Crazy In Love
3 Capítulo 3- Você aceita ser minha para sempre?
Notas iniciais
Não esquecem de ler os créditos finais.
E ai devo continuar?
Fazia uma semana que eu não via o Klaus, a conversa que eu tive com ele foi muito estressante para mim e para meu bebê, eu ainda não tinha certeza se queria ver o Klaus, eu não queria ouvir nem o nome dele. Ele havia me magoado muito apesar de tudo, ele não tinha esse direito e se não bastasse isso ele vem aqui em casa dizer aquelas coisas pra mim como se eu fosse nada para ele? O obvio é que eu amava tanto ele, amava tanto que chegava a ser frustrante, queria que ele aprendesse a me amar do jeito que eu queria que ele me amasse, mais no fundo eu sabia que ele não me amava, só me queria pra me apresentar aos amigos do trabalho e para o chefe. Nessas ultimas semanas foram duras pra mim, tive que me acostumar com pouca coisa e fazer as coisas eu mesma, era ruim para mim me desacostumar assim tão rápido da minha vida com Klaus.
Fui me arrastando até a cozinha devagar, Anna estava toda animada fazendo o café da manha que nem havia percebido minha presença ali, me sentei a mesa observando-a.
-Você parece estar feliz. –Ela me olhou assustada, provavelmente ficou tão com centrada ali que nem percebeu.
-Bom dia Carol! –Ela sorriu pra mim, voltando a atenção para o que estava fazendo antes. –Não, na verdade só estou feliz por que o Jeremy vem me visitar no fim de semana.
-Jeremy Gilbert? Aquele do colegial? –Revirei os olhos, quanto tempo eu dormi? Pelo que eu lembro eles se odiavam.
-Esse mesmo! Como se lembrou dele? Estamos juntos a mais de três meses. –Disse alegremente.
-Quando você ia me contar? –Bufei, provavelmente ela só iria me contar quando eu me deparasse com ele nu circulando por aqui.
-Eu estou te contando agora Carol. –Ela deu uma risadinha, me deixando irritada mais ainda com aquele assunto.
Ela se sentou a mesa comigo, comemos em silencio até então, não tínhamos praticamente nada pra falar e ambas das duas não estavam a fim de conversar.
-Você sabia que seus pais estão vindo pra cá não é? –Ela olhou rapidamente para o relógio de pulso e num pulo saiu da cozinha indo para algum lugar da casa.
-Como é que é? –Gritei mais que podia, sentindo minha garganta latejar.
Eu ainda não estava pronta para receber os meus pais aqui em casa, por mais que eu tivesse treinado na frente do espelho o que diria, estava totalmente sem rumo com isso. Fazia tanto que não os via que não sabia direito o que dizer, não sabia que mentira iria inventar agora, afinal eles não sabiam do meu real motivo de estar aqui em Nova York. A companhia tocou e Anna rapidamente foi atender, eram eles.
-Minha querida, como você está linda. –Meus pais vieram em minha direção, me abraçando. –Estávamos morrendo de saudades.
-Eu também estava. –Afundei minha cabeça para o lado, ainda no abraço. –Eu também.
Anna disse que tinha que fazer algo e voltava lá pela tardezinha, deixando entender que ela me deixaria resolver essa situação toda sozinha. Sentamos ao sofá, intrigados com o clima que se formara entre nós.
-Seu marido não veio com você? –Minha mãe me encarava, autoritária.
-Querida... –Meu pai a repreendeu, tentando não complicar mais do que já era complicado.
-Eu preciso saber. –Ela olhou para meu pai e segurou sua mão, a apertando. –Ela me disse que ele é um bom marido, deveria estar aqui.
-Ele não está aqui por causa do trabalho. –Gritei, nem tínhamos nós falado direito e já estávamos prontos pra brigar. –Klaus é um ótimo marido, mais ele trabalha...
-Então por causa do trabalho ele abandona você? –Ela voltou a me encarar, irritada. –Que tipo de marido faz isso com sua esposa?
-Mãe! O Klaus me ama muito, apesar de tudo. –Lagrimas começaram a sair do meu rosto, mais as ignorei e comecei a falar. –Estamos no século 21! As mulheres se tornaram totalmente independente dos maridos, ele está certo de não vim!
Não sei por que estava defendendo o Klaus, não sabia por que sentia algo para defende-lo de todos que acusavam-no de algo, eu me sentia na obrigação de defender, sendo que essa obrigação não era mais minha. Klaus poderia ser um marido cheio de defeito, não me tratar nem um pouco bem quando estamos sozinhos, nem me amar do jeito que eu desejasse que me amasse mais ele ainda se encontrava presente em meu coração, irritando-o de tanto amor. Eu poderia esquecê-lo de qualquer forma, mudar-me para um pais que ele não me visse nunca mais, só que eu sabia que haveria saudades, haveria algo a mais do que não conseguir esquecê-lo.
