Crônicas Do Olimpo - A Batalha Do Labirinto
24 Sobrevivência! A Arena da Morte!
Notas iniciais
* A Arena de Anteu!
* Megan e Silena se encontram de novo...
* Conhecendo... Ou Reconhecendo Ethan Nakamura.
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Devo admitir, esse não era um dos meus piores pesadelos. Já tive outros piores, mas o que aconteceu a seguir... Bem, estávamos marchando túnel abaixo, escoltados pelas dracaenae, com Kelly e o gigante logo atrás, para o caso de tentarmos fugir por ali. Ninguém pareceu se preocupar com a ideia de fugirmos pela frente. Aquela era a direção que eles queriam que nós fôssemos. Um pouco à frente eu podia ver portas de bronze. Elas tinham uns três metros de altura, atravessadas por um par de espadas cruzadas. Detrás delas, vinha um rugido abafado, como o de uma multidão.
Estremeci.
– Ah, sssssssssim. — sibilou uma mulher-cobra ao meu lado. — Com o nosssso anfitrião, vocêsss sssserão muito popularesssssss.
Ela teria um rosto bonito, exceto pela língua bifurcada e os olhos amarelos, com pupilas no formato de fendas negras. Ela vestia uma armadura de bronze que terminava na cintura. Abaixo, onde suas pernas deveriam estar, havia dois troncos maciços de cobra, listrados de verde e bronze. Ela se movia com uma combinação de andar e rastejar, como se ela estivesse em esquis vivos.
– Anfitrião? — repeti.
Ela sibilou, o que deve ter sido uma risada.
– Ah. Você vai desssscobrir. Você ficará furiosssssssssa. Ele é sssssseu irmão, afinal.
– O Meu... Meu irmão? — repeti, imediatamente pensei em Tyler, mas isso não era possível.
O gigante nos empurrou passando por nós e abriu a porta. Ele pegou Jake pelo capuz e disse:
– Você fica.
– Me solta, seu...- começou Jake a protestar.
Kelly riu. Ela ainda estava com as garras no pescoço de Daniel.
– Vá Megan Jackson, e nos divirta. — disse ela. — Ficaremos com seus amigos, para o caso de você não se comportar bem.
Virei para os meus amigos
– Vai ficar tudo bem. — falei. — Vou tira-los dessa.
– O que você vai fazer? — perguntou Daniel em preocupação.
– Certo. — suspirou Jake de modo despreocupado, ele sabia como aquilo ia acabar. — Boa sorte então, e tenta não morrer, Cabeça de alga.
Eu assenti.
– Vou tentar.
A dracaenae me empurrou porta à dentro com a ponta do dardo, e eu pisei no chão de uma arena.
Acho que essa não era a maior arena em que já estive, mas parecia bem espaçosa considerando que o lugar todo era no subterrâneo. O chão sujo era circular, grande o suficiente para você dirigir um carro pela beira, se o mantivesse bem rente. No centro da arena, uma luta estava acontecendo entre um gigante e um centauro. O centauro parecia estar em pânico. Ele galopava ao redor de seu inimigo, usando espada e escudo, enquanto o gigante segurava um dardo do tamanho de um poste de telefone e a multidão aplaudia.
A primeira fileira de cadeiras ficava a três metros e meio acima do chão. Bancos de rochas planas envolviam todo o lugar, e todos os assentos estavam ocupados. Tinha gigantes, dracaenae, semideuses, telquines, e coisas mais esquisitas: demônios com asas de morcego e criaturas que pareciam metade humana e a outra metade você nomeava – pássaro, réptil, inseto, mamífero.
Mas as coisas mais arrepiantes eram as caveiras. A arena estava cheia delas. Elas rodeavam a borda da grade. Pilhas de um metro delas decoravam os espaços entre os bancos. Elas sorriam dos picos atrás da arquibancada e estavam penduradas em correntes do teto, como candelabros horríveis. Algumas delas pareciam muito velhas – nada além de ossos velhos esbranquiçados. Outras pareciam mais novas. Eu não vou descrevê-las.
