Crazy Bout' You
15 Capítulo 15 - About Crush
Notas iniciais
Wade voltou para a Aesir sentindo-se horrível. Talvez Peter nem gostasse de homens, talvez ele tivesse medo dele, ou pior, talvez ele gostasse mesmo de Harry.
– O que aconteceu? — Indagou Sam assim que o loiro cruzara a porta da república.
– Eu beijei ele.
– E...?
– E ele foi embora.
Sam soltou o ar desapontado. Wade parecia péssimo.
– Sente aqui — Deu espaço no sofá.
Wade se sentou com a cabeça baixa.
– Me diz isso direito, você beijou ele, ok. Mas ele não correspondeu? Ele te empurrou e saiu correndo? Foi isso?
– Não. Ele me beijou de volta, depois quando nos separamos ele ficou calado e foi embora.
– Então ele correspondeu! — Aliviou-se o moreno — Isso já é um grande avanço Wade, significa que ele te acha atraente.
– Mas você beijou o Harry e tá aí, cuspindo fogo por causa dele — Disse o loiro arqueando a sobrancelha — Ou você acha ele atraente...?
– Isso não vem ao caso — Sam remexeu-se no sofá.
– Claro que vem! Se é você quem tá me ajudando, as coisas tem que dar certo pra você.
– Olha, Harry é um cafajeste sem coração. Ele só quer transar comigo e depois jogar isso na minha cara, é completamente diferente do seu caso. Você é doce Wade, você gosta mesmo do Peter e ele parece um rapaz sério, ao contrário do amiguinho dele. Deu pra entender?
– Mas você não respondeu minha pergunta.
– Mas que inferno! Quer uma resposta? Ta bom então! Ele é muito bonito! Satisfeito?
Wade sorriu assentindo satisfeito.
– Então você acha que eu devo tentar de novo?
– Não — Negou Sam rapidamente — Se ele foi embora é porque precisa de espaço, tempo pra pensar. Dê esse tempo à ele. Tente não olhar pra ele ou se aproximar, porque pra pensar sobre o que ele sente por você ele vai precisar te observar e entender o que se passa na mente dele.
– Você é um gênio — Disse Wade impressionado.
Sam deu um sorriso convencido, feliz por pelo menos Wade se dar bem com um Vórtex, ao contrário dele.
oOo
– Você tá calado desde que chegou, vai dizer logo o que aquele maluco te disse ou eu vou ter que arrancar de você?
– Ele não é maluco Harry.
Harry revirou os olhos indo até a cama de Peter e se sentando num espaço onde o corpo do moreno não estava deitado.
– Vai falar ou não?
– Você já me viu tendo um relacionamento com alguém? Não literalmente, é claro, mas já imaginou? — Indagou Peter pensativo.
– Já. Comigo. Agora vai contar?
Peter soltou o ar balançando a cabeça em negação.
– Wade me beijou — Disse por fim.
Harry arregalou os olhos paralisado. Observou Peter esperando que ele dissesse que era uma brincadeira, mas ele não disse. Apenas limitou a olhar em sua cara, que provavelmente devia estar parecendo de um retardado mental.
– Ele te beijou — Repetiu Harry tentando convencer a si mesmo daquilo — E você?
– Eu deixei, não pensei muito na hora, mas depois eu me soltei dele e fui embora.
Harry deu uma risada maldosa imaginando a cena.
– E deixou ele sozinho lá? — Ria Harry recebendo uma cotovelada de Peter.
– Não ri dele, o que eu fiz não foi legal.
– Mas você também não pode se culpar por não ser recíproco.
– É aí que tá — Suspirou Peter — Eu não sei se é ou não.
– O quê?! — Disse Harry em ultraje — Está cogitando a hipótese de... Pet!
– O que foi? Ele é... Interessante.
– Interessante? O cara é completamente fora de órbita! E você já viu aquelas cicatrizes no rosto dele? Vai lá se saber como ele as conseguiu, ele pode ser um criminoso, sabia?
– Você não sabe o que está dizendo.
– E você sabe?
– Sim, eu sei Harry! Eu sei o porquê das cicatrizes e sei mais sobre ele do que você imagina, e quer saber? Eu não dou a mínima!
– Peter! — Harry estava surpreso com a pequena "explosão" do amigo.
– Qual o seu problema com ele? — Indagou Peter confuso.
