Cowboys & Aliens
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era o ano de 1814, a poeira e o tom avermelhado da terra do velho oeste inundavam a paisagem dando um ar solitário à pequena cidade conhecida por Fênix. O motivo do nome tão peculiar se devia ao seu guardião, o xerife Ikki Amamiya, um forasteiro que chegara há muitos anos e ali se estabelecera trazendo a paz tão sonhada pelos poucos habitantes.
Ninguém se lembrava de como ele havia chegado, tudo parecia nebuloso ou fantástico demais. Os mais velhos diziam que após um estrondo ensurdecedor e uma bola de fogo que caíra dos céus, surgira aquele jovem moreno de olhos amendoados e num tom de azul perigoso. Trazia consigo um medalhão de uma metade só, onde se podia ler Fênix e a roupa do corpo. Outros contavam e acreditavam que ele surgira após uma grande noite de tempestade, cujos raios e trovões pareciam anunciar o Juízo Final. Em ambas as versões, só havia uma situação em comum: a chegada do jovem mudara a vida de todos ali.
Verdade ou lenda, o fato era que depois que Ikki se instalara naquele vilarejo, nenhum malandro, bandido ou qualquer outro mal-intencionado haviam tirado proveito dos habitantes da cidade. Era o homem mais rápido no gatilho, algo tão extraordinário que o olho não conseguia acompanhar. Também era capaz de lançar o laço com tal destreza que nunca perdera um só animal.
E ali estava ele, olhando para o crepúsculo e sentindo uma nostalgia dentro do peito. Os tons de vermelho e laranja acentuavam as sensações perturbadoras em seu coração. E aquilo era muito estranho, pois desde que se conhecia por gente, sabia que era sozinho. Sua família era a sua arma, uma pistola de prata que já havia liquidado muitos problemas e aquele medalhão incompleto que acreditava ser de algum familiar falecido ou coisa que o valha.
No entanto, junto às poucas lembranças que carregava consigo, às vezes surgia em sua mente a imagem nebulosa de um rosto que lhe fazia sentir, tanto no corpo, quanto em seu coração, uma saudade infinita e dolorosa.
Gostaria de saber por que sinto essa saudade... Não tenho ninguém, minha vida sempre foi solitária, que bobagem é essa? Pensava o xerife quando uma bela jovem loira adentrou o alpendre com uma cesta contendo pães, bolos e uma garrafa de uísque.
– Pensando na morte da bezerra, xerife? – disse Esmeralda sorrindo.
Depois de dar um longo suspiro, Ikki olhou-a e sorriu:
– Às vezes acho que fui eu que morri e estou em uma espécie de Paraíso.
– Paraíso? Essa cidade morta tá mais para Purgatório! – respondeu ela.
Ikki sorriu.
– O que trouxe aí? – perguntou.
– Umas coisinhas que acho que vai gostar. – disse ela com um sorrisinho malicioso.
Os dois sentaram-se no espaçoso banco com vista para as montanhas e desfrutaram de um pequeno e farto piquenique com direito a risadas e demonstrações de gula. Esmeralda era uma boa amiga e, alguns anos antes, até tivera esperanças de tornar-se algo mais, porém Ikki jamais demonstrava um pingo de interesse além da forte amizade que os unia e, quando não estava caçando bandidos procurados, rumava em direção às montanhas e lá ficava dias a fio com um índio apache que tomara o nome de homem branco, Guilty, e dissera ser seu mestre nessa existência.
– Humm... Isso está gostoso demais. – disse o xerife lambendo os dedos.
– Eu falei! – disse Esmeralda com orgulho.
Antes que Ikki dissesse algo, um homem gorducho surgiu num cavalo negro, bufando e com os olhos pequenos arregalados como duas pequenas esferas de chumbo.
– Xerife! Xerife! O tal Cavaleiro Negro está vindo para a cidade com cinquenta homens armados! – disse o homem esbaforido.