Acredite em mim, você não ia querer que eu fizesse isso.
No meio de tudo isso, exposto orgulhosamente no lado da parede do espectador, havia algo que não fez sentido pra mim – um estandarte verde com um tridente de Poseidon no centro. O que aquilo estava fazendo num lugar horrível como esse?
Sobre o estandarte, sentada num lugar de honra, estava uma velha inimiga.
– Silena. — murmurei.
Eu não tinha certeza se ela podia me escutar com todo o barulho da multidão, mas ela sorriu friamente para mim. Senti como se estivesse vivendo o pior dos pesadelos até então. Claro, eu já havia visto Silena em outros sonhos, mas ali, cara a cara... Eu não sabia o que fazer. Há três verões atrás, Silena era uma amiga, minha melhor amiga, chegava até a ser uma irmã. Até que tentara me matar, mas eu nunca desistia dela, eu não ia desistir, eu não podia... Mas o que achei estranho era a ausência de Luke.
Ao seu lado estava o maior gigante que eu já tinha visto, muito maior do que o que estava lutando na arena com o centauro. O gigante perto de Silena devia ter uns quatro metros e meio de altura, facilmente, e era tão grande que ocupava três lugares.
Ele vestia só uma sunga de linho, como o traje de sumô. Sua pele era vermelha escura e tatuada com desenhos de ondas azuis. Achei que ele devia ser o novo guarda-costas de Silena ou algo assim.
Houve um grito no chão da arena, e eu pulei pra trás assim que o centauro caiu na terra ao meu lado.
Ele encontrou meus olhos suplicando.
– Me... Ajude.
Eu procurei por minha espada, mas ela ainda não voltara para mim. O centauro lutou para se levantar, enquanto o gigante se aproximava, seu dardo preparado. Eu estremeci, não queria ver aquilo... Não podia... Eu podia pelo menos correr e arrastar o centauro de lá.
Uma grande garra agarrou meu ombro.
– Ssse você valoriza asss vidasss de seusss amigosss – minha guarda dracaenae disse, – você não interferirá. Essssa não é a ssssua luta. Essspere a ssssua vez.
Eu rangi os dentes.
– Não toque em mim. — e me livrei da garra.
A dracaenae sibilou para mim, o que achei que poderia ter sido uma risada.
O centauro não conseguia levantar. Uma de suas pernas estava quebrada. O gigante colocou seu pé enorme no peito do centauro e ergueu seu dardo. Ele olhava para Silena que sorria de modo frio.
A plateia gritava:
– MORTE! MORTE
Silena não fez nada, mas o cara tatuado do sumô sentado ao seu lado se levantou. Ele sorria para o centauro que choramingava:
– Por favor! Não!
Então o cara do sumô fechou a mão, e fez o sinal polegar para baixo. Fechei meus olhos enquanto o gigante gladiador estocava com o seu dardo. Quando olhei de novo, o centauro se fora, desintegrado em cinzas. Tudo o que sobrou foi um único casco, que o gigante pegou como um troféu e mostrou à platéia.
Ela rugia aprovando.
Um portão abriu no lado oposto do estádio, por onde o gigante saiu marchando em triunfo.
Na arquibancada, o cara do sumô ergueu as mãos por silêncio.
– Boa diversão – ele berrou. – Mas nada que eu já não tenha visto antes. O que mais você tem, Silena, filha de Afrodite?
Silena se levantou calmamente, sem deixar de me encarar, senti um aperto como sempre. Aquilo doía tanto, por que... Silena?
Seus olhos brilhavam. Ela aprecia estar de bom humor.
– Lorde Anteu. — disse Silena, alto o suficiente para a multidão ouvir. — O Senhor tem sido um anfitrião honrável, Ficaremos felizes de entretê-lo, para agradecer o favor de poder passar pelo seu território.
– Um favor que eu ainda não concedi – Anteu grunhiu. – Eu quero diversão!
