Crazy In Love

10 Capítulo 9- Murphy.


Notas iniciais
Sei que atrasei um pouco esse capitulo, me desculpem!
Alguém ai viu o TCA? O Jomo perdeu, ainda não acredito nisso, mais ok, eu supero.
Então sobre o atraso, o capitulo estava preparado a um bom tempo, mais o depois desse não, e ainda não ta puff :( mais mesmo assim terei que postar pra não atrasar ainda mais.
Então! Fico animada em saber que alguns querem que eu faça o Trailer, eu vou fazer bubu/ mais provavelmente só estará disponível para o mês que vem.
Vamos ao capitulo?

Caroline Forbes Narrando.

Era de noite ainda, pude sentir a brisa fria vindo em nossa direção. Estava coberta, e como prometido Klaus dormia profundamente ao meu lado. Suspirei aliviada, achava que quando acordasse, ele não estaria ali. Pude notar que era outubro já, o ano estava quase acabando. Hoje, aconteceria à feira Murphy, provavelmente teria alguma festa aqui na minha cidade como todo o ano tem. Será que eu devo convidar o Klaus para ir? Talvez eu devesse convidar. Mais, pensando por outro lado, ele não gostava de festa desse tipo. Não era bem uma festa, e sim uma comemoração. Era a segunda feira mais populosa da minha cidade, acontecia uma vez por ano, e todo mundo iria lá só para ver o tipo de dança e de coisas que vendiam. Mais nesses anos todos perdi a vontade de comemorar qualquer coisa, como isso. Suspirei novamente, acho que não devo ir amanha. Levantei-me na ponta dos pés, indo até a cozinha pegar alguma coisa pra beber.

Estava com mil pensamentos na cabeça agora, e havia esquecido que algumas semanas atrás minha mãe me convidara para um jantar importante da família, onde iria todo mundo, minha família inteira estaria lá – E para piorar as coisas, era amanha a noite logo depois que o festival estivesse terminado. Segundo minha mãe seria uma reunião para esclarecer todas as duvidas da minha família – Principalmente da minha avó, que sempre achou que eu se casara por puro interesse do dinheiro que o Klaus herdou dos pais. Esses anos todos eu fui uma vergonha para família, eles sentiam vergonha de mim, por achar que eu me casar com o Klaus por interesse, e era falada mal todos os dias, mesmo meus pais tentando dizer que eu me casei por que amava o meu companheiro. Minha família é aquele tipo de pessoas – Que casam por interesse, mais como atualmente, os tempos mudaram e raramente se vê alguém casando por puro interesse é inevitável – Então, eles foram obrigados a mudar esse negocio de geração para geração e acreditar, que os dois corpos só poderiam unir-se se tivesse amor. Havia amor em mim pelo Klaus, eu tinha certeza. Eu faria tudo o que fosse possível, se fosse pelo bem dele. Eu até me jogaria de um edifício se salvasse a vida dele. Faria tudo, por que eu o amo! Por que tudo que eu fiz foi para o bem dele. E ninguém acredita em mim quanto isso, que eu o amo, e ninguém ira mudar isso, nem mesmo minha preconceituosa família. Estava disposta a enfrentar todos novamente, como fiz da ultima vez por ele. Tudo era por ele! Abri a geladeira devagar, pegando a jarra de água e colocando a um copo. Daqui alguns minutos o festival iria começar, e iria até de noite. Mais os pensamentos não conseguiam sair da minha cabeça, o que iria acontecer hoje provavelmente seria algo muito inesperado, mais eu ia fazer de tudo para minha família aceitar o Klaus na minha vida, de uma vez por todas.