Os olhos azuis se estreitaram e Ikki bebeu um longo gole de uísque no gargalo, sem dar muita atenção às palavras nervosas do homem.
Acostumada às esquisitices do amigo, Esmeralda cruzou os braços e esperou. O homem que trouxera a notícia tremia e passava um lenço de algodão na testa suada.
– Desmonte e sente-se, homem! Não precisa se preocupar. – disse Ikki.
– M-Mas... xerife, são cinquenta bandidos e o senhor não tem ajudante! Como vai enfrentá-los?
Um sorriso se fez nos lábios bem desenhados de Ikki e ele passou a mão nos cabelos negros e revoltos, antes de pegar seu chapéu e colocá-lo com toda a calma do mundo.
– Só cinquenta? – falou com escárnio.
– S-Sim senhor!
Quando Ikki se levantou, o som dos cascos se fazia ouvir na entrada da cidade. Parecia um trovão formando-se no solo avermelhado. Silhuetas negras foram se desenhando na linha do horizonte e Ikki foi até seu cavalo que estava recebendo uma boa escovada de um garoto chamado Seiya.
– Tome! – disse Ikki atirando uma moeda para o jovem e já montando em seu cavalo.
– Obrigado, senhor! – falou Seiya com os olhos brilhando. – Se quiser ajuda, estou à sua disposição. Eu não temo ninguém. – completou o garoto.
– Muito bem! Fique de olho e cuide da senhorita Esmeralda. Dos bandidos, cuido eu! – respondeu Ikki batendo com os pés na barriga do cavalo.
Seiya, Esmeralda e o homem gordo ficaram olhando Ikki dirigir-se na direção dos forasteiros quando de repente, um zunido estranho e ensurdecedor se fez ouvir, vindo do céu. Os três voltaram as cabeças para o alto e a visão que tiveram lhes causou medo e terror.
Um objeto reluzente em forma de charuto rasgava as nuvens e produzia um som agudo, penetrando nos ouvidos e criando um efeito de redemoinho em torno de si.
Esmeralda gritou e Ikki voltou a cabeça para trás, vendo os três sendo envolvidos por uma luz intensa e azulada. Por um momento ele ficou dividido entre duas situações perigosas: o objeto estranho e o grupo de bandidos adentrando a cidade. Tomou a única decisão possível: ajudar os três que, instantes antes, estavam consigo.
No entanto, quando se aproximou dos amigos, Ikki sentiu o ar mudar. Pequenos flocos de algo branco e leve preencheram o ar e o objeto estancou, flutuando em silêncio, enquanto uma luz azulada inundava tudo e todos, quase os cegando.
Foi então que o xerife percebeu que tanto os amigos, quanto os inimigos estavam parados no lugar como se estivessem sido petrificados.
Mas que diabos é isso? Pensou ao perceber que era o único a continuar normal.
Fênix! Finalmente eu te encontrei! Disse uma voz masculina dentro da sua mente e Ikki viu surgir uma imagem brilhante à sua frente.
Num primeiro momento, Ikki franziu o cenho e levou a mão ao coldre onde estava sua arma. Porém, ao ver o belo rosto revelar-se em meio aquela névoa de flocos brancos, ele sentiu o coração acelerar... Cisne... Hyoga... Ouviu sua própria mente repetir em um perfeito reconhecimento.
O jovem sorriu e lágrimas cristalinas escorreram dos olhos azuis transformando-se em pequenos cristais semelhantes a diamantes.
A cena que se seguiu foi inusitada. Ikki deixou-se abraçar com força pelo jovem com cabelos de sol e, como um filme, sua vida revelou-se plena de detalhes e sensações.
Viu-se em outra terra, muito diferente de onde se encontrava, agora. Era um lugar árido e com imensidões de terras que ora estavam cobertas de gelo, ora cediam lugar ao solo pedregoso e quente. Seu planeta se chamava Nmedia e era dividido em dois hemisférios: o norte ou as Terras gélidas e o sul ou as Terras do fogo.
