciosamente fresco.

Seus passos era velozes, apesar de não ter um rumo concreto. Em dias como esse, Juvia apenas gostava de vagar por ruas aleatórias, por baixo de seu inseparável guarda-chuva que fazia ecoar o som de suas gotas entrando em contato com o material.

Alguns passos mais à frente chegou ao que pareceu uma loja abandonada; era uma pequena alcova construída modestamente entre dois casarões que se erguiam metros acima dela. As paredes descascavam, e aparentavam um dia possuíra coloração esverdeada, agora mantida pelas incontáveis ramificações de musgo que surgiam dos cantos das paredes.

Olhando ao redor percebeu não saber onde estava; nem mesmo poderia dizer se era uma parte de Magnólia.

Mas antes que pudesse dar meia volta e retornar, uma figura pequenina surgiu por detrás da construção frugal, saindo do pequeno beco formado entre ela e a casa ao lado. Não era uma criança, mas parecia da idade de Wendy.

A mulher da chuva se aproximou cautelosamente.

Antes que pudesse abrir a boca, a pequena o fez por ela.

—A senhorita... estaria interessada numa poção? — conforme a desconhecida se aproximava, Juvia fez observações mentais de sua aparência.

Tinha inócuos olhos acanelados e madeixas arroxeadas, num tom que se tornava difícil distinguir como azul ou o próprio roxo em si. Trajava um simples vestido de mangas com capuz de um singelo tom de amarelo, enquanto em seus pés estava um par de chinelos gastos.

Sua fala logo tomou para si a atenção da maga e todas as perguntas anteriores imediatamente morreram em sua garganta.

— Uma... poção? De que tipo? — perguntou ao se aproximar.

A pequena sorriu e rodopiou, quase como se revelasse algo de vital importância, ainda que, de certa forma engraçado.

— É quase uma poção do amor, mas não é bem isso — coçou a cabeça e murmurou palavras inaudíveis — A poção faz o afetado dizer toda a verdade em relação à suas emoções; mesmo que goste muito de alguém mas ainda não saiba... vai acabar dizendo de qualquer jeito — piscou para ela.

— A... a Juvia quer!

A menina riu.

—Seria para uma tal de "Gray-sama"? — provocou.

Juvia arregalou os olhos e cambaleou, incrédula.

—Juvia não pode acreditar — sussurrou horrorizada — V-você é uma rival no amor! — apontou-a acusadoramente e a garota riu ainda mais.

Ainda em sua crise de risos, curvou a barriga e usou uma das mãos para balançar, tentando impedir um caos iminente.

—Não, não... sou só uma fã — assegurou , cobrindo a boca com as mãos. — Sou de um orfanato aqui perto, minha mãe era uma grande mestra de poções e o único bem que me deixou foi essa que acabei de lhe contar. — o sorriso que à poucos residira ali, sumiu sem deixar rastros.

Juvia não disse uma palavra, sem saber como consolar a menina.

— Então ... vamos fazer um acordo, certo? — seu rosto se iluminou novamente.

—Você que dinheiro? A Juvia tem! Ela pode te dar o quanto quiser pela poção ela...

— Não — cortou-a ­— Quero lembranças. — torceu mechas do cabelo ensopado pela chuva.

— Juvia não entende.

A garota baixou a cabaça timidamente e quando ergueu-a o rubor era evidente em suas bochechas.

—Eu sou sua fã, Juvia-san! — declarou ao vento — E-eu... gosto do jeito que você nunca desiste e sempre vai atrás do que quer, e sua história... ela me inspirou por muito tempo — fez uma pausa respirando pesadamente, seu coração batendo à mil — Graças a você eu sou capaz de ter os poucos amigos que tenho e... o jeito que aquele cara te rejeita pode me irritar, mas... se a Juvia-san ficar feliz, eu estou disposta a ajudar!

A dama da chuva olhou-a como se fosse louca, mas seu olhar logo se suavizou.

— Juvia se sente feliz em saber — sorriu para a desconhecida, mas a alegria foi passageira com suas próximas palavras.

— Mas ainda assim a poção tem um preço...

—A Juvia já disse que paga — assegurou-lhe ainda em êxtase.

— E eu já disse que não quero dinheiro Juvia-san — reforçou em tom suave, ainda que firme.

— O que quer então? — olhou-a diretamente nos olhos — Juvia está disposta a tudo.

A resposta que recebeu lhe deixou em vagaroso estado de confusão.

— Eu quero jogar. — afirmou corajosamente — Para conseguir a poção a Juvia-san vai ter que seguir minhas instruções. Antes de chegar até o Gray-san, Juvia-san vai ter que se submeter à treinamento maciço.

Atônita, fez uma única pergunta.

— Que tipo de treinamento ?

A menina sorriu novamente, de orelha à orelha.

— Um treinamento sobre... hum... amor! Antes de usar a poção vou te ajudar com o Gray-san, mas... já aviso que meu método é bem diferente do seu, Juvia-san. — inclinou a cabeça — Então se não quiser minha ajuda... — se virou como se estivesse à ponto de regressar a seu ponto de partida.

— Não! não! — vieram os gritos desesperados da mulher da chuva.

A órfã sorriu. Apenas como o esperado.

Ainda de costas, perguntou-lhe:

— E então, Juvia-san, aceita?

O guarda chuva caiu no chão com um baque, e as palavras determinadas e cheias de emoção emergiram de seus lábios.

— A Juvia aceita.

E assim começou seu pequeno conto de confusões, erros, regressos e progressos.

Esse foi o início de seu louco conto de amor.

Notas finais
Sei... o fim foi um pouco corrido, não?

Assumo... foi escrito com certa pressa, mas tentarei melhorar no próximo. ( geralmente meus primeiros capítulos sempre são assim, começa a melhorar depois)

Bem... alguém lendo?

Se sim, por favor me deixe saber para que possa continuar com a história.

Críticas, sugestões, observações ou comentários são sempre bem-vindos.

É isso, então.

Até a próxima o/