Queria que só dessa vez eu não sofresse alguma consequência, sim. Sempre teria algumas consequências pelo meu ato. O que eu não conto a ninguém é que minha família por uma década atrás trabalhavam com escravos, e a pena de algum que fazia algo errado era de pura... Brutalidade. E hoje a família não guarda mais nenhum escravo, mais se algum familiar faz algo escondido da família ou se desobedece às regras propostas por eles, sofrera uma consequência por aquilo. Eu estava condenada, era isso. Minha mãe me contava varias historias sobre isso, e ela também já foi punida, a mãe dela deixou ela com bandidos, para eles ensinarem uma lição para ela – Como ela tinha engravidado de mim cedo, com apenas 17 anos, ela pagou por isso, segundo a minha família só pode engravidar depois de casados. Pelo menos nisso eu não iria sofrer, mais por casar com alguém nova, sim. Isso que eles chamam de regras são uma droga, minha família parece um general armado para todos aqueles que desobedecem a regras, incluindo os parentes mais distante também. Minha mãe disse que foi assustador aquela noite – E que odeia lembrar daquilo, ela nunca achou que a própria mãe fosse capas de fazer isso, sendo que era uma coisa tão natural esse dia. Pois é, como eu disse, todos aqueles que eram sofrem consequências. Estremeci só de lembrar de como minha mãe me contara aquelas coisas para mim, de como seus olhos estavam arregalados de medo só de me contar – E no final, eu acredito mesmo que a minha família possa fazer isso.

Segurei forte o copo com as mãos, levando a boca e bebendo. Estava vestindo uma camiseta qualquer do Klaus, o cheiro dele estava forte ainda nela. Senti braços fortes segurando minha cintura, e beijando minha nuca.

-Caiu da cama é? –Ele disse no meu ouvido, me fazendo soltar um gemido involuntário, e me segurar rapidamente na pia. –Você fica tão linda vestindo minhas coisas.

Arregalei os olhos para a janela embaçada perto da pia. Klaus acabou de me elogiar? Acho que ele mudara mesmo, e eu estava gostando mesmo dessa mudança radical dele comigo, como era bom ser amada de novo. Quando ele disse isso no meu ouvido foi como se, uma corrente elétrica percorresse meu corpo inteiro, ascendendo uma chama dentro de mim.

-Ah Klaus, que gentileza da sua parte. –Falei ironicamente, dando uma risadinha quando terminei de dizer a frase. –A propósito temos reunião de família hoje... E não esqueça o evento você vai não é?

Falei rápido de mais que acabei tropeçando nas frases – Pude ver pelo vidro embaçado da janela que o Klaus mudou de expressão – Estava um tanto como calmo, mais ainda sim estava arregalando os olhos.

-Fale com calma, uma reunião família? Mais eu devo comparecer? –Ele colocou a mão na boca, olhando pra cima, pensativo. –E quanto o festival, é o Murphy não é?

Arregalei os olhos para ele, novamente ele havia me surpreendido. Como ele sabia o nome do festival, da feira – Sendo que ele nunca realmente foi em uma? Pelo que me lembro da crença da família dele não permite ir à feira por conter objetos eróticos – Eu era criancinha quando fui a um festival da feira do Murphy, e minha mãe não me deixava chegar na barraca de jeito nenhum, ela falava que tinha coisas lá que uma menininha da minha idade não podia ver – Mais como eu sou agora adulta e totalmente decida vou até lá. Pelo menos, saber realmente por que o tanto bafafá com essa feira, e como acontece uma vez por ano, não terei outra chance de ir, só ano que vem. Eu já fiz varias pesquisas sobre essa feira, e pelo que sei acontece pelo mundo inteiro, e tem vários tipos de coisas para vender, não só coisas eróticas. Tinha coisas como qualquer feira, tinha comida muitas coisas para vender. Não sei por que estava tão interessada para ir, mais a curiosidade ia além de mim, às vezes.

-Sim, Klaus! O Murphy só acontece uma vez por ano e eu tava pensando em ir. –Encolhi meus braços, e depois os cruzei no peito. –Eu tava interessada em ir, já que depois vai ter a reunião da minha família... Pensei que talvez pudéssemos ir... Juntos sabe? Mais se você quiser, não preciso ir eu só estou...

-Claro, podemos ir sim.

-Você está falando sério? Tipo, serio de serio mesmo ou está dizendo isso por que...

-Caroline, para de se preocupar tanto com as coisas do jeito que você se preocupa. Você coloca muita coisa, é um exagero seu pensar que eu não quero ir. Eu realmente quero ir, se for com você eu vou sim, e quanto à reunião da sua família, obvio que eu vou Carol! Você não precisa pedir essas coisas com medo, eu não quero que você tenha medo de mim.

