Crônicas do castelo de cristal

9 O começo do festival...e um pedido de desculpas ?


Allye andava pelos corredores de seu novo lar após a coroação de Arthur no dia anterior que havia terminado um pouco mais tarde do que o previsto deixando-a em cansaço, mas logo se recuperara para passear por sua nova casa e por mais que cada uma das residências reais tivesse um toque diferente em relação aos outros já que alguns foram construídos durantes as eras dos imperadores o que transformava os locais de modo clássico, mas havia uma coisa um pouco peculiar tendo em cada corredor dos palacetes quadros dos monarcas e seus príncipes e princesas. Mas havia algo deveras peculiar que chamara o interesse de Alexandra num desses quadros estava assinalado numa pequena placa do qual avisava o nome de cada e um desses era deveras peculiar Rodolfo I, o louco, a visão do qual tinha naquele quadro vistoso era de um monarca de cabelos negros e olhos claros tendo também em suas roupas representadas com várias medalhas ordenadas,Alexandra o achou sinistro por mas que nunca tivessem falado sobre ele para sí a alcunha existente em seu nome já dizia tudo.

Dera mais uma mordida na maça que comia e enquanto lhe olhava novamente com grande interesse aquele quadro sinistro tendo ao lado dele com poucos metros de distância o retrato de distancia era retratado uma jovem em um ‘’campo’’ com duas crianças tendo na pequena placa embaixo da pintura as seguintes descrições Anastasia a rainha regente com o príncipe herdeiro e Olav. ’’Eu já ouvi falar deles tenho certeza’’pensara Alexandra quando fora interrompida de seus pensamentos quando alguém lhe trocara em seus ombros fazendo com que a maçã caísse no chão graças ao susto naquele momento.

— Me desculpe – falara a voz tão reconhecível do dia anterior- Não queria assusta-la — sorriu-lhe com simpatia.

— Vossa majestade – fizera uma reverencia quase de imediato como exigia o protocolo das princesas imperiais – Não tem problema eu só estava distraída – sorrira em resposta.

— Vejo que esta bem interessada no grande retrato de Rodolfo I em nosso país ele também é muito famoso graças a uma união de ajuda com um de meus ancestrais especificamente que carregou o mesmo nome que eu. – Agora a rainha Anastasia me lembra um pouco você – dissera encarando o rosto de Allye e o representado no quadro – As vezes herdamos um pouco da aparência de nossos ancestrais já vi isso várias vezes nos castelos de meu país.

— Oh claro e quem não se interessaria por um rei que carrega a alcunha de o louco e simplesmente assustador. E eu não sabia que nossos ancestrais haviam sidos aliados – sorriu um pouco sem graça, mas seus olhos brilharam ao ouvir as palavras sobre o país natal de Owen – Sério que vocês vivem em castelos vossa majestade? Nós também temos um... Só que raramente vamos para lá, somente em ocasiões de comemorações tendo a maior parte às vezes como um ‘’museu’’.

— Pode me chamar só de Owen sem essa de vossa majestade, ou terei que chama-la de sua alteza real princesa, algum dia quando necessitarem ou quiserem ir para meu país a minha pequena família real e a rainha regente minha avó adoraríamos ter a presença de vocês como convidados – sorrira em resposta.

— Adoraria conhecer e minha família também, mas que mau lhe pergunte por que sua avó é a regente? Já que você aparenta ter certa idade... Desculpe mas lembro de meu irmão me dizer certa vez que durante o reinado de meu avô nosso pai tivera que ser o regente devido a alguns acidentes com sua saúde... — dissera enquanto andavam se retirando do corredor e andando por outras alas.

— É uma história um pouco complicada... Mas já que estas a fazer esta adorável e pequena excursão pelo palácio eu lhe direi, bom à história é um pouco complicada para dar – me um pequeno resumo sobre tudo, mas acho que compreendera. Meu país Grotriskaya do qual sou um chefe de estado é uma monarquia constitucional, mas eu não atingi a maioridade certa para poder ter meus deveres plenos e a minha avó a rainha que foi uma consorte do meu avô começou a regência quando eu completei os seis anos de idade depois que meu pai acabou renunciando a seus direitos de sucessão após o meu nascimento e bem minha mãe não pode fazer muita coisa... Minha avó tomou completo controle das coisas quando tudo aconteceu, então eu cheguei em primeiro lugar na sucessão e herdei o trono após o meu avô...

