Crazy In Love
6 Capítulo 6 - A Perda
Notas iniciais
Vocês me perdoam?
Anteriormente em Crazy in Love...
–E o que eu posso fazer? –Disse irritado, desde começo eu sabia que ia ser assim, eu não faria a Caroline uma mulher feliz, por mais que seja doloroso tenho que a deixar ser feliz, sem mim.
–É isso que você diz? Depois de tudo? –Ela segurou a cabeça nas mãos, estava irritada comigo. –Klaus, nunca mais olhe na minha cara!
–Alô? –A pessoa perguntou meu nome, parecia estar no meio de alguma confusão. –Sim, sou o Klaus.
–Sua esposa sofreu um acidente, o caso dela é grave.
Caroline Forbes Narrando.
Klaus me deixava tão irritada, depois de eu ter me confessado para ele, ele diz aquelas coisas para mim? Eu praticamente me entreguei da cabeça aos pés para ele. Para ele vim me dizer ‘’E o que eu posso fazer?’’ Ele poderia ser um pouco humilde, talvez. Se ele não conseguia nem dizer uma palavra que me agradava imagina me fazer feliz pelo, o resto da minha vida?
Ele não iria conseguir, Aliás, já sabia que ele não iria conseguir nem tentar ser gentil comigo, uma parte de mim queria se entregar mais a ele, desistir de tudo só para ficar com ele novamente, isso não era uma má idéia, eu iria desistir de tudo por ele, de novo e de novo... E de novo. Tudo por ele, tudo por aquela maldita apostada de quando fizemos naquele maldito dia.
Liguei para Anna, fazia dias que eu não conseguia conversar direito com a minha amiga, ela com certeza saberia fazer o que fazer. Ela sempre me apoiou com a minha idéia de casar com o Klaus, estava dando caixa postal o que era bem estranho por que ela sempre atendera no primeiro toque. Talvez ela só esteja tentando falar com aquele Jeremy, ou talvez ele tenha chegado mais cedo em casa. Eu estava pensando de mais, Anna tinha a vida dela e com certeza só estava apenas tentando resolver um pouco das coisas, se divertindo em algum lugar. Eu sempre acabara ficando preocupada com as pessoas, imaginando milhões de coisas que possivelmente poderia acontecer, mais eram apenas coisas da minha cabeça, eu estava pensando de mais em coisas ruins, imaginando coisas que iam além do que eu podia deduzir.
–Cuidado Moça! –Uma voz invadiu minha mente, foi tão rápido que eu não consegui ver o que era.
Senti algo bater forte em mim, me derrubando ao chão. Rolei até não sei aonde, não sabia o que acabara de acontecer nem o que me fez cair ali, senti algo quente saindo de mim, como se alguém tivesse derrubado algo bem quente em mim.
–Moça, você está bem? –O rapaz de olhos claros me fitara, mais estava tão inconsciente que não pude ver com clareza...
Vi o rapaz me segurar forte na cintura, pegando algum celular na bolsa e discando para alguém, eu não conseguia identificar onde eu estava só sabia que estava ao chão. Tudo de repente ficou tão escuro, não conseguia ver nada.
Klaus Mikaelson Narrando
Quando recebi a noticia em que Caroline sofrera o acidente, senti um vazio enorme formado no meu coração, como se eu tivesse perdido a razão de viver. Dei partida no carro, não me importando se batesse o carro, eu só queria chegar a tempo de salvar a Caroline, era o que eu mais desejava agora.
Corri apressadamente ao corredor do hospital, sem se importar com quem estava lá, eu precisava ver minha esposa, precisava saber se ela de fato estaria bem, e o bebê também, precisava estar tudo bem, eu tinha que chegar a tempo.
–Olá, boa tarde. –Minha voz era grave, estava preocupado em saber qual era o estado de Caroline. –Caroline Forbes?
–A sim, a loirinha que entrou a duas horas ai. –A atende me olhou de cima em baixo, fazendo uma cara de surpresa. Ela rapidamente pegou o telefone e ligou para algum medico, pediu com calma para que eu esperasse sentado na salinha de espera, ao lado da recepção.
Eu já não aguentava essa demora, precisava ver a Caroline agora, só de pensar na possibilidade de ela ter morrido cortava meu coração em mil pedaços, eu não conseguiria viver em que a Carol não pertencia, só de pensar isso já me fazia tremer. Não podia perder a Caroline, não agora. Ela era tudo para mim, meu mundo. Minha razão de viver é apenas ela.
–Sr. Mikaelson. –O medico fez um gesto de comprimento, segurando sua prancheta nas mãos. –Sua esposa esta fora de perigo.
–Meu deus graças a deus! –Eu coloquei a mão entre o nariz, impedindo as lagrimas saíssem dos meus olhos. –Obrigado Doutor... Obrigado.
–Mais o bebê, não conseguiu resistir. –Relevou me fazendo o olhar preocupado. –Ele ainda estava se formando, a agressividade do acidente foi muito grande, eu sinto muito por isso.
–Eu também. –Revirei os olhos, aquele bebê era muito importante para ambos, e agora ele se fora assim. –Posso ver minha mulher?
–Sim, ela está inconsciente ainda devido à cirurgia. –Ele me olhou por cima do óculos, estava severo com o que dizia. -Pode vê-la.
Ele me informou o quarto em que ela estava, corri em desespero até o quarto com uma grande placa cinzenta escrita numero três. Dei alguns passos até o leito onde Caroline dormia profundamente, ela estava tomando medicação na veia, e estava com um aparelho que eles colocavam para ver os batimentos cardíacos.
