Crazy In Love
5 Capítulo 5- E o que você quer que eu faça?
Notas iniciais
Vocês vão ver que o Klaus não é tão mal assim.
Então chega de falar aqui e vamos conferir o capitulo!
(Não esqueçam de ler a notas finais)
Anteriormente em Crazy in Love...
-Quer dizer que você está tentando me fazer sentir culpado. –Klaus me olhou irritado, revirando os olhos. –Desde aquele maldito dia que eu disse aquilo você está assim comigo, Caroline como eu ia adivinhar que era filho meu?
-Você deveria ter tido a decência de saber que eu não te trairia você é o único homem da minha vida. Não é por que eu fico trancafiada naquela casa que eu iria arrumar outro homem para fazer o que você não faz, eu te amo muito! Mais você ainda não percebeu isso, eu não sou igual a você Klaus, nunca. Eu sempre vou esperá-lo chegar do trabalho, sempre irei arranjar coisas para fazermos juntos, por que é essa a vida de casados que eu sempre me sonhei estar vivendo, mais você não liga, aliás, não é agora que você vai realmente começar a ligar.
Klaus Mikaelson Narrando
Aquelas palavras me atingiram com uma facada, nunca imaginei que a Caroline se sentiria desse jeito, pelo menos, por mim. Sempre achei que ela casara comigo por causa do meu dinheiro, para poder ter tudo o que não poderia ter quando estávamos namorando, Caroline sempre fora uma esposa de bom grado, ela nunca estava desanimada perto de mim e sempre tentava me fazer ouvir milhões de coisas do que ela pretendia fazer, como viajar ou visitar os pais dela, era sempre isso o tempo todo o que ela dissera, ela me perguntava quando podia ver os pais e fizesse algo que realmente gostava mais eu a limitei a disso, trabalhar. Lembro-me como se fosse hoje quando ela foi aceita para o primeiro emprego.
‘’Meu namoro com a Caroline está de cabeça para baixo e eu não sei como mudar isso, fiquei de plantão o dia inteiro pra chegar em casa e ela nem estar lá, eu não vejo a hora de poder me casar com ela para poder controlar um pouco mais a vida dela, ultimamente ela anda tão distante de mim que não consigo mais suportar, as lembranças da noite passada ainda permanecia viva em minha memória, as palavras de Caroline dizendo que eu não era o marido dela para ficar enchendo a cabeça dela contra os pais, ou para me casar logo á ela.
O que eu mais quero é isso, casar-me com a Caroline, para ela ser de uma vez todinha minha, ela nunca foi uma garota que pudesse ser controlada, mais teria que aprender a ser. Ela teria que aprender que eu era o cara da vida dela e mais nada.
Já era meu quinto copo que eu tomara no bar vazio, havia só umas três pessoas de alto nível ali, estava terminando de preencher o relatório de uma paciente, por enquanto eu era estagio em cirurgia, estava aprendendo a lidar com tudo aquilo, aprender como era a rotina de um cirurgião, daqui três anos eu estaria formado e possivelmente eu estaria fazendo algumas cirurgias de casos graves, como meus pais faleceram ano passado a herança que era deles passaram para minha conta bancaria, eu estava bilionário, seria um cara rico na minha vida adulta e também, na minha velhice e talvez poderia sustentar até meus netos com esse dinheiro, e os meus netos poderiam sustentar os netos deles com o dinheiro, eu queria trabalhar por que quero dar tudo a Caroline, fazer dela uma mulher feliz, mesmo que custe todos os anos de um trabalho duro, tudo por ela.
-Klaus! –Caroline veio em minha direção, me abraçando forte com uma mão, e com a outra estava segurando um papel em sua mão. –Meu deus eu não estou acreditando!
-O que foi Caroline? –Franzi o cenho, beijando de leve seus lábios, aquela mulher me fazia tão bem. –Me Fala o que aconteceu?
-Eu... –Parecia que as palavras não saiam da boca dela, como perdera a voz. –Eu,Caroline Forbes fui...
-Fala com calma Caroline. –A puxei para mim, depositando um beijo na sua testa. Ela corou no mesmo instante, colocando suas mãos em meu ombro.
-Eu fui aceita no meu novo emp... –Sua alegria parecia ter acabado depois de ter visto minha expressão. –Klaus? O que aconteceu?
Todos meus dias que eu planejara com Caroline de viver sobe o mesmo teto,de poder um dia poder sustentá-la, todos os dias que eu fiquei acordado estudando aquele maldito caderno de anotações, todos aqueles dias que eu tive que ficar acordado só para prestar atenção no que o maldito professor dizia, tentava não dormir na aula por causa do sono que me consumia, tudo por causa daquela maldita carreira de cirurgião que eu queria seguir, todo aquele esforço foi para o ralo, no mesmo instante que ela dissera isso.
-Nada Caroline. –Tentei parecer indiferente com ela mais não conseguia, eu havia feito muito esforço por ela. –Iremos nos casar semana que vem, não precisa de emprego.
-Mais Klaus... É uma boa oportunidade. –Ela tentou se explicar mais não a ouvi, desejava que tudo isso ficasse apenas no passado. –E também não podemos só se sustentar com o seu dinheiro, eu posso trabalhar.
-Caroline que absurdo é esse que você esta dizendo? –Disse secamente. Não era agora que iria perder tudo, não era. –Sou bilionário e poderei sustentar toda a família em uns dez anos, vinte quem sabe? E agora vou ser um cirurgião.
-Klaus, eu não posso só se sustentar com o seu dinheiro, não agora. –Ela disse meio preocupada, se sentando ao banco do meu lado. –Eu não quero depender a vida inteira do seu dinheiro.
