Crônicas de Luz e Sombra
3 As duas princesas coloridas e o monstro do jardim
Notas iniciais
Sarah não fala mais nada naquele dia ela simplesmente deitou e foi dormir, ela não acreditava que aquilo poderia ser real um enorme monstro assustador voando pelos céus da cidade e uma garota usando o que parecia ser magia e como se não bastasse ela mesma tinha do nada vestido uma roupa incrivelmente estranha. No dia seguinte pela manha a garota acorda e começa a sentir o cheiro de comida sendo preparada, ela vai ao banheiro se arruma e quando desce as escadas começa a escutar vozes estranhas vindo da cozinha, ao chegar encontra seu pai conversando com uma moça que aparentemente esta preparando a comida e sentada à mesa uma estranha garota sofisticada com traços suaves e cabelos longos lisos e amarrados em um rabo de cavalo tingidos de azul vestindo roupas escolares.
— Bom dia dorminhoca já são sete da manha se não se arrumar vai se atrasar para o primeiro dia de aula. Sim querida, estas são nossas vizinhas Annabeth e sua filha Cecilia, elas vieram nos dar boas vindas e como Cecilia estuda na mesma escola que você elas gentilmente se ofereceram para leva-la a escola hoje. Espero que não fique chateada de não ir com seu velho pai, mas hoje é meu primeiro dia e estou cheio de coisa para resolver, então aproveitei e acabei aceitando a proposta. Fala o pai de Sarah.
— Bom dia querida as panquecas já vão sair, sabe seu pai estava falando de você agora pouco, bem que ele disse que você era muito bonita, sente-se que eu vou servi-la tudo bem? Fala Annabeth tentando ser gentil.
— Mas porque é a senhora que esta cozinhando? Sarah achando estranho uma pessoa que acabaram de conhecer cozinhar para eles.
— Bem eu vim trazer um pouco de doce caseira e acabei vendo que seu pai não estava se dando muito bem na cozinha então decidi dar uma mãozinha, sabe minha filha só come da minha comida então acabei tendo que aprender a cozinhar. Bem John pode ficar tranquilo sempre que você precisar de ajuda é só me chamar. Fala Annabeth sorrindo e olhando para o pai de Sarah.
— Olá meu nome é Sarah muito prazer. Cumprimenta Sarah sentando ao lado de Cecilia enquanto Annabeth serve panquecas para as duas garotas.
— Oi acho que seremos da mesma sala, se precisar de ajuda com alguma coisa lá pode falar comigo. Fala Cecilia tentando ser legal com a garota nova.
O café da manha contínuo embalado a muita conversa e elogios da parte de Annabeth que parece querer agradar a família nova, após todos terminarem de comer eles terminam de se arrumar e saem Annabeth se despede de John enquanto ele agradece bastante por tudo que ela fez, Annabeth coloca as meninas no carro e segue viagem para a escola.
— Desculpe-lhe perguntar senhora Annabeth, mas a senhora não vai se atrasar para o trabalho caso nos leve a escola ouvi dizer que é perto de casa podemos ir sozinhas? Pergunta Sarah achando estranho aquela mulher toda arrumada como se fosse trabalhar se dispondo a isso naquele horário.
— Não se preocupe ela trabalha para ela mesma, minha mãe era modelo quando jovem agora ela é estilista e possui sua própria linha de roupas, resumindo ela é sua própria chefe, logo não importa que horas ela chega no trabalho e isso quando ela aparece lá. Fala Cecilia sobre sua mãe.
— Sabe querida você pode deixar esse negocio de senhora para lá eu ainda sou bem jovem e pode me chamar de Beth.
— Bem ao menos explica à senhora ser tão bonita, mas me diga o seu marido não vai ficar chateado da senhora ter ido a nossa casa? Pergunta Sarah.
— Aquele traste? Nem se preocupe, eu sou divorciada querida, meu casamento foi um desperdício da minha vida a única coisa que aquele homem me deu de bom foi minha filha de resto só perda de tempo, sem falar que ele deve estar com alguma sem vergonha tentando arrancar o dinheiro dele, provavelmente com metade da idade dele, sabe nem nas festas de fim de ano aquele traste apareceu para ver a filha e depois fica mandando dinheiro e presente como se isso comprasse afeição, eu preciso é de um homem de verdade alguém que me de atenção que eu mereço. Fala Beth muito irritada.
