Crazy Bout' You

20 Capítulo 20 - Love Me Like You Do


Notas iniciais
Guys... Desculpem a demora. Tenho 3 motivos pra me justificar kkkk 1º Preguiça e.e (ñ importa d qm seja o lemon, eu sempre vou ter preguiça d fzr um lemon pq lemons precisam d mta concentração e imaginação pra sempre dar uma diferenciada em cada um, msm q seja mínima) 2º Entrevista de emprego. Tive uma quinta-feira, sem cabeça pra escrever 3º Eu planejava fzr o lemon no dia seguinte do encontro. Blz. Escrevi boa parte do capítulo e tals qnd leio td, acho uma perfeita bosta. Refiz todo o capítulo e ficou melhor assim, foi o jeito. É isso :) Título do capítulo tirado da música Love Me Like You Do da Ellie Goulding Boa leitura

Peter e Wade ficaram num silêncio confortável enquanto comiam sua sobremesa gelada, mas as coisas começaram a esquentar depois que os dois passaram a se encarar como se estivessem competindo para ver quem piscava primeiro.

O moreno comia seu sorvete com certa lentidão não deixando de olhar para o loiro, que ao contrário dele dava rápidas colheradas. Peter sujou o lábio inferior de sorvete de pistache limpando com a própria língua, o que não foi passado despercebido por Wade, nem um pouco.

– Para.

– Quê?

– Tá me provocando — acusou o loiro.

– Não estou, não — defendeu-se Peter.

– Está sim!

– Juro que não! — Riu Peter achando graça naquela discussão.

– Tá rindo por que então? — indagou Wade arqueando a sobrancelha.

– Você é engraçado — respondeu Peter dando de ombros.

– Quer ir pra outro lugar depois daqui? — indagou o loiro num tom quase inocente.

Peter arqueou a sobrancelha observando o discreto sorriso malicioso que Wade lhe lançava. Ele sabia muito bem o que aquela frase significava.

– Não é meio cedo pra isso? — indagou Peter tentando ficar indiferente.

– Não... — disse o loiro verificando a hora em seu celular. — Já são 21:30.

Peter riu balançando a cabeça em negação.

Os dois terminaram suas sobremesas e chamaram o garçom para que lhes entregasse a conta. Depois que Wade pagou, ele e Peter saíram do restaurante para ficarem em frente ao mesmo curtindo a noite e as luzes do lado de fora do estabelecimento.

Wade encostou-se sob a pilastra da entrada puxando a mão de Peter para que ele ficasse ao seu lado enquanto os dois observavam o céu. Apesar dele estar limpo, haviam algumas poucas estrelas visíveis e, é claro, a lua cheia que iluminava aquela bela escuridão.

– Está pensando em quê? — indagou Peter ainda fitando o céu.

– Em como eu tive sorte de conhecer você.

Peter se viu abrindo um sorriso. Era incrível o modo como Wade sempre lhe dizia coisas gentis, e ainda mais incrível como ele era capaz de ser daquele jeito mesmo depois de tudo o que sofreu.

– Você tem sorte é de ser um cara bom.

– Eu não sou bom, Petey. Pelo menos nem sempre fui.

– Está falando do Deadpool?

– Não, to falando de mim mesmo. Eu era um caos antes dos tratamentos. Tinha vezes que eu nem sabia quem eu era.

Peter mexeu sua mão direita em busca da de Wade, pousando-a em cima da dele. O loiro virou a mão esquerda entrelaçando seus dedos aos de Peter e os dois permaneceram assim, de mãos dadas, como um casal.

– Falando em Deadpool... De onde veio esse nome?

– Ah... — Riu Wade meio sem graça — Da clínica. Eu fiquei uns tempos internado e lá tinham dois caras bem mau encarados. Assistentes mesmo, eles riam dos doentes e às vezes faziam umas brincadeiras...

– Que tipo de brincadeira?

– Escolhiam a dedo um doente por dia pra se trancarem numa sala e torturá-los de acordo com a doença que tinham. Os caras saíam de lá traumatizados e o nome da brincadeira era "Deadpool" só pra assustar mesmo.

