Crazy Holidays.

3 Um brinde à férias!


Notas iniciais
Eu queria agradecer por todos os comentários que deixaram nas histórias, e principalmente, me desculpar pela demora da atualização da história >< O Neryk tinha dito que se eu demorasse, escrevesse um capítulo bem grande para compensar :v Mas esse foi o máximo que eu consegui para escrever *w* Obrigada gente

E você, finalmente parou de fazer cosplay da “Pequena Sereia”? — Rebati zombeteira, ainda mais irritada pelo pensamento que me ocorrera ao vê-lo daquele jeito.

Antes que outra discussão começasse, um homem surgiu gritando “A noiva está chegando” e como em um passe de mágica, meus pés criaram vida, me fazendo atropelar Tsunami e correr em disparada com aquele vestido enorme, até o altar, que era onde eu deveria ficar.

Vamos, vamos, incentivava a mim mesma, eu não vou querer ouvir os xingamentos da senhorita Lika Urabe.

Então, como esses dias estão sendo recheados de “Toukisses”, escorreguei no vestido, acabando por cair de cara no chão, quando ainda faltavam alguns passos para chegar ao altar.

Xinguei até os céus enquanto me levantava, lançando um sorriso envergonhado para o padre que me encarava descrente. Fechei meus olhos e juntei minhas mãos, fazendo sinal de que havia pedido perdão e que ele podia ficar em paz, mas não acredito que tenha dado muito certo.

Meu único desejo neste momento é que esse casamento termine logo. E claro, que eu possa descansar em uma banheira enorme depois disso.

Preciso dizer que a cerimônia foi um sucesso? Lika e Ichinose simplesmente foram o casal mais animado que eu já vi! Em grande parte, por culpa da Lika, que nem esperou a permissão do padre para que o casal se beijasse. Enquanto ela o agarrava como se não houvesse amanhã, o padre me lançava um olhar reprovador como se eu fosse a culpada.

E eu nem tinha culpa!, como se a minha queda fosse colocar em risco o resto do casamento!

E falando em queda, depois que eu caíra, percebera algo. Todas as vezes que meus olhos pousavam acidentalmente em Tsunami, ele prendia o riso. Eu realmente queria muito saber o motivo da graça, depois que a cerimônia acabasse.

Quando a cerimônia finalmente acabou e todos pegaram seus pares para dança ou simplesmente ficaram observando, respirei fundo e comecei a caminhar em direção às mesas cheias de comida que haviam ali. Era um pecado dançar e deixá-las ali, que provavelmente seriam jogadas foras quando tudo aquilo acabasse.

No caminho, encontrei Endou e Aki conversando animadamente sobre algum assunto, o qual não pude chegar à tempo de ouvir. Quando me viram, Aki rapidamente o cortou, com um levantar de mãos. Ela sorriu para ele, murmurando algo como 'Depois conversamos' e caminhou até mim com o sorriso desvanecendo cada vez mais:

— Posso falar contigo por um minuto? — Pediu educadamente.

Abri um sorriso e assenti:

— É sobre o que falamos mais cedo... No banheiro. — Aki falava pausadamente, como se procurasse folego em cada palavra pronunciada. Ela era tão boa. Deveria ter uma regra no mundo, que privilegiasse pessoas assim de terem finais felizes, porque a tradição parece ser contrária. — Poderia esquecer, por favor?

— Sobre você e o Endou? — Perguntei.

Ela arregalou os olhos, avaliando em volta para se certificar de que ninguém me ouvira. Ri:

— Sim. — Me encarou suplicante. — Eu me exaltei naquele momento. Disse coisas que não deveriam ter sido ditas. Afinal, não importam meus sentimentos, já é tarde demais, não é? Sempre foi.

— Você está errada. — Comecei, mal-humorada. A sua dedicação em entregar de bandeja para outra mulher um homem à qual amava, sem ao menos lutar, estava começando a me dar nos nervos. — Você conhece o Endou há muito mais tempo que ela! Você sempre o ajudou quando precisava, mesmo quando até mesmo os seus amigos não conseguiram aguentar toda aquela barra, você aguentou por ele! Aki, você é especial para o Endou. O motivo de nunca ter acontecido nada, é que você nunca demonstrou nada muito explícito, e nós duas sabemos o quanto o capitão é lerdo, não é mesmo?

— Capitão... — Ela sorriu nostálgica, com o apelido que eu citara.

Mesmo depois de tanto tempo, mesmo que já fizessem mais de 5 anos que tudo aquilo acontecera, ainda me sentia como se todos ali fossem uma equipe. E tendo Aki cuidado de mim todas aquelas vezes que eu me machucava nas partidas, não podia vê-la ali machucada, e simplesmente olhar:

— Então? — Perguntei receosa.

— Eu... — Seus olhos brilharam de determinação. Ela sorriu confiante, com aquele sorriso que há tempos não via. — Você tem razão. Eu não posso simplesmente desistir... O Endou é muito importante para mim. E eu não quero abrir mão de tudo isso.

Pisquei, sorrindo de orelha a orelha. Aos olhos de milhões — literalmente —, a relação de Lika e Ichinose, nunca iria passar de 'meu marido' e 'me larga, Lika', mas só Deus sabe como, lá estavam os dois, com alianças que provavam a sua união pelo resto da vida.