— A sua história é... Como posso dizer a mais diferente que já ouvi até então eu nunca imaginei que um jovem rei teria uma vida tão atribulada para os ‘’padrões reais’’ – falou – Normalmente nós princesas e até mesmo príncipes temos que levar em nossos corações de que as decisões e deveres do estado e povo vêm muito antes dos que de nosso próprio desejo.

— Você realmente acabou por dizer a realidade mais vivida por minha família do qual meu pai teve obrigações de se casar com minha mãe que era uma princesa do principado de Drovstrenk e as regras da casa real exigiam que todos se casem de maneira dinástica e isso ocorrerá e bem o resultado é aquele que lhe contei anteriormente...é uma das exigências um casamento dinástico prevalecendo até hoje.

— Minha avó nasceu como uma princesa e se casou com meu avô quando ele se tornou herdeiro do trono, mas ela sempre diz para nós os netos dela que não foi um arranjo político e foram muito felizes. Alguns casos acredito que possa ser diferente – sorrira,mas foram interrompidos quando andavam no jardim e os portões de suas residências havia um amontoado de fotógrafos tirando fotos naquele momento.

Allye puxara o jovem Owen para de volta ao palácio às pressas para fugir daquele local. Ao chegar a seu local seguro o que seria a galeria de salões do qual vez o outra era local acessado como um pequeno museu.

— Eu sinto muito, mas agora este pequeno passeio termina aqui, foi muito legal lhe ter como acompanhante e preciso ir nós temos um festival para participar hoje, então até mais – dissera de modo atrapalhado e tudo de uma vez indo diretamente para sua ala e moradia, o que assustou Owen por ter mostrado sua real personalidade.

...

O festival era descrito de modo bastante clássico ele ocorria a cada ano e jazia tradições iniciadas durante o período de Alexandra I que após o período de guerras para consistir sua base no trono juntamente com as guerras de anexação de territórios que hoje consistem o império no país, disseste a lenda de que após ela finamente terminar as reformas em todos os estados do território nacional, ela queria comemorar e havia um desejo em sí de juntar seu povo do qual a imperatriz tanto amava e assim o fez era de certa forma uma mistura de comemorações pela guerra ter acabado e as lembranças aos que não sobreviveram seria uma forma de retorna as raízes culturais do país.

— Nathaniel você esta pronto? – batera na porta do quarto do irmão Allye que se cansara de esperar e abrira a porta tendo o jovem príncipe a estar de pé encarando sua irmã do outro lado de sua ‘’pequena morada ‘’ como ele chamava o local de onde dormia e estava completamente arrumado e lhe entregando um caderno que Alexandra logo reconhecera como sendo um dos livros que lhe foram entregues a pedido de seu avô.

— Por que você estava com o meu livro? – perguntara um pouco revoltada.

— Sim eu peguei... Mas tem umas coisas meio sem noção ai e fiquei com um pouco temeroso e arrependido por ter mexido nas suas coisas por que você é meio assustadora quando esta brava- dissera tentando aliviar as coisas para seu lado. – Bem é uma coisa meio maluca ela diz várias coisas sobre o Rodolfo I e algumas coisas que não entendi, mas me desculpe por ter pegado suas coisas irmã e peço que me leve para o festival – disse enquanto sua irmã colocava o pequeno livro dentro de sua bolsa e virava-se novamente para ele que pensou que levaria um cascudo, mas isso não ocorreu e sim um abraço no caçula – Esta desculpado por sua sinceridade em devolver o livro e não faça isso novamente entendeu? Mais tarde darei uma olhada neste exemplar, e você trouxera sua foto para o festival? – perguntara com o olhar curioso.

— Sim eu trouxe, mas acho que não esta muito bom – disse mostrando a foto para a irmã que fez uma careta.

— Sinceramente você esta lindo e como diz Rodolfo herdou toda a minha beleza – falara de modo convencido que muito lembrou o irmão.- Agora precisamos ir e vamos aproveitar um pouco o festival nós merecemos isso – completou enquanto levava seu irmão para fora do palácio diretamente para as ruas do qual o povo alegre aproveitava o momento festivo.