– Isso é horrível — disse Peter horrorizado. — Ninguém denunciava eles?

– Não. Os pacientes eram ameaçados por eles. Mas quando chegou a minha vez não deu muito certo. Eu era o mais desequilibrado daquele lugar, acabei deixando foi eles bem confusos — Riu o loiro relembrando. — Eles tentaram me desestabilizar, mas eu me irritei pra valer e acabei batendo feio neles. Quase fiz jus ao nome, porque só faltava aquela sala virar uma piscina de sangue.

Wade virou a cabeça enquanto ria para ver a reação de Peter, e o moreno apenas o observava chocado.

– Depois eu os denunciei e eles foram presos — completou o loiro fazendo Peter ficar um pouco aliviado.

– Você passou por cada coisa... — comentou Peter pensativo. — Teve alguma namorada no meio dessa história toda?

– Não — respondeu Wade. — As garotas têm medo de mim.

– Então você sempre foi...?

– Você é o primeiro, Petey. Em gênero, número e grau.

– Hum.

– E você? — indagou Wade curioso.

– Eu? Bem... digamos que eu nunca tive muito sucesso nisso. Passei a maior parte da minha adolescência afim da Mary Jane.

– Então era mesmo verdade? Tá explicado porque o Flash te odeia.

– Nem vem querer defender aquele idiota, ele me odeia desde sempre. O namoro com a Mary Jane foi só mais uma consequência.

– E você ainda gosta dela? — perguntou o loiro receoso.

Peter ficou uns segundos observando o céu, pensativo. Aquela era uma pergunta que ele tinha muito gosto em dizer a resposta.

– Não. Sorriu. — Deus, como é bom dizer isso! Eu tô livre!

Wade sorriu satisfeito com a resposta.

– Não faz ideia do quanto é horrível não ser correspondido — Suspirou o moreno. — Acho que eu devo isso à você.

– Eu? Por quê?

– Ainda acha que eu não sinto nada por você, né?

– Mais ou menos — respondeu o loiro com sinceridade. — Vamos — disse apontando para o ponto de táxi ali do lado -, chegou um táxi.

– Eu gosto de você, Wade — disse Peter parando em frente ao táxi e apertando sua mão entrelaçada à dele. — Mesmo.

Wade pousou sua mão esquerda a bochecha de Peter e admirando seu rosto por alguns segundos, para logo em seguida aproximar seus lábios aos dele, dando-lhe um beijo.

Peter largou a mão direita do loiro para pousá-la no pescoço dele, aprofundando o contato num beijo mais acelerado.

Wade invadia a boca de Peter entrelaçando sua língua à dele, sentindo o cheiro do perfume do moreno e seu próprio corpo reagir feliz às palavras ditas há pouco. O loiro queria ter uma parede próxima deles para poder encurralar Peter e fazer o que quisesse pelo resto da noite, mas ele era um cara paciente. Esperaria mais uma hora ou duas.

O taxista, diferente de Wade, buzinou impaciente para que os dois decidissem se iam ou ficavam.

– Acho que... é melhor... a gente entrar... — dizia Peter entre o beijo.

Wade prolongou o contato por mais alguns segundos, mas o soltou por fim com relutância. Os dois entraram no veículo e o loiro disse um endereço para o taxista que Peter reconheceu ser próximo à casa de Gwen.

– Onde está me levando? — indagou o moreno arqueando a sobrancelha curioso. — Achei que fôssemos voltar mesmo.

Wade lançou outro sorriso quase inocente, não respondendo à pergunta de Peter, apenas voltando a beijá-lo e sendo saudosamente correspondido. Peter arfou sentindo seu membro começar a acordar graças a uma mordida no lábio inferior que Wade havia lhe dado.

– Ainda te morderia todo — disse Wade dando um sorriso de canto.

– Ah é? Pois não vai ter mordida nenhuma até você me dizer onde estamos indo.

Wade estreitou os olhos e cruzou os braços convicto.

– Tá bom então.

Peter franziu o cenho inconformado. Ele não ia dizer mesmo!