Senti orgulho de mim mesma, até que 'toukisses' não eram sempre coisas ruins. Mas para que aquilo não durasse ao menos segundos, Aki se aproximou de mim antes de sair e murmurou envergonhada:

— Esqueci de te dizer, — começou. — mais cedo quando você caiu, deu para ver toda a sua calcinha. Espero que só eu tenha visto, seria um pouco vergonhoso se todos os meninos tivessem visto também. Mas acho que isso não aconteceu, já que eles estavam todos reunidos conversando sobre futebol.

Ri, aliviada. Quer dizer, ri para aliviá-la, pois dentro de mim, eu estava quase entrando em choque. Tentei repetir para mim mesma que Aki tinha razão, todos os meninos estavam ocupados demais e conhecendo eles como conhecia, estariam distraídos o bastante para ver uma Touko caindo e mostrando sua calcinha para quem quisesse ver.

Mas havia um deles que não havia seguido os outros, quando eu os repreendera. E que certamente havia visto, já que tinha os olhos extremamente atentos, acostumado com os movimentos imprevisíveis das ondas:

— ARGH! Jousuke Tsunami, eu vou te bater tanto, até que você perca a memória, então... — Enquanto caminhava, ia balbuciando sentindo o desespero correr por minhas veias.

NARRADOR ON

Touko, era só uma calcinha, tentava se acalmar, uma calcinha de... Por que eu não ouvi a Lika?!

Ela se lembrava exatamente da manhã, quando estava se vestindo e Lika a encarou com receio, perguntando se era o ministro que comprava suas calcinhas. Ela não entendeu de imediato, mas quando olhou para ela pode compreender, ao ver que a que estava usando era uma bem antiga que tinha de ursinhos, mas que lhe era bem confortável.

Respondera que não se importava muito com isso, sempre enfiava a mão dentro da gaveta e tirava a primeira que encontrava. Não escolhia a dedo, como se cada uma tivesse uma situação para ser usada.

Por fim, perguntou se Lika não tinha mais coisas para se importar, como se preparar para o seu casamento. Deu certo, fazendo com que a azulada desaparecesse do quarto, sem fazer nenhum comentário.

Agora ela se arrependia, por não tê-la ouvido! Não que se estivesse usando outra calcinha, não se importaria, mas uma de ursinhos só iria fazer com que a opinião de Tsunami se reforçasse sobre ela, a de que era uma criancinha mimada. Ou pior que isso.

Crianças mimadas não usam calcinhas de ursinho. Crianças que não crescem, talvez.

Ia murmurando milhares de palavrões à Tsunami enquanto andava, procurando por um lugar que tivesse alguma bebida. Talvez um bom gole a fizesse esquecer da humilhação mais cedo:

— Eu sei que você não gosta muito de mim, mas precisa ficar me amaldiçoando pelas costas? — O rosado surgiu ao seu lado, segurando um copo, se preparando para enchê-lo. Ele cerrou os lábios, franzindo as sobrancelhas, colocando as mãos em suas costas. — Eu bem que estava sentindo uma dor aqui nas costas ultimamente...

Touko ignorou, se perguntando se valia a pena respondê-lo. Talvez fosse melhor se ela fingisse não escutar e ele fosse finalmente embora, deixando-a sozinha. Ela só tinha de aguentar aquele dia. Logo, eles nunca mais se veriam.

— Eu preciso de férias, — ele resmungou mais para si mesmo, do que para a rosada que estava ao seu lado. Ela riu, o fazendo encará-la surpreso, como se até então, não suspeitasse que ela estava escutando. — É sério. Sinto falta do mar. Era bom passar todos os dias sem fazer nada, surfando. Agora que viajei para cá não tenho quase tempo nenhum para descansar, fora que o Endou fica o tempo todo no meu ouvido querendo jogar futebol. Eu gosto e tudo mais, mas acho que três da manhã é um horário sagrado para o meu sono, sabe?

— Sei bem como é. — Riu fraquinho, o observando encher seu copo com a bebida ali. — Até pareceu que fui eu que casei. Só que eu não ganhei um marido, nem um vestido de noiva.

O jovem riu, com um leve abanar de cabeça:

— Eu estou feliz por eles. Mesmo que eu não esperasse isso.

— Nem eu.

Ele a encarou surpreso, como se ela tivesse dito algo de muito errado:

— Oé, eu sei que ela é minha melhor amiga, mas eu também tenho opinião, não é? — Retrucou, segurando a risada. — Só foi totalmente inesperado. Ele chamou ela para um jantar e ela chegou na manhã seguinte, com um sorriso no rosto, avisando que eles iam se casar. O que aconteceu? Acho que eles beberam a noite toda e ela se aproveitou um pouco.

— Essa explicação faz mais sentido.

Touko encheu seu copo e o levou até Tsunami, levantando um pouco acima dos olhos da mesma:

— Vamos blindar?

— À quê?

— À férias. Para nós dois! — Falou, com um sorriso.

— Contanto que seja em lugares diferentes. — Respondeu divertido, recebendo um sorriso da outra de volta. Mesmo que o Japão fosse pequeno, ainda seria impossível que os dois escolhessem passar as férias no mesmo lugar.

Ele fez um brinde, tocando o copo dela, logo depois despejando todo o líquido pela sua garganta. Era o seu brinde de despedida. Por um longo tempo, pelo menos na mente dos dois.

— Ah, muito original sua calcinha.

Notas finais
E assim terminamos o capítulo! E a festa, que ainda vai dar muito o que falar :v Espero que tenham gostado *w* Comentem o que acharam, e até a próxima :v Beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.