Silena fez uma reverência de modo elegante.
– Acredito que tenho algo mais interessante do que centauros para lutar em sua arena agora. — disse ela, voltando-se para mim. — Uma irmã sua na verdade... Megan Jackson, Filha de Poseidon!
A plateia começou a me vaiar e a jogar pedras em mim, a maioria eu consegui desviar, mas uma me acertou na bochecha e fez um grande corte.
Os olhos de Anteu brilharam.
– Um filho de Poseidon? Então ele deve lutar bem! Ou morrer bem!
– Se a morte dela lhe agradar – disse Silena, – você deixará nossos exércitos cruzarem seu território?
– Talvez! – disse Anteu.
Silena não pareceu muito satisfeita, ela me olhou como quem dizia que era melhor eu morrer de forma bem morrida, ou teria problemas com sua foice depois...
– Silena... — sussurrei, mas em seguida gritei mais alto que a multidão. — SILENA!
Minha voz ecoou, todos se calaram, Silena me olhava atentamente, mas não vi ódio em seus olhos, eu vi... Nada, era frio seu olhar, sem emoção, mas eu não acreditava nisso...
– Por favor... — exclamei. — Pare!
Ela ergueu as sobrancelhas para mim.
– Volte, por favor... — juro que tinha lágrimas nos meus olhos. — Você ainda pode... Se salvar...
A risada de Silena cortou minha fala.
– Você não percebe? É apenas um brinquedinho de guerra. Não notou sua posição?
– Não... NÃO! — gritei. — Eu sou... Sua amiga, Silena. Por favor, volte conosco.
Ela hesitou, e como previsto me ignorou e se voltou para Anteu com um sorriso de orelha a orelha e se virou para a frente.
– Que comecem os jogos!
A plateia se agitou novamente, mas eu não me esqueço da fala "Ela hesitou" que eu disse logo acima, era isso para alguém desesperada como eu. Cada detalhe me fazia suspeitar, mesmo que fosse só paranoia minha.
Anteu ergueu a mão pedindo silêncio.
– Primeiro, Megan Jackson, quais serão suas armas?
A dracaenae me empurrou para o meio da arena.
Eu encarei Anteu.
– Como você pode ser filho de Poseidon?
– Eu sou seu filho favorito! – Anteu estrondou. – Contemple, meu templo para o Treme Terra, foi construído com os esqueletos de todos aqueles que eu matei em seu nome! Em breve você se juntará a eles!
Olhei horrorizada para todas as caveiras – centenas delas – e o estandarte de Poseidon. Como esse podia ser um templo para o meu pai? Meu pai era um cara legal. Ele nunca me pediu um cartão de Dia dos Pais, muito menos a caveira de alguém.
– MEGAN! — ouvi Jake gritar um pouco atrás, ele parecia em desespero agora. — ELE É FILHO DE GAIA! GAI...
Seu guarda Lestrigão colocou a mão sobre a boca dele. Gaia... Lembro sim, a missão de Percy há alguns anos foi para salvar o mundo de Gaia, o que era bem... perigoso. Lembro de Percy me contar sobre sua missão para me convencer e aceitar sua ida. Gaia era a mãe terra, a deusa primordial da terra.
Jake estava tentando me dizer que aquilo era importante, mas eu não sabia o porquê. Talvez seja só porque o cara tinha dois deuses como pais. Isso devia torná-lo mais difícil de matar.
– Você é um psicopata. — falei. — Se você acha que isso é um bom tributo, você não sabe nada sobre Poseidon.
A multidão gritava insultando-me, mas Anteu ergueu a mão por silêncio.
– Você é uma garota, deverá morrer fácil, mas será divertido mata-la.
A Plateia de monstros riu.
– Não... Me... Subestime. — falei lentamente.
– Armas – ele insistiu. – E então veremos como você morre. Você quer machados? Escudos? Redes? Lançadores de Chamas?
– Só a minha espada. — eu disse.