Alguns silenciosos minutos depois ,os quais Peter observava pela janela tentando adivinhar onde estava sendo levado, o taxista finalmente parara em frente a uma casa que com certeza não era a de Gwen. Aquela era normal, de tamanho médio e cores pastéis. Apesar da aparência tradicional de todas as casas por ali, ela trazia uma aparência meio sombria e abandonada por conta da luz. Era a única casa aos redores com as luzes apagadas, sem nenhum sinal de vida lá dentro.

– Sua casa? — adivinhou Peter por fim.

– Minha e do Rick. Ele não tá aí agora, a essa hora ele fica na delegacia.

– Trabalha com George Stacy?

– É... — afirmou Wade. — É o chefe dele, como sabe? Tem antecedentes criminais também? — indagou meio empolgado.

– Não... George Stacy é o pai da Gwen.

– Ah... Bem, vamos então! — disse o loiro pagando o taxista e saindo do veículo com Peter em seu encalço.

Peter respirou fundo enquanto o Wade abria a porta. Ele estava muito, muito nervoso. Não fazia ideia de como aquela noite podia acabar e tinha medo só de imaginar. Medo de fazer alguma coisa errada.

Wade deu passagem para que o menor entrasse primeiro e, com certa dificuldade, Peter entrou na casa. Wade tentava segurar uma risada do nervosismo óbvio de Peter, era engraçado como ele não estava nem um pouco nervoso, não como estava quando tentara dar seu primeiro beijo. Agora ele estava ansioso, meio eufórico até.

Peter seguiu o loiro até o andar de cima, que não era tão grande. Havia apenas três portas, provavelmente sendo os quartos e um banheiro. Peter seguiu Wade até a última porta do pequeno corredor, e surpreendeu-se quando o loiro ligou a luz do quarto.

É claro que ele estava um caos como a cama de Wade na Aesir, mas não era apenas uma bagunça que surpreendia Peter. Eram os rabiscos nas paredes. Tudo, absolutamente tudo, cada canto branco que antes era ocupado pela tinta estava preenchido por estranhos desenhos e palavras desconexas, mas ele podia reconhecer alguns desenhos das histórias de Wade. Ele podia enxergar claramente o desenho de uma cela com um garoto loiro atrás dela aqui, e uma sala branca com um rapaz loiro preso a uma camisa de força com dois homens gorduchos ao redor ali.

– Isso é... Recomendação da minha terapeuta — disse Wade meio sem graça. — Mas eu já parei de fazer.

– Você desenha muito mal — repudiou o moreno.

– Ah, me desculpe, Picasso — Riu Wade.

– Estranho não ter desenhos do Deadpool.

– Tem sim, estão atrás daquele armário — disse o loiro, apontando. — Rick não pode ver.

Peter assentiu em concordância e compreensão. De repente ele não teve mais assunto com Wade, e o silêncio estava começando a matá-lo, sufocá-lo, assim como aquela maldita gravata.

– Isso incomoda pra caramba, né? — comentou Wade afrouxando a própria gravata também.

– Sinto como se fosse uma coleira — reclamou Peter desfazendo o nó em seu pescoço.

– Eu posso tirar pra você — disse Wade se aproximando do menor.

Peter ficou apenas observando as mãos do loiro trabalharem em tirar aquela gravata dele e um olhar diferente se apoderar de Wade.

– Wade... Eu não sei se é o momento pra isso...

– Mas já são 22:30 — disse o loiro.

Peter levou a mão direita até os olhos cobrindo-os por alguns segundos, principalmente para tentar conter a vontade de rir, mas assim que ele os tirou e abriu a boca para falar, Wade o segurou pelos braços e o empurrou contra a parede mais próxima começando a distribuir beijos pelo seu pescoço.

– W-Wade...

– Quando quiser que eu pare é só falar — disse o loiro calando-o com um beijo.

Peter cedeu passagem para a língua de Wade pousando suas mãos nos ombros dele.

"Golpe baixo" pensou o moreno.

O certo era que os dois conversassem sobre aquilo, que entrassem num acordo, ou seja lá como aquilo funcionava. Pelo menos era assim que Peter pensava, mas aquela atitude de Wade meio que jogava tudo pro alto e valorizava um termo que Peter nunca seguira: mais ação e menos falatório.