— Desculpe ter tocado no assunto. Fala Sarah um pouco constrangida por ter causando aquilo tudo.
— Oh minha querida! Não precisa se desculpar você não fez nada demais. Beth tentando ser gentil novamente.
— Relaxa ela surta sempre que escuta falar de meu pai, mas logo passa e ela volta a ser a maluca de sempre. Cecilia aborrecida com os excessos da mãe.
A viagem corre tranquila até a escola, as duas garotas conversam um pouco mais e depois de se despedirem da mãe de Cecilia elas entram na escola e Sarah fica impressionada com o tamanho da escola, ela era muitas vezes maior que a escola onde estudava em Florence e todos os alunos pareciam muito agitados, a maioria jovens de alta classe filhos de milionários. Cecilia mostra a garota nova onde fica a sala e onde fica a sala dos professores onde ela terá que se apresentar já que é uma aluna transferida. Sarah fala com o professor responsável por sua sala e ele a leva ate a sala, o professor entra, pede silêncio a turma e comunica que este ano a turma terá uma aluna nova transferida de outra cidade.
— Bom dia, me chamo Sarah Stewart e tenho dezesseis anos, moro com meu pai e viemos da cidade de Florence no interior do país, é meu segundo dia nesta cidade e primeiro na escola espero que sejam pacientes comigo.
Sarah termina de se apresentar e é mandada sentar próxima a uma garota traços asiáticos cabelos castanhos curtos e lisos que esta sentada na penúltima fileira próxima ao fundo da sala, a garota sorri para ela e se apresenta:
— Bom dia seja bem-vinda, meu nome é Nina Miller se precisar de algo pode contar comigo. Fala a garota da cadeira ao lado sorrindo para Sarah.
Sarah senta-se, mas percebe que existe um grupo de garotas olhando fixamente para ela entre elas uma garota de longos cabelos pretos meio cacheados. Sarah também percebe que Cecilia é de sua sala, mas ela senta numa carteira no centro da sala e um pouco mais a frente. A aula segue normal e como é de costume no final da aula algumas meninas se reúnem para fazer perguntas sobre a vida de Sarah.
— E então como é a cidade de onde você veio? Pergunta uma garota de cabelos curtos pretos e óculos de armação grande no rosto.
— Bem é uma cidade pequena, porém bem normal, todos lá se conhecem e são bastante gentis. Fala a Sarah não sabendo muito o que responder e ainda meio confusa com tanta atenção.
— Agora o que todas queremos saber você gosta de alguém da sua cidade? Tem algum namorado? Pergunta a garota de óculos novamente.
— Bem essa até eu quero saber, boa pergunta Olivia. Fala Cecilia nesse momento todos os meninos da sala praticamente parecem prestar atenção na conversa das meninas, aparentemente interessados na garota nova.
— Namorado não... Fala Sarah bastante constrangida e por uns instantes sua mente trava e ela pensa na Sam o que a faz ficar ainda mais corada e constrangida.
— Chega de besteiras para seu jornalzinho ridículo Olivia, ninguém se interessa nestas baboseiras que você e aqueles esquisitões nerds iguais a você costumam escrever. Sarah né? Meu nome é Lucrécia Wunderwelt sou a herdeira da família mais poderosa da cidade e apesar de nunca ter ouvido falar da família Stewart vou lhe dar um dos privilégios de lhe aconselhar, logo você perceberá que mesmo estando em um bairro nobre algumas famílias são melhores que outras e você vai querer andar com as pessoas certas, não vai querer perder seu tempo com essas derrotadas. Fala Lucrécia a garota de cabelos cacheados negros que esta cercada por outras garotas tão arrogantes quanto ela.
— Não se preocupe eu sei escolher quem são as pessoas certas, mesmo assim obrigada. Fala Sarah não aceitando a atitude da garota.
