Crazy In Love

15 14- Seja você mesma.


Notas iniciais
Oi gente! espero que gostem.

Caroline Forbes Narrando

Realmente não podia abandonar minha amiga assim, ela fez tanto por mim, me defendeu tanto e me acolheu tantas vezes...Precisava resolver uma coisa de cada vez e não podia mudar assim, eu estaria fugindo de tudo e todos, mais uma vez...Não queria isso, por mais que eu quisesse uma vida com as pessoas, não mudaria em nada, eu estaria sendo uma mascara...Se eu ficasse e enfrentasse tudo, todos iriam ter uma opinião diferente sobre mim, inclusive vão ter orgulho da pessoa que me tornei. Não precisava de Klaus, ou de minha mãe, ou de outra pessoa para me tornar quem eu quisesse, havia muitos cantos de Nova York para eu conhecer, havia tantas coisas que eu ainda não sabia, mas essas experiencias só iriam ser divertidas.

Anna estava trancada no quarto praticamente a manha inteira, eu e meu amigo havíamos feito varias coisas, tarefas e até demos uma passada no mercado para comprar umas coisas, e nada de ela sair, realmente estaria tudo bem deixa-la com um estranho? Digo, não seria irresponsabilidade nossa? Mas Anna já é madura o suficiente pra saber o que é bom ou não pra ela, mas eu estava preocupada...

–Ela deve ter capotado. -Meu amigo estava mais preocupado ainda, que até roera as unhas, uma mania feia dele eu diria, porém não o culpava, eu parecia tão tranquila enquanto ele demostrava o que estava sentido. -Não tem nenhum sinal de vida naquele quarto...

–Nem o rapaz saiu. -Ty olhou tão feio pra mim que eu logo mudei a minha conduta, me envergonhando. -Quer dizer...Já deviam ter levantado.

–Aquela imbecil! -Ele bateu a mão na mesa, indo a cozinha.

O que poderia ter acontecido? Caminhei até o quarto de Anna, parando em frente aquela porta, coloquei minha orelha na porta, com a esperança de ouvir alguma coisa, alguma conversa, qualquer coisa que me desse um total segurança de que ela estava bem, mas estava tudo tão quieto, bati na porta, mais ninguém parecia dar sinal de vida, realmente fiquei preocupada...

–Anna, você está acordada? -Bati cada vez mais forte, não percebendo o quão barulhenta estava sendo. -Anna!

A porta se abriu, e uma figura estranha estava me encarando, com as mãos no bolso, aquele rapaz daquela hora..

–Me desculpe, estou saindo. -Ele apenas passou por mim, sem dizer mais nada ou explicar algo...

Entrei rapidamente no quarto, pulando em cima da cama e conferindo se a Anna estava bem e viva, ufa...Seus batimentos estavam normais, e ela parecia estar bem, só um pouco inconsciente por causa que ela varreu a noite acordada, voltei pra sala, me jogando no sofá toda preguiçosa, talvez eu vá no shopping fazer umas compras hoje, faz tempo que não vou lá, fora que as coisas daqui são tudo tão estilosas, realmente preciso de um dia desses! Por que não hoje? estava tão animada.

–Anna está bem Ty, e o rapaz saiu agora pouco. -Disse, percebendo a presença do meu amigo ao meu lado. -Não acha estranho isso?

–Não. -Ty bufou, nem sequer olhando pra mim. -Anna é como uma irmãzinha pra mim, depois que você foi embora...Ela dependeu muito de mim e eu não sabia como agir, não foi culpa sua nem minha por ela ter viciado em algo tragico, mas eu poderia ter a impedido o quanto antes...antes dela começar com isso.

–Ty... -Abracei-o, reconfortando-se. -Olha, isso começou no ensino medio, não teria como você impedir, ela estava completamente envolvida nisso, só que ninguém teve coragem de ajudar ela, nem mesmo eu que sabia de tudo isso e simplesmente fui egoista e ignorei-a, ninguém ajudou-a. Mas Ty, não é tarde.

–Sabe Carol... -Ty retribuiu ao abraço, ele estava tremendo. -Os pais dela queriam por ela em alguma clinica, seria melhor pra ela se fosse dessa maneira. Por que não tem como ela sair e como nós ajudarmos, por que no final ela vai voltar nisso muitas vezes, seria bom se fosse com um profissional.

Ele estava certo, novamente. Um profissional sabe lidar com esse tipo de coisa, fora que ela iria sofrer menos, e se nos cuidássemos dela provavelmente ela voltaria a usar isso de novo, e com certeza viria varias consequências em cima dela, a gente iriamos ficar culpados e acabar estragando a saúde dela.

–Sim! Acho que devemos deixar isso pra alguém que sabe lidar com isso. -Falei, determinada. -Que tal nós três darmos uma volta no shopping? Daremos a noticia lá, ligue para os pais de Anna e comunique que iremos convence-la de que é a melhor coisa a se fazer.

–Essa é a Caroline que eu conheço! -Ty bateu palmas, pegando o celular e ligando, o deixei na sala e fui acordar Anna.

Ela parecia meio inconsciente ainda, dava dó de acorda-la, porém tive que fazer isso, ela levantou e estava tudo detonada, contei a ela sobre o shopping e ela logo ficou animada, não sabendo a real razão de ir lá. Me vesti rapidinho e logo saímos, a cidade parecia estar um pouco mais agitada do que o costume, mas era assim que eu gostava, barulhos me punha uma calma extraordinária, Ty dirigia com cuidado e prestando atenção pelas ruas, chequei meu celular e vi que tinha mais de 50 mensagens de Klaus, pelo que eu vi da ultima, ele estaria voltando para Portland, por enquanto isso era muito bom, já que nunca vai o veria de novo, chegamos logo no shopping, e como sempre estava um tanto lotado, andamos e conversamos animadamente, provamos roupas e até fomos naquelas lojas com vários accessórios diversificados.