Wade, que já estava com as mãos na cintura do moreno, subiu-as devagar chegando aos ombros de Peter e retirando-lhe o terno. Peter colocou os braços para trás para facilitar as coisas e Wade não perdeu tempo indo logo aos botões da camisa branca que o moreno vestia por baixo, retirando-a também. O loiro teve enfim uma visão privilegiada do corpo de Peter observando-o encantado por alguns segundos. Ele era magro do jeitinho que imaginava, sem muita massa muscular, mas com definição na medida certa.

– Decepcionado? — indagou Peter, inquieto sob o olhar de Wade.

Wade balançou a cabeça em negação.

– Você é perfeito, Petey.

Wade juntou seus lábios aos de Peter novamente, guiando-o até sua cama a alguns passos dali. O loiro o deitou com cuidado nela se abaixando e tirando o cinto da calça que Peter vestia.

O moreno estava nervoso e eufórico com toda aquela intimidade, mas respirou fundo tentando conter o próprio medo. Wade retirava sua calça o desestabilizando daquele mantra de se acalmar respirando bem fundo, mas o loiro notara um certo medo no rosto de Peter.

Wade subiu na cama ficando por cima de Peter e o trazendo mais para o centro para que o moreno colocasse a cabeça no travesseiro.

Peter fechou os olhos quando sentiu o loiro se aproximar para beijá-lo, mas o beijo não veio.

– Tira a minha roupa, Petey — sussurrou Wade no ouvido do menor, que abriu os olhos sentindo suas bochechas esquentarem e um forte arrepio passar por seu corpo acertando em cheio seu membro que começava a acordar.

Peter se ergueu sentando-se na cama, tratando de tirar o terno que Wade vestia e abrindo os botões da camisa preta que revelavam aos poucos o peitoral e abdômen definidos do loiro.

Wade buscou pelos lábios entreabertos de Peter, fazendo-o voltar a se deitar. Peter passeava suas mãos sob os braços, peito e descendo até o abdômen do loiro, aproveitando cada pedaço de músculo que pudesse tocar. Sua mente já estava turva e nublada com aquelas sensações; Wade pressionava seu corpo ao dele com muita fricção e Peter duvidava que conseguisse disfarçar sua ereção por muito tempo.

– Vou fazer uma coisa, Petey — disse o loiro abaixando as mãos até a cueca box do moreno, cauteloso.

Peter prendeu a respiração ao sentir sua cueca sendo retirada e sua ereção ficando evidente para o loiro, mas tudo o que Wade fez foi lamber os próprios lábios antes de segurar seu membro e começar a masturbá-lo.

Wade observou Peter arquear as costas sob o colchão entreabrindo os lábios e arfando. O loiro sorriu com o feito, continuando a manusear sua mão sob o membro do menor, especulando cada reação e gemido soltado.

Peter que estava com os olhos fechados inebriado com as sensações proporcionadas, abriu-os ao sentir algo quente e molhado em sua glande — e não era seu orgasmo -, era Wade. O loiro estava sugando-o, engolindo todo seu membro até o fim para depois soltá-lo e prosseguir naquele ritmo alucinante.

– Aa-ahh...

Wade deslizava sua língua pelo membro de Peter com vontade acelerando de acordo com os gemidos do menor. Peter mexia sua cintura em busca de mais daquelas sensações prazerosas, pousando as mãos na cabeça de Wade e enterrando os dedos nos fios loiros dele.

Wade se deliciava com os sons que Peter emitia enquanto ele lhe dava prazer, e empolgado em ouvir mais, começou a mexer nas bolas do menor acelerando ainda mais as sugadas, sentindo enfim um gosto diferente invadir sua boca. O gosto de Peter.

– Wad...ohh! — Gemeu Peter despejando-se nos lábios do maior.

Wade se jogou ao lado de Peter recuperando o fôlego.

– Como eu fui? — Indagou o loiro se deitando de lado e encarando o moreno em expectativa.