— Bem meninas eu tentei, mas as pessoas de hoje em dia não sabem quando aproveitar as raras oportunidades da vida. Fala Lucrécia fazendo sinal para suas amigas para irem embora.
— Não liga pra elas Sarah, a Lucrécia e a irmã Artemísia são as líderes do grupinho esnobe da escola, elas não se batem com o conselho estudantil e fazem parte de um grupinho conhecido como Grupo de moral e bons costumes para damas e cavalheiros, onde só os ricos podem fazer parte, todos são iguais a elas, sem falar que ela se acha a rainha da escola só por ser filha de Leonor Wunderwelt a presidente das indústrias Futura. Fala Cecilia.
— Já lidei com garotas assim, de onde eu venho nós costumamos ignorar pessoas como ela, eu tenho uma amiga que com certeza se a conhecesse iria querer bater nela. Fala Sarah se referindo a Sam.
As meninas continuam conversando até o fim do intervalo e depois seguem para suas demais aulas, ao terminar os estudos Sarah e Cecilia se encontram para irem embora quando na saída da escola elas dão de cara com uma garota de longos cabelos loiros a mesma menina do sonho de Sarah e para a surpresa da garota ao encontrar com Sarah a garota a reconhece.
— Ei é você a garota de ontem à noite! Então você é mesmo dessa cidade, eu nunca tinha te visto então não esperava que você fosse da nossa escola. Cecilia você já a conhecia? Porque não me disse nada? Pergunta a garota estranha.
— Vocês se conheceram ontem à noite? Pensei que seu pai tivesse dito que você ainda não tinha conhecido ninguém daqui. Cecilia confusa com o fato das duas se conhecerem.
— Eu não acredito, mas aquilo foi só um sonho como você pode lembrar de mim e como alguém do meu sonho pode estar aqui? Como pode existir? Assustada e muito confusa Sarah fica perplexa com a presença da menina e não consegue aceitar que aquilo pode ser real.
A garota agarra Sarah pelo braço e a arrasta para um local sem movimento e seguro para conversarem, dentro da sala do clube de astronomia da escola as meninas olham dos dois lados do corredor e depois trancam a porta.
— Bem agora vocês podem-me explicar como se conheceram e que história é essa de sonho? Pergunta Cecilia sem entender muita coisa.
— Cecilia não viaja, eu pensei que você estava com ela porque já sabia ontem eu estava enfrentando um monstro da contaminação no mundo vazio e esta garota apareceu do nada, eu estava em encrenca por causa dela, mas do nada ela se revela sendo a princesa vermelha e me ajuda. Bem garota como eu disse bem-vinda à guerra. Fala Thabata sorrindo.
— Não estou entendendo nada do que vocês estão dizendo, aquilo tudo não passou de um pesadelo como você apareceu nele e como sabe dele? Fala Sarah assustada e se afastando das duas garotas.
— Fica calma Sarah e escuta o que vou te contar, pode parecer loucura eu mesma não acreditei a primeira vez que vi, mas nosso mundo enfrenta um serio problema, uma criatura há muitos anos ataca este mundo para causar destruição e caos, ela é conhecida apenas como contaminação por não ter um corpo e ser apenas feita de pura energia e se assemelhar a uma lama negra ou fumaça, mas acredite ela é real, nossa Rainha combateu ela durante anos com seu poder da luz, mas num momento a batalha acabou sendo perdidas e varias calamidades se espalharam pelo mundo, nossa Rainha que antes era conhecida como Rainha Branca foi corrompida pela contaminação e seu corpo e alma foram tomados por ela, agora ela se tornou a Rainha negra o centro da contaminação e nossa principal inimiga, nós as princesas coloridas precisamos lutar para defender nossa terra ao lado dos elfos celestiais enquanto esperamos a Rainha Branca reencarnar e nos liderar. Fala Cecilia tentando explicar resumidamente anos de luta.
— Nós vencemos muitas batalhas, mas sem a rainha não temos como confrontar a Rainha negra e seus Arautos, sem falar de toda a legião que ela controla, naquele dia eu estava confrontando um espírito que foi consumido pela contaminação, eu devo admitir que você me salvou. Fala Thabata um pouco relutante.
