Crazy In Love
1 Capítulo 1- Pilot
Notas iniciais
Posto uma vez por semana só, então se acostumem!
Já fazia quase três anos que eu abandonei tudo para casar com o Klaus, larguei família, amigos, vida antiga e trabalho. Klaus não me deixava trabalhar nem ver os meus amigos, o que eu mais fazia era fazer compras ao shopping para me distrair um pouco. Ele não se importava comigo sempre estava de mau humor e era grosso, quando chegava em casa era direto pra cama sem mais nem menos, só queria me mimar na frente dos amigos dele em alguma festa ou evento que íamos, só isso.
Já havia alguns dias que eu vomitava tudo o que havia comido, tinha enjôo de praticamente tudo, perfumes e principalmente de comida, fui a uma clinica fazer um exame de gravidez se era verdade e deu positivo, e logo depois coletei a mostra do cabelo de Klaus e fiz o DNA que deu logo positivo novamente, Klaus era pai do meu bebê, mais eu não sabia se era verdade, eu queria mais provas se era realmente verdade, fui a uma farmácia perto de casa para comprovar isso, eu sabia que eu não estava grávida, os testes de antes deram positivo mais tenho certeza que deu algum erro. Deu azul no teste, chamei a moça simpática que me atendera para saber se era negativo.
-Moça, quando da azul é o que? –Coloquei a cabeça para fora do banheiro a fitando.
-Positivo, você está grávida. –Procurei ver se era alguma piadinha dela daquelas, mais não era.
Um filho de Klaus? Então os outros testes estavam certos, segurei os testes na mão ainda indecisa.
-Pode me trazer mais duas caixas? –Ela imediatamente buscou mais duas caixas do teste e me entregou.
Estava segurando dois testes e todos haviam dado a mesma coisa: positivo. Eu estava mesmo grávida, passei a mão no meu ventre sorrindo. Meu filho ou filha, que eu já amava, carrego uma ou um Mikaelson no ventre. Caramba como isso é possível? Quer dizer, só fizemos quatro vezes nesses três anos.
(...)
Eu estava passando muito mal, senti alguma tontura e deixei o almoço todo no banheiro, me sentei na cama, já sei! Iria ligar pra minha única amiga, Anna. Era a única que eu consegui manter contato todos esses anos, ela era um anjo pra mim, sempre me fazia companhia mesmo longe, no telefone e muitas vezes na CAM do Computador.
-Alô? –No primeiro toque ela já atendera, parecia bem animada ao telefone. –Carol?
-Oi Anna, tudo bem? –Tentei manter minha voz estável com ela, as lagrimas estavam querendo sair.
-Carol quanto tempo! Por que não me ligou? –Fiz uma careta para o telefone. –Quando vem me visitar?
-Anna, eu estou grávida. –Era tão fácil contar a ela, o difícil seria contar ao Klaus sobre isso.
-Oh meu deus Carol! –Ela deu um gritinho de felicidade. –Contou ao Klaus sobre isso?
-Não Anna, ele ainda não chegou. –Eu sabia que teria que contar, mais não sabia como e quando. –Estou com medo de contar.
-Contar o que? –Klaus estava parado na minha frente arrumando a manga da blusa, rapidamente levo a mão ao meu ventre.
-Por deus Klaus! Você me assustou... –Sai da cama ainda com o celular na orelha. –Vou ter que desligar beijo.
-Amor você anda muito assustada. –Ele se sentou a cama tirando os sapatos. –Quem era no telefone?
Merda.
-Achei que você ia chegar amanha.
-Adiei a cirurgia para semana que vem. –Eu não quero contar a ele sobre Anna, ele ia ficar furioso. -Você não respondeu minha pergunta.
-Com a Brittany! Que saco Klaus. –Pisei duro até sair do quarto, Klaus arrumou uma amiga para mim, Brritany. Ela era até que legal e sabia tudo de maquiagem e moda, eu não era louca de contar nada á ela, sabia que no final ela iria dizer a Klaus.
-Senhora, o jantar está pronto. –Me sentei a mesa, era estrogonofe, meu prato preferido!
-Você sempre caprichando em Jenna? –Klaus se sentou a mesa, animado.
-Fico feliz que o senhor ache isso! –Ela sorriu para ele, que retribuiu.
-Por que não se junta a nós? –Ele estendeu a mão para cadeira vazia. O Fuzilei com o olhar, o que ele tava fazendo?
Senti algo querendo sair de dentro de mim, eu iria vomitar de novo. Corri para o banheiro colocando tudo para fora como fizera com o almoço. Coloquei a mão na cabeça, estava soando muito. Como eu iria conseguir contar ao Klaus? Me levantei indo lavar meu rosto, vi meu reflexo, eu era uma trouxa de viver assim com o Klaus, como eu consegui viver assim por tantos anos? Eu não sei. Longe do meu pai, da minha mãe...Como eu agüentei? Por que não joguei tudo para os ares e fui embora daqui? Klaus não me merecia, por mais que eu insestia em que ele era o homem certo para mim, mais não era. Ele não me respeitava como devia, só ficava comigo quando ele interessava.