Peter que também se encontrava sem fôlego apenas tentava recuperar seu ritmo normal de respiração, assentindo com a cabeça sem realmente pronunciar uma palavra.

– Vou levar como um ótimo — Riu Wade.

Peter se virou para o loiro deitando-se de lado também, observando as íris azuis o encarando com satisfação. Levou sua mão até o pescoço de Wade, acariciando aquela área até subir mais um pouco e chegar a bochecha. Ele passeou o polegar pelos lábios de Wade, agora com a respiração em estado normal, e discretamente levou a outra mão até a calça do loiro começando a abrir o fecho da mesma sem deixar de encará-lo nos olhos.

Wade sorriu e mordeu o lábio inferior ao descobrir um olhar malicioso vindo de Peter. O moreno retirou a calça com sua ajuda e logo após a cueca box vermelha que usava.

Peter prendeu a respiração ao retirar a cueca de Wade. O loiro se aproximou do menor, mordendo seu lábio inferior, abaixando a boca até seu queixo onde também o mordeu, e logo após parando em seu pescoço roçando os dentes em sua pele.

Wade impulsionou-se, ficando novamente por cima de Peter, e começou a dar fortes chupões no pescoço dele. Peter se remexia, friccionando as ereções uma na outra. Ele passeava as mãos nas costas de Wade enquanto o loiro atacava seu pescoço, e o moreno não pôde deixar de perceber que sua região anal pulsava toda vez que o pênis de Wade encostava perto dali.

Ele precisava de Wade dentro dele. Imediatamente.

E como se ouvisse seus pensamentos, o loiro abaixou a mão até o traseiro dele com o dedo indicador pronto para começar a invadi-lo.

Wade posicionou o dedo na entrada do menor, adentrando o pequeno canal. Peter impulsionou sua cintura, fazendo o loiro continuar com sua ação, e o primeiro dedo invadira o moreno.

– Você tá bem? — indagou Wade, preocupado com as feições sérias do moreno.

– Tô — afirmou Peter, assentindo. — Continua.

Wade inseriu mais um dedo em Peter movimentando-os dentro dele.

Peter sentia um certo incômodo com a invasão dos dedos, mas ao mesmo tempo era bom tê-los ali, e ele queria que Wade prosseguisse, inserisse mais um, mas ele os retirou dali fazendo-o gemer em protesto.

– Se doer muito, me avisa que eu paro — Disse Wade num tom sério dando um selinho no menor.

Peter assentiu sentindo seu batimento cardíaco acelerar. Wade segurou o próprio membro o posicionando em seu ânus.

Os dois entreolharam-se de modo cúmplice, certos do que faziam, e assim Wade empurrou um pouco seu pênis contra Peter colocando apenas a cabeça.

– C-Continua.

Wade fez Peter abrir mais as pernas, mas aquilo não lhe parecia o suficiente.

– Coloca suas pernas no meu ombro — disse o loiro.

Peter obedeceu, colocando-as sob o ombro de Wade assim que ele abaixou-se para facilitar o trabalho, e, com isso, o canal de Peter ficara completamente vulnerável para o loiro.

Wade empurrou-se mais um pouco contra o moreno, enterrando-se aos poucos, até não conseguir ver mais nenhum pedaço de seu membro.

Peter fazia uma careta de dor, mas seus braços ao redor do pescoço do loiro indicavam que Wade não precisava parar, que ele aguentaria até o fim.

O loiro ficou alguns segundos parado para que o menor pudesse se acostumar com seu pênis dentro dele, mas Peter começava a ficar inquieto.

– Você é bem apressado — Sorriu Wade tirando um pouco mais da metade de seu membro de Peter, para depois impulsionar contra ele dando de brinde um beijo nele.

Peter gemeu contra o beijo, fechando os dedos sob os fios loiros de Wade.

– Hunf...!

Wade começou com os movimentos de vai e vem, segurando as pernas de Peter em seus ombros com força.

– O-Ohh... — Gemeu o loiro extasiado ao sentir o ânus de Peter começar a esmagar seu pênis pelos movimentos.

Apesar da dor, Peter começava a aproveitar os movimentos de Wade sentindo seu membro pulsar ao ver as feições extasiadas do loiro.