— Desculpem garotas, mas eu não acredito em vocês, aquilo foi apenas um sonho eu não faço parte de nada e não estou interessada em lutar na guerra de vocês. Fala Sarah assustada com as garotas.
— Bem Cecilia eu disse esse jeito nunca funciona, agora eu vou tentar do meu. Barreia mágica ativar! Cristal Rosa eu invoco os poderes do vento, ilumine meu caminho e faça de mim a Princesa rosa, liberta-me! Fala Thabata enquanto se transforma na Princesa rosa uma espécie de guardiã regida pela luz que pode controlar os poderes do vento.
— Se não tem jeito. Cristal azul eu invoco os poderes da água, ilumine meu caminho e faça de mim a Princesa azul, liberta-me! Fala Cecilia se transformando na princesa azul uma guardiã regida pela luz e que pode controlar a água, suas roupas são uma blusa azul de botão com mangas bufante no inicio e justa no final, corselete de couro com amarras, uma saia branca curta com renda azuis no final, uma luva na mão esquerda com o cristal azul e detalhes prateados em volta, uma proteção de couro na mão direita, botas de couro com fechos metálicos e uma boina azul com uma fitinha branca.
Neste momento tudo em volta das garotas desaparece, um brilho das cores invocadas envolve cada menina e suas roupas são vestidas magicamente em uma transformação que transborda de luz, tudo a volta delas fica negro e em seguida elas estão em meio a uma enorme cidade noturna como a da outra noite.
— Bem agora você pode ver que infelizmente não estamos mentindo. Fala Cecilia um pouco triste.
— Nossa parece um pesadelo como algo assim pode ser real? Que lugar é esse? Estávamos na escola agora pouco e do nada estamos no meio da cidade e é noite. Fala Sarah chocada com tudo aquilo.
— Este é o mundo vazio ou zona vazia como você preferir, quando ativamos a barreira nós e nossos inimigos são transportados ate aqui, assim seja o que for destruído a cidade será preservada, mas se perdemos a batalha e ficarmos inconscientes ou morrermos a barreira se desfaz e todos os danos causados aqui serão reais no nosso mundo, inclusive nossos ferimentos, mas não se engane mesmo que nossos ferimentos sumam após a batalha eles são reais e podem tirar nossas vidas. Alerta Cecilia sobre os riscos.
— Vamos tente você se transforma, use seu cristal magico. Fala Thabata apontando para Sarah.
— Que cristal é esse gente? Eu ainda estou bem confusa, não tenho cristal nenhum, isso tudo parece muita loucura. Fala Sarah sem entender muita coisa.
— Bem eu sei que você o tem já que se transformou da outra vez, sem falar que sem o cristal é impossível entrar neste mundo, isso impede que pessoas comuns que não possuam magia venham para este mundo. Fala Thabata.
— Ele é pequeno e geralmente adorna algum tipo de joia é uma ótima camuflagem para ele, sem falar que ele é a chave de seu grimorium a fonte de seus poderes mágicos e onde você pode aprender suas magias. Fala Cecilia.
— Junto de um livro tinha um anel, agora que você falou quando eu toquei nele eu vim parar aqui da primeira vez e quando o apertei contra o meu peito naquele momento eu pude vestir aquelas roupas. Sarah se lembrando da situação da noite anterior e do anel que estava nas coisas de sua mãe.
— Correto é só você o colocar no dedo e repetir aquelas palavras e poderá se transformar cadê ele? Pergunta Thabata explicando como é simples.
— Eu o joguei dentro da minha gaveta lá no meu quarto. Respondendo Sarah ao questionamento da garota.
— Ai meu deus como você faz uma coisa dessas? Regra numero um pra se sobrevive nesta guerra nunca se esqueça de seu cristal magico, esteja sempre com ele, isso pode salvar sua vida. Fala Thabata desesperada com o absurdo que ouviu.
— Apesar de sermos nós que invocamos a barreira magica para sermos trazidas para esta zona vazia, alguns servos da Rainha negra podem nos puxar para este mundo e logo caso seja pega sem seu cristal magico as chances de sobrevivência ficam quase nulas, mas não se preocupe vamos te proteger hoje e amanha te levaremos a vila dos elfos e você conhecerá nossa líder A oraculo ela foi a responsável por nos unir e ela é a mãe da Flora a única de nós que é elfa. Fala Cecilia.
