Crazy In Love
11 Capítulo 10 - A Carona
Notas iniciais
Esse capitulo não ficou bom, achei que ta faltando muita coisa, mais não da tempo de refaze-lo.
Quero explicar para vocês uma coisa, muitas vezes tem muito conteudo nada vê da Caroline narrando, é por que ela é muito detalhista, e pensa demais, então é por isso.
Vamos ao capitulo?
Caroline Forbes Narrando
Fazia quase duas horas que estávamos no carro rumo à casa da minha avó. Não sabia direito onde chegar na casa dela por que fazia tanto tempo que não ia lá. Minha mãe havia me falado o caminho mais eu acabei esquecendo o meu celular com o endereço marcado, olhei para o Klaus com cara de insatisfeita, e ele suspirou parando o carro e colocando a cabeça sobe o volante.
–O que foi Klaus? –Falei, começando a se preocupar. –Da para você parar com esse suspense todo e me dizer?
Ele levantou a cabeça, me olhando e depois saindo do carro.
–O motor morreu, não tem como a gente ir com o carro assim! –Klaus deu um chute no carro, encostando-se ao carro.
Dei de ombros, abrindo a porta do carro para sair também, caminhei lentamente até onde o Klaus estava virando a minha direita.
–Poderíamos dar uma passadinha no festival não é? –Pigarreei, segurando a bolsa entre as mãos.
Ele me olhou sem dizer nada já conhecia aquela expressão dele – Ele estava bravo comigo. Eu estava cansada disso, por isso que queria um tempo – Mais esse tempo não foi suficiente para eu começar a ter paciência novamente com ele, qualquer coisa que ele fosse fazer agora comigo, eu iria revidar, isso não era bom para mim, por que eu odiava brigar com a pessoa que eu mais amava. Apenas tentei me acalmar na hora, olhando para os lados contando até o numero dez, já que muitas vezes era isso que me acalmava.
Eu sabia que o Klaus não iria comigo por que ele já deixou claro que só iria se eu fosse, mais não ia se divertir nenhum pouco. O que me incomodava era o fato de ele não contar o que estava sentindo na hora para mim, ele sempre guardava para si o que estava sentindo, e por um momento eu queria saber o que ele se passara na cabeça dele. Suspirei novamente, apoiando a bolsa no capo do carro e procurando por algo que desse para ligar, mais eu havia esquecido meu celular, droga. Eu costumo não esquecer nada quando saio de casa e justamente hoje eu tinha esquecido a droga do meu celular na cômoda da cama do hotel onde o Klaus estava hospedado.
–Achei que sua mãe deixou claro que não era para você ir? –Ele me olhou novamente, sorrindo de canto. –Vou ligar para um reboque.
Ouvi um ruído vindo da estrada, como se fosse algum carro passando. Klaus estava em uma distancia de mim, com o celular em sua orelha tagarelando com alguém que não identifiquei na hora, percebi que o ruído de carro se aproximava cada vez mais – Quando avistei um carro vermelho vindo em minha direção, parando na minha frente, e a porta de carona foi aberta, um simpático homem sorriu para mim.
–Está perdida? –Ele disse, abaixando os óculos escuros e os retirando. –Eu poderia dar carona para você, se você quiser claro.
–Sim por favor. –Falei animada, batendo palmas no ar. –Na verdade, você poderia dar carona para meu marido também? É que viemos juntos e...
–Marido, é? –O homem falou em tom de deboche, olhando para o lado e depois me encarando. –Claro que pode, para onde vocês estavam indo?
–Klaus! –Dei um grito alto, desviando sua atenção para mim. –Esse homem o...
Não sabia o nome do homem, na hora nem estava pensando direito, mais continuei dizendo. O Klaus deu um passo a frente, ainda com o celular na orelha.
–Stefan. –Ele deu novamente um sorriso largo para mim, com as duas mãos no volante.