– Eu não tenho problemas com ele, ele quem tem comigo. Se ele não fosse tão estranho comigo, quem sabe eu também não ligasse pra doença dele ou pro modo como ele se comporta.
– Ou isso tudo é ciúmes? — Completou o moreno — Digo, de amigo, porque já sei que você tem o White na cabeça.
– Agora é você quem parece estar com ciúmes — Desdenhou Harry.
– Ta bom Harry, já chega. Nós finalmente esquecemos a Mary Jane pra entrar na teia sem saída dos Aesir, estamos totalmente ferrados e descontando tudo um no outro.
Harry suspirou se deitando em cima de Peter e apoiando a cabeça no peito dele.
– E se a gente fugir?
– Covarde — Zombou Peter.
– Queria ainda gostar de você Pet — Desabafou Harry — Seria tão mais simples, nos conhecemos muito bem e ainda dormimos no mesmo quarto. Sua virgindade seria toda minha e que se dane o White.
Peter riu fracamente.
– Mas infelizmente isso não será possível. Eu ainda penso naquele momento na salinha de produtos de limpeza onde eu fiz ele gemer feito uma garota. Depois de receber sermões dele dizendo o quanto eu sou um riquinho egocêntrico, eu fiz ele se submeter aos meus caprichos de "playboy mimado". Ou essa atração toda é só porque ele é um nerd... — Refletiu — Malditos sejam vocês estudiosos de quatro olhos.
– Você é doente — Disse Peter.
– Doente é o seu amigo — Rebateu — O que você sente por ele?
– Eu não sei.
– Gostou do beijo?
– Ãhn... Eu não sei se me sinto vontade conversando sobre isso com você.
Harry voltou a se sentar olhando indignado para Peter.
– Qual é Peter, somos melhores amigos, te bati uma punheta nesse quarto e você vem com essa de "não me sinto à vontade falando sobre isso com você"? — Dizia imitando a voz de Peter.
– Okay! — Rendeu-se o moreno levantando os braços em rendição — Eu gostei! Foi... Bom.
– E você acha ele atraente?
– Não sei... — Disse pensativo.
– Ok. Vou te ajudar. Fecha os olhos e tenta se lembrar daquela face cicatrizada e de quem viaja muito na maionese.
– Você não tá ajudando — Riu Peter.
– Certo. Vamos tentar de outro jeito. Quais coisas na aparência dele você gosta?
– Gosto do cabelo dele.
– Ok, gosta de caras loiros, né? Podia ter me dito isso há uns anos atrás, eu tingia mais um pouco.
– Harry!
– To brincando — Riu — Continua.
– Gosto dos olhos azuis também. Estão quase sempre desfocados, como se ele vivesse num mundo dentro dele.
– O que não é mentira — Cochichou Harry — O que você acha das cicatrizes?
– Eu não vejo problema — Disse dando de ombros — Não o torna menos bonito, até dá um charme, sabe? De bad boy.
– Gosta de bad boys também? To vendo que o santo Peter tem fetiches bem quentes.
Peter deu um forte tapa na nuca de Harry fazendo-o gemer.
– Que violência... — Resmungou massageando a própria nuca — Tá, e o que acha do corpo dele?
– Ele é musculoso, não tenho mais nada a declarar sobre isso.
– Sério que ele é? Nunca reparei — Disse Harry pensativo.
"É porque você nunca o viu num traje apertado de couro" Pensou Peter vagamente.
– Muito bem, você gosta de muitas coisas nele. É Peter... Você tem fortes indícios de estar a fim dele.
– Tenho...?
– Você é tão nerd e tão burro — Suspirou Harry.
– Engraçado que você só sabe falar de mim, como se você também não estivesse a fim do Sam.
– Estar a fim não é gostar de fato — Deu de ombros — E ao contrário de você que demorou um ano pra dizer o que acha do Wade, eu sei muito bem o que acho do White. Ele pode ser um insuportável, mas eu adoraria reencontrar o amiguinho debaixo dele e tocar todo aquele corpo pálido...
– Argh, cala a boca Harry. Você é promíscuo demais. Você não vai conseguir nada com o Sam desse jeito.
– Mas é quem eu sou — Disse Harry ficando emburrado.