– Você é... Ah...! Tão... Apertado... — gemia o loiro.

Peter sentiu Wade acelerar os movimentos contra ele até que numa dessas estocadas, ele conseguira atingir sua próstata causando-lhe um espasmo e escurecendo sua visão.

– Aah...! Continua!

Wade parou por uns instantes surpreso com o tom de voz desesperado de Peter, mas continuou tentando atingi-lo no mesmo ponto de antes.

– Isso!

Wade estocava com força causando um choque audível de peles e uma certa lubrificação e facilidade de se movimentar por conta de seu pré-gozo.

Peter começou a se masturbar com rapidez gemendo cada vez mais alto. Seus gemidos se misturavam aos de Wade ensandecidamente enquanto os dois se encaravam fixamente, extasiados e extremamente excitados.

– Wad-Aahh... !

– Peter... — gemeu Wade sentindo-se no limite, despejando-se dentro do moreno.

Peter sentiu o líquido quente dentro de si enquanto o loiro continuava com os movimentos, e logo o moreno não conteve-se gozando em sua própria mão.

Os dois estavam ofegantes e cansados. Recuperaram o fôlego por alguns instantes antes de Wade retirar-se do menor e se jogar do lado dele na cama.

– Então... — disse Peter recuperando o fôlego — finalmente aprendeu o meu nome? Ou só sabe dizer nessa hora?

Wade riu de forma descontraída percebendo que realmente havia dito certo.

– Eu sei o seu nome, tá bom? — Riu o loiro. — É que não dá, quando um nome vem na minha cabeça ele fica. E o que ficou quando eu te vi foi Petey. Seu nome é Petey e pronto.

– Okay, vou informar isso no cartório.

– Pode ir — disse o loiro entrando na brincadeira.

Peter se aproximou do loiro aconchegando-se sob o peito dele.

– Que nota eu ganhei? — indagou o moreno sonolento.

– Não há nota que possa descrever — disse Wade acariciando os cabelos de Peter até que o sono os levasse.

oOo

No dia seguinte, Peter acordou sentindo-se revigorado. Abriu os olhos e sorriu ao encontrar Wade adormecido ao seu lado, era uma sensação ótima ter ele por perto daquele jeito.

– Já acordou? — indagou Wade sonolento.

– Já estava acordado? — devolveu Peter.

– Mais ou menos... Eu vou e volto.

Peter sorriu se sentando sob a cama e olhando ao redor. Talvez fazer sexo com um cara esquizofrênico num quarto sinistramente rabiscado com histórias de um passado sombrio fosse demais para a cabeça de uma pessoa normal, mas ele nunca se sentira tão vivo.

– Aliás, eu ouvi um barulho uns minutos atrás... Acho que Rick chegou.

– O quê?! — exclamou Peter. — Ele vai... Ele sabe?

– Na verdade, não. De nada.

– Ah, meu Deus...

– Calma, Petey, eu conto pra ele.

– Você tem alguma ideia da reação dele? — perguntou Peter tentando se acalmar.

– Não, mas ele é gente boa. E ele com certeza vai gostar de você. É o sonho dele que eu ande com uma pessoa mais civilizada.

– Andar é uma coisa, transar é outra.

– Tanto faz, ele vai ter que aceitar.

Peter suspirou em nervosismo, até que ouviu passos subindo às escadas. Ele segurou a respiração e sentiu que alguém parara em frente ao quarto.

– Wade...? Tá aí? — Indagou uma voz masculina não tão grave e autoritária quanto Peter imaginara.

– Tô. Não entra, eu tô pelado!

– Argh... Tá — concordou o policial.

– Rick!

– O quê?

– Nós temos visita!

– Visita? Marcou com seu amigo Flash pra vir aqui?

– Não, é outra visita. E tá aqui comigo!

Peter tentou tapar a boca do loiro em vão, ele segurara suas mãos tentando não rir.

– O quê?! Não disse que estava pelado?

– E eu tô!

– Oh... — Disse Rick em compreensão — Ok... Tô lá embaixo.