Fiquei incomodada com a situação mais ascendi, devolvendo um largo sorriso para ele também.
–Stefan, está disposto a dar uma carona para a gente! –Disse animada, sem tirar o sorriso dos lábios. –Vamos, aproveitamos e damos uma volta no festival antes que
Antes que eu pudesse de terminar a frase o Klaus disse, Arrogantemente para mim, sem nem ao menos olhar nos meus olhos.
–Pode ir Caroline, eu tenho que ficar aqui até o reboque chegar. –Ele falou calmamente, e depois voltou a falar no celular.
Fiquei sem reação na hora, jurava que ele iria me acompanhar. Por que esse tal de Stefan era novo, eu nem o conhecia direito para aceitar uma carona dessas, mais como não queria perder o jantar familiar – Nem mesmo deixar de dar uma passadinha no festival que estava tendo, então iria aceitar essa carona.
–Tudo bem Klaus! Vou ligar para o meu irmão e avisar para ele vim te buscar tudo bem? –Ele balançou a cabeça positivamente, e eu entrei no carro, colocando o cinto de segurança. –A propósito, meu nome é Caroline.
–Já deu para perceber, vocês dois são casados há muito tempo? –Ele disse, me encarando. –Quer dizer, você parece nova para casar.
–Todos dizem isso, você não tem culpa. –Dei uma risada, estava me divertindo com aquilo. –Somos casados a um tempo sim.
–Você também esta indo ao festival? –O Stefan não parava de me encarar e encarar a estrada, Klaus já havia ficado para trás.
–Sim, estou indo para lá.
–Pode considerar-se sorte, mais eu também estou indo lá.
–Serio? Acho que foi sorte você ter aparecido, Stefan.
–Eu gostaria de perguntar algo a você.
–Pode perguntar, claro.
–Por que você se casou tão cedo? –Ele agora me encarava serio, parecia que ele adivinhava. –Me desculpe por essa pergunta, se quiser não precisa responder...
Coloquei a mão entre o queixo, não estava entendendo o por que dele me perguntar algo assim sem nem mesmo me conhecer, mais estava surpresa também, por ele perceber tão rápido o que alguém que estava convivendo comigo não perceberia, como meus pais, eles não perceberam que – Klaus era um cara bacana mais também, não era feito para fazer ninguém feliz, por causa que ele sempre queria tudo do jeito dele, não o culpava, mais só não entendia o por que de todos que não convivem comigo perceberem tão rápido. Todo mundo mesmo já me perguntou por que eu me casei tão cedo, e se eu falava a mesma coisa que dizia para todo mundo – Que me casei por amor, e por que havíamos planejado isso desde nossa infância, ninguém acreditaria. Mais todos que eu vejo, e que apresento o Klaus como marido me fazem essa mesma pergunta, sempre.
–Eu me casei com ele por que... –Olhei para a estrada pensativa, procurando as palavras certas. –Por que desde a infância planejamos essa vida de hoje, sabe? Éramos ingênuos na época e nem ao menos sabia como seria, ser grande. E a gente não conseguia mais fingir que não se amávamos então o Klaus queria algo serio, por que era isso que sonhávamos a vida inteira, é por isso que me casei.
–Mais ele é mais velho que você...
–Ele é mais velho que eu, mais o amor não tem idade, certo? Pelo menos é o que eu venho aprendendo desde criança.
–Eu sei, mais você deveria ter aproveitado mais.
–Aproveitado? De que jeito você está falando?
–Namorar sabe? Curtir a vida enquanto é nova, e só depois dos trinta anos casar, por que ai nessa fase de vida já é para casar ao menos que...
Ele estava me deixando confusa, como alguém que eu não conheço sabia tudo isso? Ele dizia coisas que as pessoas que eu conheço nunca diriam para mim.
–Ao menos que, o que?
–Ao menos que você estivesse grávida.