– Não. Não é — Disse Peter num tom sério — Você não demonstra o que realmente sente Harry. Você desconta suas frustrações emocionais com palavras sujas, tentando ser engraçado, ou até mesmo sendo auto-suficiente. Posso entender que isso já faça parte você, mas o que eu não entendo é que você não ouse mostrar esse seu outro lado pra ninguém. Porque no final, se você quiser mesmo ficar com o Sam, vai ter que ser você mesmo. Por inteiro.
Harry não pôde dizer mais nada à seu favor, porque no fundo ele sabia que Peter estava certo.
oOo
No dia seguinte, Peter acordou ao som de Kids da banda MGMT, que era aliás, o toque de seu celular. Ele levantou-se alarmado receando ser alguma coisa com sua tia May e atendeu rapidamente.
"Alô?"
"Parker! Quero que venha imediatamente!"
"Ãhn... Sr. Jameson, eu tenho faculdade agora"
"Bem... Depois dela então! Preciso de mais fotos!"
"Algo específico?"
"Sim, aquele mercenário, preciso de mais fotos dele! De preferência matando alguém!"
"O quê?!"
"Chega de papo! Tenho mais o que fazer! Apareça no Clarim depois da sua faculdade"
Peter ficou mais um tempo, estático, ouvindo o "tu, tu, tu" do celular.
– Bom dia — Disse Harry sonolento, se sentando na cama com os cabelos desgrenhados — Aconteceu alguma coisa?
– Jameson — Suspirou Peter — Vou pro Clarim depois da faculdade.
– Você devia sair desse emprego.
– Não, eu preciso dele.
Peter se levantou indo se trocar, seria um longo dia com certeza.
Na parte da manhã, Peter não conseguiu se concentrar muito nas aulas. Nem Gwen conseguia distraí-lo por muito tempo. Ele estava muito ocupado enfrentando um dilema interno.
Peter precisava de mais fotos do Deadpool, mas será que Wade permitiria? Ainda mais depois do jeito que ele o deixara no dia anterior, ainda mais na condição de assassino como Jameson desejava! Aquilo era um absurdo.
– Você anda muito aéreo Peter — Comentou Gwen — Você está bem?
– Estou... É só o Jameson me atormentando.
– E o Deadpool? — Sussurrou a loira — Já descobriu quem ele é?
Peter engoliu em seco não sabendo o que responder. Ele não queria mentir para Gwen, mas não podia trair a confiança de Wade.
– Resolvi desistir disso — Disse por fim. Apesar de ser mentira, pelo menos aliviaria a amiga.
– Graças à Deus — Disse a loira — Peter... O que você diria se eu estivesse a fim de alguém?
"De novo não" Pensou Peter.
– Com o tanto que não seja eu, apoio totalmente.
Gwen deu um leve empurrão em Peter.
– Grosso.
– Desculpe Gwen, é que isso já aconteceu comigo ontém — Suspirou.
– Como assim?
– Lembra do Wade?
A loira assentiu.
– Nós somos amigos agora, passamos a festa toda no quarto dele jogando baralho e se conhecendo melhor, e ontém ele chegou em mim dizendo que estava a fim de alguém.
– E qual o problema?
– O problema é que esse "alguém" sou eu.
Gwen levou às mãos a boca, surpresa.
– Sério? E você?
– Eu não sei. Ontém Harry me ajudou a entender o que se passa comigo, mas o resultado foi um pouco perturbador.
– Vai dizer que você também...
– Talvez — Completou o moreno — Eu deixei o Wade me beijar Gwen.
– Que estranho, eu nunca diria que você gostasse de homens. O que aconteceu com a Mary Jane?
– Eu e Harry praticamente esquecemos da existência dela. Temos problemas maiores do que se apaixonar por uma garota. Mas me diz, quem é o cara?
– Ah, eu o conheci na festa. Ele é um amor Peter — Dizia Gwen num tom sonhador — Mora no prédio aqui em frente à universidade.
– Sorte a dele, deve ser bom morar sozinho. Ele estuda aqui?
– Sim. Ele é incrível, vocês precisam se conhecer.
Peter ficou feliz pela amiga. Gwen parecia realmente contente com o cara. Peter invejava isso nela, tudo parecia ser tão simples pra ela. Estar numa festa, conhecer um cara e sair com ele. Por quê sua situação tinha que ser diferente? Além de provavelmente estar interessado num homem, esse homem era um mercenário procurado por Jameson e esquizofrênico.