— Magia, elfos, princesas e rainhas, isso é algum conto de fadas e eu não estou entendendo, essa história de princesa branca e negra é um conto de fadas que minha mãe lia para mim quando eu era pequena, eu tenho o livro ate hoje no meu quarto. Gente isso ainda parece loucura. Fala Sarah desacreditando de tudo que esta vendo.
— Outra coisa você não poderá contar nada a ninguém sobre isso, quanto mais pessoas souberem, mais elas vão se envolver e não queremos nossas famílias e amigos metidos nisso, seria um risco para a vida deles, sem falar que nós podemos nos defender com nossas magias e eles não. Amanhã quando você conhecer a Flora ela vai te ensinar a usar seu grimorium e aprender a usar suas magias. No mais pode contar com a gente princesa vermelha. Fala Cecilia.
Sarah ainda decidia se acreditava no que sua vida tinha-se transformado ou não, mas ela vai com as meninas para casa e ao chegar ela vai ate seu quarto depois de se despedir das meninas pega o anel na gaveta e coloca no dedo, depois ela começa a se despir retira toda a roupa e vai ao banheiro arruma a banheira com água morna e entra para se banhar, ela fica refletindo em tudo que ouviu por um tempo, quase chegando a dormir ali, mas quando se da conta decide abstrair tudo que ouviu e pega seu celular que tinha deixando ao lado da banheira e começa a digitar para Sam.
Sarah pergunta a Sam como ela esta, Sam não demora muito e abusa a amiga dizendo que ela não aguentou de saudades, Sarah fica sem graça e manda sua amiga parar, Sam pergunta como foi o dia na escola nova, Sarah fala que foi bem corrido e caótico muitas coisas novas, por um segundo Sarah pensa em contar, mas se lembrar de Cecilia falando dos riscos e que ela não deveria falar pra ninguém e decide não contar, Sam diz para a amiga ser forte e diz que mesmo longe sempre poderá contar com ela, Sarah diz que se não fosse Sam ela estaria perdida e diz que sim esta com muitas saudades da amiga e gostaria de estar com ela agora, Sam diz pra ela não se preocupar e ter certeza que no coração dela Sarah esta e que se ela precisar Sam moverá barreiras para estar com ela, Sarah responde com um emotion sorridente, Sam pergunta se Sarah já fez amigos na escola e depois pergunta se foi alguma garota bonita, depois coloca um emotion irritado, Sarah diz para ela parar de ser boba e depois responde que as meninas são legais, porém estranhas e mesmo sendo bonitas elas não se comparam a Sam. As meninas ficam sem digitar um tempo e quando Sarah menos espera ela recebe uma ligação de sua amiga Sam.
— Eu precisava muito ouvir sua voz, me desculpa por ligar, sei que já estávamos nos falando. Fala Sam um pouco nervosa e ansiosa.
— Não se preocupa pode ligar quando quiser eu vou te atender, eu também queria ouvir sua voz. Fala Sarah com o coração acelerado, mas muito feliz.
— Bem continua me falando como foi seu dia. Fala Sam sorrindo.
— Foi tranquilo as meninas e meninos da sala são legais eles me fizeram um monte de perguntas... Eles me perguntaram se eu tinha namorado... Fala Sarah nervosa.
— O que você respondeu? Pergunta Sam curiosa, mas com muito medo da resposta.
— Eu disse que não... Responde Sarah.
— Unh! Reage Sam demonstrando desapontamento.
— Eu tenho? Sam o que somos uma para outra agora? Eu preciso saber, sempre fomos muito próximas e eu sempre me senti a vontade com você, agora eu fico nervosa e sempre que penso em você meu coração dispara me tirando o folego. Fala Sarah nervosa.
— Somos amigas... Deixa para lá, me diz o que você esta fazendo agora? Pergunta Sam tentando mudar de assunto.
