Notas iniciais
Nenhum dos personagens me pertencem. Shortfic bem simples, que criei na época do fake (rsrsrs) e resolvi postar.

O sol começara a sumir do céu e aos poucos os campistas começavam a sair da praia.

Sentada em meio a grama no topo da colina, Clarisse tinha a perfeita visão de todo o acampamento. O barulho liberado pelo encontro de espadas na arena era reproduzido em alto e bom som, o que de certa forma a acalmava. Ser um filho da Guerra fazia com que você apreciasse certas coisas estranhas.

Suspirou, passando as mãos em seu cabelo e retirando a bandava vermelha que costumava deixar ali. Jogou o corpo para trás, deitando-se na grama e levou o olhar em direção ao pavilhão principal, onde havia sido proibida de entrar sem que fosse para se alimentar.

Sua expressão estava vazia, e a única coisa em que conseguia pensar era em Dionísio, o deus do vinho e da loucura, que precisava voltar logo para o acampamento.

— Droga, Sr. D! — murmurou, apertando a grama com as mãos.

— Ele esteve aqui esta manhã, achei que soubesse.

Clarisse levantou-se abruptamente, puxando Multiladora, sua lança, para mais perto de si antes de virar o corpo em direção a voz. Piscou uma, duas, três vezes até ter certeza do que via. Recostado a maior árvore que havia por ali, estava Chris Rodriguez. O mais lúcido possível, com sua camisa laranja do acampamento, tão florescente quanto a que ela mesma usava, e um sorriso irritante no rosto.

— Você se lembra de alguma coisa? — indagou, se afastando um pouco mais e tentando não esboçar nenhuma reação.

Chris sorriu, andando calmamente em sua direção. Para um filho de Hermes, Chris era calmo até demais. Empurrou a lança que era mantida firmemente ao lado do corpo, e segurou o rosto de Clarisse.

— Se eu me lembro de você se lamentando comigo todos os dias? Não, Chris. Você não pode morrer, eu preciso de você!. — debochou.

A mão da filha de Ares se chocou contra o rosto do rapaz, reproduzindo um estalo e ela sorriu, revirando os olhos.

— Vejo que já está bem o suficiente para voltar a apanhar, Rodriguez. — ele levou a própria mão ao rosto, massageando o lugar onde havia levado o tapa.

— Poxa, Clarisse. Nem quando eu fico louco eu ganho um descanso dos seus tapas?

— Ficou louco porque quis! — ela respondeu, exaltada.

— Ninguém te obrigou a ir para o lado de Luke na guerra! Muito menos a entrar na droga do labirinto!

— E você acha que eu não me arrependo? Passei todos os dias nos últimos seis meses revivendo o que aconteceu no labirinto! Com o fantasma de Minos em minha mente! — ela bufou.

— Mas pelo menos houve um lado positivo. — ele voltou a se aproximar, segurando o pulso de Clarisse desta vez, sorrindo. Ela prendeu a respiração, desviando o olhar.

— Você está louco.

— Provavelmente.

— Se você ousar trocar de lado novamente...

— Eu sei, você me mata. Podemos nos beijar logo, ou eu vou receber outro tapa? — ela voltou o olhar e apenas sorriu.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!