Notas iniciais
Ela era especial para mim E eu nunca pude notar o quanto Mais do que amigos, meu coração sofria Mais a felicidade acabou.

Meus dias na escola estão ficando cada vez piores, pois vários amigos zombavam de mim pois não gostava de me enturmar com outras pessoas. Meu pai já teve que ir em meu colégio e dizer pela milésima vez que eu não consigo me enturmar com ninguém e isso era um problema meu, não precisa eu dividir com meus amigos. Éh, meu pai é meio estressado! Para mim, tudo bem, eu podia aceitar aquilo.

Ao chegar em casa, era sempre a mesma monotonia. Tinha de fazer meus deveres, depois preparar meu almoço e por fim cuidar da minha prima de 5 anos. As vezes queria viver talvez, pelo menos uma vez em toda minha vida.

Cada dia eu perdia esperanças de que alguém iria aparecer em minha vida para mudá-la, mas naquela semana de aula, eu tive que me surpreender. Havia chegado uma novata na minha sala e, ela era muito linda. Tinha cabelos loiros, olhos verdes uma voz doce.

Eu tinha me encantado com ela, mas, como eu era muito tímido, resolvi não falar com ela. Talvez eu fosse falar alguma besteira imperdoável e, com certeza, ela devia ser uma daquelas "praticinhas" que se acham ser donas de todos. Não seria uma boa idéia um "nerd" se aproximar dela.

Ela veio sentar à duas cadeiras após a minha. Talvez quisesse distância de mim. Não tinha esperado tanto tempo por uma pessoa que nem notaria que eu existo. Minha cabeça não conseguia tirar meus pensamentos dela. Eu tinha que falar com ela, pelo menos um oi.

Tocou o sinal do recreio, muitos alunos saiam de uma só vez. Eu aguardei todos saírem para que eu pudesse sair, e o mesmo fez ela. Eu tomei coragem e perguntei seu nome. O seu nome era o mais lindo, Claire. Então perguntei se podíamos ser amigos. Claro que sim.

Fomos nos envolvendo muito como se meu mundo dependesse dela e o dela dependesse de mim. Então a convidei para visitar minha casa e conhecer meus pais e ela aceitou. Minha mãe veio nos buscar no dia e, ao chegar em casa lhe apresentei um jardim que ficava ao lado de nossa casa. Já estávamos muito tempo juntos então achei que fosse hora de pedi-la em namoro.

Ao chegarmos lá, segurei sua mão, a beijei, mas quando ia pedi-la em namoro, sua mãe havia buzinado da frente de minha casa. Ela já teria de ir. Eu não queria que ela fosse, então segurei a mão dela e pedi que ficasse, mas ela disse que infelizmente tinha de ir.

Eu fui para meu quarto, emburrado, querendo que ela voltasse. Esperei um tempo até ela chegar em casa e, ao chegar, liguei pra ela e falei que tinha algo muito importante pra falar com ela e disse que tinha de ser pessoalmente. Então iríamos sair ao final de semana.

Foi uma semana difícil, pois tive de esperar para declarar o que eu sentia por ela. Eu iria buscá-la em sua casa, pois achava que isso iria ajudar. Meus pais me aconselhavam a não ficar tão apreensivo pois seria pior, mas não havia como não pensar o quanto seria fantástico.

Finalmente o Sábado havia, eu, nervoso, comprei flores e uma caixa de chocolate com um poema que havia tentado escrever na noite passada. Ao chegar em sua casa, quem atendeu foi sua mãe, triste e com olhos cheios de lágrimas. Não entendia o porquê, então a perguntei. Ela, triste, disse que Claire havia morrido. Eu não entendi como nem porquê. Logo naquele dia que seria tão especial para mim. Ao ouvir não acreditei, mas sua mãe disse-me que ela havia morrido por asma que havia lhe atacado na noite passada. Disse também que Claire estava muito ansiosa por esse dia e por isso teve o ataque de asma. Quando ouvi isso, larguei os presentes que havia trazido pra ela e me ajoelhei na calçada da casa de Claire e pus-me a prantos. Aquele era o dia mais triste de toda minha vida.

Minha mãe, triste pelo acontecido, contou-me sobre uma história que havia presenciado em sua infância, de um casal que haviam se conhecido no colegial, se apaixonaram perdidamente e haviam acabado sua paixão, pois ele havia falecido. Ele foi buscar um anel para mim numa joalheria e lá havia tido um assaltado e, acabaram matando ele sem querer.

Notei que ela estava com lágrimas nos olhos só de pensar no que aconteceu, mas eu sabia que tinha de ser forte. Então perguntei-a o final e ela respondeu-me que a garota, de tão triste, se matou. Eu, frustrado com o final, pois pensava ter um final feliz, entristeci-me e corri para meu quarto, chorando. Tranquei a porta e fiquei observando os pássaros voarem.

Sabia que estava muito triste, triste de mais para me matar, mas pensei em dar uma chance para minha vida, mas pensei bem e vi que não valia a pena, então peguei uma faca na cozinha e apontei para meu coração. Ia esfaqueá-lo para ver se a dor sentimental ia embora.

Eu nunca devia ter me envolvido com alguém e, tão intenso, foi um erro. Pois sabia que acabaria me apaixonando e, meu coração ficaria quebrado, com lágrimas. Nunca imaginei sofrer tanto, então enfiei a faca em meu coração e, sangrando, caminhei até a rua em frente à minha casa que, por sinal estava muito movimentada e, para um fim drástico, fui até minha mãe, a abracei e disse adeus. Ela não entendeu de início, mas quando viu sangue pelo chão, foi atrás de mim. Eu abri a porta de casa rapidamente e aproveitei que estava passando um grande caminhão com alta velocidade, me joguei por entre a rua e deixei-me atropelar, pois não precisaria mais sofrer.

Notas finais
Um grande amor inicia-se por uma grande amizade. Eles descobriram o amor entre si, mas um não sabia o que o outro sentia, mas no dia que o amor deles seria revelado, ela morreu de asma. A dor da morte de seu primeiro amor era tanta que, ele preferiu tirar sua própria vida como pagamento. Continuem lendo minhas histórias e se emocionando mais com fatos. Se quiserem comentar, fiquem a vontade