Crazy In Love
8 Capítulo 7 - The Party!
Notas iniciais
Não me matem tá por essa demora ai só quero dizer que, VOLTEI COM TUDO!! toda semana, se preparem.
Mais uma coisinha, acho que vou conseguir aumentar mais os capítulos, dependendo do comentário de vocês, mais que custa uma recomendaçãozinha? Fiquei bem triste com os poucos comentarios no aviso, vocês tão triste comigo? Sorry!
Vamos ao capitulo então.
Vejo vocês nas notas finais!
Caroline Forbes Narrando
Já fazia um tempo que eu estava deitada na cama sem alguma reação, não sei exatamente quanto tempo fazia que estivesse ali, mais eu sabia que a cada dia que passava minha situação se complicava. Havia saído um tempo atrás do hospital, mais parecia que ainda estava lá, isolada de todo mundo e de todos, não podendo sair nem para observar a luz do sol. Todos os dias eu imaginava meu bebê aqui comigo como seria, ele ainda estaria na minha barriga, esperando o dia que pudesse sair. Encostei minha cabeça para mais fundo do cobertor que me cobria, escondendo meu rosto, não podia negar que não sentia a falta dele, mesmo ele estando na minha barriga eu amava tanto. Lembro quando Klaus me tirou do hospital, há quase duas semanas atrás.
‘’ Senti alguns edredons estavam em volta de mim, estava num lugar bem familiar mais não conseguia lembrar onde era, só tinha uma luz acesa no meu quarto. Tatei ao meu lado e senti algo, Klaus dormira do meu lado.
-Klaus? –O chacoalhei, tentando inutilmente acordá-lo. –Klaus!
-Oi. –Estava sonolento, ele se sentou a cama. Levantou-se e ligou a luz do quarto, tampei meus olhos com o edredom.
-Onde estamos? –Percebi de fato que não estávamos mais no hospital. –Quanto tempo eu estou dormindo?
-Há dois dias seguidos. –Ele me encarou, voltando a se sentar a cama. –Estamos no meu hotel.
-Por que você não me levou pra casa Klaus? –Cruzei os braços. Não tinha mais nada que me prendia aqui, já que meu bebê foi tirado à força de mim.
Isso me magoou com todas as forças. Eu estava chateada e indignada por meu bebê ter ido assim. Mais eu não queria mais pensar naquilo, queria apenas esquecer o que tinha acontecido e seguir em frente, não quero mais ter filhos para não acontecer isso o que aconteceu comigo.
-Seria injusto eu te levar para casa sem você ter ao menos concordado. –Ele parou, observando-me e depois disse devagar. –Você deveria ficar aqui mais um tempo com seus pais, com os seus amigos.
Fechei os olhos, não queria mais ficar aqui. Eu estava com muita saudades dos meus pais mesmo, mais não queria ficar em Nova York, me lembrava todas as coisas ruins que eu queria esquecer. Eu queria esquecer tudo o que me aconteceu esses dias, estava decidida que iria voltar com o Klaus, viver aquela vida medíocre que eu estava habituada a viver.
-Mais você queria. –Retruquei. –Klaus, eu sei que você está sendo cauteloso comigo com tudo o que aconteceu mais realmente não precisa ser.
-Você vai ficar um tempo aqui até decidir o que quer fazer. –Ele se levantou, saindo do quarto.
-Espera Klaus. –Klaus virou em minha direção. –Eu vou ficar um pouco aqui sim, mais eu já sei o que quero.
-E o que você quer? –Ele se recostou a porta, cruzando os braços.
-Eu quero ficar com você. –Falei por fim, encolhendo os braços. –Eu sempre quis ficar com você, mais precisava de um tempo para pensar. ’’
E depois disso, nunca mais o vi outra vez, eu sabia que eu sempre quis ficar com ele, mais precisava de um tempo limitado para pensar de novo, queria ter certeza se era aquilo que eu queria, ou era só medo de ficar sozinha para sempre. Eu sabia que ele estava mais cooperativo comigo, principalmente depois de tudo o que aconteceu, e realmente ainda não tivemos aquela conversa que eu tanto prometi a ele. No fim eu acabei enrolando mais ainda, talvez se eu tivesse aceitado, nada disso teria acontecido. Talvez se eu não tivesse vindo para cá e ficasse quieta no meu lugar, meu bebê ainda estaria aqui. Suspirei, de fato era isso que eu queria que tivesse acontecido, mais... Ainda havia uma pequena duvida sobre o que eu queria, eu realmente queria aquela vida infeliz, que eu vivia antigamente? Ou eu queria experimentar uma vida, longe do Klaus? De fato, não sabia o que fazer. No momento eu queria afundar meu rosto num buraco e ficar lá, até não aguentar mais, e estar pronta para viver novamente.