Nas Terras Gélidas o solo era coberto por uma camada de gelo. Ali se encontravam altas e fortes construções onde tudo o que era necessário ao conforto e bem-estar tinha sido planejado e construído. Rampas flutuantes transportavam homens, mulheres e crianças para todos os lugares. Naves velozes faziam trajetos mais longos e permitiam viajar para outros mundos e toda a sorte de ciências e filosofias florescia ali.
O conhecimento e a habilidade de manipular os elementos estava disponível à todos e o grande Mestre Cristal os ensinava com bondade e sabedoria, preparando seu filho e sucessor para liderar quando ele se fosse. Hyoga de Cisne era o nome do belo e jovem aprendiz e desde o dia em que asteroides se abateram contra o planeta, a vida dele e a de Ikki uniram-se de tal forma que nem a tragédia evitou a paixão fulminante que sentiram um pelo outro.
Ikki pertencia às Terras do Fogo, um lugar inóspito e montanhoso onde se formava a casta dos guerreiros Fênix. Ao contrário do norte, que vivia em harmonia e paz, o sul se mantinha em prontidão para defender o planeta caso algo acontecesse.
Um dia, uma chuva de asteroides cortou os céus de Nmedia e todos pensaram ser, apenas, um fenômeno natural. No entanto, nada era o que parecia e o tal fenômeno revelou-se uma invasão de outros povos que residiam em luas próximas, cujas reservas de comida e até mesmo o espaço geográfico se tornaram escassos.
Imediatamente, após a primeira manifestação, os guerreiros das Terras do Fogo uniram-se aos sábios das Terras Gélidas para combater os invasores. Foi nesse ínterim, que o líder chamado Ikki de Fênix conheceu Hyoga e um sentimento poderoso tomou-os da mesma forma como os invasores agora invadiam Nmedia.
Antes de embarcar, o destemido guerreiro tomou a mão do belo manipulador dos elementos e olhando-o, cheio de desejo, falou:
– Quando tudo acabar, eu volto, meu belo príncipe e quero conhecê-lo em outras circunstâncias.
Mesmo desacostumado com atitudes tão enfáticas e assertivas, o jovem respondeu, sentindo o rosto em fogo:
– Eu estarei esperando... Tome, leve este amuleto como proteção. Assim, estaremos sempre unidos.
Ikki sorriu e partiu com sua nave para impedir que mais esteroides se precipitassem sobre o planeta. Hyoga permaneceu com seu pai cuidando da defesa terrestre e ajudando os feridos.
A batalha foi intensa e difícil. Ikki e os guerreiros sob o seu comando alçaram os céus combatendo mais invasores que tentavam chegar até Nmedia. Os dias substituíram as noites e houve muitas perdas de ambos os lados. No entanto, o destemor e a bravura dos guerreiros Fênix acabaram por vencer. Porém, quando todos voltaram à Nmedia, Ikki não estava entre eles...
– Onde está o líder de vocês? – perguntou Hyoga, assim que a última nave bélica voltou ao solo.
– A nave dele foi atingida, meu senhor e foi tragada por um portal negro. Não conseguimos resgatá-lo a tempo. – respondeu um dos guerreiros.
Hyoga sentiu uma enorme tristeza, porém algo lhe dizia que Ikki estava vivo. Pediu ao seu pai para deixá-lo ir em busca do guerreiro e Mestre Cristal permitiu. Nas Terras Gélidas havia a crença no Anamchara ou alma gêmea. Se o amor nascesse de um simples gesto ou olhar, devia-se respeitá-lo e permitir a união entre os seres. O pai de Hyoga reconheceu no olhar do jovem essa centelha e o abençoou.
– Vá, meu filho. Estaremos esperando o seu retorno. – disse Mestre Cristal.
