Crônicas do castelo de cristal
18 A neta favorita
— Allye você pegou no sono rápido demais – afirmou Marie enquanto tentava acordar a prima sonolenta que estava com seu rosto encostado na mesa perto dos livros após horas lendo cada pagina que parecia um mar infinito de histórias do qual só estavam a surpreender. – Nathaniel me ajude, por favor, não fique só olhando – pediu a lady enquanto vira seu primo que havia chegado poucos minutos antes fazendo companhia para ambas antes de Alexandra dormir por cansaço.
— Mana acorda – afirmou o jovem príncipe cutucando – a já que estava ao dela na cadeira. Aos poucos com os chamados surgindo efeito e a menina abrira os olhos sonolenta encarando todos com um pouco de surpresa.
— Por quanto tempo eu dormi? Nossa eu tive um sonho tão bom – gargalhou com as bochechas vermelhas encarando seu irmão e prima.
— Hum posso saber que sonho era este? – perguntou a curiosa Marie.
— Nada de muito importante- falara ela se levantando da cadeira e esticando os braços – Nathaniel acho melhor nós dormirmos aqui mesmo aproveitamos e ainda poderemos guardar as coisas num cantinho, Marie você ainda vai para casa? – falara.
— Acho melhor eu ir se não meu pai ficara bastante preocupado pós já demorei demais – respondera – Se vocês ainda quiserem minha adorável presença eu estarei aqui – concluiu arrancando risadas por ter imitado um jeito divertido e brincalhão de convencida que não condizia com sua personalidade.
— Obrigada por ter vindo nós ajudar prima – Allye falou juntamente com Nathaniel enquanto a ruiva ia em direção à porta fechando-a e indo embora.
— Bem pirralho só restou nós dois aqui precisamos arrumar esta mini bagunça agora. E você sabe se a vovó esta lá em cima? – perguntou tentando disfarçar as intenções que tinha de ir ter uma conversa com sua avó pelas coisas que descobrira naquele longo dia.
— Eu irei lhe ajudar Allye, mas só por que você é minha irmã favorita – falara todo sorridente e de um jeito fofo – Tenho quase certeza que a vovó esta lá em cima lendo algum livro você sabe muito bem que é típico dela. – concluiu todo sorridente enquanto ajudava a irmã, mas sem duvida alguma tinha um pouquinho de curiosidade sobre o motivo de Alexandra querer conversar com Anne, no entanto ele respeitava bastante os assuntos privados quando estava relacionado à sua única irmã.
...
— Posso entrar – perguntou a voz feminina atrás da porta dando apenas uma batida para que Anne diretamente viesse a reconhecer como sendo de sua neta mais nova.
— Claro – respondeu de um modo tão calmo que pouco lembrava a ativa imperatriz que brilhara em eventos para a sociedade de todo o país.
Assim que Allye entrara na sala de leitura de sua avó deu-se conta de que a mesma sentada naquela poltrona ao lado da mesa branca com um pequeno porta retrato que colocara em cima como se quisesse mostrar a ela a imagem de um pequeno bebê sendo segurado pela jovem e sorridente Anne há muitos anos atrás,aquela pequena sala era considerável um pequeno ritual de calmaria para as pessoas que ali frequentavam o local havia várias fotos da família que Anne pedira para colocar e isto incluía os livros que pertenceram a sua família do qual havia sido trazido da casa de campo que outrora tinha sido sua morada provisória.
— Desculpe, mas eu nunca vi essa foto antes em nenhum lugar – falou em um tom curioso ao observar que sua avó tão pouco tentara esconder a foto que estava em suas mãos, sem muita cerimônia a menina se sentou na poltrona ao lado de Anne.
— E nem nunca iria vê-lo foram poucas as fotos se não a única foto que ainda tenho dele os restos se tornaram apenas lembranças que guardo na imensidão do meu coração – dissera num tom reflexivo e distante como se ainda tivesse presa naquele passado que a neta não imaginava.
—Ele é algum tipo de tio, primo ou irmão? – perguntou curiosa já questionando por si própria que o olhar de tristeza deveria estar relacionado a alguém por qual a imperatriz tinha certa ligação emocional.
— Na verdade é isto mesmo em minha vida eu tive duas perdas gravíssimas que me afetaram profundamente estes acontecimentos tem feito estas lembranças retornarem com profunda força. Como já imagino que você tenha lido pelo menos as partes mais importantes relacionadas a todos aqueles papeis cheios de livros lá embaixo, vieras aqui para saber sobre a lenda e o que ela ocasionou para várias gerações de infantes – concluiu reflexiva com um meio sorriso.
— Nunca imaginei que isto tivera acontecido contigo vovó você sempre foi tão forte e segura de sí própria nunca deixando transparecer o que lhe atingia. E bem... Eu terminei em algumas partes a leitura lá embaixo junto com a Marshie e Nathaniel acabei por não chegar à conclusão alguma é meio que raso pós quando os visualizei vi que o Rodolfo era um homem dedicado aos filhos e de uma hora para outra uma mulher pirada diz algumas palavras e ele desmaia e depois endoidou. – terminou de falar tudo que vinha a sua mente.
— Muitas vezes as pessoas tendem a ter um leve sorriso no rosto ou até mesmo encantar as pessoas, mas alguns jamais saberão o que se passam dentro de sí o que guarda em sua alma e essência. Fico muito feliz que você tenha pelo menos lido e entendo que não tenha compreendido muita coisa quando também o fiz há alguns anos atrás, isso me lembra de que apesar de todos os meus filhos e netos você é a que mais me faz semelhança de quando eu era mais nova- dissera em um tom orgulhoso. — No entanto a história de nossa família é bastante complicada até minha mãe outrora achara isto e eu demorei muito tempo para dar-me conta dos erros que ocasionaram mesmo que para os não supersticiosos nem acreditem, eu creio e nada poderá mudar minhas ideias.
— Obrigada vovó fico muito feliz pelas suas palavras significarem que futuramente terei pelo menos metade do seu carisma – falou sorridente. — Mas... Sinto que é algo bastante grave e esta relacionado ao meu irmão juntamente com as coisas que ele tem feito tenho toda certeza.
Fale com o autor