Ouvi batidas em direção à porta, me fazendo sair dos meus pensamentos, e encarar a porta maciça marrom, voltando à realidade. Não queria ver ninguém, no momento, eu queria apenas ficar sozinha comigo mesma. Podia ser um drama que eu passivamente estava fazendo, mais não me importava, eu queria poder ter alguns momentos comigo, para poder pensar melhor. As pessoas, não querem saber se você realmente está bem, e elas não entenderiam meu sofrimento, por mais que eu tentasse explicar. A porta foi aberta totalmente, e alguém que eu não imaginava estava ali.
-Tyler? –Meu amigo de infância estava ali, sorrindo para mim abertamente, sem nenhuma mágoa do passado. –Tyler! Que bom te ver!
-Caroline, soube que você estava na cidade e vim dar uma olhada. –Ele caminhou até minha cama, se sentando sobre o lençol. –Você não está nos melhores momentos.
-Ah Tyler, sabe... Aconteceram tantas coisas na minha vida. –Parei um pouco de falar, observando sua expressão exaltada. –Sabe um problema chamado Klaus.
-Você realmente se casou com ele, não é? –Tyler novamente sorriu para mim, franzindo a testa. –Nunca imaginei que você fosse aceitar você era tão jovem...
Por que essa conversa agora? Lembro-me bem por que casei com Klaus, e não foi só por existência dele que eu casei com ele, mais por que o amava, e esses sentimentos foram aumentando cada vez mais todo esse tempo, como se todos os dias da minha vida eu me apaixonasse mais por ele. Eu me apaixonava, e com isso vinha a ilusão que possivelmente sentiria a todo o momento, de ele sentir o mesmo por mim, nem que fosse só um pouco, e demonstrar isso para mim. Mais, eu conseguia me iludir até mesmo com isso, o homem que eu casei, mudou muito nesses anos todos, perdendo o amor que ele tinha por mim. Quando éramos jovens, ele parecia tão apaixonado por mim, e determinado a se casar comigo, para sermos felizes, até nossa vida acabar – Mais acho que o poder do dinheiro – Até mesmo do status dele hoje em dia, o fizeram mudar, se tornando ignorante. Se tornando muito mais que apenas um Klaus mudado, se tornando um Klaus, frio e totalmente sem sentimentos, só ligando para o trabalho, e para o dinheiro dele. Eu sempre fui contra a herança que ele recebeu dos pais – Sabia que isso ia dar muita encrenca, por isso eu queria logo trabalhar, para pelo menos meter algo na cabeça.
-Mais eu o amava, Tyler. –Sorri de volta para ele, olhando para a janela. –Eu o amo, e sempre vai ser ele, meu primeiro e meu ultimo amor.
-Eu entendo isso Caroline. –Ele inclinou a cabeça para o lado, me tirando a atenção da janela, e voltando para ele. –Eu sabia desde o começo que você iria se casar, da para ver nos seus olhos, que você o ama. Eu vim aqui para te tirar desce poço, somos amigos certo? Vou te levar para jantar, então se apressa para se arrumar, use uma coisa bem elegante!
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa para o Ty – Ele me silenciou, se levantando da cama e caminhando para fora do meu quarto, parando de repente a porta, e se virando para me observar.
-Não aceito não como resposta! –Disse, sorrindo. E logo depois, fechou a porta do meu quarto.
Fiquei encarando o quarto por um longo segundos, não estava com vontade de sair da casa da Anna – Pelo menos, não agora. Eu estava esperando ficar um tempo, curtindo eu mesma. Mais fico feliz que meu amigo esteja de volta. Arrastei-me para fora da cama, indo em direção ao banheiro, tranquei rapidamente a porta e tirei minhas roupas – E entrei em baixo do chuveiro, deixando a água percorrer pelo meu corpo, ensaboei-o, rapidamente desliguei o chuveiro, me enrolando á uma toalha. Por ora, não sabia que roupa iria me vestir, talvez iria com meu vestido que o Klaus comprou – Fui até o guarda-roupa, pegando o vestido e coloquei sobe a cama, me sequei rapidamente e o coloquei – Coloquei uma calcinha da mesma cor do vestido, por precaução, estava pronta. Olhei-me no espelho mais uma vez, fitando minha imagem. Como eu mudei nesses últimos meses, posso até dizer que estou sentindo uma ponta de orgulho transparecer, estou sendo forte até agora.