Mais cedo eu havia um DNA para comprovar que era mesmo filho do Klaus, eu sabia que era, mais queria algo para comprovar, minha medica autorizou a fazer e eu realmente fiz, peguei o DNA na bolsa, que comprovava que Klaus era mesmo o pai do meu bebê. Segui para a mesa, colocando o resultado nas mãos e me sentei a cadeira.
-Você está bem senhora? –Jenna me olhou, aquela vadia não ia sair dali não?
-Caroline, você está bem? –Fiz negativo com a cabeça, Klaus deu um sorriso, olhando para todos os lados menos pra mim. –O que foi dessa vez?
-É complicado. –disse secamente.
As palavras simplesmente não saiam da minha boca, não conseguia dizer ‘’eu estou grávida. ’’
-E complicado o que Caroline? –Ele segurou a mão de Jenna, sorrindo para ela.
Que ódio que meu deu, era pra ele estar segurando a minha mão, não a dela. Eu era a esposa dele não ela!
-Eu estou grávida! –Não sei como consegui dizer, mais consegui. Ele arregalou os olhos para mim.
-E quem é o pai? –Disse em tom de deboche, as lagrimas começaram a sair pelo meu rosto, cruzei os braços, nervosa.
-Você ainda tem a indecência de perguntar isso? –Ele se virou para a Jenna. –Você é o pai! Quem mais seria?
-Esse filho que você carrega não é meu. –Ele disse rispidamente, sem se importar com meus sentimentos.
-Klaus! –Bati com força na mesa, ele se virou para mim surpreendendo-se com minha reação. –Eu te odeio!
-Não faz nenhuma diferença isso para mim, de verdade Caroline.
-Toma esse DNA, espero que você se arrependa todos os dias por ter falado isso. –Joguei o resultado na cara dele, que pegou rapidamente. –Por que eu ainda te amo...
Sai em disparada para meu quarto, pegando o dinheiro suficiente para mim por dois dias, iria para algum hotel aqui perto, eu não viver com um homem que não acredita em minhas palavras. Peguei minha bolsa e corri para fora, dando sinal para o motorista, que logo pegou o carro e veio até mim, entrei no carro falando para o motorista só dar uma volta.
-Está tudo bem Sra.Caroline? –Me virei para ele, era a primeira vez que estava saindo assim, impulsiva.
-Está, obrigado. –Meu celular começou a tocar, era Anna.
-Alô? Anna? –Lagrimas ainda estavam saindo dos meus olhos, limpei-a com as mãos. –Ele não acredita em mim, falou que o bebê não era dele.
-Não acredito, eu sinto muito Carol. –Sua voz estava triste também.
-E agora eu fui embora da mansão. –Desabei sobre o banco afundando minha cabeça para trás. –Não tenho onde morar e nem pensei nisso.
-Por que você não vem para cá? –Me sentei normamente, voltar a Nova York? Até que não era má idéia. –Agora eu moro sozinha, você sabe...
-Anna, posso mesmo morar ai? Você está falando serio? –O Motorista estava tenso, como se fizesse parte de uma gangue, bom isso era mesmo verdade.
-Mais que pode Carol! Pode ficar aqui o tempo que quiser. –Anna sempre querendo me ajudar. –Eu adoraria que você morasse aqui!
-Tudo bem, estou pegando o avião hoje mesmo. –Ela deu gritinhos de alegria, desligando o celular.
Liguei para o aeroporto, agendando uma passagem, claro que eles não deixaram por ser bem em cima da hora, mais só disse que era esposa do ‘’Klaus Mikaelson’’ e eles logo cederam, dizendo que iam colocar na conta deles, e estavam se desculpando por ser tão arrogantes comigo.
-O Senhor Klaus não para de ligar, O que eu digo? –Argh Klaus, conseguia ser tão irritante quando queria.
-Não conta nada sobre o que eu disse aqui, por favor. –Olhei para ele chorosa. –Não conta nada, promete?
-Prometo sim senhora, afinal sou seu motorista. –Sorri amarelo para ele. –E o que eu digo?
-Diz para ele que eu fui para a puta que pariu. –O Carro parou e eu desci, agora era tarde demais para voltar atrás.
Entrei ao aeroporto indo direto ao ponto de embarque, iria viajar de primeira classe. Ainda bem que o meu passaporte andava em dia sempre e não precisava renová-lo ou coisa assim, como eu não tinha nenhuma mala só uma bolsa com dinheiro que ainda nem usei, a aeromoça estranhou mais também não disse nada. Coloquei meus pés dentro do avião e olhei para trás.
-Adeus, Portland. –A aeromoça me conduziu até a primeira classe, tinha só umas três pessoas lá, me sentei a onde ela me indicou, afundando a cabeça para trás. De agora em diante vai ser tudo diferente, tem que ser.
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