-Eu não tenho medo de você Klaus eu só... –Abaixei a cabeça, olhando para o teto. –Tenho medo de dizer as coisas e que você vá embora... Tenho medo de t-te perder.

Desabei completamente, as lagrimas que eu tava tentando esconder deles apareceram, escorria cada vez mais, eu tentava enxuga-las mais era inútil, eu chorava cada vez mais. Só de imaginar pensar em me separar do Klaus, me dava um enorme aperto no meu coração. Doía pensar que ele... Não me amava mais, e que estava por um fio. Mais eu tinha que colocar na cabeça que ele só estava comigo por remorso do que aconteceu com meu bebê. Ele, por si só está me reconfortando para eu não ficar tanto triste como estava. Mesmo se não tivesse amor nele por mim, eu não aguentava ter que vê-lo embora da minha vida, depois de tudo eu só queria ficar perto dele, nem que não fossemos mais... Nem que fossemos...

-Caroline, vem aqui. –Klaus me abraçou, afagando meu cabelo. –Você nunca vai me perder, nem que você quiser. Você está me ouvindo?

Concordei rapidamente com a cabeça.

-Não somos mais aqueles garotinhos de antes, agora estamos numa vida onde o trabalho é prioridade. Mais, eu nunca pensaria em te abandonar. Você, vai sempre ser minha esposa, está bem?

O Trabalho sempre vem primeiro – Agarrei ao ombro dele, encostando a cabeça ali. Eu sabia que o trabalho sempre vinha primeiro na cabeça dele, mais... Pra mim não era nada, eu não estava disposta a perder assim. Eu queria que ele prestasse atenção em mim – E não adiantava nada eu chorar por isso, eu teria que agir. Concordei novamente com a cabeça, ele só estava interessado assim, mais viver esses momentos desse mês compensaram tudo para mim, a carência que eu estava desaparecera, por que esses momentos sempre ficaram presentes na minha memória.

-Então, você quer ir agora para o festival Caroline?

-Esquece esse negocio Klaus. –Disse por fim, limpando as lagrimas. –Eu quero passar um tempo mais com você e ir para a reunião da minha família... É só um festival bobo não é? Ano que vem tem outro.

-Caroline você não queria ir?

-Sim eu queria mais vi que não adianta nada eu ir agora. Sabe? Infelizmente não vou poder mais um ano, eu nem estava interessada em ir de verdade, eu só queria ir por que queria confirmar uma coisa mais lembrei que sua família tem aquela coisa de crença ou lei não sei. Essas coisas não se brincam de família por que... Por que a família vem primeiro é acho que, se ano que vem eu for sozinha é melhor, até para nós por que pelo menos sua família não vai te punir.

-Punir? Você está maluca Caroline? –Ele arregalou os olhos, me encarando com aqueles olhos. –Minha família nunca puniu ninguém e nunca vai fazer isso, e não existe lei nenhuma. Da onde você tirou essas coisas?

Droga.

-Por que minha família é assim... –Comecei, sem tirar os olhos dele. –Minha família é antiga e segue tradições, eles têm varias regras, e se algum familiar desobedece qualquer uma delas, pode ser punido.

-Por que você nunca me falou disso Caroline?

-Por que não importa Klaus, é uma bobagem.

-Não é uma bobagem, ninguém hoje em dia faz isso. Eu nunca ouvi falar coisas assim de punição, além de ser ilegal.

-Se é ilegal ou não, minha família acredita que só isso pode se fazer, eu nunca fui punida então não sei se é verdade.

-Então, você está com medo de ser?

-Não... É só historias que eu ouvi de familiares Klaus, não tenho medo, e se for verdade eles não fariam isso não é? Eu não sou mais uma adolescente que eles colocam regras e eu tenho que abaixar a cabeça... Fora que eu dei as costas para eles quando me casei com você...

-Você está dizendo que eu sou o verdadeiro culpado disso? Por separar você de sua família?