Risadas surgiram dos monstros, mas imediatamente Anaklusmos apareceu em minhas mãos, e algumas das vozes na multidão ficaram nervosas. A lâmina de bronze brilhava com uma luz fraca.
– Primeiro Round! — anunciou Silena.
Os portões se abriram, e uma dracaenae rastejou para fora.
Ela tinha um tridente em uma das mãos e uma rede pesada na outra – tipo clássico de gladiador. Treinei contra essas armas no acampamento por anos. Ela experimentou me golpear. Desviei para o lado. Ela jogou sua rede, esperando prender a mão que eu segurava a espada, mas eu saí de lado facilmente, cortei seu tridente ao meio, e deferi um golpe com Contracorrente numa fenda em sua armadura.
Com um gemido doloroso, ela vaporizou, e os gritos da multidão cessaram.
– Não! – gritou Anteu. – Muito rápido! Você deve esperar para matar. Só quando eu der a ordem!
– O que?! — exclamei com a voz afinada de indignação. — Que tipo de regra idiota é essa?
– Eu dito as regras! — gritou Anteu furiosamente.
Bufei, aquilo ia ser longo...
– Você melhorou o uso da espada. — disse Silena. — Eu lhe concedo essa.
– Segundo Round! – rugiu Anteu. – E mais devagar desta vez! Mais diversão! Espere pela minha ordem para poder matar alguém. OU ENTÃO!
Suspirei, é... Ia ser longo.
Os portões abriram novamente, e desta vez um jovem guerreiro saiu. Ele era um pouco mais velho do que eu, por volta dos dezesseis. Ele tinha um cabelo preto brilhante, e seu olho esquerdo era coberto por um tapa-olho. Ele era magro e rijo de forma que sua armadura grega pendia solta. Ele apoiou sua espada no chão, ajustou seu escudo, e pôs seu capacete de crina de cavalo.
Era terrível pensar que ele era muito familiar.
– Ethan? — chamei. — Ethan Nakamura?
– Megan Jackson. — disse ele. — Tenho que mata-la, sinto muito.
– Por que você está fazendo isso?
– Ei! – um monstro gritou das arquibancadas. – Parem de falar e lutem!
Os outros concordaram.
– Eu tenho que me colocar à prova – Ethan me disse. – É o único jeito de ser aceito.
– Acei... — ele mal deu tempo de eu dizer algo, Ethan veio em minha direção e me atacou.
Nossas espadas se encontraram no ar e a plateia gritou. Aquilo não parecia certo. Eu não queria lutar para divertir um monte de monstros, mas Ethan Nakamura não estava me dando muita escolha.
Ele pressionou avançando. Ele era bom. Eu lembro dele do chalé de Hefesto, mas até onde eu sei, ele tinha os dois olhos. Era um dos indeterminados. Ele desviou meu golpe e quase me derrubou com seu escudo, mas eu pulei pra trás. Ele atacou, eu rolei para um lado.
Nós trocamos estocadas e desvios, um experimentando o estilo de luta do outro. Tentei me manter no lado cego de Ethan, mas não ajudou muito. Ele parecia estar lutando com um olho só há bastante tempo, porque ele era excelente guardando seu lado esquerdo.
– SANGUE! SANGUE! — pedia a multidão.
"Vão para o tártaro..." pensei.
Meu oponente me deu um golpe, e eu rolei comendo terra.
Ethan olhou para a plateia sorrindo. Então eu percebi, ele precisava impressionar a plateia, eu não. Eu me ergui e tentei ataca-lo, mas ele percebeu. Ele soltou um grito raivoso de batalha e me atacou, mas eu desviei sua lâmina e me afastei, deixando-o vir atrás de mim.
– Buu! – vaiou Anteu. – Covarde! Lute!
Ethan me pressionou, mas eu não tinha problema em me defender, mesmo sem um escudo. Ele estava vestido para se defender – armadura pesada e escudo – o que tornava cansativo atacar. Eu era um alvo mais fácil, mas também era mais leve e mais rápida.