-Amor, você vai ser a mulher mais rica de todo pais. –Fechei os olhos contendo a raiva que se formara em mim. –A ultima coisa que você tem que se preocupar é com dinheiro.
-Klaus, olha eu sei que você quer que eu tenha o melhor mais — A impedi de terminar de falar, pegando seu rosto e colando seus lábios ao meu, rapidamente ela me segurou pela nuca, intensificando cada vez mais o beijo.
-Se você me ama mesmo vai aceitar isso. –Falei entre o beijo, ela sorriu para mim e continuo me beijar, até sentirmos nossas respirações acelerarem mais.
-Vamos sair daqui? –Ela disse me provocando, e eu até já sabia para onde iria. Sorri malicioso para ela e hesitei, chamando o barman ali perto e pagando a conta. ’’
Éramos de fato muito felizes antes de casado, mais tudo acontecera tão rápido, e infelizmente não consegui fazer dela uma mulher feliz, então para cobrir a falta que eu fazia para ela arrumei uma amiga em que ela poderia contar tudo o que não podia contar a mim, eu me sentia distante dela e ainda sinto por ter acontecido exatamente tudo o que eu não queria, o trabalho começou a consumir todo o meu tempo. Era tão fácil quando éramos crianças, conhecia a Caroline muito bem, a conhecia mais do que ela mesma se conhecia, sabia o que a deixava feliz e o que não deixava, sabia o que ela não gostava e por ai vai. Eu tive muitas responsabilidades todos esses anos e esqueci um pouco dela, admito foi horrível da minha parte, mais eu tinha que trabalhar, tinha que fazer de tudo para mantê-la do jeito que estava. Os pais de Caroline não gostavam de mim desde pequeno, eles só deixavam a Caroline brincar comigo por que minha mãe insistia muito para eles aceitarem, e me deixar brincar algumas horas com ela, lembro de quando fizemos aquela aposta, também.
‘’Mamãe tinha dito que eu poderia apenas brincar com Caroline por um tempo curto, não entendia por que os papais dela nunca deixavam nós brincar, eu queria tanto brincar com ela de esconde- esconde, era ela a garotinha mais legal da rua, não entendo por que os pais dela sempre brigam com ela por minha causa, por estar brincando comigo
-Nik Nik! –Ela chegou pertinho de mim, colocando sua mão pequenininha no meu rosto. –Minha mamãe deixou nós brincarmos! Vamos brincar de esconde-esconde?
Carol ama me chamar pelo primeiro nome, ‘’Nik’’ Eu preferia muito bem que ela me chamasse de Klaus, todo mundo me chamava de Klaus e ela me chamava pelo meu primeiro nome, simplesmente era confuso para mim, mais eu gostava quando ela dizia meu nome em voz alta.
-Vamos! Está com você, você bate cara. –Sai correndo me escondendo atrás de uma pedra gigante atrás do muro da minha casa, tapando minha boca com minhas mãozinhas para não rir, ela nunca ia me achar.
-Te achei! –Carol apareceu atrás da pedra, me fazendo pular de susto. –Não seja medroso Nik! Agora é sua vez.
Vi a garotinha tropeçar numa pedra e cair, ela começou a chorar devido a queda. Corri em direção a ela, colocando minha mãozinha pequena em seu braço, ela voltou àqueles olhos azuis em minha direção, com os olhos cheios de lagrimas.
-Não chora Carol. –Pedi, vi que ela tinha ralado o joelho e sangrava muito. –Eu vou te proteger, para sempre.
-Não vai não! –Disse chorosa, mais foi forte e levantou dali, apoiando seu corpo pequeninho no meu. –A mamãe disse que nunca mais posso te ver!
-Eu aposto que um dia seremos marido e mulher, irei casar com você. -Ela voltou seus pequenos olhinhos para mim, e sorriu. –Que nem o papai e a mamãe!
-Aposta mesmo? -Ela sorriu novamente pra mim, e eu retribui. –Um dia seremos felizes juntos?
-Está apostado, para sempre seremos felizes juntos. –Ela me abraçou, nessa altura ela não sentia seu joelho arder mais, Carol era uma garotinha forte. ’’
Olhei para Carol agora, estava me olhando seriamente por ter deixado ela tanto tempo sem resposta, sem mais demoras a respondi secamente.
-E o que você quer que eu faça? –Disse irritado, desde começo eu sabia que ia ser assim, eu não faria a Caroline uma mulher feliz, por mais que seja doloroso tenho que a deixar ser feliz, sem mim.
-É isso que você diz? Sério? Depois de tudo? –Ela segurou a cabeça nas mãos, estava irritada comigo. –Klaus, nunca mais olhe na minha cara!
Ela saiu do carro, andando as pressas na rua, o melhor que eu já tenha feito era isso, deixá-la partir para ser feliz, do jeito ou de outro ela seria feliz, ela tinha que ser feliz. Em todos esses anos eu tentara deixar ela feliz, tentei deixá-la o mais confortável possível, mais nunca consegui fazer ela realmente feliz. Minha reação foi limitada quando Caroline me entregou aquele DNA, eu não aceitava que ela pudesse estar grávida, de um filho meu. Mais eu me arrependo amargamente por ter dito aquelas palavras, mesmo o bebê estando na barriga dela eu já o amava, e iria cuidar dele para sempre. O telefone começou a tocar de repente, talvez seja da clinica e eu tenha que voltar pra Portland ainda hoje.
-Alô? –A pessoa perguntou meu nome, parecia estar no meio de alguma confusão. –Sim, sou o Klaus.
-Sua esposa sofreu um acidente, o caso dela é grave.
Continua...
Notas finais
Então é isso, beijos.
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