-Não estou! Klaus, isso foi realmente uma felicidade para mim me casar contigo. Por que você simplesmente não consegue entender que eu faço tudo por ti?

-Escolha errada a sua.

-Mais foi o que eu escolhi para mim! Escolhi você até a morte, até que a morte nós separe... Você só me livrou da minha família, de um modo positivo é claro! Seguir regras de moda é comigo, mais regras desse tipo de coisas, bleh.

-Você é tão engraçada, amor.

O celular tocara, me fazendo sair dos meus pensamentos. Fui rapidamente a sala – Onde estava minha bolsa e peguei o celular – indo a direção da cozinha novamente, e me sentando a cadeira.

-Alô Querida? –Minha mãe disse, e varias vozes estavam falando ao mesmo tempo. –Caroline você está me ouvindo?

-Estou mãe, pode falar.

-Então, já estamos reunidos aqui. Tivemos que fazer mais cedo com o acontecimento do festival por que sua avó acha que seu irmão vai dar uma passadinha lá, então ela não quer que ninguém vá para esse festival, por isso a reunião vai ser mais cedo.

-Você está falando serio?

-To Caroline. Você está me vendo rir ou coisa do tipo? Eu queria ter ido com o seu pai mais sua vó não deixou, você sabe como ela é... E parece que os parentes daqui também não concordam muito.

-Por que eu ia para o festival agora cedinho... São 6h horas da manha, o que vocês vão fazer esse horário? –Falei irritada, olhando para o Klaus. –Fora que, nesse horário ninguém acorda. Como ta o maninho? Não o vejo desde que ele foi me fazer uma visita.

-Seu irmão está bem, do jeito dele. Caroline por que diabos você quer ir? Nós sabemos que esse festival não é muito bom aqui pra cidade...

-Mais qual é o problema? Todos daqui vão, e sempre quis dar uma passadinha lá. –Dei uma risadinha, olhando a boca do Klaus abrir e se fechar.

-Tudo bem, se você quiser da uma passadinha pode ir. Divirta-se querida! Mais não esqueça que sua vó vai ficar muito chateada com você e nunca vai mais querer...

Esse era o truque que minha mãe sempre fazia para querer algo. Ela sempre fazia esse truque, até com meu pai ela fazia essas coisas, falava melosamente e ironicamente para pesar na consciência da pessoa, e no fim ela desistir de fazer o que pretendia fazer, para não ferir os sentimentos dela.

-Mãe não começa com essa chantagem sua tá? A vovó já está velha e nem lembra mais de certas coisas além dos nomes dos netos, e por que você não está trabalhando?

-Na verdade tirei uns dias de folga para passar com a família. Não fale da sua vó assim! Está no viva-voz aqui e todos tão ouvindo sua consideração por todos daqui.

Ops.

-Caroline faz o que você quiser ok? Apenas tenha juízo nessa cabeça e faça algo por sua família, só dessa vez. Não precisa ficar aqui até o dia seguinte, você nunca veio a qualquer reunião da família por que estava em Portland. Agora que está por aqui por que não faz esse sacrifício?

-Vou ver o que eu posso fazer está bem? –Suspirei, olhando para o Klaus totalmente derrotada. –Não prometo nada pra você. Eu te amo mãe.

-Eu também te amo filha, mais do que você imagina. Sei que tudo isso está sendo duro para você, voltar assim e já ter que aturar isso, mais como eu digo sempre, a família...

-Vem primeiro em tudo...

-Vem primeiro em tudo.

Notas finais
Esse capitulo ficou tipo meio dãr, por que nunca disse isso a ninguém mais nossa, imagina o que vai acontecer? Haha,
Não sei se existe esse evento, sei que existe sim feiras grandes tipo a feirinha da madrugada que tem aqui na minha cidade, mais esse nome ''Murphy'' eu coloquei por que foi a primeira coisa que me veio a cabeça, então ta superamos isso né? E nada mais que nada menos que o nome do capitulo seria isso também e blabla.
O que vocês acham que vai acontecer daqui pra frente?
Só sabemos que irá acontecer MUITAS mais muitas coisas.
Então, até semana que vem!