Crônicas para ler, entender e pensar.
1 A Rosa.
Notas iniciais
—- Para vo...você. -- Sussurrei quase inaudível, sentia um calor preencher meu rosto numa indicativa que corava.
Ela arregalou os olhos de surpresa e encanto, um sorriso surgindo em seu rosto angelical, enquanto ela descia de uma maneira estranhamente elegante do balanço enferrujado e pegava a rosa que eu estendia. Levando a mesma ao nariz arrebitado, longo e fino, ela inalou o perfume de uma forma furiosamente fofa e depois me lançou um olhar dócil que aqueceu meu peito.
Uma voz masculina a chamou pelo nome, a fazendo desviar os olhos de mim e direcionar para o irmão mais velho que esperava. Alto, sério e intimidador.
—- Obrigada. É uma flor muito bonita. -- Ela murmurou timidamente.
Me lançando mais um sorriso, correu para junto do irmão que me olhou curioso e fuzilante, antes de a conduzir para a saída do parquinho intrigado.
Minha inocente mente de 7 anos não sabia que aquela rosa tão frágil e comum tinha selado nosso destino juntos.
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