Tyler era um amor de pessoa, mais o que ninguém descobrira até então, que ele era gay. Meu amigo nunca me contou isso por todo o tempo que vivíamos se falando, como amigos. Um dia ele teve coragem e me disse que era, mais não mostrava para as pessoas por causa do preconceito que algumas pessoas tinha com isso, e pela família dele que era um tanto preconceituosa. Vejo que hoje em dia, ele ainda não confessou para ninguém sobre sua opção sexual. E na minha opinião, acho que ele não devia se importar tanto com a opinião dos outros. Nós nunca conseguimos conversar direito sobre isso, já que ele fica tímido quando eu toco nesse assunto.
Andei lentamente até a sala – Lá estava o Jeremy sentado com o braço em volta da Anna, que estava com a cabeça sobe o pescoço dele e o meu amigo estava no outro sofá menor, observando alguma coisa que passava na televisão. Pigarreei, fazendo todo mundo me olhar, o sorriso da Anna foi de orelha a orelha, e veio em minha direção me dar um abraço.
-Você está tão linda, Caroline! Nossa finalmente você saiu do seu quarto. –Ela me abraçou forte, segurando para as lagrimas não sair. –Eu estou orgulhosa de você amiga! Você merece tudo de bom ouviu? Se divirta.
Segui o olhar até Jeremy, que ficou sentado no sofá, um pouco mais afastado de nós. Ele parecia estar diferente – Não estava mais com aquele olhar de drogado, lembro que no ensino médio, ele usara muito para poder chegar nas garotas, já que ele tinha um grau de dificuldade para se enturmar.
-Então, não me lembro de você ter me apresentado o Jeremy para mim. –Ainda estava abraçada nela, que logo me soltou. –Você me deve essa apresentação, não acha?
-Claro! Jer, essa é a Caroline, você já ouviu falar dela, já que ela estava –Ela falou calmamente, suspirando. –Trancada no quarto dela todas as vezes que você veio aqui essa semana, e eu te contava dela antes de ela chegar, lembra? Caroline, esse é o Jer, você já conhece... Por que dessa apresentação mesmo?
-Creio que as vozes e gemidos que eu ouvi na noite passado foram de vocês. –A Anna ficou vermelha na mesma hora, e Tyler começou a rir, não escondendo o quanto estava surpreso, já que a Anna sempre foi inocente. –Prazer, Jer.
-Caroline. –Ele estendeu a mão até mim, eu a apertei, dando um largo sorriso para ele. –A Anna me falou muita coisa de você.
-Tenho certeza que ela falou mesmo. –Olhei para ela novamente, que se virou para o lado, ainda vermelha.
Coloquei a mão na boca afagando o riso – A tempo que eu não me divertia assim tanto como hoje, estava feliz, não sei por que mais estava.
-Vamos, antes que a gente se atrase. –Ele estendeu o braço para eu pegar, foi isso que fiz, e logo estávamos fora da casa.
(...)
Em pouco menos de dez minutos estávamos lá, era enorme. Não posso expressar o quanto era luxuoso o lugar que estávamos, na entrada tinha algumas carruagens com alguns cavalos nelas, entrei ao lugar – Era deslumbrante por dentro, tinha varias pessoas lá, estava mais para uma festa – Do que um restaurante, avistei um lustre com muitos detalhes no centro da pista onde as pessoas estavam dançando, era incrível o lugar.
-Você aceita dançar comigo? –Tyler estendeu a mão para mim, levantando a cabeça em direção a mim, e sorrindo.
Peguei novamente a mão dele, e sorri de volta, mais logo abaixei minha cabeça,ficando no mesmo lugar – Estava com receio do que pudesse acontecer, nada conseguia me tirar da cabeça no momento, eu até poderia esquecer por algumas horas, mais não ia conseguir esquecer para sempre.
-Por favor. –Ele me conduziu até onde as pessoas estavam dançando, e num ato elegante a próxima musica começa a tocar, e todo mundo começou a dançar.