–Caroline. –Disse por fim, fazendo um carinho em seu cabelo, ela era tão linda. –Me desculpa por tudo.
Eu estava tão aliviado por ela ter se salvado, não sei o que aconteceria comigo se ela tivesse morrido. Eu simplesmente não iria agüentar, a Caroline é minha vida. Estou muito feliz que nada de mal aconteceu com ela, eu só quero que ela seja feliz. Foi minha culpa ela ter ficado nesse estado, só minha. Se eu não tivesse dito aquelas palavras ela não teria saído do carro e não teria perdido nosso filho, eu sou um idiota. Coloquei a vida dela em risco assim, como eu pude ser tão canalha com ela? Se eu tivesse sido carinhoso e tivesse falado toda a verdade que eu estava sentindo e o que eu sinto por ela, nunca teria acontecido isso. Ela estaria agora me perdoado e ia ser tudo como antes, ela teria aceitado meu convite e tudo ia ficar bem, tinha que ficar. Mais eu estraguei tudo, por que toda vez que nós se dávamos bem eu começo a fazer tudo para complicar? Eu não mereço a Caroline, não mereço ser feliz ao lado dela, não mereço ter um final feliz com ela por que ela merecia ser feliz com uma pessoa que estivesse com ela sempre, a apoiado em todas as idéias. E eu não conseguia me ver assim, tudo o que eu tinha era pra atrapalhar, trabalho e trabalho, tudo o que eu havia conquistado já não era o bastante para nós unir.
Fico irritado pelo fato de eu ter traído ela por um ano, com uma mulher que eu mal conhecia para esquecer meus próprios problemas. Ela foi fiel a mim praticamente todos esses anos, e eu a trai com uma mulher que eu nem conhecia, eu troquei a vida inteira só por uma noite. Talvez eu não a mereça, ela nunca iria me perdoar se soubesse o que realmente fazia mais eu nunca imaginei que para ela, eu seria um homem descente e que me amava. Eu a amava muito, mais por tudo, eu não ligava pra ela e acabava deixando ela sozinha em casa, nunca dava atenção a ela, nunca tentei fazer algo que realmente a impressionava, eu só falava com ela avisando-a que iria levar ela para algum evento e ela com certeza ia ser minha acompanhante, ela aceitava sem pensar duas vezes. Ela me apoiava para tudo que eu fizesse, mesmo que ela fosse contra a minha idéia, mesmo se fosse mentira ela iria por mim. Não era pelo meu dinheiro e nem o status que ela levaria, ela fazia tudo isso para me ver feliz, ela fazia aquilo por que me amava. Enquanto eu estava me divertindo só por mim mesmo, sem me preocupar verdadeiramente com ela. Mais tudo isso iria mudar, eu quero ser um marido melhor para ela, quero protegê-la, eu queria fazê-la feliz por todo o resto da vida dela, queria dar todo o conforto que ela merecia, ela era minha, eu a amava tanto.
–Klaus... –Ela me chamou, sua voz estava fraca. –Klaus, onde estamos? Eu me lembro que cai na rua, mais...
–Caroline! –A abracei forte, eu iria proteger ela com todas minhas forças daqui pra frente, nunca mais iria largá-la. –Você está no hospital.
–Hospital? Como assim Klaus? –Ela levou à mão no ventre, fazendo um carinho ali. –E o meu bebê? Ele está bem?
Não respondi, não queria preocupá-la agora.
–Klaus. –Ela me fez olhá-la, desviei meus olhos dela. Como eu iria contar que ela perdera o bebê? Ela nunca ia conseguir se conformar com a perda da criança, pelo que eu a conhecia não iria se conformar nunca iria ficar pior que estava antes.
–Caroline, é complicado... –Tentei dizer algo para acalmá-la mais sabia que ela não ficaria. Ela ficaria chateada comigo e com todos. –Volte a dormir e amanha conversamos melhor.
–Eu perdi não foi? –Ela fechou os olhos, mordendo o canto dos lábios.
–Foi. –Admiti derrotado, de um jeito ou de outro ela descobriria. –Caroline eu sei que você...
Ela me silenciou, colocando o dedo em meus lábios.
–Klaus, está tudo bem. –Ela sorriu de canto, mais sabia, de um jeito ou de outro que ela estava magoada com tudo isso.
Dei um beijo em sua testa, despedindo-me dela. Provavelmente ela não queria me ver mesmo, pelo menos não pelos próximos anos. Eu teria que conviver com isso, ela seria feliz agora sem mim. Dirigi-me até a porta, dando uma ultima olhada por ali, me certificando que essa ia ser a ultima vez que eu a veria.
–Klaus... Por favor... –Ela disse fraca, levantando um pouco para me observar. –Por favor fica comigo.
Fui até Caroline, colocando sua cabeça em minha barriga, e mesmo sendo proibido sentei-me ao leito onde. Ela começou a soluçar, lagrimas começara-se a derramar sobe seu rosto angelical, encharcando toda minha camiseta. Eu saberia que isso iria acontecer, e eu estava pronto para ficar ao lado dela. Ela chorou até dormir, estava agarrada sua mão esquerda na minha camiseta, eu não conseguiria sair dali. Sua outra mão estava com um acesso gigante, daqueles que da a volta umas duas vezes para ficar posicionado. Beijei seus cabelos em forma de carinho.
Notas finais
Vou ficar sem postar um pouquinho, por que preciso de expiração para postar o próximo capitulo, acreditam que eu ainda não escrevi? Vida difícil, vida virtual mais dificil ainda.
xoxo.
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