Hyoga abraçou o pai e rumou em direção ao espaço infinito à procura de Ikki. Muito tempo se passou até sua intuição apontar para uma grande miríade de estrelas em outro sistema solar.
Aproximando sua nave, Hyoga viu surgir a espiral negra que indicava um portal. O jovem respirou fundo e deixou-se tragar. Aos poucos, ele foi sentindo a gravidade mudar e logo sua nave emergiu das espirais de força negativa e materializou-se naquela terra estranha.
Fechando os olhos, Hyoga localizou o amuleto que dera ao guerreiro Fênix e, agora, ali estava ele frente a frente com o amor da sua vida.
– Eu sabia! Sabia que o encontraria, Ikki! – disse Hyoga.
Ikki sorriu e tocou o belo rosto.
– Você continua irresistível, meu príncipe do gelo.
Os dois sorriram e rumaram para a nave que os esperava. Ikki olhou para trás dando-se conta que o tempo correra depressa naquela terra e que, apesar de ter criado raízes ali, seu lugar era ao lado daquele que amara à primeira vista.
– Eles irão lembrar de mim? – perguntou Ikki olhando para as pessoas congeladas.
– Se você quiser...
– Sim, eu quero.
– Então deixe algo seu. Os objetos retêm um pouco da nossa essência. As lembranças não serão claras, mas aqueles que o amaram não o esquecerão. – disse Hyoga.
Ikki foi até Seiya, retirou o revólver do coldre e colocou-o na cintura do garoto.
– Cuide bem de todos, garoto. — disse o xerife para o rosto petrificado.
Antes de embarcar, Ikki olhou na direção dos cinquenta homens armados que também estavam paralisados com uma expressão de horror no rosto.
– Tenho que dar um jeito neles. – disse olhando para Hyoga.
– Eles são como aqueles que nos invadiram? – perguntou Hyoga.
– São até piores. Matam e roubam pelo prazer de fazê-lo. – respondeu Ikki.
Hyoga elevou a mão e uma espiral de neve foi até os homens envolvendo-os até deixá-los tão brancos como o gelo em seu planeta natal. Então, o jovem manipulador dos elementos estalou os dedos e todos se desintegraram, permanecendo apenas os animais intactos.
– Pronto, agora eles não serão mais um problema para aqueles que ficam. – disse Hyoga.
Ikki sorriu e rumou para dentro da nave junto com Hyoga. Assim que entraram, o restante voltou ao normal e, em segundos, a única coisa que se via era um ponto luminoso riscando os céus...
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Seiya olhava a arma de prata e sentia dificuldade em lembrar o que ela fazia em sua cintura. Esmeralda cozinhava e coçava a cabeça tentando lembrar quem ocupava, antes, o pequeno rancho que agora estava sob os cuidados do índio chamado Guilty. Aos poucos, os dois foram lembrando-se do jovem xerife que chegara e partira de modo inusitado.
A jovem suspirou, mas conformou-se em ter sido amiga de um homem tão especial e Seiya comprometeu-se a seguir-lhe os passos e tornar-se um xerife forte e responsável.
O índio apenas fumava um cachimbo olhando as espirais de fumaça subindo ao céu. De vez em quando, ele sorria e pedia ao Grande Espírito para proteger o grande guerreiro das estrelas.
A cidade foi retomando seu curso, todos com uma nítida sensação de terem vivido uma grande aventura. Lendas surgiram sobre o misterioso xerife chamado Fênix. Uns contavam que ele lutara contra o bando dos Cavaleiros negros que, na verdade, eram demônios vindos do Inferno embaixo da terra e partira, logo a seguir. Porém não havia nada que confirmasse a fantástica história, a não ser, cinquenta belos cavalos que agora pertenciam ao pequeno rancho conhecido como Terra do Fogo e que ficara aos cuidados do jovem Seiya e da bela Esmeralda...
