Notas iniciais
Olá a todos! Vanessa BR trazendo mais um capítulo pra vocês! Boa leitura!

Cassius rapidamente correu até a direção onde seu filho estava caído. Com a espada desembainhada e com os olhos faiscando diante da cena que vira, ele já vinha pronto para iniciar um duelo a fim de descontar em Daithi tudo o que poderia ter feito ao garoto. No entanto, o rei alkavampiano não se intimidou e se afastou tranquilamente do príncipe zardreniano, para pegar sua espada.

— Embainhe essa sua espada, Cassius de Zardren. – Daithi disse enquanto embainhava a “Grito das Trevas”, sem se virar. – O que eu queria já consegui. Já me diverti bastante com seu moleque chorão... Uma pena que ele seja tão fracote, precisando ter a ajuda do papaizinho!

O rei alkavampiano se virou e viu que o rei zardreniano o fuzilava com o olhar repleto de ódio. Sorriu de forma debochada e acrescentou:

— O que eu queria já consegui... Já consegui o presente que a minha mulher queria, e isso é o bastante por enquanto.

Prosseguiu a sua caminhada até o seu dragão, no qual montou. Olhou para Jeyne, que fez o mesmo em seu dragão. Quando o casal real de Alkavampir estava prestes a decolar, Daithi ouviu uma voz bastante fraca:

— Da próxima vez, Daithi... Da próxima vez, isto vai ter volta...!

Daithi apenas riu em tom de desprezo enquanto levantava voo com seu dragão. Enquanto ele e Jeyne voavam, sumindo pelo céu, Cassius amparava o filho. O rei zardreniano percebeu que, mesmo estando ferido e sem forças para mais nada, ele sustentava um olhar repleto de frustração e de ódio.

Landon tentava engolir a frustração de ter sido derrotado de forma tão humilhante. Diferente de cinco anos atrás, ele não iria chorar. Ele não era mais uma criança, não tinha que ficar chorando por uma derrota, muito menos por estar com o corpo tomado pela dor de todos os ferimentos que recebera.

Mas, logo outra coisa tomou a sua mente...

— Pai... A Catelyn...? Onde ela está...?

*

Mesmo escoltada por Alexander, Rickon, Marden e Robert, Catelyn não conseguia se tranquilizar. Nada fazia com que ela tirasse da cabeça o momento em que Daithi feria Landon. Aquilo a deixara realmente chocada e apavorada.

Landon... Como estaria ele...?

Seu coração se apertava mais e mais, com medo do que pudesse ocorrer ao seu noivo. Temia pela vida do garoto que aprendera a amar, desde o primeiro momento em que seus olhos encontraram os dele.

Como ele estaria...?

Não queria pensar no pior... Não devia pensar no pior...!

Involuntariamente, as lágrimas deslizaram novamente por seu rosto. Isso, evidentemente, chamou a atenção e despertou a preocupação de quem estava junto.

— O que houve, Milady? – Alexander perguntou apreensivo. – Machucou?

— Não...! – ela secava as lágrimas em vão.

— O que aconteceu? – Marden insistiu.

— O Landon...! Eu não sei como ele está...! Tenho medo do pior...!

— Milady, tente se acalmar. – a voz de Rickon era gentil. – Sua Alteza deve estar a salvo, o rei Cassius a esta altura já deve ter chegado ao local.

Logo avistaram o imponente palácio à frente e apressaram os passos, até alcançarem o grande pátio. Ao chegarem lá, viram que não eram os únicos, pois Cassius amparava Landon e, logo atrás de pai e filho, estavam os Grandes Lordes William e Ferdinand. Catelyn não pensou duas vezes e foi imediatamente ao encontro de seu noivo. Porém, logo se deteve ao ver de perto o estado deplorável do jovem príncipe.

— Landon... Você...

Um sorriso fraco se desenhou no rosto do jovem príncipe zardreniano, que disse:

— Eu... Estou bem...!

— Não...! – as lágrimas assustadas novamente deslizavam pelo rosto da jovem Lady. – Você não está...! Precisa de cuidados!

Nesse momento, Landon olhou para um corte no braço de sua noiva. Tão logo avistou Gregory chegar ali, disse:

— Gregory... Por favor, cuide da Catelyn, ela está ferida...!

— Eu estou bem, Landon! Foi só um corte! Você está muito ferido, precisa de cuidados!

— Catelyn, eu estou preocupado com você...!

— Landon, não faça isso...! Eu só vou ficar realmente bem quando tiver certeza de que você está bem, porque você não está! Deixe o Senhor Gregory cuidar de você! Por favor, Landon... Se fizer isso, eu vou ficar mais tranquila!

Ele olhou para o rosto dela, que estava apavorado por vê-lo naquele estado. Não queria deixá-la com aquela expressão tão assustada, tão aflita. Aquela expressão em sua face não combinava nem um pouco com ela. Ele estava tão acostumado a ver, naquele delicado rosto, um doce sorriso, que a falta dele lhe causava estranheza. Não podia ser a razão para que aquele sorriso gracioso parasse de aparecer.

— Tudo bem... – ele cedeu. – Mas depois deixe o Gregory te examinar, está bem?

Catelyn, mais tranquila com a resposta do príncipe, deu um sorriso meigo que logo o deixou igualmente tranquilo.

— Vossa Alteza não precisa se preocupar. – o conselheiro também procurou tranquilizar o jovem. – Assim que eu lhe dispensar os cuidados necessários, irei examinar a Lady Catelyn.

*

Logo que chegou a Alkavampir, Daithi viu seu conselheiro se aproximar. O rei alkavampiano estranhou e, logo que desceu de seu dragão, questionou:

— Há algo para mim, para estar aqui me esperando, Kevan?

Kevan fez uma rápida mesura e respondeu:

— Majestade, há uma visita para Sua Graça. Disse-me apenas ter recebido uma carta o convocando para comparecer ao palácio. Está aguardando na sala de reuniões do Conselho.

— Já sei de quem se trata, Kevan. Mande um criado levar os dragões para os estábulos. – olhou para a esposa. – Jeyne, já pode se retirar. Mais tarde comemoraremos o nosso passeio.

Daithi saiu dali e se dirigiu sozinho rumo à sala na qual Kevan disse que o visitante estava à sua espera. Não foi preciso fazer um grande esforço em sua memória para reconhecer o homem e seu uniforme preto.

— Majestade – ele fez uma profunda reverência. – Vim o mais rápido que pude e aqui estou à sua disposição.

O rei alkavampiano não conteve um sorriso de satisfação e disse:

— Jerome, eu tenho uma tarefa que só os Dragões das Sombras de Alkavampir podem fazer... E, para isso, precisarei de um grande empenho de sua Companhia, bem como a discrição total.

— Está falando com a pessoa certa, Majestade. Que planos Sua Graça tem em mente?

Notas finais
CONTINUA...