Conforme o tempo ia passando, o moreno copiou as anotações do caderno de Gwen e quando as aulas finalmente acabaram, ele foi o primeiro a sair.
Peter saiu da universidade pegando um táxi e andando alguns passos até chegar ao Clarim Diário. Beth, a secretária o cumprimentou com um belo sorriso e ele foi direto à sala de Jameson, que olhava para a janela com atenção.
– Está vendo isso Parker?
Peter andou até a janela observando a rua através do vidro. Tudo parecia normal, como deveria ser.
– Não vejo nada.
– Exatamente! — Exclamou Jameson fazendo Peter dar um pulo de susto — Nada! Onde está o mercenário assassino?! Onde está a tragédia? Os corpos mortos de inocentes?!
Peter olhou para o patrão com incredulidade. Há cada dia Jameson enlouquecia mais.
– O senhor não espera que eu saia por aí e esbarre com ele matando alguém, não é?
– É exatamente o que eu espero! As pessoas estão começando a achar que ele é só um maluco qualquer, preciso de mais fotos!
– Mas matando?! E se ele não for um assassino?
– Faça ele parecer!
– Então eu não vou poder ajudá-lo e o senhor vai ter que arranjar outro fotógrafo — Disse num tom firme.
Peter pôde ver uma veia saltando da têmpora de Jameson, ele estava prestes a ter uma síncope ali.
– Quero fotos dele Parker, seja o que estiver fazendo! Mas quero fotos do desgraçado.
Peter assentiu saindo da sala e indo até a saída do jornal. Apesar de ter que tirar fotos de Deadpool, pelo menos ele soube negociar melhor as coisas com Jameson.
O moreno não soube o que fazer ao sair do Clarim Diário. Ir atrás de Wade? Nem pensar. Então Peter lembrou-se do beco perto do parque onde ele conheceu Deadpool. Talvez tirando umas fotos do lugar vazio convencesse Jameson de que talvez o mercenário houvesse desistido de seu trabalho criminoso. Só talvez. Como Peter não tinha muitas opções, foi o que ele fez.
O beco estava vazio e bem claro por conta dos raios de sol que batiam ali. Peter encostou na parede e pegou sua câmera pendurada no próprio pescoço pela alça, e começou a tirar algumas fotos do lugar. Era estupidamente entediante fazer aquilo. Ele duvidava muito que Jameson engoliria aquelas fotos, mas o que ele poderia fazer?
– Droga Deadpool — Suspirou — Eu preciso de você.
– Tentador... Dá pra repetir? Só que num tom mais dramático.
Peter assustou-se ao ouvir aquela voz familiar. Ele olhou para os lados não encontrando o dono da voz, até olhar para cima e ver o mercenário no teto da loja de doces, praticamente deitado de bruços com os cotovelos apoiados no concreto e as mãos sustentando a cabeça.
– O-O que você...?
– Ah... Acho que essa é a hora que eu admito que estava te seguindo — Disse Deadpool se levantando e dando um pulo dali mesmo até o chão — Ta-dah! — Cantarolou.
– Por quê me seguiu? — Indagou Peter arqueando a sobrancelha.
– Érr... Sabe como é né... — Dizia coçando a cabeça sem graça — Tava de bobeira. Mas e então? Precisa de mim pra quê?
– Ah... Pro Clarim Diário — Disse Peter meio receoso — Jameson quer que eu o fotografe.
– Aquele cara que disse que eu sou um assassino nos jornais?
– Ele mesmo.
– E você vai fotografar?
– Se você deixar... — Disse Peter implorando com o olhar.
– Droga baby boy, não me olhe assim — Disse o mercenário virando-se de costas.
– Wade, por favooor!
– Shh! Eu não sou o Wade vestido desse jeito.
– Certo, como quiser, mas eu posso?
– Ta bom. Eu não ia conseguir dizer não mesmo — Deu de ombros.
Peter sorriu contente e apontou a lente da câmera para o mercenário, porém Deadpool começou a fazer poses. Poses sensuais.
– O que você tá...?
Peter tirou a câmera de perto do rosto olhando com mais clareza Deadpool com o dedo na "boca" e a mão esquerda na cintura.
– Ué, você não quer fotos?
Peter franziu o cenho ainda observando abobado a pose de Deadpool.