A multidão foi a loucura, gritando reclamações e tacando pedras. Estávamos lutando há quase cinco minutos e não havia nenhuma gota de sangue.
Finalmente Ethan cometeu seu erro. Ele tentou me acertar na barriga, e eu prendi o punho de sua espada com o meu e torci. Sua espada caiu no chão. Antes que ele pudesse se recuperar, eu bati com a base da minha espada em seu capacete e o derrubei. Sua armadura pesada me ajudou mais a mim do que a ele.
Ele caiu de costas, atordoado e cansado.
Eu coloquei meu pé em seu peito impedindo-o de se erguer de novo, coloquei minha espada em sua garganta.
– Termine com isso logo... – Ethan grunhiu.
Eu olhei para Anteu. Seu rosto vermelho estava rígido de desgosto, mas ele ergueu sua mão e fez o polegar para baixo.
Eu dei uma risada seca e disse:
– Nem pensar, não sou um brinquedinho de guerra. — virei o rosto para ele. — E você também não tem que ser.
– Não seja idiota – grunhiu Ethan. – Eles vão matar nós dois.
Eu estendi minha mão. Relutantemente, ele a segurou. Eu o ajudei a levantar.
– Vão tentar me matar de qualquer jeito... — murmurei.
A Multidão vaia, junto com meu irmãozinho...
– Ninguém desonra os jogos! – rugiu Anteu. – Suas cabeças servirão como tributo a Poseidon!
Me aproximei de Ethan.
– Quando tiver chance, corra.
Então me virei para Anteu:
– Ah, cale a boca. — provoquei. — Você fala demais... Que tal vir aqui e você mesmo lutar comigo? Se você tem a proteção do Pai, venha aqui embaixo e prove!
Os monstros murmuraram nas arquibancadas. Anteu deu uma olhada em volta, e aparentemente viu que não tinha escolha. Ele não podia dizer não sem parecer um covarde.
– Eu sou o melhor lutador do mundo, mocinha – ele avisou. – Venho lutando desde o primeiro pancrácio!
– Pâncreas, você quer dizer? — repeti confusa.
– Ele quer dizer as lutas até a morte – disse Ethan. – Sem regras. Sem barreiras. Costumava ser um esporte Olímpico.
– Obrigada. — sorri para ele.
– De nada.
Daniel me olhava com os olhos bem abertos. Jake parecia querer grita alguma coisa, provavelmente algo do tipo: "SUA IDIOTA, VOCÊ QUER MORRER?"
Apontei minha espada para Anteu.
– O vencedor leva tudo! Se eu vencer, somos todos libertados. Se você ganhar, morremos. Jure pelo Rio Estige!
Anteu gargalhou.
– Isso não vai demorar muito. Eu juro de acordo com as suas condições!
Ele saltou por sobre a grade para dentro da arena, o chão tremeu e uma pequena onda de poeira levantou ao ar.
– Boa sorte – Ethan me disse. – Você vai precisar.
– Sempre preciso. — falei.
Depois ele se afastou rapidamente. Anteu estalou seus dedos. Ele sorriu ironicamente, e eu vi que até mesmo seus dentes tinham tatuagens de ondas, o que devia tornar a escovação após as refeições bem dolorosa.
– Armas? – ele perguntou.
– Ficarei com minha espada. Você?
Ele mostrou suas mãos enormes e mexeu os dedos.
– Eu não preciso de mais nada! Senhorita Beauregard, a senhorita será a juíza nesta rodada.
Silena sorriu friamente.
– Com prazer...
Ela limpou a garganta. Eu segurei fortemente minha espada com ose tivesse medo de que ela saísse voando agora quando eu mais precisava. Então a voz de Silena ecoou na arena:
– Primeiro Round!
Então a multidão enlouqueceu, mal tive tempo de pensar, atacar, respirar, defender... Quando Anteu deu o primeiro golpe.
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