— Estou na banheira, eu acabei de chegar e estava tomando um banho para ir estudar um pouco, o assunto desta escola é mais difícil que da nossa, mas me responde Sam, deixei de mudar de assunto.
— Envia uma foto sua agora. Fala Sam.
— Agora não da já disse que estou tomando banho assim que eu terminar eu mando prometo, mas me responde. Fala Sarah nervosa e envergonhada com o pedido da amiga.
— Não, eu quero agora como você esta ai. Insiste Sam.
— Não, eu tenho vergonha não vou tirar uma foto nua e mandar pra você. Fala Sarah muito nervosa e ainda mais envergonhada.
— Qual o problema? Nós já nos vimos nuas centenas de vezes não vejo porque não pode me mandar uma agora. Fala Sam lembrando a Sarah de todas as vezes que elas tomaram banho juntas ou se trocaram uma na frente da outra.
— Não agora eu não quero... Mande uma sua que eu penso no seu caso. Fala Sarah nervosa e irritada.
— Envie a foto e eu respondo sua pergunta e se eu gostar da foto eu mando uma minha ok? Fala a Sam respondendo à amiga.
Sarah tenta se esconder um pouco com a espuma da banheira, mas tira a foto para a amiga e depois envia como ela pediu. A foto não mostra muito do corpo de Sarah, mas deixa bem claro que ela esta nua. Sam recebe a foto e fica olhando para o rosto e para o pouco do corpo de Sarah que ela consegue ver, em sua mente vem à imagem nítida do corpo da amiga e de todas as vezes que ela a viu nua e de o quanto quis toca-la e acaricia-la, das noites em viagem e acampamento em que dormiram juntas e acidentalmente esbarrou na amiga na cama e pode senti-la, ela respira fundo enquanto escuta a amiga cobrar sua resposta.
— O que eu responder é o que vamos ser? Você não se importa com a resposta que vai receber? Vai aceitar seja ela qual for? Pergunta Sam que pela forma de falar desanima Sarah.
— Sim o que você decidir eu aceitarei. Fala Sarah apreensiva e um pouco triste, porém muito nervosa e envergonhada.
— Você é minha e se alguém ai encostar em você eu vou ai dar uma surra nela, então trate de se comportar já que agora somos namorada. Fala Sam dando a resposta que Sarah tanto queria.
— E então gostou da foto? Poderei ter uma sua? Pergunta Sarah querendo muito ver sua amiga novamente.
— Não eu odiei, não da para ver seu corpo como eu queria depois me envie uma onde eu possa ver seu corpo todo completamente nua e quem sabe eu envie uma foto minha. Sua boba. Fala Sam perturbando sua amiga e agora namorada.
— Isso não vale, eu já te mandei duas fotos e você não me mandou nenhuma, eu quero uma eu tenho direito. Fala Sarah irritada exigindo seus direitos como namorada, mais de repente uma foto é entregue por mensagem, Sam esta na foto só de roupa intima sentada na cama e tirou a foto de cima pra baixo deixando uma boa parte de seu corpo aparecer na foto.
Sarah olha pra foto como se fosse à coisa mais maravilhosa do mundo, seu coração dispara e de repente de seu olho direito cai uma lagrima. — Eu te amo! Fala Sarah sem pensar direito a frase simplesmente sai e ela não consegue controlar e começa a chorar repetindo que ama sua amiga.
— Sua boba porque esta chorando? Acho que desde a segunda serie eu venho deixando bem claro que te amo também, agora para de chorar se não vou chorar também, ai como eu queria estar ai pra te beijar agora. Fala Sam fingindo ser forte, mas de seus olhos lagrimas escorrem.
As garotas ficam conversando e namorando por um tempo, depois desligam o telefone e Sarah vai se trocar depois desse para jantar e voltam a escrever mensagens uma para outra ate que Sarah pega no sono com o celular nas mãos, seu pai chega do trabalho vê a garota jogada na cama com o celular nas mãos e o tira pondo ele na mesa e depois cobre sua filha corretamente. Neste momento ele percebe que a garota esta usando o anel no dedo e parece reconhecer a joia, ele sorri e da um beijo na testa da filha e sai do quarto apagando a luz.
Fale com o autor