–Então, que tal pararmos em algum lugar para comer? -Sugeri, olhando para todos os lugares procurando a praça de alimentação.

–É uma boa ideia, estou morrendo de fome! -Anna sorriu, não a via sorrir a muito tempo, acho que isso foi bom para ela.

–Então vamos. -Meu amigo meio que decidiu, andando na frente. -Vamos comer ali? Parece ser bom.

Entramos e sentamos numa mesa meio no centro, havia varias pessoas no estabelecimento, e parecia tudo caro, mas nada que o cartão não resolva, afinal de contas.

–Anna, a gente meio que não veio só para passear aqui. -Disse, abaixando a cabeça, não ia conseguir dizer á ela.

–É mesmo? -Ela disse meio desconfiada, deu pra perceber que estava começando a se preocupar.. -Então, por que?

–Queríamos que você aceitasse e fosse para clinica. -Meu amigo disse, firme, com coragem suficiente para dizer. -Eu e Carol queremos ajudar, deixe que ajudemos você, não queremos você metida nisso Anna...E Jer está sofrendo com isso também, sei que você se importa.

–Gente, não se preocupe...Eu vou sair disso, eu te falei Ty eu... -Ele a interrompeu, e pude olhar para eles, Ty estava realmente zangado.

–Anna, você não pode. Se pudesse já teria saido! -Ele disse, sua voz estava alta. -E outra, estamos se preocupando e você deveria ao menos se importar, porque nós pensamos nisso pelo seu bens, seus pais não estão mais conseguindo se comunicar.

–Tyler, eu já disse eu saiu sozinha. -Ela parecia nervosa, não estava aguentando esse clima entre nós. -Não preciso da ajuda de ninguém.

–Você não vai sair sozinha, você não está sozinha! -Eu disse de repente, fazendo os dois olharem pra mim e levantei. -Anna, a gente se importa por que você é nossa amiga, entenda, nós queremos o seu bem em primeiro lugar. Acha que seus pais iriam querer isso pra filha deles? Imagina a vergonha?

–Eles não querem isso para você do mesmo jeito que não queremos. -Continuei. -Jer está sofrendo, pode ser um relacionamento aberto e ele sabe disso por que passou a mesma coisa no ensino médio, mas ele superou, por que ele sabia que não ia conseguir sozinho, então não diga isso! Cresça Anna, se você não quiser se ajudada, Ok. Tudo bem pra mim, não ira estragar o meu futuro, mas saiba que você esta machucando pessoas que amam você!

Sai de lá, sei que deveria ser forte e olhar nos olhos dela, continuar ali por ela. Eu sou uma pessoa fraca, depois de tudo que passei não tenho mais coragem sobrando, mas não tem como eu abandonar o barco de vez agora, estava ali e com certeza iria sair e me tornar uma pessoa forte. Sei que a Anna está lidando com tudo isso sozinha, que é difícil pra ela deixar todos aqui, mas ela deveria estar feliz por nós estamos ajudando ela, por se preocupar e por querer que ela fique bem, não posso fazer nada se ela não quiser isso...Mas eu quero ajudar, por que uma coisa pequena se torna grande. Avistei os dois vindo em minha direção, Anna parecia um pouco envergonhada, estava toda encolhida ao lado de Ty.

–E então? -Disse, ainda brava.

–Eu resolvi ir pra clinica. -Anna disse, e começou a chorar. -Carol, obrigada!

–Você realmente é forte. -Falei, a abraçando. -Você vai ver! Vai dar tudo certo.

–Eu liguei para meus pais, e para o Jer também. -Ela estava soluçando, realmente entendia como ela se sentia. -Jer está contente e disse que vai me esperar e meus pais irão me buscar hoje!

–Que bom Anna. -Estava aliviada, finalmente estava retribuindo tudo que ela fez por mim.

–Carol, pode cuidar da minha casa enquanto eu estiver ausente? -Ela disse meio envergonhada, enxugando as lagrimas. -E tome conta pra que nenhuma garota tome conta do Jer, Tyler?

–Pode contar conosco! -Eu e Ty falamos em coro, dando um abraço bem apertado em trio.

Fomos embora do shopping, afinal os pais de Anna iriam passar por lá para buscar as coisas dela e ela. Chegamos em casa e começamos o trabalho, colocando tudo necessario na mochila dela, até Ty tava ajudando, rolou umas brincadeiras e muitas coisas divertidas como antigamente, estava feliz por ter escolhido a coisa certa. Ouvimos uma buzina estrondosa, e logo saimos pra fora com a bagagem de Anna.

–Obrigada gente! -Ela deu um abraço em nós, chorando, todos nós estavamos tristes. -Vou sentir a falta de vocês.

–Vou sentir sua falta Anna! -Disse, minha voz estava chorosa e eu estava nervosa e triste ao mesmo tempo, ela iria fazer falta. -Se cuide tá?

–Não apronte muito lá, não queremos ver você na televisão! -Ty brincou, nós rimos e se abraçamos de novo.

–Até logo gente! -Ela acenou, e os pais dela também, logo o carro desaparecera pela rua escura, eu estava contente por ela ser ela mesma e decidir que isso era o melhor pra ela, e fico feliz que eu mesma esteja voltando aos poucos, Anna não merece essa vida que ela tinha, cheia de mistérios e de incertezas, sinto que tudo vai melhorar para nós.

Notas finais
Então, o que vai ser agora?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.