Peter ouviu os passos de Rick se afastarem, e deu um tapa no ombro de Wade que ria do desespero do menor.

– Seu maluco!

– Calma, Petey, vai dar tudo certo — Ria o loiro.

Peter pôs as mãos no rosto envergonhado, mas agora já era tarde. Ele teria de conhecer Rick.

– Anda, se veste que é hora de fortes emoções — provocou o loiro, levantando-se à procura de sua cueca.

Peter fez o mesmo reunindo suas roupas e vestindo a calça e a camisa branca do terno. Wade insistiu que ele usasse uma de suas camisetas, mas além de ficar grande, seria um pouco demais para Rick em sua concepção.

Wade vestiu uma camiseta verde e uma bermuda preta enquanto Peter trajava as roupas sociais, exceto terno e gravata. O loiro pegou no ombro do menor, encorajando-o, e quando abriu a porta do quarto, teve de empurrar Peter para que ele andasse.

– Sério, fica calmo.

– Eu estou ótimo — disse Peter tentando se convencer daquilo também.

Wade apenas sorriu seguindo na frente enquanto descia as escadas.

Rick estava na cozinha preparando o café da manhã. Quando ouviu passos se aproximando tratou logo de olhar na direção dos dois, curioso.

Peter notou que Rick não era bem todo aquele estereótipo de policial intimidador que ele imaginara. Rick tinha uma estatura magra, a barba estava por fazer e os cabelos castanhos e ondulados estavam para trás. Ele daria um bom hipster, aliás.

– Rick... Esse é o Petey.

– Petey?

– Peter — corrigiu o menor. — Muito prazer senhor. Peter Parker — disse estendendo a mão.

Rick a apertou de imediato mostrando óbvia surpresa.

– Você também estava pelado?

– Rick! — repreendeu Wade.

– O quê? Sua guarda é minha, rapaz, tenho que entender o que se passa aqui.

– Eu já sou maior de idade — disse Wade fazendo bico.

– A gente nota — disse o policial sarcástico.

– Eu gosto do Petey — disse Wade num tom sério. — Ele é melhor do que qualquer mulher.

– Entendo... Mas ele gosta de você? Contou tudo pra ele?

– Tudinho — afirmou o loiro. — Infância, adolescência, doença enfatizou. — Tudo.

Peter sentiu suas bochechas esquentarem ao sentir o olhar de Rick sob si. Ele não o encarava com desaprovação ou coisa do gênero, era mais um olhar de surpresa.

– Isso está bom demais... — disse Rick desconfiado — Se conheceram em que situação?

– Ele não é marginal, Rick — Suspirou o loiro. — Ele é da universidade, ele é um nerd, com óculos e tudo! Ele só não trouxe hoje.

– Peter Parker, você disse? — Indagou Rick — Acho que já ouvi esse nome...

– Ele é amigo da filha do capitão Stacy.

– Ah, é? — disse Rick, surpreso. — E desde quando arranja amizades tão boas? Da última vez você me trouxe um valentão mal encarado aqui dentro.

– Ele tá falando do Flash — cochichou Wade para Peter.

– E então...?

– Então o quê? — indagou Wade confuso.

– Ainda não falamos sobre isso — esclareceu Peter, — Por enquanto somos... Ãhn... Amigos, eu acho.

– Com benefícios — completou o loiro. — Estamos ficando.

– Ficando... — repetiu Rick, ainda meio confuso. — Tudo bem, então. Eu acho.

– Está tudo sob controle — disse Wade, colocando o braço em torno do ombro de Peter. — E pensa pelo lado bom, não há riscos de gravidez.

Peter levou a mão à boca tentando conter uma risada.

Rick apenas balançou a cabeça em negação. O fato de Wade assumir a homossexualidade não o surpreendia tanto. Ele sempre fora um cara excêntrico, surpresas é o que não lhe faltavam. Além do mais, ele próprio já fora testemunha do fracasso que o loiro era com as mulheres. As pessoas não costumam ser pacientes com o loiro, e para Rick, era sempre bem-vindo alguém aceitasse seu filho do jeito que era.

– E então? — começou Rick. — Vamos comer?