-Vejo que foi um erro vim até aqui. –Ela ameaçou de se levantar mais meu pai a segurou, tentando acalmá-la
Então, minha mãe veio em minha direção, me fazendo inalar o cheiro de seu perfume.
Senti uma dor incontrolável na minha barriga, como se estivesse cozinhando algo ali, mais tentei disfarçar para meus pais não desconfiarem de nada, senti uma ânsia de vomito se aproximando, nas pressas corri para o banheiro, vomitando tudo o que havia comido a poucas horas atrás, fazia tempo que eu não vomitava assim, não me sentia bem quando vomitava por que logo depois começava umas tonturas vindo em seguida. Senti mãos firmes colocarem meus cabelos para o alto, me virei e quando vi ali, Klaus segurando meus cabelos, senti algo forte dentro de mim, como se ascendesse uma chama dentro de mim.
-Achei que era para eu ir até o hotel. –Me levantei do chão, limpando minha boca com a toalha.
-Era, mais tive que ficar fora a semana inteira. –Ele se recostou na parede do banheiro, fitando-me.
-Por que veio Klaus? –Falei baixinho só para ele ouvir, não queria que meus pais ouvissem.
-Por que eu sinto sua falta Caroline. –Ele fechou os olhos e depois voltou a me encarar. –Toda noite.
-Você deveria ter pensado antes Klaus! –Comecei a aumentar minha voz mais lembrei que meus pais estavam aqui em casa, e me acalmei.
-Gostaria de conversar com seus pais. –Disse serio. –Caroline você não pode simplesmente fingir que está tudo bem entre nós.
-Agora você vem me dizer isso? –Tentei fechar os olhos pra repreender a raiva que estava sentindo dele mais não conseguia. –Depois de tudo?!
Foi então que num ato repulsivo meu, sai do banheiro suspirando fundo, no final era isso que ele queria que acontecesse, não era tão ruim ter Klaus ao meu lado mais também era um tanto, ruim. Por que ele havia me deixado mesmo sabendo que eu estava grávida, e sem me perguntar antes jogou na minha cara que não era filho dele, mesmo não ter certeza absoluta do que dissera, ele disse.
-Você está bem, querida? –Meu pai perguntou preocupado, pois não achava normal eu sai correndo assim do nada.
-Agora estou pai. –Sorri de canto para ele que logo retribuiu, e sentei no sofá fitando os dois ali em pé me observando com cara de espanto, por enquanto eu não queria dizer a eles, claro que eles iriam descobrir um dia mais não seria agora, pelo menos era o que eu queria fazer até amenizar um pouco o clima entre nós, afinal faz uma semana que eu estou na cidade e vou ficar muito tempo aqui, ainda.
-Sr.Forbes, Sra.Forbes. –Klaus cumprimentou meu pai e minha mãe com um acenou rápido com a cabeça, colocou as mãos no meu ombro me puxando para ele.
-Caroline me disse que você estava a trabalho. –Minha mãe me fuzilou com o olhar, limitando-se a revirar os olhos. –Pelo jeito vocês dois se deram bem com a vida de casados. Nunca imaginei que os dois iam ficar tanto tempo juntos, confesso que é uma surpresa para mim ver isso dos dois.
-Imagina Sra.Forbes, a vida de casal é um tanto simples. –Ele piscou para mim, corei no mesmo momento. –Ambos têm que fazerem para dar certo, tem que se empenharem para unir-se, e digo que a filha de vocês é uma forte candidata para esse tipo de coisa, uma boa esposa. Aliás, tudo que a Caroline faz é de bom grado.
-Fico feliz que acho de você achar isso de Caroline. –Meu pai fez um gesto de agradecimento a Klaus, animado. –Minha filha é esforçada.
-Sua filha é uma boa esposa. –Klaus repetiu, depositando um beijo demorado em minha testa.
**
Klaus me convidara para o apartamento dele logo depois que meus pais se despediram e foram embora daqui, aceitei seu convite sem pensar duas vezes, precisava ouvir a versão dele, afinal. Mais o que eu não esperava era que ele estava tão pronto para mim quanto eu para ele, seu apartamento estava cheio de rosas no chão, e sua mesa estava lindamente enfeitada com enfeites de flores contornando a mesa inteira, Klaus podia ter todos os defeitos, todos os motivos para eu dizer não, mais quando ele queria ia até o fim.
-Caroline Mikaelson Forbes aceita ser minha mulher –Ele colocou a minha mão na dele, me fazendo fita-lo com um olhar malicioso expressando-se o seu desejo por mim. –Para todo o sempre?
Notas finais
Não tive tempo de revê-lo então desculpa.
Será que ela vai aceitar, ou irá recusar o pedido tentador de Klaus?
Obrigado pelos Reviews! De verdade, fico feliz que vocês estejam gostando, agradeço a leitora Mari principalmente por me incentivar a continuar a historia, obrigada! ❤
E ai continuo?
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