Estávamos dançando tão bem, nunca imaginei que a aula de dança – Que eu entrei logo no começo do ano serviria para alguma coisa, mais agradeci por saber, senão agora estaria em maus lençóis. A Musica era de um ritmo rápido, mais também tinha um toque de rapidez ao mesmo tempo. Tyler estava com centrado em olhar para outro lugar – E não para mim, ele estava olhando em direção a porta, segui o seu olhar e avistei – Klaus. O que ele estava fazendo ali? O que ele ainda estava fazendo aqui? Por que, simplesmente ele não voltou para Portland? Onde era o lugar que ele deveria estar. Ele nunca gostou daqui – Nunca quis ficar aqui, toda vida ele queria sair daqui por que não gostava, agora não sei por que ele esta aqui. Estou feliz em vê-lo, já que eu não o vejo a duas semanas, mais só de pensar que terei que cumprimentá-lo – Fico com borboletas rodando pelo meu estomago – E a ansiedade me corroí aos poucos, por que no fim, eu sabia o que queria.
-Apenas ignore. –Continuei a dançar com o Ty, sem me importar se ele estava vendo ou não, há quem diga que eu estava feliz, por tentar causar um pouco de ciúmes para ele, se é que ele tinha essas coisas.
O que mais me deixou confusa era o fato – De que ele estava sozinho, não tinha ninguém o acompanhando. Klaus não era desses caras que iam para uma festa desacompanhado, sei que deve ser loucura minha de pensar nisso – Já que eu deveria estar ali com ele, sou a esposa dele – Mais, para o Klaus não é bem assim, se a coisa toda for profissional, ou para se divertir, ele abre mão de mim e iria com qualquer garota, para não dizer que não estava acompanhado – Por isso que eu estava surpresa, até mesmo quando fomos a um evento meu, e eu não fui com ele por que estava com raiva – Ele foi com uma garota acompanhada, aquele dia foi onde descobri que ele iria mesmo fazer coisa do tipo, por ele ter esse status, varias garotas querem o acompanhar.
-Você vai falar com ele? –Pela primeira vez, vi o Tyler preocupado, parecia que ele estava preocupado com o que iria acontecer, e talvez estava arrependido por ter me levado até lá, neguei com a cabeça, não queria falar com o Klaus agora. –E se ele vim falar com você?
-Se ele vier falar comigo eu respondo normalmente. –Ainda estávamos dançando, levantei um pouco a cabeça para ver onde ele estava, Klaus estava conversando com alguns homens. –Acho meio difícil ele vim falar comigo, Ty.
-A então se prepara meu bem, por que ele ta vindo na nossa direção. –Olhei desentendida para o Tyler, abrindo a boca varias vezes.
Acho que eu fiquei branca, azul – Todas as cores imagináveis estavam transparecendo pelo meu rosto, se não fosse pelo Ty me segurando, acho que eu iria cair durinha nesse chão luxuoso – Klaus estava vindo mesmo em nossa direção, estava com um sorriso perfeito nos lábios – E estava de terno, amava ver esse homem de terno. Continuei dançando – Sabendo que em poucos minutos o Klaus estaria aqui, provavelmente cumprimentado, mais não passaria disso.
-Caroline. –Klaus fez um gesto com as mãos, eu e o Ty paramos de dançar na mesma hora, e caminhamos para fora da pista de dança. –Consciência te encontrar aqui.
-Digo o mesmo para você, Klaus. –Devolvi para ele com um sorriso no rosto, abaixando a cabeça para baixo, mais o meu sorriso, não se desmanchou. –Estou feliz por te ver aqui.
Desmoronei completamente, tudo o que eu fiz para esconder que o amava – Estava voltando mais forte do que eu imaginava, entrelacei minhas mãos entre os dedos, ainda com a cabeça baixa.
-Eu vou pegar umas bebidas, você quer Caroline? –Apenas concordei positivamente com a cabeça, sem tirar meus olhos de Klaus. –Alguma preferência de bebida?
-Qualquer coisa que não me faça ficar bêbada. –Tyler pediu licença e saiu rapidamente, sumindo na multidão. –Acho que eu vou tomar um pouco de ar.
Sai rapidamente para fora – Suspirei quando já estava do lado de fora, tinha um lindo cavalo bege do lado de fora, caminhei até ele – Observando atentamente sua beleza. Quando fui surpreendida por um braço a minha volta, me abraçando.
-Não sabe o quanto senti sua falta. –O Klaus falou no meu ouvido, me fazendo soltar um gemido involuntário. –Eu quero apenas conversar com você, vem comigo.
Notas finais
Agora que os capítulos são maiores, vai demorar um poquinho a serem postados.
Até mais.
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