Engasguei com a saliva, aquilo foi como se algo ruim estivesse realmente acontecendo. Não poderia dizer que eu estava grávida e perdi meu filho, não iria contar a um estranho sobre isso. Nem poderia fazer isso por que, de um jeito ou de outro eu iria começar a chorar, e não estava pronta para dizer a ninguém.
–Que isso? –Dei uma risada forçada, olhando pela janela. –Eu nunca iria fazer uma estupidez dessa, alias eu odeio criança! Sabe, às vezes a gente se contenta com o que tem.
Menti.
–Eu percebi, você é jovem pra cometer um ato tão absurdo desse. –Ele sorriu para mim. –E acho que você é muito madura pra sua idade, você coloca muito detalhes nas coisas. Desde que você entrou no meu carro eu percebi isso.
Fiquei surpresa com o tamanho do raciocínio do rapaz. Era obvio que eu era muito detalhista nas coisas, pensava e pensava, minha mente era perturbada por isso, por que eu vivo pensando de mais nas coisas, as vezes acho que as pessoas cansam de mim, do tanto que eu coloco detalhes aonde não tem.
–Acho que você esta certo.
(...)
Estávamos sem nenhum assunto, o rapaz olhava atentamente para a estrada à frente, cuidando para não bater em nenhum carro, já que se formara um transito enorme, iria demorar bastante até chegarmos ao festival. Pedi o celular emprestado para o Stefan que me deu logo o dele, liguei para o Klaus mais ele não atendera. Estava preocupada, afinal de contas será que ele tinha conseguido um reboque? E será que chegou a tempo? Tudo estava dando errado, devia ser por causa do jantar da minha família. O Rapaz me olhou sobressaltado, observando atentamente o seu celular vibrando indicando a ligação. Apenas ascendi novamente e peguei o celular.
–Alô?
–Oi Caroline, cadê você?
–Estou aqui na estrada, ta muito transito. Mais você conseguiu o reboque?
Entrelacei uma mão na outra, olhando atentamente para a janela. Pigarreei, indicando para o Klaus dizer logo, já que a bateria do rapaz já estava acabando. Fico feliz por ele ter me emprestado o celular dele, senão eu iria ficar preocupada a toa.
–Sim, inclusive já estou aqui na casa da sua família.
Arregalei os olhos, como ele conseguiu falar com meu irmão? E como ele conseguiu sair de lá tão rápido?
–Que?! –Dei um berro, pedindo desculpas no final.
–Aconteceu algo? –O rapaz me olhou novamente, parecia assustado.
–Não, na verdade não aconteceu nada. –Klaus perguntou quem era, mais logo tentei mudar de assunto. –É o cara lá que me deu carona, o Stefan. Ele vai me levar para o festival, mais como você chegou ai?
–Seu irmão veio me buscar, Caroline. E como você confia num estranho? Ele poderia até te es...
–Não Klaus, ele só me deu uma carona mesmo, fique calmo está bem?
–Como ficar calmo se eu nem conheço o sujeito?
–Ele é legal, e não tem cara de fazer nada com garotas indefesas.
O Stefan riu, percebendo a real intenção sobre a nossa conversa, tive que rir também, por que sempre isso se passava na cabeça do Klaus.
–Sua avó é bem legal, até agora ela ta contando sobre uma receita de bolo.
–Ah... Entendi.
–Entendeu o que eu quis dizer não é?
–Sim, você queria mudar de assunto e esfregar na minha cara que minha família é um tédio, mais tenho que concordar com você.
No final, precisei mudar de rumo e ir direto a casa da minha família, meu irmão explicou direito o caminho para o Stefan, ele me deixou na frente do portão da casa da minha família, e vi-o indo embora, ainda bem que ele me passou o numero, senão nunca mais iria vê-lo de novo.
Notas finais
Me perdoem novamente pelo capitulo. Ficou bem curto também, não esperava que ficasse tanto. Me desculpem novamente.
Beijos.
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