– Tá legal — Disse por fim. Jameson teria um bom conteúdo a divulgar.
Wade fazia poses realmente divertidas nas quais geraram mais risadas de Peter do que fotos de fato.
– Você está chateado comigo? — Peter atreveu-se a perguntar depois de tirar uma última foto.
– É claro que não Petey. Você tem o direito de não querer, mas eu fiquei bem confuso. Você me deixou te beijar.
– É, eu deixei.
– Por quê?
– Eu não sei.
– Certo.
Os dois ficaram num incômodo silêncio por uns instantes. Peter sentiu vontade de ir embora, mas ele não podia fazer aquilo de novo com Wade.
– Olha... Talvez eu... Talvez eu sinta alguma coisa também — Disse Peter.
Wade ficou surpreso com as palavras de Peter. Suas esperanças já estavam começando a morrer até aquele momento.
– É sério? — Disse Wade se aproximando perigosamente do menor.
– Mas eu ainda não tenho certeza — Disse Peter se afastando aos poucos, até que a parede o impedisse de prosseguir.
Peter engoliu em seco ao ver Wade retirar a máscara. Ele ficava muito melhor sem ela naquele traje.
Wade puxou o moreno pela cintura para mais perto dele. A respiração de Peter estava acelerada, ele parecia extremamente nervoso, mas ele não se debatia nem mesmo tentava fugir. Alguma coisa aquilo significava, e foi o estopim para que o loiro se aproximasse vagarosamente e tocasse seus labios aos do menor.
Peter permanecia com os olhos abertos, atento, mas quando a língua de Wade foi de encontro com a sua ele finalmente relaxou, fechando os olhos.
O loiro sentiu os braços de Peter apoiarem-se em seus ombros fazendo com que ambos os corpos se aproximassem ainda mais. Wade sentiu um grande calor em seu baixo ventre e podia claramente sentir que teria uma ereção à qualquer momento.
"Roupa de couro, roupa de couro, roupa de couro..." Wade fazia daquilo um mantra para não ficar excitado. Seria muito constrangedor.
Peter passeou as suas mãos pelo corpo do maior deixando o beijo ainda mais intenso. O problema era que a cada vez que tocava os braços ou o abdômen palpavelmente bem definido de Wade, ele sentia seu membro começar a incomodá-lo avisando que se ele continuasse, as coisas podia ficar... Duras.
Peter finalizou o beijo se esquivando de Wade dando fim naquelas intensas sensações.
– Então você não tem certeza? — Indagou o loiro num tom sarcástico.
– Tá, pode ser medo mesmo. Chame do que quiser — Admitiu Peter.
– Eu entendo Petey, eu posso me afastar se você quiser.
– Ãhn? Por quê?
– Tem medo da esquizofrenia, não é?
– Não — Disse Peter claramente pouco se importando com aquilo — Eu tenho medo é por você Wade. Você é diferente, parece se apegar às pessoas e eu entendo porque, você nunca teve realmente pessoas que se importem com você. Eu só tenho medo de estragar tudo. Eu posso não ser bom com isso. Eu não faço nem ideia de como é, nunca me envolvi com ninguém.
– Nem com o Osborn?
– Não. Embora eu já tenha beijado ele.
– Ah, então é verdade! — Disse num tom acusatório.
– Você sabia?
– Suspeitava — Bufou o loiro.
– Enfim. Você consegue me entender?
– Você nunca vai saber se não tentar — Disse Wade.
Peter deu um suspiro. Wade estava certo.
– Posso pensar sobre isso?
– Claro. Sammy disse pra eu te dar um tempo.
– Então... Até mais — Disse Peter dando alguns passos para trás, prestes a ir.
– Até — Disse Wade.
Peter visualizou ele recolocar a máscara e dar um último aceno antes de escalar a parede e voltar ao teto da doceria. Ele saiu do beco voltando para o Clarim Diário enquanto olhava como ficaram as fotos de Deadpool, e não pôde deixar de novamente rir de todas.
Ele admirava aquilo em Wade. Manter o senso de humor e acreditar nas pessoas mesmo depois de ser tragicamente negligenciado pelos próprios pais. Apesar da mãe dele não ter tido escolha, ele não deixou de ser abandonado e era daquilo que Peter tinha medo. De ser idiota o bastante para abandoná-lo também.
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