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As mãos de Ikki se moveram naquele corpo, despindo-o e depois segurando-o para então começar a mordiscar o seu maxilar e deslizar a língua até a orelha, mordendo o lóbulo, circundando toda a região, deixando a respiração pesada metamorfosear-se em um gemido baixo e rouco que escapou, prazeroso, por sua garganta.
A poltrona inclinada jazia entre as muitas telas e instrumentos dentro da nave, porém os dois estavam concentrados um no outro, a excitação se fazendo presente na respiração entrecortada e nas carícias ávidas que trocavam entre si.
– Quis fazer isso no instante que o vi... – sussurrou Ikki junto ao ouvido de Hyoga.
– Ahh... Ikki... – gemeu Hyoga sentindo a pele nua e quente do guerreiro roçar na sua.
Ikki apertou-lhe a carne com força, enchendo a mão nas nádegas roliças e puxando-o para mais perto de si. Hyoga ofegou, entregue e ardente. Sua pele era fria, porém o guerreiro despertava-lhe um fogo jamais sentido...
– Diga... Diga que me quer dentro de você... – murmurou Ikki beijando-o no pescoço e depois buscando os lábios entreabertos para mordiscar e aprofundar o beijo.
– Quero... quero você, Ikki de Fênix...
O guerreiro sorriu e levou o falo até a entrada de Hyoga. Mantendo a conexão do olhar, penetrou-o devagar e de uma única vez. O jovem arqueou o corpo gemendo alto, primeiro de dor, depois de um prazer inédito e feroz.
Ikki moveu-se, sentindo-se tragar pelo corpo e pelos gemidos de Hyoga. A penetração ritmada e profunda atingia o menor, sendo acolhida por aquele corpo cada vez mais quente e receptivo. A expressão do jovem transformou-se em algo que atiçou ainda mais o poderoso guerreiro e ele apanhou uma das coxas de Hyoga, erguendo-a e levando ao ombro, não deixando de tocá-lo e tampouco cessando o contato visual e a movimentação intensa dos quadris.
O membro penetrado latejou de deleite, e uma poderosa energia, abaixo do ventre, expandiu-se pela pele, pelos músculos e chegou até o coração... Ikki fechou os olhos, mas logo os abriu. Não queria perder um segundo sequer daquelas expressões que Hyoga fazia mordendo os lábios e gemendo abafado... Olhava-o com um sentimento de posse e de orgulho por ter tê-lo tão entregue e tão seu...
Os movimentos ficaram intensos, ambos gemiam alto e sem nenhum controle. E, finalmente, o orgasmo veio para Hyoga, fazendo todo seu corpo estremecer e se contorcer. Ele franziu seu cenho e gemeu longamente, despejando o sêmen em curtos e prolongados jatos que molharam seu tórax e o de Ikki.
No instante seguinte, sentia aquele falo poderoso que ainda o tocava, derramar-se dentro de si e sorriu feliz ao ver Ikki gozar alto e rouco, apertando-o junto ao corpo e estremecendo de puro prazer.
Agora os olhos azuis claros como cristais estavam concentrados no homem a sua frente. Sua mão ficou acariciando aquele rosto másculo, rodeando suas formas com o dedo polegar, sentindo a respiração ofegante e o retumbar de ambos os corações...
– Eu te amo, Ikki de Fênix... – disse Hyoga.
Logo que ouviu as palavras de Hyoga, Ikki puxou-o para si e beijou-o sem sair de dentro dele. Assim que o beijo finalizou ele olhou para o amante e disse:
– Eu também te amo, meu príncipe...
Hyoga sorriu e então se deu conta que a nave se aproximava de um portal. Fechou os olhos e abraçou Ikki com força. Voltariam para casa ou teriam outro rumo? Hyoga não sabia e não se importava. Ikki era o seu mundo, o seu amor e o seu Anamchara e isso, para ele, era o bastante...
FIM
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